{"id":26845,"date":"2012-04-26T15:49:04","date_gmt":"2012-04-26T15:49:04","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26845"},"modified":"2012-04-26T15:49:04","modified_gmt":"2012-04-26T15:49:04","slug":"e-mais-facil-intervir-num-prestador-em-regime-privado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26845","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 mais f\u00e1cil intervir num prestador em regime privado&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\"><em>[T&iacute;tulo original: Servi&ccedil;o convergente poder&aacute; substituir a concess&atilde;o] <\/em><\/p>\n<p>O conselheiro Jarbas Valente prop&otilde;e a migra&ccedil;&atilde;o de todos os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, inclusive do STFC, para uma licen&ccedil;a &uacute;nica de servi&ccedil;o convergente, em regime privado, com plano de metas a ser revisto a cada cinco anos. Os bens revers&iacute;veis poder&atilde;o ser trocados por investimentos em redes de nova gera&ccedil;&atilde;o.<br \/>&nbsp;<br \/>O avan&ccedil;o da converg&ecirc;ncia de plataformas e servi&ccedil;os, oferecidos em pacotes de voz fixa e m&oacute;vel, dados e v&iacute;deo, seria acelerado, com benef&iacute;cios para o usu&aacute;rio, se houvesse uma atualiza&ccedil;&atilde;o do marco regulat&oacute;rio das telecomunica&ccedil;&otilde;es, com a cria&ccedil;&atilde;o de uma licen&ccedil;a &uacute;nica de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, a exemplo do que j&aacute; ocorre, por exemplo, na Europa, que criou o servi&ccedil;o universal. Tendo em vista esse cen&aacute;rio, o conselheiro Jarbas Valente, vice-presidente da Anatel, apresentou, durante o&nbsp; 29&ordm; Encontro Tele.S&iacute;ntese, realizado em Bras&iacute;lia, no dia 17 de abril, a proposta de cria&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o convergente, a ser prestado em regime privado. A proposta, ainda em debate no &acirc;mbito interno da Anatel, se aprovada pelo conselho diretor poder&aacute; ser transformada em sugest&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o regulador ao novo marco regulat&oacute;rio em elabora&ccedil;&atilde;o pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e que ser&aacute; submetido &agrave; consulta p&uacute;blica.<\/p>\n<p>Nesta entrevista ao Tele.S&iacute;ntese, Valente detalha a proposta, apresenta os motivos por ter optado por colocar o servi&ccedil;o convergente sob a presta&ccedil;&atilde;o em regime privado, vincula a cria&ccedil;&atilde;o do novo servi&ccedil;o a um plano de metas a ser cumprido por todas as empresas que quiserem migrar para o novo servi&ccedil;o e prop&otilde;e que essas metas sejam renovadas a cada cinco anos, criando condicionantes de melhoria da presta&ccedil;&atilde;o que hoje n&atilde;o exitem para os servi&ccedil;os que n&atilde;o est&atilde;o sob a concess&atilde;o, caso do STFC, e para aqueles que n&atilde;o usam frequ&ecirc;ncia, caso do Servi&ccedil;o de Cmunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia.<\/p>\n<p>Ele explica, tamb&eacute;m, porque &eacute; interessante a r&aacute;pida mudan&ccedil;a do STFC para um novo servi&ccedil;o, com manuten&ccedil;&atilde;o de suas obriga&ccedil;&otilde;es e cria&ccedil;&atilde;o de novos condicionantes. &ldquo;O servi&ccedil;o telef&ocirc;nico fixo est&aacute; em decl&iacute;nio e perdendo receita. N&atilde;o podemos esperar 2025, quando se encerram as atuais concess&otilde;es do STFC, para fazer esta discuss&atilde;o, pois o valor dos ativos revers&iacute;veis &agrave; Uni&atilde;o estar&atilde;o muito desvalorizados&rdquo;, avalia. Sua ideia &eacute; de que os bens revers&iacute;veis &agrave; Uni&atilde;o sejam valorados e que as empresas sejam obrigadas, ao aderir &agrave; migra&ccedil;&atilde;o para o novo servi&ccedil;o convergente, a investir volume de recursos equivalentes em redes de banda larga de nova gera&ccedil;&atilde;o, com prioridade para o atendimento das regi&otilde;es com pior infraestrutura de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Tele.Sintese &ndash; A converg&ecirc;ncia de servi&ccedil;os e de plataformas&nbsp; demanda uma reorganiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os