{"id":26865,"date":"2012-05-10T18:18:43","date_gmt":"2012-05-10T18:18:43","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26865"},"modified":"2012-05-10T18:18:43","modified_gmt":"2012-05-10T18:18:43","slug":"cpmi-deve-discutir-relacoes-da-cachoeira-com-a-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26865","title":{"rendered":"CPMI deve discutir rela\u00e7\u00f5es da Cachoeira com a m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p>As poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es entre o crime organizado e ve&iacute;culos de imprensa est&atilde;o na pauta dos questionamentos que os membros da CPMI do Cachoeira ir&atilde;o dirigir ao delegado da Pol&iacute;cia Federal (PF), Matheus Mela Rodrigues, e aos procuradores da Rep&uacute;blica, Daniel de Rezende Salgado e L&eacute;a Batista de Oliveira, convocados para depor nesta quinta (10). Eles s&atilde;o os respons&aacute;veis pela Opera&ccedil;&atilde;o Monte Carlo, deflagrada em 2011, que resultou na pris&atilde;o do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e levantou suspeitas sobre o envolvimento da quadrilha dele com parlamentares e grupos privados, incluindo a m&iacute;dia.<\/p>\n<p>Os deputados ter&atilde;o a oportunidade de questionar, por exemplo, o real car&aacute;ter das rela&ccedil;&otilde;es entre o contravetor e o diretor da revista Veja em Bras&iacute;lia, Policarpo Junior. Conforme levantamento feito por Carta Maior nas 1.661 p&aacute;ginas do Inqu&eacute;rito 3430, resultante da opera&ccedil;&atilde;o Monte Carlo, a revista Veja foi mencionada 78 vezes e, Policarpo, 53. Os documentos indicam que membros da quadrilha e Policarpo J&uacute;nior se encontram &ndash; presencialmente, fora as in&uacute;meras conversas telef&ocirc;nicas &ndash; pelo menos dez vezes. S&oacute; com Cachoeira foram quatro encontros.<\/p>\n<p>&ldquo;Quem tiver rela&ccedil;&atilde;o com a bandidagem ter&aacute; que ser investigado. N&atilde;o tem blindagem&rdquo;, disse o deputado C&acirc;ndido Vacarezza (PT-SP), titular da Comiss&atilde;o. Segundo ele, ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel concluir quais os reais alcances das rela&ccedil;&otilde;es entre o contraventor e a imprensa. Mas cabe, sim, &agrave; CPMI apurar a profundidade das den&uacute;ncias e ind&iacute;cios. De qualquer forma, o deputado acha prematuro se falar em convocar jornalistas ou diretores de ve&iacute;culos para depor. Para ele, &eacute; preciso aguardar o curso das investiga&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A deputada Lu&iacute;za Erundina (PSB-SP), coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o e o Direito a Comunica&ccedil;&atilde;o com Participa&ccedil;&atilde;o Popular (Frentecom), tamb&eacute;m defende que a investiga&ccedil;&atilde;o seja levada &agrave; cabo. &ldquo;Temos que desmascarar certas publica&ccedil;&otilde;es. As den&uacute;ncias devem ser apuradas e os poss&iacute;veis culpados punidos com rigor&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo ela, a investiga&ccedil;&atilde;o, em hip&oacute;tese alguma, significa censura &agrave; imprensa ou compromete &agrave; liberdade de express&atilde;o no pa&iacute;s. &ldquo;Liberdade de express&atilde;o &eacute; um direito individual, que se estende aos direitos sociais, aos direitos coletivos. &Eacute; um direito fundamental, diferentemente daquilo que se pretende como sendo censura. &Eacute; o direito de todo cidad&atilde;o e de toda cidad&atilde; se expressar, interagir com seus locutores. E n&atilde;o apenas de alguns poucos ve&iacute;culos de m&iacute;dia&rdquo;, esclareceu.