{"id":26869,"date":"2012-05-11T18:42:07","date_gmt":"2012-05-11T18:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26869"},"modified":"2012-05-11T18:42:07","modified_gmt":"2012-05-11T18:42:07","slug":"entidades-criticam-atuacao-de-operadoras-no-pnbl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26869","title":{"rendered":"Entidades criticam atua\u00e7\u00e3o de operadoras no PNBL"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">A insatisfa&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios com as empresas de telefonia foi o foco do debate do semin&aacute;rio &ldquo;Banda Larga no Brasil e os direitos dos consumidores&rdquo;, realizado em Bras&iacute;lia na &uacute;ltima quinta (10). O evento, promovido pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), reuniu representantes de entidades da sociedade civil, usu&aacute;rios e do poder p&uacute;blico para discutir a implementa&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). <\/p>\n<p>As cr&iacute;ticas dos participantes foram direcionadas principalmente ao pacote ofertado pelas operadoras previstos nos termos de compromisso assinados com o governo. Os pacotes s&atilde;o oferecidos com velocidade de 1Mb ao custo de R$ 29 em locais com isen&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria e R$ 35 em locais sem isen&ccedil;&atilde;o. Segundo uma pesquisa realizada pelo Idec com usu&aacute;rios da internet, pouco mais de 60% dos entrevistados sabiam da exist&ecirc;ncia do PNBL e destes apenas metade tinha conhecimento da comercializa&ccedil;&atilde;o dos pacotes de internet popular. <\/p>\n<p>O advogado do Idec Guilherme Varella&nbsp;afirmou que as operadoras n&atilde;o cumprem com o acordo de ampla divulga&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es da internet popular, um dos requisitos para a participa&ccedil;&atilde;o das teles no plano. &ldquo;Apenas quem j&aacute; sabe sobre o plano consegue achar as ofertas nos sites, e ainda assim sente dificuldades (&#8230;) &Eacute; um jogo de esconde-esconde&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Outro aspecto apontado pela pesquisa foram as condi&ccedil;&otilde;es de acesso oferecidas pelos pacotes. Normalmente &eacute; imposta uma franquia de downloads pelas operadoras. No caso das empresas Oi e CTBC, o usu&aacute;rio que ultrapassar o limite de 500Mb tem sua velocidade reduzida at&eacute; &agrave; 128Kbps (velocida pr&oacute;xima ao acesso discado). <\/p>\n<p>Juliana Pereira, representante do Departamento Nacional de Defesa do Consumidor &ndash; &oacute;rg&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a -, tamb&eacute;m mostrou preocupa&ccedil;&atilde;o com a qualidade do servi&ccedil;o. &ldquo;N&atilde;o &eacute; novidade para ningu&eacute;m que as operadoras sejam as l&iacute;deres de reclama&ccedil;&atilde;o nos Procons&rdquo;, afirmou. Ela aponta as empresas Oi, Claro e Vivo como as tr&ecirc;s maiores respons&aacute;veis por reclama&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Apesar dos Procons aplicarem multas &agrave;s empresas, na maioria dos casos elas preferem levar os casos &agrave; justi&ccedil;a. &ldquo;As operadoras pensam ser mais barato pagar um advogado do que a repara&ccedil;&atilde;o &agrave; seus clientes&rdquo;, afirmou Juliana. O Idec ainda aponta outros problemas encontrados no ofercimento do pacote do PNBL, como a venda casada com outros servi&ccedil;os, taxas abusivas na instala&ccedil;&atilde;o de modens e a obriga&ccedil;&atilde;o de fideliza&ccedil;&atilde;o do cliente.<\/p>\n<p>O secret&aacute;rio de Telecomunica&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, Maximiliano Martinh&atilde;o,&nbsp;afirmou que os princ&iacute;pios norteadores do programa s&atilde;o reduzir o pre&ccedil;o da banda larga, expandir o acesso e garantir a qualidade do servi&ccedil;o. Quando defrontado com a pesquisa do Idec, Maximiliano ponderou que as considera&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o analisadas pelo Minist&eacute;rio e garantiu que ainda h&aacute; tempo para que essas falhas sejam corrigidas. <\/p>\n<p>O conselheiro da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) Rodrigo Zerbone admitiu que as reclama&ccedil;&otilde;es existem, mas que a Ag&ecirc;ncia est&aacute; atenta e preocupada com a quest&atilde;o. &ldquo;N&oacute;s estamos adotando medidas para aproximar mais o cidad&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es da Ag&ecirc;ncia&rdquo;, comentou. Ele usou como exemplo a transpar&ecirc;ncia do &oacute;rg&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos assuntos tratados pelo Conselho Diretor, como a transmiss&atilde;o na internet das reuni&otilde;es. &ldquo;Assim o cidad&atilde;o pode ter acesso direto &agrave;s repostas da ag&ecirc;ncia&rdquo;, disse Zerbone.