na Anatel e a cria&ccedil;&atilde;o de novas licen&ccedil;as? O senhor tem uma proposta para cria&ccedil;&atilde;o de uma licen&ccedil;a unificada? <\/strong>&nbsp;<br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Este processo aconteceu no mundo todo. Nos pa&iacute;ses desenvolvidos, que est&atilde;o sempre um pouco &agrave; frente da gente, os servi&ccedil;os tamb&eacute;m sempre foram, no passado, vinculados &agrave; tecnologia. Na TV paga por micro-ondas t&iacute;nhamos o MMDS, o LMDS&#8230; O pr&oacute;prio portif&oacute;lio da Anatel tinha mais de 70 servi&ccedil;os. Com o tempo, fomos diminuindo isso. Um exemplo cl&aacute;ssico &eacute; o da TV por assinatura. A lei da TV por assinatura&nbsp; aprovada pelo Congresso Nacional, no ano passado, unificou o servi&ccedil;o at&eacute; ent&atilde;o dividido por tecnologias. Quando era via sat&eacute;lite, t&iacute;nhamos o DTH; quando por microondas, numa faixa, o MMDS; noutra, o LMDS. A TV a cabo&#8230; E assim foi. At&eacute; que tudo foi unificado em um servi&ccedil;o s&oacute;, o Servi&ccedil;o de Acesso Condicionado (SeAC). A Anatel j&aacute; vinha fazendo isso nos demais servi&ccedil;os.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Qual &eacute; o cen&aacute;rio hoje?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Agora, chegamos em um n&iacute;vel no qual temos cinco grandes fam&iacute;lias de servi&ccedil;os, todos p&uacute;blicos, de interesse coletivo. Neste grupo, temos um que &eacute; prestado em regime p&uacute;blico, e tamb&eacute;m em regime privado, que &eacute; o STFC. Os demais, s&atilde;o todos prestados em regime privado. Um deles, inclusive, o SeAC, define em lei a presta&ccedil;&atilde;o em regime privado. O STFC tamb&eacute;m, por lei, &eacute; caracterizado como servi&ccedil;o p&uacute;blico&#8230;<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese&nbsp; &ndash; Mas, afinal, qual a vantagem de se ter uma licen&ccedil;a de servi&ccedil;os convergentes?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente<\/strong> &ndash;&nbsp; Hoje, como damos outorgas individuais, e a legisla&ccedil;&atilde;o permite que seja dada para a mesma empresa uma outorga individual para cada tipo de servi&ccedil;o, quando a empresa comercializa para o usu&aacute;rio final, vende os&nbsp; servi&ccedil;os um por um. A&iacute; surgem as dificuldades para a Anatel discutir se se trata ou n&atilde;o de venda casada. Assim, a primeira vantagem de uma outorga &uacute;nica (na Europa, temos a autoriza&ccedil;&atilde;o universal para servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&otilde;es) &eacute; o fato de a empresa vender ao usu&aacute;rio final um conjunto de servi&ccedil;os, definir o pre&ccedil;o total, e descrever o valor de cada servi&ccedil;o. Isso quer dizer que cada servi&ccedil;o continua a existir individualmente, mas o usu&aacute;rio final adquire um conjunto. Isso facilita muito para o usu&aacute;rio.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Qual a dificuldade para chegar l&aacute;?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Isto s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel se os servi&ccedil;os estiverem todos sob um mesmo regime.<\/p>\n<p><strong>Tele.Sintese &ndash; Em sua proposta de cria&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o &uacute;nico convergente, o senhor considerou tanto a possibilidade de estarem todos sob regime p&uacute;blico quanto sob regime privado. Por que considerou este segundo como o melhor caminho?