{"id":26917,"date":"2012-06-01T17:01:54","date_gmt":"2012-06-01T17:01:54","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26917"},"modified":"2012-06-01T17:01:54","modified_gmt":"2012-06-01T17:01:54","slug":"estudo-so-20-dos-lares-nas-regioes-n-e-ne-acessam-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26917","title":{"rendered":"Estudo: s\u00f3 20% dos lares nas regi\u00f5es N e NE acessam internet"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Ap&oacute;s analisar os dados do estudo TIC Domic&iacute;lios, divulgado nesta quinta-feira pelo Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o (Cetic), classificou o Brasil em dois &quot;pa&iacute;ses&quot; diferentes. &quot;Um pa&iacute;s &eacute; o Sul-Sudeste-Centro-Oeste, e o outro &eacute; o Norte-Nordeste. No primeiro, a propor&ccedil;&atilde;o de domic&iacute;lios com acesso &agrave; internet &eacute; entre 40% e 50%. No segundo, ela gira em torno de 20%&quot;, afirmou ele. &quot;&Eacute; uma disparidade muito grande.&quot;<\/p>\n<p>A pesquisa fez um levantamento em 25 mil domic&iacute;lios para mensurar a presen&ccedil;a do computador e da internet nos lares brasileiros, e constatou uma grande diferen&ccedil;a no acesso &agrave; tecnologia. O Centro-Oeste, ressalvou o coordenador de pesquisas do Cetic, Juliano Cappi, tamb&eacute;m poderia ser dividido em dois. &quot;Existe Bras&iacute;lia, com um padr&atilde;o muito bom, e todo o resto, que se aproxima das regi&otilde;es Norte e Nordeste&quot;, disse ele.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do fator regional, o estudo apontou grandes diferen&ccedil;as de acordo com a renda e com o grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o. Nas classes A e B, por exemplo, o acesso &agrave; internet &eacute; feito por 96% e 76% dos domic&iacute;lios, respectivamente. Essas duas faixas, no entanto, representam apenas cerca de um quarto da popula&ccedil;&atilde;o. Todo o resto dos brasileiros ainda tem um prec&aacute;rio contato com a rede: 35% da classe C e apenas 5% das classes DE.<\/p>\n<p>Uma das consequ&ecirc;ncias da pesquisa foi evidenciar a import&acirc;ncia das lanhouses para a inclus&atilde;o digital. Apesar de esses estabelecimentos terem perdido import&acirc;ncia relativa no acesso &agrave; internet no Pa&iacute;s como um todo, eles ainda t&ecirc;m papel importante nas regi&otilde;es Norte e Nordeste, nas &aacute;reas rurais e nas faixas de renda mais baixas.<\/p>\n<p>Na classe A, o acesso &agrave; rede &eacute; praticamente todo feito a partir de casa (98%), enquanto as lanhouses possuem apenas uma import&acirc;ncia residual (8%). Por&eacute;m, para as faixas de renda menores, os centros de acesso pagos t&ecirc;m grande relev&acirc;ncia: nas classes DE, 60% dos pesquisados acessam a rede em lanhouses, enquanto apenas 21% o fazem em seus lares. &quot;As lanhouses continuam sendo importantes para a inclus&atilde;o digital&quot;, analisou Barbosa.<\/p>\n<p>&Aacute;reas rurais<br \/>A internet nas &aacute;reas rurais come&ccedil;ou a ser mensurada pelo CGI em 2008. De l&aacute; para c&aacute;, foi poss&iacute;vel notar um certo aumento, mas muito menor do que nas &aacute;reas urbanas. Enquanto nestas &uacute;ltimas o acesso &agrave; internet cresceu de 20% em 2008 para 43% no ano passado, a penetra&ccedil;&atilde;o da rede no meio rural foi de 4% em 2008 para 10% em 2011. &quot;Temos que planejar a&ccedil;&otilde;es voltadas para a &aacute;rea rural, porque se nada for feito a desigualdade tende a aumentar&quot;, alertou Barbosa.<\/p>\n<p>Quando se leva em considera&ccedil;&atilde;o toda a popula&ccedil;&atilde;o com mais de 10 anos, a diferen&ccedil;a se evidencia. Nas &aacute;reas urbanas, 50% das pessoas acessaram a internet nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses; nas rurais, o &iacute;ndice cai para 18%. &quot;Temos toda essa popula&ccedil;&atilde;o que est&aacute; alijada do acesso &agrave; internet. Isso &eacute; um alerta para que tenhamos um crescimento mais qualitativo&quot;, afirmou Cappi.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, os dados levantados pelo estudo servir&atilde;o para orientar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de inclus&atilde;o digital. &quot;O uso da internet no Brasil est&aacute; crescendo, isso &eacute; fato. No entanto as desigualdades n&atilde;o est&atilde;o se alterando&quot; analisou Cappi. &quot;Se os nossos planejamentos n&atilde;o come&ccedil;arem a combat&ecirc;-las, vamos alcan&ccedil;ar 50% dos domic&iacute;lios com internet e travar. O governo precisa buscar solu&ccedil;&otilde;es para minimizar essa diferen&ccedil;a&quot;, disse ele, no que lhe fez coro o secret&aacute;rio-executivo do CGI, Hartmut Glaser. &quot;A internet n&atilde;o deve ser um privil&eacute;gio para alguns, deve ser um bem a que todos t&ecirc;m acesso. Esperamos que com esses dados e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas n&atilde;o haja mais tanta diferen&ccedil;as entre o n&iacute;vel de acesso&quot;, afirmou.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s analisar os dados do estudo TIC Domic&iacute;lios, divulgado nesta quinta-feira pelo Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o (Cetic), classificou o Brasil em dois &quot;pa&iacute;ses&quot; diferentes. &quot;Um pa&iacute;s &eacute; o Sul-Sudeste-Centro-Oeste, e o outro &eacute; o Norte-Nordeste. 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