{"id":26854,"date":"2012-05-02T17:02:08","date_gmt":"2012-05-02T17:02:08","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26854"},"modified":"2012-05-02T17:02:08","modified_gmt":"2012-05-02T17:02:08","slug":"governo-acumula-forcas-para-enfrentar-debate-sobre-a-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26854","title":{"rendered":"&#8220;Governo acumula for\u00e7as para enfrentar debate sobre a m\u00eddia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Em entrevista &agrave; Carta Maior, o secret&aacute;rio de Comunica&ccedil;&atilde;o do Partido dos Trabalhadores, deputado Andr&eacute; Vargas (PR), admite que h&aacute; um descompasso entre as bandeiras hist&oacute;ricas do PT para a comunica&ccedil;&atilde;o e a pol&iacute;tica praticada pelo governo. Mas afirma que a presidenta Dilma Rousseff enfrentar&aacute; o problema da alta concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, a exemplo do que vem fazendo com os juros banc&aacute;rios, porque possui mais condi&ccedil;&otilde;es efetivas de faz&ecirc;-lo do que o seu antecessor, o ex-presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva. Avalia que a CPMI do Cachoeira ajudar&aacute; a deslanchar o debate. &ldquo;A din&acirc;mica dos fatos estabelece uma liga&ccedil;&atilde;o a ser esclarecida entre a &lsquo;f&aacute;brica de crises&rsquo; que a grande imprensa utiliza sistematicamente, principalmente no per&iacute;odo em que o PT est&aacute; no poder&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p><strong>Carta Maior &#8211; Qual &eacute; o projeto do PT para a &aacute;rea de comunica&ccedil;&otilde;es? O PT recuou do programa apresentado nas elei&ccedil;&otilde;es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr&eacute; Vargas &#8211; <\/strong>O PT vem sistematicamente, nos seus documentos, retomando um debate que n&atilde;o &eacute; s&oacute; das elei&ccedil;&otilde;es, mas da hist&oacute;ria dos 32 anos do partido. A quest&atilde;o da democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es est&aacute; na nossa plataforma. A agenda pol&iacute;tica permanece n&atilde;o s&oacute; a mesma, como vem se aprimorando, buscando um foco. O PT continua com suas bandeiras, mas tem a conting&ecirc;ncia de ser o partido do governo. E a condu&ccedil;&atilde;o do governo tem outro ritmo.<\/p>\n<p><strong>Ent&atilde;o existe um descompasso entre o que o PT pensa para a Comunica&ccedil;&atilde;o e a forma como o governo age?<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute; natural que haja algum descompasso. Este &eacute; um governo de coaliz&atilde;o. Na nossa vis&atilde;o, o marco regulat&oacute;rio j&aacute; deveria estar em discuss&atilde;o, mas o governo administra sua coaliz&atilde;o, sua governabilidade. O PT ajuda o governo nessa governabilidade, mas discorda e deixa isso bem claro em todos os seus documentos. N&oacute;s lutamos por um marco regulat&oacute;rio que, de fato, enfrente quest&otilde;es como o monop&oacute;lio da m&iacute;dia, a desconcentra&ccedil;&atilde;o, a propriedade cruzada, a quest&atilde;o do conte&uacute;do regional, que rediscuta os contratos entre as afiliadas, o crescimento da internet etc.<\/p>\n<p><strong>E como se d&aacute; a press&atilde;o do PT nesse governo de coaliz&atilde;o? Qual o peso dela?