<br \/>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Por que a gente colocou, &agrave; &eacute;poca, o STFC em regime p&uacute;blico? &Eacute; bom resgatar a origem, l&aacute; em 1995. Primeiro, porque quer&iacute;amos universalizar um servi&ccedil;o que n&atilde;o estava universalizado. Ele tinha de estar capilarizado no Brasil todo. Ent&atilde;o, precis&aacute;vamos ter seguran&ccedil;a para trocar de m&atilde;os um patrim&ocirc;nio p&uacute;blico, no caso a Telebras e sua infraestrutura. Mesmo adquirindo 18% das a&ccedil;&otilde;es, os compradores privados teriam o direito de administrar as operadoras do STB. Nossa maior d&uacute;vida era se coloc&aacute;vamos uma golden share, como fez Portugal, ou, se n&atilde;o fosse isso, qual seria a alternativa. A op&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, criada pelo Sunfeld (o advogado Carlos Ari Sunfeld, que assessorou o governo na formula&ccedil;&atilde;o da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es ), foi estabelecer o regime p&uacute;blico para a telefonia fixa, o servi&ccedil;o a ser universalizado, com algumas garantias. A principal delas, a reversibilidade &agrave; Uni&atilde;o dos bens necess&aacute;rios &agrave; presta&ccedil;&atilde;o do STFC . Caso a licita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fosse um sucesso, e as empresas n&atilde;o dessem conta no prazo de cinco anos de universalizar a presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, o Estado tornaria a reassumir. E no dia em que houvesse competi&ccedil;&atilde;o suficiente, a ideia imaginada naquela &eacute;poca &eacute; que mudar&iacute;amos o regime do STFC. Sair&iacute;amos do regime p&uacute;blico para o privado. &Eacute; bom frisar que os servi&ccedil;os n&atilde;o deixam de ser p&uacute;blicos, porque, por defini&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o p&uacute;blicos todos os servi&ccedil;os cedidos por autoriza&ccedil;&atilde;o, permiss&atilde;o ou concess&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Mas qual a vantagem de colocar o servi&ccedil;o convergente como servi&ccedil;o prestado em regime privado e de migrar o STFC para o regime privado?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Hoje, quando a gente analisa a situa&ccedil;&atilde;o do STFC, constata que o servi&ccedil;o p&uacute;blico est&aacute; universalizado. Todas as localidades com mais de 300 habitantes t&ecirc;m oferta do servi&ccedil;o nas resid&ecirc;ncias, ou seja, t&ecirc;m rede. E j&aacute; tem empresa que presta o STFC no regime privado, empresa&nbsp; chamada nova entrante que n&atilde;o &eacute; concession&aacute;rias desse servi&ccedil;o, que &eacute; maior do que uma concession&aacute;ria de STFC no regime p&uacute;blico. Ent&atilde;o, a pergunta: qual a diferen&ccedil;a do regime p&uacute;blico para o privado? Basicamente, as obriga&ccedil;&otilde;es e os condicionamentos a que o servi&ccedil;o prestado em regime p&uacute;blico est&aacute; sujeito. Ent&atilde;o, se criarmos uma nova estrutura regulat&oacute;ria e nela amarrarmos um planos de metas, vamos garantir a continuidade dos servi&ccedil;os e os compromissos a eles relacionados.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; H&aacute; uma certa confus&atilde;o na sociedade sobre o que &eacute; e o que n&atilde;o &eacute; p&uacute;blico, servi&ccedil;os em regime p&uacute;blico e em regime privado. Quando o senhor afirma que todos os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o p&uacute;blicos, mesmo aqueles prestados em regime privado, o que quer dizer com isso? Qual a garantia que a sociedade tem sobre a continuidade do servi&ccedil;o, no caso, por exemplo, de uma empresa privada quebrar?<\/strong><br \/>Jarbas Valente &ndash; No caso do servi&ccedil;o em regime p&uacute;blico, deixamos expl&iacute;cito na legisla&ccedil;&atilde;o que o Estado assume o servi&ccedil;o caso ele deixe de ser prestado pela concession&aacute;ria. No caso do servi&ccedil;o privado, a interven&ccedil;&atilde;o do Estado est&aacute; impl&iacute;cita, porque a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, em seu artigo 21, diz que quando um servi&ccedil;o &eacute; explorado na forma de concess&atilde;o, permiss&atilde;o ou autoriza&ccedil;&atilde;o, ele &eacute; do Estado, &eacute; p&uacute;blico. Ent&atilde;o, todos os servi&ccedil;os s&atilde;o p&uacute;blicos. E tamb&eacute;m est&aacute; na Constituti&ccedil;&atilde;o que o Estado tem de manter o servi&ccedil;o. Se um servi&ccedil;o &eacute; p&uacute;blico, est&aacute; na Lei de Concess&otilde;es que o Estado tem manter os servi&ccedil;os dados por autoriza&ccedil;&atilde;o. Assim, se uma grande empresa do Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal (o SMP &eacute; prestado em regime privado), que &eacute; fundamental para o pa&iacute;s, estiver com problemas, temos de intervir nela e assumir a opera&ccedil;&atilde;o at&eacute; que ela seja vendida. Ou mesmo uma empresa pequena, quando pede uma ren&uacute;ncia &agrave; Anatel para deixar de prover o servi&ccedil;o, a ag&ecirc;ncia s&oacute; torna vi&aacute;vel essa ren&uacute;ncia depois de verificar como ficam sua infraestrutura e seus assinantes.