{"id":26892,"date":"2012-05-22T14:04:45","date_gmt":"2012-05-22T14:04:45","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26892"},"modified":"2012-05-22T14:04:45","modified_gmt":"2012-05-22T14:04:45","slug":"estudos-de-caso-quantificam-importancia-economica-e-social-da-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26892","title":{"rendered":"Estudos de caso quantificam import\u00e2ncia econ\u00f4mica e social da banda larga"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A Comiss&atilde;o para o Desenvolvimento da Banda Larga da Unesco e a Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT) divulgaram esta semana os resultados dos primeiros estudos de caso sobre o impacto da banda larga em pa&iacute;ses em desenvolvimento. Os mercados da Maced&ocirc;nia e da Rom&ecirc;nia foram analisados do ponto de vista do uso da banda larga para acesso a servi&ccedil;os como educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de. J&aacute; nas Filipinas e no Panam&aacute; o objetivo foi mensurar o papel da banda larga no crescimento da atividade econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p>&Agrave; exce&ccedil;&atilde;o do Panam&aacute;, onde a infraestrutura de banda larga fixa ainda tem maior peso na oferta do servi&ccedil;o, nos demais pa&iacute;ses o aumento da penetra&ccedil;&atilde;o se d&aacute; sobretudo por meio da banda larga m&oacute;vel. Nas Filipinas, por exemplo, a penetra&ccedil;&atilde;o da banda larga fixa era, em 2010, de apenas 2% em rela&ccedil;&atilde;o ao total da popula&ccedil;&atilde;o, enquanto os telefones com acesso &agrave; internet j&aacute; cobriam 23,5% do conjunto dos cidad&atilde;os no primeiro trimestre de 2011. Destes clientes, 13% tinham pacotes de dados. As proje&ccedil;&otilde;es da empresa de pesquisa de mercado Wireless Intelligence indicam que, em 2016, as conex&otilde;es m&oacute;veis de banda larga devem atingir 60,6% da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os estudos de caso n&atilde;o trazem nenhuma grande revela&ccedil;&atilde;o. Eles refor&ccedil;am as rela&ccedil;&otilde;es entre investimento em banda larga e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), e os efeitos indiretos da amplia&ccedil;&atilde;o das conex&otilde;es &agrave; internet no aumento da produtividade das empresas e tamb&eacute;m em n&iacute;vel pessoal. E tratam, no caso dos pa&iacute;ses estudados do Leste Europeu, da import&acirc;ncia da conectividade para o acesso aos servi&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de e para a redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade entre os cidad&atilde;os no acesso &agrave;s diferentes oportunidades.<\/p>\n<p><strong>R&aacute;pido avan&ccedil;o<\/strong><\/p>\n<p>Maced&ocirc;nia e Rom&ecirc;nia s&atilde;o dois pa&iacute;ses que no in&iacute;cio dos anos 2000 contavam com uma infraestrutura limitada de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Em 2002, a Maced&ocirc;nia n&atilde;o tinha oferta comercial de servi&ccedil;o banda larga. Em 2011, de acordo com o regulador local, havia 105 empresas fornecendo acesso &agrave; internet e um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; contava com conex&otilde;es fixas ou m&oacute;veis. Houve uma massifica&ccedil;&atilde;o da interconex&atilde;o das escolas &agrave; internet e, em todo o pa&iacute;s, os estudantes t&ecirc;m acesso &agrave; rede &ndash; a base &eacute; de 1,45 estudante por computador. Para atender as universidades foi constru&iacute;da uma rede acad&ecirc;mica de alta velocidade, a MARnet. E foram instalados 570 quiosques com acesso &agrave; internet em comunidades da zona rural.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros s&atilde;o modestos se comparados aos dos pa&iacute;ses da Europa ocidental, mas representam um grande avan&ccedil;o para um pa&iacute;s que se tornou independente da Iugosl&aacute;via em 1991 (ela era uma de suas regi&otilde;es mais pobres). Com todos os problemas decorrentes de se firmar como nova na&ccedil;&atilde;o, enfrentou uma grave crise em 2001, em fun&ccedil;&atilde;o de um movimento separatista encabe&ccedil;ado pelo minoria albanesa e foi duramente atingida, como os demais pa&iacute;ses europeus, pela crise 2008 e 2009. Com cerca de 2 milh&otilde;es de habitantes, &eacute; um pa&iacute;s pobre: o PIB per capita em 2010 era de US$ 9.700, 28,7% do PIB m&eacute;dio da Uni&atilde;o Europeia.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o dos autores do estudo de caso da Maced&ocirc;nia, o pa&iacute;s avan&ccedil;ou na adequa&ccedil;&atilde;o de seu arcabou&ccedil;o regulat&oacute;rio &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es definidas pela Uni&atilde;o Europeia no que se refere &agrave; banda larga e &agrave; Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o. J&aacute; atendeu os dispositivos regulat&oacute;rios de 2003 da UE e tamb&eacute;m &agrave; maior parte dos definidos na revis&atilde;o de 2009, que estar&atilde;o totalmente atendidos este ano.