{"id":26925,"date":"2012-06-12T15:57:49","date_gmt":"2012-06-12T15:57:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26925"},"modified":"2012-06-12T15:57:49","modified_gmt":"2012-06-12T15:57:49","slug":"leilao-de-4g-nao-atrai-novos-competidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26925","title":{"rendered":"Leil\u00e3o de 4G n\u00e3o atrai novos competidores"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O leil&atilde;o de licen&ccedil;as dos servi&ccedil;os de quarta gera&ccedil;&atilde;o da telefonia celular (4G) contar&aacute; com seis grupos que entregaram ontem os envelopes com os lances que dar&atilde;o in&iacute;cio &agrave; disputa marcada para o dia 12. A confirma&ccedil;&atilde;o veio ontem da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), ao receber as propostas de pre&ccedil;os e os &uacute;ltimos documentos exigidos no edital.<\/p>\n<p>A &uacute;nica surpresa da sess&atilde;o de entrega de documentos foi a aus&ecirc;ncia de novos grupos que prometiam acirrar a competi&ccedil;&atilde;o, o que refor&ccedil;ou a posi&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria de boa parte das empresas &agrave; licita&ccedil;&atilde;o da nova tecnologia &#8211; na faixa de 2,5 gigahertz (GHz) &#8211; associada aos servi&ccedil;os de telefonia e internet na zona rural &#8211; com o uso do 450 megahertz (MHz).<\/p>\n<p>At&eacute; mesmo uma das poucas prestadoras que apoiou o governo na escolha do leil&atilde;o misto, a sueca AINMT (Net1), n&atilde;o apareceu na &uacute;ltima fase da licita&ccedil;&atilde;o antes do leil&atilde;o propriamente dito. A convite da prestadora, t&eacute;cnicos do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es foram at&eacute; o continente europeu para conhecer a efici&ecirc;ncia da tecnologia usada na faixa de 450 MHz. No setor comenta-se que a desist&ecirc;ncia da operadora sueca se deu pela exig&ecirc;ncia de garantia bilion&aacute;ria &agrave;s empresas com interesse em adquirir a outorga para zona rural. A empresa n&atilde;o respondeu ontem a pedidos de entrevista feitos por e-mail.<\/p>\n<p>Outra aus&ecirc;ncia foi a da CTBC, controlada pelo grupo mineiro Algar Telecom, que havia confirmado interesse no leil&atilde;o at&eacute; h&aacute; poucos dias. Procurada pelo Valor, a empresa informou, por meio de nota, que sua estrat&eacute;gia ser&aacute; de continuar a desenvolver o mercado de 3G, com o lan&ccedil;amento de uma evolu&ccedil;&atilde;o da tecnologia, a 3G +, no pr&oacute;ximo semestre. &quot;Os clientes da companhia ter&atilde;o dispon&iacute;veis servi&ccedil;os com velocidades compat&iacute;veis para 4G&quot;, argumentou a tele na nota.<\/p>\n<p>Como j&aacute; era aguardado, as quatro principais operadoras de celular (Vivo, TIM, Claro e Oi) asseguraram ontem o direito de entrar na briga por novas radiofrequ&ecirc;ncias de celular. Essa expectativa j&aacute; existia em raz&atilde;o da necessidade de acomoda&ccedil;&atilde;o no mercado brasileiro. Para isso, estar&atilde;o focadas nas quatro licen&ccedil;as nacionais dos servi&ccedil;os de 4G.<\/p>\n<p>S&atilde;o justamente as compradoras dessas outorgas que devem assumir o &ocirc;nus de levar internet e telefonia &agrave; zona rural, caso n&atilde;o haja interessado no lote de 450 MHz (Lote 1). A Oi &eacute; a &uacute;nica empresa que demonstrou que pode ter interesse em levar a outorga nacional de servi&ccedil;os na zona rural. Este ano a prestadora realizou dois testes na frequ&ecirc;ncia de 450 MHz com o objetivo de atestar qualidade de servi&ccedil;os de voz e dados. Essa experi&ecirc;ncia, no entanto, poder&aacute; servir apenas para opera&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os na zona rural na regi&atilde;o correspondente &agrave; licen&ccedil;a nacional de 4G que for arrematada no leil&atilde;o, na hip&oacute;tese de n&atilde;o haver interessado no Lote 1.