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Em outros pa&iacute;ses, os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o prestados em que regime?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash; <\/strong>S&atilde;o todos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, mas sem as distin&ccedil;&otilde;es que temos no Brasil de regime p&uacute;blico e regime privado. O que h&aacute;, como nos nossos servi&ccedil;os privados, s&atilde;o os contratos, em cujas autoriza&ccedil;&otilde;es se amarram todas as obriga&ccedil;&otilde;es das empresas junto ao regulador.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash;&nbsp; Nos pa&iacute;ses europeus, mesmo a universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga, prestada por empresas privadas, &eacute; feita por contratos de autoriza&ccedil;&atilde;o?&nbsp; essas autoriza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m contrapartidas?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;&nbsp; <\/strong>T&ecirc;m, sim. O que se alega do ponto de vista legal quando se tem uma concess&atilde;o &eacute; que ela &eacute; mais abrangente, mais robusta do que uma autoriza&ccedil;&atilde;o. Do ponto de vista legal, o Estado teria mais condi&ccedil;&otilde;es de intervir e de fazer qualquer ajuste nas empresas. Mas a experi&ecirc;ncia que a gente tem aqui na Anatel mostra que intervimos muito mais em empresas que operam em regime privado do que naquelas que exploram os servi&ccedil;os em regime p&uacute;blico, porque nestas &eacute; preciso manter o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro, &eacute; preciso calcular isso. No regime privado, n&atilde;o. Mudamos o SMC para o SMP, de concess&atilde;o, para autoriza&ccedil;&atilde;o. E criamos incentivos no SMP, depois criamos regras e obriga&ccedil;&otilde;es para o servi&ccedil;o, aproveitando cada licita&ccedil;&atilde;o de radiofrequ&ecirc;ncia que era realizada. Ao longo do tempo. Obriga&ccedil;&otilde;es na regulamenta&ccedil;&atilde;o, de atendimento ao usu&aacute;rio final. Lojas, pre&ccedil;os. Agora, com a prov&aacute;vel queda da remunera&ccedil;&atilde;o de rede, a VU-M, estamos intervindo no mercado constantemente. A garantia que tem de haver no regime privado s&atilde;o os compromissos que as empresas t&ecirc;m junto ao &oacute;rg&atilde;o regulador, para dar seguran&ccedil;a ao cidad&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Na sua proposta de servi&ccedil;o convergente, como ficam as obriga&ccedil;&otilde;es?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Estamos propondo que os contratos que sejam revisados a cada cinco anos. E isso vai valer para todas as empresas que aderirem, mesmo as n&atilde;o concession&aacute;rias.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Voltando ao tema anterior, por que o senhor deu prefer&ecirc;ncia ao regime privado? Quais s&atilde;o as contrapartidas? <\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente <\/strong>&ndash; Discutimos muito tudo isso aqui quando saiu o SeAC, todo ele em regime privado mediante autoriza&ccedil;&atilde;o. E a gente tinha TV a cabo como concess&atilde;o, mas em regime privado e com obriga&ccedil;&otilde;es. No SeAC, tentamos criar obriga&ccedil;&otilde;es. No final, ficou claro, que para os novos entrantes n&atilde;o h&aacute; obriga&ccedil;&otilde;es, s&oacute; para o prestadores que j&aacute; tinha adquirido a concess&atilde;o.