<\/strong><\/p>\n<p>O partido dialoga de forma respeitosa com a presidente e este &eacute; tema <br \/>recorrente. Nos seus documentos, o PT nunca deixou de manifestar sua opini&atilde;o, sem deixar de entender que o governo tem o tempo dele e n&oacute;s temos o nosso. Os grandes ve&iacute;culos exercem tamb&eacute;m sua press&atilde;o sobre o governo. <\/p>\n<p>N&oacute;s vivemos em um ambiente democr&aacute;tico. Mas a m&iacute;dia [tradicional], em especial a Veja, n&atilde;o esconde que tem quase uma fixa&ccedil;&atilde;o pelo PT, que deve ser avaliada no campo da psiquiatria, da psicologia. Agora, a CPI do Cachoeira mostrar&aacute; mais um pouco disso. Muita coisa que a gente suspeitava pode ser verdade. Os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o bateram tamb&eacute;m no PSDB, mas no nosso caso h&aacute; um superdimensionamento. <\/p>\n<p><strong>O sr. est&aacute; dizendo que a grande m&iacute;dia usou desses expedientes especialmente nos governos do PT? <\/strong><\/p>\n<p>Isso ficou claro nos fatos que levaram &agrave; CPI do Cachoeira. &Eacute; a primeira vez que a m&iacute;dia n&atilde;o apoia uma CPI no seu nascimento. &Eacute; simb&oacute;lico isso. E s&oacute; passou a apoiar for&ccedil;ando uma mudan&ccedil;a de foco: elegeram a Delta [construtora respons&aacute;vel por obras do PAC] , e se esqueceram do Dem&oacute;stenes [Torres, senador por Goi&aacute;s] e do [Marconi] Perillo [governador de Goi&aacute;s]. Mas a gente fala m&iacute;dia como se fosse um ente absoluto. N&atilde;o &eacute; assim. <\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; mais porque a Globo falou que se torna verdade. Isso est&aacute; muito relativizado. N&atilde;o existe mais um jornal nacional no pa&iacute;s. Jornal impresso, muito menos. H&aacute; jornal em S&atilde;o Paulo que pretende ser nacional e n&atilde;o chega no ABC paulista. O governo tem feito alguns movimentos, ainda que n&atilde;o do jeito que a gente gostaria. A quest&atilde;o da regionaliza&ccedil;&atilde;o que a Secom [Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Presid&ecirc;ncia] faz. Eu gostaria que fizesse muito mais, mas j&aacute; h&aacute; mais investimentos na m&iacute;dia da internet. Antes eram 500 ve&iacute;culos que recebiam publicidade oficial. Hoje j&aacute; s&atilde;o mais de 8 mil. J&aacute; &eacute; alguma coisa.<\/p>\n<p><strong>No debate sobre a m&iacute;dia, a milit&acirc;ncia reclama que essa quest&atilde;o andou apenas no final do governo Lula e foi relegada a segundo plano no governo Dilma. <\/strong><\/p>\n<p>Em toda transi&ccedil;&atilde;o entre governos existe uma reacomoda&ccedil;&atilde;o. E o primeiro ano de todo governo &eacute; at&iacute;pico mesmo. Mas eu acredito que o governo Dilma ir&aacute; fazer muito neste campo, porque as condi&ccedil;&otilde;es de efetivamente fazer estar&atilde;o melhores do que as condi&ccedil;&otilde;es de efetivamente fazer que o Lula teve. <\/p>\n<p><strong>E, neste aspecto, a CPMI do Cachoeira ajuda?<\/strong><\/p>\n<p>Ajuda. N&atilde;o fomos n&oacute;s que criamos a CPI; n&atilde;o fomos n&oacute;s que delegamos a um senador moralista ser s&oacute;cio do crime organizado. Nosso governo investiga mais criminosos, a Pol&iacute;cia Federal tem melhores condi&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o. Mas n&atilde;o fomos n&oacute;s que criamos os fatos da CPI. O que n&oacute;s entendemos &eacute; que a din&acirc;mica dos fatos estabelece uma liga&ccedil;&atilde;o a ser esclarecida entre a f&aacute;brica de crises que a grande imprensa se utiliza sistematicamente e o crime, principalmente no per&iacute;odo em que o PT est&aacute; no poder. <\/p>\n<p>Ali&aacute;s, tem gente que estabelece semelhan&ccedil;as da capas da Veja de agora com as feitas no governo Collor, antes do impeachment. A revista nem foi criativa. Achou que havia esc&acirc;ndalo suficiente para derrubar um governo e seguiu o roteiro. Se isso foi feito de forma criminosa, como fez o [Rudolf] Murdoch [o magnata das comunica&ccedil;&otilde;es, controlador do jornal brit&acirc;nico News of the World, fechado por envolvimento em