{"id":26885,"date":"2012-05-17T16:48:55","date_gmt":"2012-05-17T16:48:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26885"},"modified":"2012-05-17T16:48:55","modified_gmt":"2012-05-17T16:48:55","slug":"ministerio-publico-e-favoravel-a-regulacao-da-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26885","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Em novembro de 2010, a partir de a&ccedil;&atilde;o elaborada pelo professor F&aacute;bio Konder Comparato, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma A&ccedil;&atilde;o de Insconstitucionalidade por Omiss&atilde;o (ADO) visando a regulamenta&ccedil;&atilde;o de artigos da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal relativos &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o. Entre eles, o artigo 220, que pro&iacute;be o monop&oacute;lio e o oligop&oacute;lio nas comunica&ccedil;&otilde;es e que diz que cabe ao Estado estabelecer os meios legais para garantir a defesa de programas ou propagandas nocivas &agrave; sa&uacute;de e ao meio ambiente; o artigo 221, que define as finalidades da programa&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio e TV; e o artigo 5o, em sua previs&atilde;o sobre o direito de resposta. Segundo a a&ccedil;&atilde;o, mais de 20 anos depois da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o, o fato de o Congresso ainda n&atilde;o ter cumprido seu dever de regulamentar estes artigos resultaria em preju&iacute;zos consider&aacute;veis para a democracia brasileira. <\/p>\n<p>No final de abril, a Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica (PGR) finalmente emitiu seu parecer sobre o caso. Num texto assinado pela vice-Procuradora Geral da Rep&uacute;blica, Deborah Duprat, e aprovado pelo Procurador Geral Roberto Gurgel, o &oacute;rg&atilde;o m&aacute;ximo do Minist&eacute;rio P&uacute;blico se pronunciou favoravelmente &agrave; a&ccedil;&atilde;o. A PGR entende que h&aacute; a necessidade de disciplina legal da veda&ccedil;&atilde;o ao monop&oacute;lio e oligop&oacute;lio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, assim como uma atua&ccedil;&atilde;o promocional do Estado na democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o &#8211; em refer&ecirc;ncia &agrave;s finalidades da programa&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio e TV previstas no artigo 221. <\/p>\n<p>A Procuradoria tamb&eacute;m acredita que h&aacute; demora excessiva do Congresso Nacional na disciplina do direito de resposta, sem regula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica desde que o STF declarou revogada a Lei de Imprensa. E conclui admitindo a possibilidade de o Judici&aacute;rio estabelecer um prazo para que as leis que regulamentam esses as artigos da Constitui&ccedil;&atilde;o sejam finalmente aprovadas.<\/p>\n<p>Antes da PGR, tanto o Congresso Nacional quanto a Advocacia Geral da Uni&atilde;o (AGU) j&aacute; haviam emitido suas opini&otilde;es sobre a ADO. Em seus pareceres, por diferentes raz&otilde;es, manifestaram ao Supremo desacordo com a a&ccedil;&atilde;o.&nbsp; O presidente do Senado, Jos&eacute; Sarney (PMDB\/AP), por exemplo, disse que n&atilde;o h&aacute; omiss&atilde;o inconstitucional do Congresso na efetiva&ccedil;&atilde;o do que determina a Constitui&ccedil;&atilde;o para os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. O presidente da C&acirc;mara dos Deputados, Marco Maia (PT\/RS), alegou que j&aacute; existem projetos de lei em tramita&ccedil;&atilde;o tratando dos artigos constitucionais em quest&atilde;o. <\/p>\n<p>J&aacute; a AGU, que representa o governo federal junto ao Judici&aacute;rio, disse, por um lado, que&nbsp; o direito de resposta e a proibi&ccedil;&atilde;o de monop&oacute;lio e oligop&oacute;lio n&atilde;o dependem de regulamenta&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que a Constitui&ccedil;&atilde;o lhes garantiria &quot;efic&aacute;cia plena e aplicabilidade imediata&quot;. Por outro lado, em rela&ccedil;&atilde;o aos artigos 220 e 221, a AGU acredita que leis como o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente, o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor e a lei do V-Chip, mecanismo que permite o bloqueio de canais nos aparelhos de TV, j&aacute; seriam suficientes. Assim como o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (CCS), &oacute;rg&atilde;o