&nbsp; Como no SCM, onde o interessado s&oacute; tem de ter outorga quando solicita prestar o servi&ccedil;o junto ao &oacute;rg&atilde;o regulador. Depois, n&atilde;o tem mais prazo, a Anatel n&atilde;o renova. Vimos que quando o servi&ccedil;o prestado no regime privado n&atilde;o envolve o uso de radiofrequ&ecirc;ncia, que tem prazo definido, &eacute; meio dificil renovar os compromissos ou criar novos. Ent&atilde;o, nos perguntamos o que fazer para garantir que o regime privado ficasse parecido com o p&uacute;blico, com concess&atilde;o de 20 anos, mas com revis&atilde;o do contrato a cada cinco anos. Ora, como numa autoriza&ccedil;&atilde;o no regime privado n&atilde;o h&aacute; prazo determinado, ter&iacute;amos de criar algo parecido. Por isso, estamos propondo a revis&atilde;o do plano de metas a que as empresas estar&atilde;o obrigadas a cumprir a cada cinco anos.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; O senhor ainda n&atilde;o disse quais as quest&otilde;es de fundo, que levaram &agrave; prefer&ecirc;ncia pelo regime privado&#8230;<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Na Anatel, minha experi&ecirc;ncia como superintendente de servi&ccedil;os privados mostra que &eacute; muito mais f&aacute;cil intervir num prestador em regime privado, com a cria&ccedil;&atilde;o de novas obriga&ccedil;&otilde;es, do que num prestador em regime p&uacute;blico, que tem, em uma das cl&aacute;usulas da concess&atilde;o, a quest&atilde;o do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro, cujo c&aacute;lculo &eacute; extremamente dif&iacute;cil e nos dificulta criar mais obriga&ccedil;&otilde;es. No regime privado isso n&atilde;o existe. Mas, &eacute; claro, nunca criar&iacute;amos obriga&ccedil;&otilde;es que pudessem prejudicar o equil&iacute;brio das empresas. E tamb&eacute;m, por haver muita competi&ccedil;&atilde;o, &eacute; muito mais f&aacute;cil as empresas aceitarem as obriga&ccedil;&otilde;es. O que n&atilde;o acontece no regime p&uacute;blico. E a ideia &eacute; que, tendo competi&ccedil;&atilde;o, &eacute; mais f&aacute;cil trabalhar com essas regras.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntse &ndash; Ent&atilde;o, por isso, a op&ccedil;&atilde;o pelo regime privado?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Al&eacute;m disso, nos cinco servi&ccedil;os que comp&otilde;em a licen&ccedil;a &uacute;nica, o SeAC &eacute; privado, por lei; o SCM, que &eacute; banda larga fixa, &eacute; privado; o SMP, que &eacute; voz e banda larga m&oacute;vel, &eacute; privado; o SME, que &eacute; voz, despacho, &eacute; privado; o STFC est&aacute; nos dois regimes &ndash; p&uacute;blico e privado. Portanto, a maioria absoluta dos servi&ccedil;os no Brasil s&atilde;o prestados no regime privado. Hoje, o STFC no regime privado j&aacute; tem uma fatia de mercado de uns 30%. A Embratel, hoje, em termos de acesso, j&aacute; &eacute; maior do que a antiga Brasil Telecom. Sem d&uacute;vida, juntas Embratel e GVT s&atilde;o maiores do que a antiga Brasil Telecom. Outra raz&atilde;o levou &agrave; op&ccedil;&atilde;o pelo regime privado: nas tecnologias novas, quando se coloca a banda larga em casa, e se trabalha no protocolo IP, consegue-se criar aplica&ccedil;&otilde;es que atendem a todos os segmentos. Temos a VoIP, IPTV e IP para outras coisas. Com isso, facilita-se o atendimento do usu&aacute;rio que quer falar. E falar vendo a pessoa do outro lado, pelo Skype, por exemplo. Hoje, a Embratel est&aacute; usando VoIP no STFC. E as concession&aacute;rias hoje n&atilde;o usam VoIP, por conta da exig&ecirc;ncia de n&atilde;o interrup&ccedil;&atilde;o no servi&ccedil;o, que ocorre quando falta energia e a conex&atilde;o &agrave; internet n&atilde;o funciona. Por isso, a integra&ccedil;&atilde;o no padr&atilde;o NGN mantem o STFC nas v&aacute;rias tecnologias utilizadas, at&eacute; que a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica possa garantir a continuidade do servi&ccedil;o.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; E essa separa&ccedil;&atilde;o implica ter redes separadas, n&atilde;o &eacute;?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash; <\/strong>Sim, as redes s&atilde;o separadas, at&eacute; um dia ser poss&iacute;vel ter uma s&oacute;, daqui a uns dez anos, talvez.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Mas, hoje, a concession&aacute;ria, ao decidir investir, em fun&ccedil;&atilde;o dos regimes diferenciados, das obriga&ccedil;&otilde;es e da reversibilidade dos bens, n&atilde;o investe na tecnologia mais moderna para voz..