intercepta&ccedil;&atilde;o de conversas telef&ocirc;nicas de celebridades], esse &eacute; um debate leg&iacute;timo ao qual a sociedade deve ter acesso. Isso ser&aacute; um subproduto da chamada CPI do Cachoeira. Vai estar presente nas investiga&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>O que nos move &eacute; esclarecer os fatos. Se as grava&ccedil;&otilde;es obtidas[pela Veja] para construir as mat&eacute;rias foram feitas de forma ilegal, n&oacute;s queremos apurar. Queremos saber que rela&ccedil;&otilde;es esse jornalista [Policarpo J&uacute;nior] tinha com Cachoeira. Se um deputado ou senador tem que responder por associa&ccedil;&atilde;o com o crime organizado, uma empresa de comunica&ccedil;&atilde;o social tamb&eacute;m deve, pois n&atilde;o &eacute; uma empresa neutra. &Eacute; uma empresa que influencia opini&atilde;o. Por que este seguimento n&atilde;o pode ter uma avalia&ccedil;&atilde;o? Porque n&atilde;o podem se subordinar a uma confer&ecirc;ncia nacional? Ouvir o povo? No caso da TV Globo, ela &eacute; concess&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>\n<p><strong>Como enfrentar esses interesses, num ambiente de m&iacute;dia concentrada e sem crit&eacute;rio de regula&ccedil;&atilde;o? <\/strong><\/p>\n<p>A democracia &eacute; o melhor dos ambientes. Esse novo Brasil n&atilde;o est&aacute; sendo constru&iacute;do s&oacute; pelo PT, pelos partidos, mas tamb&eacute;m pelo povo. Quanto mais n&oacute;s conseguimos empoderar essa multiplicidade de comunica&ccedil;&otilde;es, redes e tudo, maior ser&aacute; o avan&ccedil;o. N&oacute;s temos hoje um processo de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o multiplicado, mas um processo de produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o ainda muito concentrado. Eu acredito que o governo est&aacute; armazenando as condi&ccedil;&otilde;es para encarar esse problema de frente, como fez com os bancos. N&oacute;s estamos em uma fase de ac&uacute;mulo de for&ccedil;as para fazer este debate. Que n&atilde;o &eacute; um debate simples de fazer. <\/p>\n<p><strong>Acumulando for&ccedil;as como? E a maioria legislativa do governo?<\/strong><\/p>\n<p>N&oacute;s n&atilde;o temos muita alternativa. Quando nos pronunciamos a favor da regula&ccedil;&atilde;o e o PSB, do neto do Miguel Arraes [Eduardo Campos, governador de Pernambuco] falou contra o documento do PT [que prop&otilde;e o novo marco regulat&oacute;rio, democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o etc], deu para perceber que n&atilde;o seria f&aacute;cil . E tudo isso passar&aacute; pelo Congresso Nacional. Para falar muito claramente sobre a correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as: a Emenda 3, a famigerada, perdemos. O C&oacute;digo Florestal, n&oacute;s arregimentamos for&ccedil;as e contamos 180 votos. Mas quando foi a voto n&atilde;o chegamos a 120 votos. Esses s&atilde;o os aliados que temos. <\/p>\n<p><strong>E como mudar essa correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as?<\/strong><\/p>\n<p>Onde &eacute; que o povo se manifesta nessa quest&atilde;o? Essa discuss&atilde;o n&atilde;o vai provocar uma passeata com 50 mil pessoas. H&aacute; poucas manifesta&ccedil;&otilde;es sobre isso no campo das redes e esse &eacute; um debate que a popula&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o assumiu. S&atilde;o importantes estrat&eacute;gias como a do FNDC [F&oacute;rum Nacional de Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o], de fazer uma campanha de populariza&ccedil;&atilde;o do marco regulat&oacute;rio da comunica&ccedil;&atilde;o. Mas o PT n&atilde;o pode fazer essa mobiliza&ccedil;&atilde;o sozinho, inclusive porque o tema fica estigmatizado como sendo algo do PT. Este &eacute; um trabalho para o conjunto de partidos, entidades, grupos e movimentos envolvidos nesse debate. Ali&aacute;s, muito me impressiona entidades do n&iacute;vel da OAB e a CNBB n&atilde;o entrarem nesta agenda, pois isso interessa tamb&eacute;m a esses seguimentos.