auxiliar do Congresso que teria a fun&ccedil;&atilde;o de se pronunciar sobre assuntos da comunica&ccedil;&atilde;o em tramita&ccedil;&atilde;o no Parlamento brasileiro. A AGU n&atilde;o considerou, no entanto, que o CCS est&aacute; sem funcionar desde 2006, quando venceram os mandatos de seus membros e a mesa diretora do Senado n&atilde;o nomeou novos integrantes. <\/p>\n<p><strong>Regula&ccedil;&atilde;o e democracia<\/strong><\/p>\n<p>Antes de analisar ponto a ponto os pedidos descritos na ADO n&uacute;mero 10, a vice-Procuradora Geral da Rep&uacute;blica, Deborah Duprat, explicitou a posi&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal acerca do pr&oacute;prio debate p&uacute;blico sobre a regula&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&ldquo;A cada tentativa de discuss&atilde;o sobre o tema, imediatamente os grandes ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o se levantam para tach&aacute;-las de &ldquo;censura&rdquo;, invocando um discurso de que se trataria de restri&ccedil;&atilde;o a um direito fundamental absoluto&rdquo;, disse, no parecer. &ldquo;O princ&iacute;pio da liberdade de express&atilde;o &eacute; um dos mais importantes direitos fundamentais do sistema constitucional brasileiro. (&#8230;) Portanto, deve ser garantida pelo poder p&uacute;blico a possibilidade de livre manifesta&ccedil;&atilde;o de qualquer cidad&atilde;o, para que se desenvolva um debate ancorado em raz&otilde;es p&uacute;blicas sobre temas de interesse da sociedade. Desse modo, posturas como a da grande m&iacute;dia na verdade caracterizam uma tentativa de se evitar o debate, o que representa uma grave viola&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de express&atilde;o. Nesses casos, o efeito silenciador vem do pr&oacute;prio discurso&rdquo;, acrescentou. <\/p>\n<p>Deborah Duprat destacou o fato de marcos regulat&oacute;rios dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o serem comuns em praticamente todos os pa&iacute;ses europeus e tamb&eacute;m em na&ccedil;&otilde;es de tradi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-cultural liberal, como os EUA. Ela lembrou da Federal Communications Comission (FCC), o &oacute;rg&atilde;o regulador federal norte-americano respons&aacute;vel pela ado&ccedil;&atilde;o de medidas administrativas voltadas &agrave; disciplina do funcionamento do setor. E defendeu a recente experi&ecirc;ncia da Argentina como uma forma de promo&ccedil;&atilde;o da liberdade de express&atilde;o do conjunto da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>&ldquo;Buscando delimitar os par&acirc;metros de uma concep&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, o parlamento argentino aprovou, em outubro de 2009, a Lei 26522, denominada Ley de Servicios de Comunicaci&oacute;n Audiovisual, que disciplina temas como a propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e a veda&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas de monop&oacute;lio e oligop&oacute;lio. <br \/>Ao inv&eacute;s de serem vistas como antidemocr&aacute;ticas e restritivas de direitos fundamentais, as medidas de regula&ccedil;&atilde;o estatal s&atilde;o consideradas como uma forma de expans&atilde;o da liberdade de express&atilde;o e de pluraliza&ccedil;&atilde;o do conhecimento&rdquo;, explicou. <\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o da PGR, o poder p&uacute;blico tem n&atilde;o apenas o dever de se abster de violar o direito &agrave; liberdade de express&atilde;o mas tamb&eacute;m a obriga&ccedil;&atilde;o de promov&ecirc;-lo concretamente e de garanti-lo diante de amea&ccedil;as decorrentes da a&ccedil;&atilde;o de grupos privados. <\/p>\n<p>&ldquo;Revela-se leg&iacute;tima a interven&ccedil;&atilde;o do Estado na estrutura&ccedil;&atilde;o e no funcionamento do mercado. Principalmente quando se trata de coibir os excessos da concentra&ccedil;&atilde;o de poderes em determinados grupos econ&ocirc;micos, de modo a se garantir a diversidade de pontos de vista e a preval&ecirc;ncia da autonomia individual na livre forma&ccedil;&atilde;o da convic&ccedil;&atilde;o de cada um&rdquo;, afirma o parecer.