<\/strong>.<br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> &Eacute; verdade, principalmente por causa de interpreta&ccedil;&otilde;es, fica a d&uacute;vida se elas investem no regime privado ou no p&uacute;blico. Est&aacute; tudo muito misturado. Por exemplo, a Embratel tem v&aacute;rios transponders usados para telefonia que s&atilde;o bens revers&iacute;veis. E assim, toda a infraestrutura dela. Essa diferencia&ccedil;&atilde;o de regimes tem dificultado os investimentos das empresas. Como conseguimos universalizar a telefonia fixa e a m&oacute;vel, com produtos substitutos, a m&oacute;vel com certeza vir&aacute; a manter as obriga&ccedil;&otilde;es que tem hoje com o STFC com o cabo na rua, via m&oacute;vel, com o produto substituto tamb&eacute;m. As obriga&ccedil;&otilde;es do STFC ser&atilde;o atendidas com outras tecnologias.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Ao propor contrapartidas a todas as empresas que vierem a aderir ao novo servi&ccedil;o, independente se serem concession&aacute;rias ou autorizat&aacute;rias, n&atilde;o importa os servi&ccedil;os que ofere&ccedil;am, o senhor est&aacute; ampliando o universo de empresas prestadoras de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es que ter&atilde;o que cumprir exig&ecirc;ncias. &Eacute; isso mesmo?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Exatamente. As exig&ecirc;ncias ser&atilde;o maiores para as concession&aacute;rias de STFC no regime p&uacute;blico, cujas obriga&ccedil;&otilde;es v&atilde;o at&eacute; 2015. A legisla&ccedil;&atilde;o obriga atendimento ao usu&aacute;rio em todas as localidades acima de 300 habitantes, com telefonia individual. A empresa vai continuar com, as obriga&ccedil;&otilde;es, s&oacute; que poder&aacute; atend&ecirc;-las sem usar a telefonia fixa, poder&aacute; usar a m&oacute;vel. Mas vai atender da mesma forma. H&aacute; tecnologias alternativas que atendem. Como j&aacute; conseguimos colocar a telefonia m&oacute;vel em todos os munic&iacute;pios do Brasil, teremos a substitui&ccedil;&atilde;o de uma pela outra.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; No caso espec&iacute;fico da migra&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de voz da concession&aacute;ria para o servi&ccedil;o convergente, teremos outras quest&otilde;es que n&atilde;o s&oacute; o atendimento, cobertura, prazo, qualidade. Por exemplo, a reversibilidade. O prazo da concess&atilde;o vai at&eacute; 2025. Como fazer a migra&ccedil;&atilde;o do STFC preservando os interesses da Uni&atilde;o e da sociedade?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Temos que estar preparados, como aconteceu agora com as renova&ccedil;&otilde;es na energia el&eacute;trica&#8230;Pela minha proposta, ao inv&eacute;s de esperar 2025, se anteciparmos a licen&ccedil;a convergente para 2014, 2016, vamos avaliar o valor dos bens revers&iacute;veis existentes para a presta&ccedil;&atilde;o do STFC. Quanto vale isso? Vou trocar este valor em servi&ccedil;os que s&atilde;o importantes para o Estado. Troco esse valor por investimento das empresas em redes modernas. Ent&atilde;o a empresa ter&aacute; de investir todo o valor avaliado no que for estipulado, e se cumprir as metas que ser&atilde;o estabelecidas, poder&aacute; passar a explorar o servi&ccedil;o em regime privado. Se n&atilde;o interessar, vamos continuar com o STFC no regime p&uacute;blico e voltar a discutir em 2025.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Vamos imaginar que os bens revers&iacute;veis alcancem R$ 200 bilh&otilde;es, R$ 500 bilh&otilde;es. Esse dinheiro n&atilde;o vai para o Estado, mas ser&aacute; investido pelas concession&aacute;rias em &aacute;reas a serem determinadas, basicamente na melhoria da qualidade das redes de banda larga, de nova gera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; isso, ent&atilde;o?