<\/p>\n<p><strong>Essa resist&ecirc;ncia n&atilde;o teria a ver com essa interpreta&ccedil;&atilde;o de que a regula&ccedil;&atilde;o cercear&aacute; a liberdade de express&atilde;o? <\/strong><\/p>\n<p>Por isso &eacute; que nossa vis&atilde;o &eacute; que a nossa campanha seja pela liberdade de express&atilde;o. Por que &eacute; isso o que n&oacute;s defendemos: uma liberdade de ir e vir, de receber, mas tamb&eacute;m de oferecer, de interagir. E a converg&ecirc;ncia digital oferecer essa possibilidade. <\/p>\n<p><strong>Por que o senhor assegura que o governo Dilma tem melhores condi&ccedil;&otilde;es de fazer esse debate que o governo anterior?<\/strong><\/p>\n<p>O governo vai ter que enfrentar este tema, e ningu&eacute;m do governo disse que n&atilde;o vai enfrentar. O governo tem um desafio hist&oacute;rico de dar conta dessa demanda, que &eacute; uma demanda estrutural da sociedade brasileira. N&atilde;o &eacute; uma demanda ut&oacute;pica, uma quest&atilde;o qualquer. &Eacute; uma quest&atilde;o de fundo. O governo, dentro do processo de governabilidade, est&aacute; acumulando energia e for&ccedil;a. N&oacute;s n&atilde;o temos d&uacute;vida de que o governo tem este compromisso. Mas o PT vai continuar dizendo e tensionando. N&atilde;o nos compete avaliar perfil de ministros, mas compete refor&ccedil;ar uma posi&ccedil;&atilde;o que a presidente tem colocado: a de que &eacute; favor&aacute;vel &agrave; liberdade de imprensa &ndash; ali&aacute;s, isso nunca foi uma dicotomia para n&oacute;s. <\/p>\n<p>N&oacute;s somos favor&aacute;veis e somos frutos da liberdade de imprensa. A esquerda, o Lula, a Dilma, tudo isso &eacute; fruto da liberdade de imprensa. Mas tamb&eacute;m sofremos e padecemos da concentra&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia que, muitas vezes, imp&otilde;e uma vis&atilde;o que limita o desenvolvimento da sociedade. N&oacute;s n&atilde;o queremos que o PT se perpetue no poder, mas que a sociedade brasileira seja cada vez mais civilizada, aberta, sem preconceitos, onde todos tenham direito a comer, beber, vestir, emprego, universidade, lazer, esporte, enfim, a comunicar, a se ver, a ter identidade. N&oacute;s n&atilde;o cogitamos a hip&oacute;tese de que isso n&atilde;o seja por uma via democr&aacute;tica. E a via democr&aacute;tica &eacute; o Congresso Nacional. Isso n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o vamos debater os temas que n&atilde;o t&ecirc;m apoio da maioria do Congresso. Vamos debater, mas vai chegar a hora de votar. Mas existem passos que n&atilde;o demandam mudan&ccedil;a de legisla&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante, por exemplo, cobrar a instala&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o, que est&aacute; na Constitui&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Secret&aacute;rio de Comunica&ccedil;&atilde;o do Partido dos Trabalhadores, Andr&eacute; Vargas, diz que os meios  de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem ser poupados das  investiga&ccedil;&otilde;es da CPI do Cachoeira. <\/span><span class=\"padrao\">Para ele, a presidenta Dilma enfrentar&aacute; o  tema da concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1683,1684],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26854"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26854\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}