<\/p>\n<p>O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que foi um dos primeiros a assinar um pedido de abertura de CPI para investigar as ramifica&ccedil;&otilde;es da quadrilha de Cachoeira, aprova a apura&ccedil;&atilde;o rigorosa. Segundo ele, os ind&iacute;cios da rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima entre Cachoeira e o diretor da Veja j&aacute; justificam a convoca&ccedil;&atilde;o de Policarpo Junior para depor.<\/p>\n<p>&ldquo;O direito ao sigilo da fonte &eacute; fundamental. O jornalista n&atilde;o &eacute; delegado, n&atilde;o tem obriga&ccedil;&atilde;o de investigar suas fontes. Mas ele tem o dever de investigar, sim, a veracidade das informa&ccedil;&otilde;es que presta &agrave; sociedade. Ele n&atilde;o pode divulgar mat&eacute;rias que, sabidamente, s&atilde;o de interesse do crime organizado. O Policarpo tem &eacute; que se antecipar e se oferecer para depor na CPMI&rdquo;, defendeu.<\/p>\n<p><strong>In&eacute;rcia da procuradoria-geral<br \/><\/strong><br \/>As rela&ccedil;&otilde;es entre a quadrilha de Cachoeira e a m&iacute;dia j&aacute; foram discutidas durante a sess&atilde;o da CPMI da &uacute;ltima ter&ccedil;a (8), quando prestou depoimento o delegado da PF Raul Alexandre Marques de Souza, respons&aacute;vel pela Opera&ccedil;&atilde;o Vegas, de 2009. Entretanto, conforme C&acirc;ndido Vacarezza, foram tratadas de forma muito superficial.<\/p>\n<p>Segundo o deputado, o que dominou o debate foi o fato do procurador-geral da Rep&uacute;blica, Roberto Gurgel, n&atilde;o ter solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura das investiga&ccedil;&otilde;es contra o senador Dem&oacute;stenes Torres (ex DEM-GO) e os deputados Carlos Ler&eacute;ia (PSDB-GO) e Sandes Junior (PP-GO), j&aacute; apontados como muito pr&oacute;ximos &agrave; Cachoeira.<\/p>\n<p>O delegado informou que as investiga&ccedil;&otilde;es foram entregues &agrave; Procuradoria, em 15 de setembro de 2009. Um m&ecirc;s depois, a subprocuradora-geral, Cl&aacute;udia Sampaio, mulher de Gurgel, disse ao delegado que a investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresentava ind&iacute;cios suficientes para instaura&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;rito. O procurador-geral s&oacute; tomou provid&ecirc;ncias &aacute; respeito do caso em mar&ccedil;o deste ano, ap&oacute;s o vazamento de informa&ccedil;&otilde;es oriundas da Opera&ccedil;&atilde;o Monte Carlo, que tamb&eacute;m investiga as ramifica&ccedil;&otilde;es da quadrilha de Cachoeira.<\/p>\n<p>A bancada do PT ainda n&atilde;o decidiu pela convoca&ccedil;&atilde;o do procurador-geral. &ldquo;O que a bancada definiu desde antes da instala&ccedil;&atilde;o da CPMI, e eu expressei bastante, &eacute; que ele deve explica&ccedil;&otilde;es &agrave; sociedade brasileira. A sociedade quer saber porque ele deixou as informa&ccedil;&otilde;es decorrentes da Opera&ccedil;&atilde;o Vegas escondidas durante tanto tempo na Procuradora&rdquo;, afirma o deputado C&acirc;ndido Vacarezza (PT-SP), titular da Comiss&atilde;o.<\/p>\n<p>A convoca&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o do procurador ser&aacute; definida na pr&oacute;xima audi&ecirc;ncia administrativa da CPMI, prevista para ocorrer no pr&oacute;ximo dia 17, dois dias ap&oacute;s o aguardado depoimento de Cachoeira. As oitivas desta quarta ser&atilde;o realizadas em car&aacute;ter reservado, sem o acompanhamento da imprensa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es entre o crime organizado e ve&iacute;culos de imprensa est&atilde;o na pauta dos questionamentos que os membros da CPMI do Cachoeira ir&atilde;o dirigir ao delegado da Pol&iacute;cia Federal (PF), Matheus Mela Rodrigues, e aos procuradores da Rep&uacute;blica, Daniel de Rezende Salgado e L&eacute;a Batista de Oliveira, convocados para depor nesta quinta (10). 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