<\/p>\n<p>Neste sentido, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal discorda da vis&atilde;o da AGU, para quem a norma prevista no artigo 220 tem efic&aacute;cia plena. Na leitura do MP, a realidade tem mostrado que a proibi&ccedil;&atilde;o constitucional a monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios na comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem sido suficiente para evitar sua forma&ccedil;&atilde;o. A Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica acredita que os n&iacute;veis da concentra&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia no pa&iacute;s s&atilde;o &ldquo;escandalosos&rdquo;, e que &ldquo;a press&atilde;o dos interessados na manuten&ccedil;&atilde;o do atual status quo (&#8230;) tem inviabilizado a regulamenta&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o da veda&ccedil;&atilde;o constitucional ao monop&oacute;lio e oligop&oacute;lio na m&iacute;dia&rdquo;. <\/p>\n<p>O pr&oacute;prio STF j&aacute; se manifestou sobre o tema, quando julgou a a&ccedil;&atilde;o que culminou no fim da Lei de Imprensa. Na leitura dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a proibi&ccedil;&atilde;o do monop&oacute;lio e do oligop&oacute;lio deve ser vista como um &ldquo;novo e aut&ocirc;nomo fator de conten&ccedil;&atilde;o de abusos do chamado poder social da imprensa&rdquo;.<\/p>\n<p>A interpreta&ccedil;&atilde;o vai ao encontro da Declara&ccedil;&atilde;o de Princ&iacute;pios sobre Liberdade de Express&atilde;o da Relatoria para a Liberdade de Express&atilde;o da Comiss&atilde;o Interamericana de Direitos Humanos, tamb&eacute;m citada por Deborah Duprat. O texto afirma que &ldquo;os monop&oacute;lios ou oligop&oacute;lios na propriedade e controle dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o devem estar sujeitos a leis anti-monop&oacute;lio, uma vez que conspiram contra a democracia ao restringirem a pluralidade e a diversidade que asseguram o pleno exerc&iacute;cio do direito dos cidad&atilde;os &agrave; informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>Direito de resposta e conte&uacute;do da programa&ccedil;&atilde;o televisiva<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo a mesma l&oacute;gica, a Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica tamb&eacute;m v&ecirc; necessidade de regulamenta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para a garantia da efetividade do direito de resposta, sobretudo porque, sem lei ordin&aacute;ria tratando do tema, apenas o aspecto da repara&ccedil;&atilde;o de danos &agrave; personalidade seria poss&iacute;vel, a partir do C&oacute;digo Civil. <\/p>\n<p>&ldquo;Pode-se considerar que o direito de resposta tem sido concebido no Brasil em termos estritamente privat&iacute;sticos. Afinal, existe regulamenta&ccedil;&atilde;o infraconstitucional quanto &aacute; repara&ccedil;&atilde;o de danos &agrave; personalidade (honra, imagem etc) no C&oacute;digo Civil e na legisla&ccedil;&atilde;o especial. Por&eacute;m, n&atilde;o h&aacute; o mesmo tipo de disciplina legal no &acirc;mbito da comunica&ccedil;&atilde;o social, para que assegurem os espa&ccedil;os e as condi&ccedil;&otilde;es para manifesta&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas daqueles que, porventura, tenham seus direitos desrespeitados atrav&eacute;s deste meio&rdquo;, explica Deborah Duprat.<\/p>\n<p>Neste sentido, para o MP, o direito de resposta funciona n&atilde;o apenas como um meio de prote&ccedil;&atilde;o de direitos da personalidade, mas tamb&eacute;m deve ser visto como um instrumento de garantia do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e do pluralismo interno dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, essenciais para a garantia do direito difuso &agrave; liberdade de express&atilde;o. <\/p>\n<p>J&aacute; sobre a determina&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o de que o Estado brasileiro estabele&ccedil;a os meios legais para que os cidad&atilde;os se defendam de programas ou propagandas abusivas, Deborah Duprat tamb&eacute;m foi enf&aacute;tica ao afirmar a insufici&ecirc;ncia dos mecanismos dispon&iacute;veis &agrave; popula&ccedil;&atilde;o brasileira. <\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o merece prosperar a alega&ccedil;&atilde;o da AGU de que a exist&ecirc;ncia de previs&atilde;o legal, por exemplo no ECA e no C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, descaracterizaria a omiss&atilde;o do Congresso Nacional. O fato de haver disposi&ccedil;&otilde;es pontuais e esparsas