<\/p>\n<p><strong>Regime p&uacute;blico e privado<\/strong><\/p>\n<p>Os participantes tamb&eacute;m apontaram a manuten&ccedil;ao do regime privado na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o como respons&aacute;vel pela fragilidade do PNBL. Para Jo&atilde;o Brant, representante do Intervozes, o fato do servi&ccedil;o estar sendo expandido n&atilde;o garante a qualidade do mesmo. &ldquo;Hoje temos um grande aumento do n&uacute;mero de dispositivos m&oacute;veis de telefonia e acesso &agrave; internet com qualidade muito ruim&rdquo;, criticou. Brant tamb&eacute;m usou a aus&ecirc;ncia da oferta de banda larga na regi&atilde;o Norte como exemplo da necessidade de universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>A advogada do Idec Veridiana Alimonti defendeu a necessidade da banda larga ser prestado em regime p&uacute;blico, com metas de universaliza&ccedil;&atilde;o e controle de tarifas. Esta op&ccedil;&atilde;o garantiria que os investimentos estruturais aplicados para a extens&atilde;o do servi&ccedil;o de banda larga se transformasse em patrim&ocirc;nio p&uacute;blico, mostrando que &eacute; um servi&ccedil;o essencial &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o &eacute; um fetichismo que n&oacute;s temos em tornar o regime p&uacute;blico, mas sim um conjunto de princ&iacute;pios que entendam a banda larga um direito&rdquo; explicou Alimonti. <\/p>\n<p><strong>Aferi&ccedil;&atilde;o da qualidade<\/strong><\/p>\n<p>Tamb&eacute;m foram feitas observa&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; medi&ccedil;&atilde;o da qualidade da banda larga definida pela Anatel. Fabr&iacute;cio Tamusiunas, gerente de projetos do Nic.br,&nbsp;observou que n&atilde;o basta apenas medir a velocidade da internet atrav&eacute;s de softwares instalados nos computadores dos usu&aacute;rios. &ldquo;H&aacute; outros problemas a serem considerados como a neutralidade de rede, desvio e perda de pacotes de dados. &Eacute; preciso que a medi&ccedil;&atilde;o seja feita tamb&eacute;m na origem dos servi&ccedil;os, ou seja, nas pr&oacute;prias operadoras&rdquo;, sugeriu.<\/p>\n<p>O processo de sele&ccedil;&atilde;o da Entidade Aferidora da Qualidade da banda larga foi contestado pela sociedade civil. As pr&oacute;prias operadoras definiram qual institui&ccedil;&atilde;o realizar&aacute; a medi&ccedil;&atilde;o. A escolhida foi a empresa de consultoria PriceWaterhouseCoopers em detrimento do Nic.br, &oacute;rg&atilde;o ligado ao Comit&ecirc; Gestor da Internet do Brasil. A consultoria inclusive j&aacute; tinha se posicionado contrariamente a medi&ccedil;&atilde;o da qualidade proposta pela Anatel, enquanto o Nic.Br j&aacute; vinha realizando levantamentos sobre qualidade do servi&ccedil;o. Mas a especialista em regula&ccedil;&atilde;o da Anatel Suzana Rodrigues garantiu que o processo foi o mais isento poss&iacute;vel. Suzana afirmou que o fato das operadoras terem escolhido a entidade que far&aacute; a medi&ccedil;&atilde;o de seus pr&oacute;prios servi&ccedil;os n&atilde;o alterar&aacute; em nada a fiscaliza&ccedil;&atilde;o, uma vez que a Anatel ainda seria respons&aacute;vel pela aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil apontam a falta de compromisso das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es na comercializa&ccedil;&atilde;o dos planos de banda larga popular. Governo promete fiscaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[545],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26869"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26869"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26869\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}