<\/p>\n<p>As outras duas empresas inscritas na licita&ccedil;&atilde;o foram a Sky e Sunrise &#8211; controlada pelo fundo de investimento do megainvestidor George Soros. As duas j&aacute; est&atilde;o no mercado brasileiro de TV por assinatura e n&atilde;o devem brigar com as operadoras de telefonia celular. Por isso, a previs&atilde;o &eacute; de que as estrat&eacute;gias da Sky e da Sunrise estejam voltadas para os lotes de licen&ccedil;as regionais de 4G. Arrecada&ccedil;&atilde;o esperada pela ag&ecirc;ncia &eacute; de at&eacute; R$ 6 bilh&otilde;es, se houver disputa entre as companhias pelos lotes A Sky j&aacute; vinha adquirindo empresas do seguimento de TV paga na modalidade de MMDS, que utiliza a cobi&ccedil;ada faixa de 2,5 GHz.<\/p>\n<p>A prestadora entende que a oferta de internet, complementando os planos de TV por assinatura via sat&eacute;lite, pode impulsionar sua expans&atilde;o no mercado. No caso da Sunrise, o interesse no leil&atilde;o da pr&oacute;xima semana &eacute; parecido com o da Sky. Recentemente, a prestadora controlada pelo bilion&aacute;rio h&uacute;ngaro-americano anunciou planos de investir R$ 500 milh&otilde;es no Brasil para ampliar a oferta de banda larga no pa&iacute;s. Para Jo&atilde;o Moura, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Prestadoras de Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es Competitivas (TelComp), as garantias solicitadas pela Anatel podem, em alguma medida, no caso de empresas menores, inibir investimentos. &quot;Os bancos cobram para dar a carta de cr&eacute;dito que servir&aacute; de garantia, um custo que prejudica as futuras linhas de financiamento da empresa&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>As empresas que comprarem licen&ccedil;as ter&atilde;o de elevar o montante a ser investido em fun&ccedil;&atilde;o da nova tecnologia, disse Moura. &quot;Ser&aacute; preciso ampliar redes e construir mais antenas do que se faz para a tecnologia 3G.&quot; O &aacute;gio tamb&eacute;m &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o para os participantes do certame. E o percentual poder&aacute; ser significativo, estima o analista Alex Pardellas, da Banif Corretora. &quot;Como os participantes s&atilde;o empresas grandes, n&atilde;o ser&aacute; o pre&ccedil;o que as impedir&aacute; de adquirir as licen&ccedil;as&quot;, disse.<\/p>\n<p>Para compara&ccedil;&atilde;o, no leil&atilde;o das faixas de 3G, em 2007, o total arrecadado chegou a R$ 5,3 bilh&otilde;es, com 86% de &aacute;gio. Para 4G, a soma de todos os lotes pode render uma arrecada&ccedil;&atilde;o de R$ 3,8 bilh&otilde;es, com base nos pre&ccedil;os m&iacute;nimos. Mas, se houver disputa entre as empresas, a Anatel eleva sua expectativa para R$ 5 bilh&otilde;es a R$ 6 bilh&otilde;es, tomando por base o &aacute;gil obtido em leil&otilde;es anteriores. Apesar de as propostas das companhias ficarem em sigilo at&eacute; o dia do leil&atilde;o, analistas da consultoria Teleco especulam que as faixas de 20 MHz (W e X, regi&otilde;es Norte, Nordeste e parte do Sudeste) t&ecirc;m boas chances de serem adquiridas por Claro e Vivo. J&aacute; as faixas de 10 MHz (V1 e V2, para regi&otilde;es Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste) s&atilde;o &aacute;reas que podem interessar &agrave; TIM e Oi, opinou a consultoria.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O leil&atilde;o de licen&ccedil;as dos servi&ccedil;os de quarta gera&ccedil;&atilde;o da telefonia celular (4G) contar&aacute; com seis grupos que entregaram ontem os envelopes com os lances que dar&atilde;o in&iacute;cio &agrave; disputa marcada para o dia 12. 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