{"id":26948,"date":"2012-06-24T17:59:49","date_gmt":"2012-06-24T17:59:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26948"},"modified":"2012-06-24T17:59:49","modified_gmt":"2012-06-24T17:59:49","slug":"especialistas-discutem-os-rumos-da-tv-digital-e-da-comunicacao-publica-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26948","title":{"rendered":"Especialistas discutem os rumos da TV digital e da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Na noite desta quarta-feira (20), a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea) Cosette Castro e o assessor da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC) Diogo Mois&eacute;s protagonizaram debate sobre os avan&ccedil;os do campo p&uacute;blico na TV digital. O evento aconteceu em S&atilde;o Paulo, como parte do Ciclo de Debates Panorama da Comunica&ccedil;&atilde;o e Telecomunica&ccedil;&otilde;es, promovido pelo Ipea, Socicom e Bar&atilde;o de Itarar&eacute;. A media&ccedil;&atilde;o foi de Fernanda Carneiro, jornalista do Ipea.<\/p>\n<p>Cosette Castro apresentou um amplo panorama da TV digital no Brasil, abrangendo aspectos mercadol&oacute;gicos, pol&iacute;ticos e acad&ecirc;micos. Segundo a pesquisadora, o projeto de TV digital no Brasil &eacute; isolado e desconexo em rela&ccedil;&atilde;o a outras &aacute;reas, o que fragiliza a proposta. A campanha em torno da TV digital, segundo ela, tamb&eacute;m &eacute; ineficiente. &ldquo;O F&oacute;rum Brasileiro de TV Digital e o governo parecem empurrar um para o outro a miss&atilde;o de construir uma campanha s&oacute;lida&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com ela, a campanha brasileira &eacute; veiculada em hor&aacute;rios ruins, geralmente depois das 22h, com pouca frequ&ecirc;ncia e em poucos ve&iacute;culos. Como exemplo, Castro cita o caso da Argentina: &ldquo;H&aacute; uma ampla e atraente campanha, chamada Televisi&oacute;n Digital Abierta, com hist&oacute;rias animadas e musicadas, compreens&iacute;veis e informativas&rdquo;. Ela chama a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que a ideia de TV digital no Brasil n&atilde;o releva seu car&aacute;ter de servi&ccedil;o p&uacute;blico, limitando a inova&ccedil;&atilde;o apenas &agrave; quest&otilde;es t&eacute;cnicas, como melhorias de imagem e som.<\/p>\n<p>A pesquisadora definiu conte&uacute;dos e aplicativos digitais como &ldquo;programas de software para computadores, celulares, videojogos, revistas digitais, televis&atilde;o e converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica em geral&rdquo;. Ela ressaltou que os conte&uacute;dos podem ser desenvolvidos tanto em c&oacute;digo aberto &ndash; como o Ginga &ndash;, como em c&oacute;digo fechado. Os aplicativos t&ecirc;m capacidade de melhorar a qualidade de vida, afirma. &ldquo;Uma pessoa que depende do INSS pode marcar consulta sem sair de casa, por exemplo&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo Castro, os projetos de desenvolvimento de conte&uacute;dos, servi&ccedil;os e aplicativos digitais n&atilde;o passam de prot&oacute;tipos e a ind&uacute;stria de conte&uacute;dos digitais ainda n&atilde;o saiu do plano te&oacute;rico, sendo que o pa&iacute;s foi respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o do Ginga. &ldquo;Desde 2003, o pa&iacute;s investiu 150 milh&otilde;es na &aacute;rea de tecnologia digital, mas apenas 0,1% foram, de fato, empregados. O investimento em conte&uacute;dos digitais gera PIB, favorece o mercado de trabalho, aumenta a oferta e procura de conte&uacute;dos, al&eacute;m de estimular a cultura nacional&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Dentre outros fatores apontados por ela em sua pesquisa, receberam destaque o atraso da legisla&ccedil;&atilde;o em comunica&ccedil;&atilde;o, especialmente a eletr&ocirc;nica; a necessidade de revitaliza&ccedil;&atilde;o da TV p&uacute;blica e a constante descontinuidade dos projetos relacionados &agrave; TV digital e ao setor. &ldquo;A falta de continuidade nos projetos impede o desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas s&oacute;lidas na &aacute;rea, o que afeta, tamb&eacute;m, os investimentos no setor&rdquo;.<br \/><strong><br \/>Os desafios da TV p&uacute;blica<\/strong><\/p>\n<p>Diogo Mois&eacute;s explicou as dificuldades da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica no Brasil a partir do exemplo da EBC, criada em 2007. &ldquo;O sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s ainda &eacute; uma inten&ccedil;&atilde;o. At&eacute; o momento, tivemos apenas p&iacute;lulas dele&rdquo;, afirma. Em sua avalia&ccedil;&atilde;o, a EBC ainda est&aacute; na &ldquo;primeira inf&acirc;ncia&rdquo;, tendo enfrentado muitas dificuldades desde seu nascimento, j&aacute; que assumiu passivos da Radiobr&aacute;s.<\/p>\n<p>Segundo Mois&eacute;s, a defasagem nos campos da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e da TV digital est&aacute; intimamente relacionada. &ldquo;&Eacute; um processo pol&iacute;tico complexo, que passa pela arquitetura regulat&oacute;ria, recursos financeiros e forma&ccedil;&atilde;o&rdquo;, opina. Em sua vis&atilde;o, o governo precisa organizar o setor e planejar investimentos, construindo pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de longo prazo. &ldquo;A grande li&ccedil;&atilde;o at&eacute; agora &eacute; que os investimentos e projetos n&atilde;o podem ser descontinuados&rdquo;.<\/p>\n<p>Ainda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; EBC, Mois&eacute;s ressaltou que a institui&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo constru&iacute;da em pleno per&iacute;odo de transforma&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. Mesmo com o disparate entre os recursos financeiros de uma TV p&uacute;blica e de ve&iacute;culos comerciais, ele acredita que os produtos t&ecirc;m de ser pensados de forma &ldquo;transmidi&aacute;tica&rdquo;. &ldquo;Teremos um portal para agregar produ&ccedil;&atilde;o colaborativa, multim&iacute;dia e multiplataforma&rdquo;, afirma, acrescentando que &ldquo;multiplataforma n&atilde;o &eacute; apenas pegar um produto de TV e colocar em um hotsite, mas pensar novas din&acirc;micas de interatividade e participa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Tanto Mois&eacute;s quanto Castro avaliam que o campo do ensino &eacute; fundamental para o desenvolvimento das &aacute;reas de TV digital e TV p&uacute;blica. Segundo os debatedores, h&aacute; uma car&ecirc;ncia aguda em recursos humanos e forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea. &ldquo;Faltam iniciativas e recursos para capacita&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o profissional e acad&ecirc;mica na &aacute;rea&rdquo;, afirma Castro. Os dois defenderam o projeto da Escola Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, que ofereceria uma forma&ccedil;&atilde;o distinta do ensino mercadol&oacute;gico predominante nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino do pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na noite desta quarta-feira (20), a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea) Cosette Castro e o assessor da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC) Diogo Mois&eacute;s protagonizaram debate sobre os avan&ccedil;os do campo p&uacute;blico na TV digital. 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