{"id":26858,"date":"2012-05-08T17:40:09","date_gmt":"2012-05-08T17:40:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26858"},"modified":"2012-05-08T17:40:09","modified_gmt":"2012-05-08T17:40:09","slug":"banda-cara-e-lenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26858","title":{"rendered":"Banda cara e lenta"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Uma pesquisa com usu&aacute;rios de banda larga, fixa e m&oacute;vel, de 40 pa&iacute;ses, foi organizada pela Consumers International (CI), em colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com o objetivo de identificar os principais problemas e falhas desses servi&ccedil;os. A CI &eacute; uma federa&ccedil;&atilde;o mundial de entidades de defesa do consumidor, que re&uacute;ne 220 organiza&ccedil;&otilde;es de 115 pa&iacute;ses. O Idec foi o respons&aacute;vel pelos dados das Am&eacute;ricas.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que s&atilde;o comuns as queixas de usu&aacute;rios sobre a velocidade de conex&atilde;o &#8211; 75% dos usu&aacute;rios, em todos os pa&iacute;ses pesquisados, se queixaram da velocidade de sua conex&atilde;o, que n&atilde;o corresponderia ao que lhes foi vendido; sobre grandes obst&aacute;culos ou mesmo impossibilidade de mudan&ccedil;a de operadora; e sobre insatisfa&ccedil;&atilde;o com a forma como as empresas atendem &agrave;s reclama&ccedil;&otilde;es. E a fonte principal dessas distor&ccedil;&otilde;es &eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o da oferta. O Brasil n&atilde;o foge &agrave; regra, pois apenas tr&ecirc;s grupos controlam 80% do mercado da banda larga fixa e quatro grupos ficam, atualmente, com 98% da banda m&oacute;vel.<\/p>\n<p>Numa escala de 1 (situa&ccedil;&atilde;o de monop&oacute;lio) a 5 (mercado competitivo), o Brasil recebeu nota 2, a mesma dada ao Chile, Costa Rica e M&eacute;xico. Os pa&iacute;ses do continente americano tamb&eacute;m se destacam pelo pre&ccedil;o desses servi&ccedil;os, em geral, 50% mais alto que a m&eacute;dia internacional. E o Brasil deve estar entre os recordistas. Aqui, os usu&aacute;rios pagam o equivalente a US$ 50, enquanto os brit&acirc;nicos gastam, em m&eacute;dia, US$ 29 e os indianos, US$ 21.<\/p>\n<p>&quot;A falta de competi&ccedil;&atilde;o faz com que os pre&ccedil;os sejam altos&quot;, como disse Guilherme Varella, advogado do Idec e um dos respons&aacute;veis pela pesquisa (O Globo, 30\/4). &quot;As principais empresas investem em propaganda para angariar mais clientes. No entanto, n&atilde;o investem mais na malha de distribui&ccedil;&atilde;o.&quot;<\/p>\n<p>O elevado pre&ccedil;o cobrado no Brasil contrasta com o previsto no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), lan&ccedil;ado em maio do ano passado, cuja meta era a universaliza&ccedil;&atilde;o da oferta de internet r&aacute;pida, e cujos pre&ccedil;os deveriam variar entre R$ 35 e R$ 29,90, em locais onde houvesse isen&ccedil;&atilde;o fiscal. A chamada banda larga popular tem avan&ccedil;ado no Pa&iacute;s, embora mais lentamente do que se desejaria. Segundo informa&ccedil;&otilde;es do Idec, isso se deve, em grande parte, &agrave; falta de divulga&ccedil;&atilde;o do PNBL pelas operadoras, com as quais a Telebr&aacute;s firmou termos de compromisso. Quando h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o adequada, s&atilde;o comuns as propostas de empresas que condicionam a banda larga &agrave; compra de um plano de telefonia, o que &eacute; uma pr&aacute;tica ilegal, mas dif&iacute;cil de coibir. Isso acaba pesando no pre&ccedil;o cobrado do consumidor e trava, muitas vezes, a amplia&ccedil;&atilde;o do mercado. Outra caracter&iacute;stica do Pa&iacute;s &eacute; que 27% dos usu&aacute;rios consideram &quot;muito ruim&quot; o servi&ccedil;o de atendimento ao consumidor (SAC) de sua operadora.<\/p>\n<p>A pesquisa da Consumers International surpreende quanto ao total de brasileiros com acesso &agrave; internet, apresentado como sendo de 79 milh&otilde;es, bem mais do que geralmente se estima (60 milh&otilde;es). &Eacute; um n&uacute;mero muito significativo. Na &Iacute;ndia, somente 13,4 milh&otilde;es usam a internet, n&uacute;mero baix&iacute;ssimo numa popula&ccedil;&atilde;o que ultrapassa 1 bilh&atilde;o de pessoas.<\/p>\n<p>Os especialistas alertam, no entanto, para a qualifica&ccedil;&atilde;o do que &eacute; banda larga. Estima-se que s&oacute; 20% dos internautas brasileiros tenham acesso &agrave; internet com velocidade, pelo menos entre 256 quilobits por segundo (kbps) e l megabyte por segundo (Mbps). Para especialistas, a internet de 512 kbps a 784 kbps, como previsto pelo PNBL, n&atilde;o mereceria a qualifica&ccedil;&atilde;o de banda larga.<\/p>\n<p>No Brasil, quanto mais aumenta a oferta, mais aumentam as reclama&ccedil;&otilde;es, afirma Juliana Pereira, diretora do Departamento de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa do Consumidor do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. &quot;Cada vez mais estamos sendo atropelados pela evolu&ccedil;&atilde;o e converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica&quot;, observa. &quot;J&aacute; passamos pelos problemas da telefonia m&oacute;vel e temos que aprender com essa experi&ecirc;ncia.&quot;<\/p>\n<p>N&atilde;o parece haver d&uacute;vida de que o PNBL, al&eacute;m de ainda mal ter sa&iacute;do do papel, n&atilde;o supre a falta de uma regulamenta&ccedil;&atilde;o efetiva de prote&ccedil;&atilde;o ao consumidor.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa com usu&aacute;rios de banda larga, fixa e m&oacute;vel, de 40 pa&iacute;ses, foi organizada pela Consumers International (CI), em colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com o objetivo de identificar os principais problemas e falhas desses servi&ccedil;os. 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