na legisla&ccedil;&atilde;o infraconstitucional a respeito de determinado tema constitucional n&atilde;o &eacute; suficiente para afastar a absten&ccedil;&atilde;o do legislador em regulament&aacute;-lo&rdquo;, disse. &ldquo;As normas legais mencionadas se referem a aspectos espec&iacute;ficos da sua proje&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito de rela&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas casu&iacute;sticas (direito de fam&iacute;lia e rela&ccedil;&otilde;es de consumo). Portanto, tem-se uma omiss&atilde;o ao menos parcial, na medida em que o legislador persiste sem disciplinar, de modo abrangente e referencial, as formas de garantia do interesse p&uacute;blico nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, concluiu.<\/p>\n<p><strong>In&eacute;rcia legislativa<\/strong><\/p>\n<p>O parecer da PGR termina respondendo indiretamente &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es do Congresso Nacional no que diz respeito &agrave; exist&ecirc;ncia de projetos de lei que tratam dos temas abordados na ADO 10 do professor Comparato. Para as Casas legislativas &ndash; C&acirc;mara e Senado &ndash; a mera exist&ecirc;ncia desses projetos impede que o Supremo considere o Congresso omisso na regulamenta&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o. Para o MP, no entanto, &eacute; poss&iacute;vel que exista uma situa&ccedil;&atilde;o de in&eacute;rcia do Poder Legislativo, que fa&ccedil;a com que os processos de tramita&ccedil;&atilde;o se arrastem por anos e anos. Nesses casos, o resultado &eacute; o mesmo da inexist&ecirc;ncia de qualquer projeto de lei.<\/p>\n<p>&ldquo;Mostra-se vi&aacute;vel e necess&aacute;rio um ju&iacute;zo de razoabilidade acerca do per&iacute;odo de elabora&ccedil;&atilde;o das normas legais, considerando-se a natureza da mat&eacute;ria e a urg&ecirc;ncia da sua disciplina perante os anseios da sociedade&rdquo;, disse Deborah Duprat. &ldquo;Dado o entendimento recente da Suprema Corte brasileira em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s omiss&otilde;es inconstitucionais, &eacute; cab&iacute;vel o estabelecimento de prazo razo&aacute;vel (&#8230;) para que o Congresso Nacional proponha s leis cab&iacute;veis&rdquo;. Este prazo, na avalia&ccedil;&atilde;o da PGR, seria de 18 meses.<\/p>\n<p>O jurista F&aacute;bio Konder Comparato comemorou a posi&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Para o presidente nacional do PSOL, deputado federal Ivan Valente, o parecer contribui significativamente para o fortalecimento da luta dos movimentos sociais pela regulamenta&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. &nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;O resultado de d&eacute;cadas de aus&ecirc;ncia de regras eficazes no campo da m&iacute;dia deixou o mercado capitalista &agrave; vontade para concentrar tamanho poder nas m&atilde;os de poucas fam&iacute;lias e para usar as concess&otilde;es de r&aacute;dio e televis&atilde;o para o benef&iacute;cio de interesses privados, meramente comerciais , com enorme preju&iacute;zo para a diversidade cultural em nosso pa&iacute;s. Diante deste quadro, garantir a circula&ccedil;&atilde;o de uma pluralidade de vozes, vis&otilde;es e opini&otilde;es no espa&ccedil;o midi&aacute;tico &eacute; fundamental para quebrar uma estrutura que hoje est&aacute; a servi&ccedil;o das elites pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas e avan&ccedil;armos na consolida&ccedil;&atilde;o da democracia no Brasil&rdquo;, concluiu Ivan Valente. &nbsp;<\/p>\n<p>Para contribuir com o processo, o Intervozes entrou com um pedido de amicus curiae junto ao Supremo Tribunal Federal, e aguarda decis&atilde;o da ministra Rosa Weber sobre a solicita&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica d&aacute; parecer positivo a a&ccedil;&atilde;o ajuizada pelo professor F&aacute;bio Comparato e pelo PSOL que pede ao Supremo Tribunal Federal para determinar ao Congresso a regulamenta&ccedil;&atilde;o de artigos da Constitui&ccedil;&atilde;o relativos a comunica&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[364],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26885"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26885"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26885\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}