<\/p>\n<p>Ao contr&aacute;rio da Maced&ocirc;nia, um pa&iacute;s de pequenas dimens&otilde;es territoriais e popula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pequena, a Rom&ecirc;nia &eacute; o 19&ordm; pa&iacute;s da Uni&atilde;o Europeia em &aacute;rea e tem 221 milh&otilde;es de habitantes, dos quais 55% vivem na zona rural. Portanto, para ela, o desafio de massificar a banda larga &eacute; muito maior. Entre 2006 e 2011 quase triplicou a taxa de penetra&ccedil;&atilde;o da banda larga fixa de 5,5% para 14%. E, no ano passado, as conex&otilde;es m&oacute;veis superaram as fixas, cobrindo 16% do conjunto da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Como o pa&iacute;s tem uma expressiva popula&ccedil;&atilde;o rural, onde a oferta de banda larga &eacute; muito mais limitada, a taxa de penetra&ccedil;&atilde;o no conjunto do pa&iacute;s &eacute; baixa. Mas nas grandes cidades, como Bucareste, Cluj, Timisoara e Constanta, onde se concentra a popula&ccedil;&atilde;o urbana, n&atilde;o s&oacute; os n&iacute;veis de penetra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito superiores, como as velocidades oferecidas s&atilde;o bastante altas: 53% das conex&otilde;es variam entre 2 Mbps e 30 Mbps e 29%, entre 30 Mbps e 100 Mbps, a pre&ccedil;os m&eacute;dios bem mais competitivos que os praticados na Inglaterra. Isso porque conta com v&aacute;rios provedores de cabo, que competem entre si, e com provedores regionais concentrados em determinados bairros que oferecem o servi&ccedil;o por meio de fibra &oacute;ptica a&eacute;rea. De acordo com recente relat&oacute;rio da norte-americana Akamai, a Rom&ecirc;nia est&aacute; entre os pa&iacute;ses com maior velocidade real de acesso &agrave; internet.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores que analisaram a banda larga na Rom&ecirc;nia, o pa&iacute;s apresenta defici&ecirc;ncias no estimulo &agrave; popula&ccedil;&atilde;o para uso da internet e no seu treinamento e educa&ccedil;&atilde;o, apesar do sucesso do programa de instala&ccedil;&atilde;o de telecentros p&uacute;blicos. Outro desafio, em sua opini&atilde;o, &eacute; o atendimento da zona rural dentro das velocidades definidas pela agenda digital da Uni&atilde;o Europeia. Este atendimento vai demandar financiamento de fundos p&uacute;blicos externos, j&aacute; utilizados no programa desenvolvido no pa&iacute;s.<\/p>\n<p><strong>Celular tem forte impacto nas Filipinas<\/strong><\/p>\n<p>Se a banda larga fixa cresceu lentamente nas Filipinas na &uacute;ltima d&eacute;cada, com pequeno impacto nas atividades econ&ocirc;micas e penetra&ccedil;&atilde;o, ao final de 2009, de 7,37%, as conex&otilde;es m&oacute;veis explodiram entre 2006 e 2010. O relat&oacute;rio da Wireless Intelligence mostra que, em 2010, as conex&otilde;es m&oacute;veis somavam 12 milh&otilde;es contra 1,8 milh&otilde;es de acesso fixo, num pa&iacute;s de cerca de 100 milh&otilde;es de habitantes.<\/p>\n<p>Ao avaliar o impacto da expans&atilde;o da infraestrutura de banda larga m&oacute;vel no crescimento do PIB, uma vez que a lenta expans&atilde;o da fixa n&atilde;o teve maiores repercuss&otilde;es, os pesquisadores constataram que a contribui&ccedil;&atilde;o anual das conex&otilde;es m&oacute;veis foi de 0,32% ao ano na &uacute;ltima d&eacute;cada. &ldquo;Isso representou 6,9% de todo crescimento do PIB no per&iacute;odo, tendo em vista que o crescimento anual do PIB foi de 4,6%. Desde 2005, esse impacto quase dobrou, alcan&ccedil;ando 0,61% do PIB, o que representa 7,3% do crescimento de toda a economia do pa&iacute;s&rdquo;, afirma o estudo.<\/p>\n<p>No Panam&aacute; ocorreu o inverso. A contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; expans&atilde;o do PIB foi dada pela banda larga fixa, uma vez que, ate 2010, a oferta de conex&otilde;es dedicadas de banda larga m&oacute;vel era escassa. O modelo desenvolvido no estudo de caso mostra que a banda larga fixa contribuiu indiretamente para o crescimento de 0,44% do PIB anualmente, entre 200 e 2010. &ldquo;Tendo em vista que a economia cresceu, em m&eacute;dia, 4,6% ao ano, durante esse per&iacute;odo, essa estimativa sugere que a banda larga fixa sozinha foi respons&aacute;vel por 9,6% do crescimento de toda a economia panamenha na d&eacute;cada passada&rdquo;, afirma o relat&oacute;rio. No per&iacute;odo de 2005-2010, a contribui&ccedil;&atilde;o da banda larga fixa subiu para 0,82% do crescimento do PIB.<\/p>\n<p>O papel da banda larga vai continuar impulsionando o PIB, mas a import&acirc;ncia da banda larga fixa tende a recuar no Panam&aacute;, prev&ecirc; o estudo. Prospec&ccedil;&atilde;o de mercado realizada pela Wireless Intelligence mostra que quase metade da popula&ccedil;&atilde;o panamenha pretende, at&eacute; 2016, ter banda larga m&oacute;vel.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss&atilde;o para o Desenvolvimento da Banda Larga da Unesco e a Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT) divulgaram esta semana os resultados dos primeiros estudos de caso sobre o impacto da banda larga em pa&iacute;ses em desenvolvimento. 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