<br \/>Jarbas Valente &#8211;<\/strong> Exatamente. E a ideia que sugeri &eacute; priorizar os estados mais carentes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, e complementar os demais que est&atilde;o melhor servidos em capacidade de banda larga, principalmente na vaz&atilde;o dos munic&iacute;pios que v&atilde;o demandar cada vez mais, e nos aneis &oacute;pticos que precisam ser feitos nas grandes cidades. A ideia &eacute; trocar aquele valor por investimentos que v&atilde;o ficar com as pr&oacute;prias empresas. Mas teremos o atendimento em banda larga, que &eacute; o que o Estado quer, o que, sabidamente, aumentar&aacute; o PIB do pa&iacute;s.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Na verdade, quem ficar&aacute; com o dinheiro &eacute; a pr&oacute;pria empresa que migrar para o regime privado&#8230;<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Isso mesmo, s&oacute; que o dinheiro tem endere&ccedil;o, ser&aacute; para investir na sua infraestrutura para atender a uma necessidade de amplia&ccedil;&atilde;o que o Estado defina.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Pela sua proposta, parece que haver&aacute; transfer&ecirc;ncia de dinheiro p&uacute;blico para operadoras privadas&#8230;<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente<\/strong> &ndash; Essa &eacute; a primeira impress&atilde;o. Mas, na realidade, n&atilde;o &eacute; isso. Eu diria que o dinheiro dos bens revers&iacute;veis &eacute; quase virtual, &eacute; de alguma coisa que est&aacute; l&aacute; fisicamente &#8212; os pr&eacute;dios, as torres, os cabos, toda a infraestrutura que as empresas t&ecirc;m para prestar o STFC &ndash; e que discutir&iacute;amos em 2025. Pela lei, se a concess&atilde;o n&atilde;o for renovada, o Estado ter&aacute; de devolver o valor dos bens revers&iacute;veis &agrave; empresa privada. E esses bens, como sabemos, est&atilde;o perdendo valor, porque a voz fixa est&aacute; perdendo espa&ccedil;o no mercado. Ent&atilde;o, o que estamos propondo &eacute; que, ao inv&eacute;s de o Estado indenizar a empresa privada em 2025, e assumir a presta&ccedil;&atilde;o do STFC, ele faz a troca agora, quando os bens rvers&iacute;veis ainda valem mais, define o dos bens e obriga as empresas a investir o equivalente na amplia&ccedil;&atilde;o da infraestrutura do servi&ccedil;o convergente autorizado, que continua a ser um bem p&uacute;blico.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; O senhor acha que isso &eacute; bom para a sociedade? <\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Acho. E n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida, porque a sociedade do futuro ser&aacute; a sociedade da comunica&ccedil;&atilde;o interativa. Vamos precisar cada vez mais de alt&iacute;ssimas velocidades para interligar todos os municipios brasileiros e, depois, tamb&eacute;m, interligar dentro o pr&oacute;prio munic&iacute;pio.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; A sua proposta &eacute; arrojada e pol&ecirc;mica porque h&aacute; no pa&iacute;s, na sociedade civil, a convic&ccedil;&atilde;o, talvez em fun&ccedil;&atilde;o de nossa heran&ccedil;a patrimonialista, de que o servi&ccedil;o, no regime p&uacute;blico, com reversibilidade dos bens, tem maior controle por parte da Uni&atilde;o. Como &eacute; lidar com isso?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Estou no setor h&aacute; muito tempo. Sempre achei que o Estado &eacute; maior do que tudo. &Eacute; ele que prov&ecirc; as facilidades para a sociedade. Em 1988, lutamos muito para garantir o monop&oacute;lio estatal. Participei de um grupo, junto com o Bittar, o Walter Pinheiro e outros. Nosso medo era que se fizesse no Brasil o que fora feito nos outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, uma lei que concedesse esses servi&ccedil;os para a iniciativa privada sem um crit&eacute;rio bem definido, com garantias para a sociedade. Entramos na Justi&ccedil;a e suspendemos liminarmente um edital (de privatiza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de telefonia m&oacute;vel) que j&aacute; corria no Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es para abrir o setor. O ministro era o Antonio Carlos Magalh&atilde;es (governo Sarney). Caso contr&aacute;rio, o setor ficaria nas m&atilde;os de pouquissimos grupos, sem ter uma estrutura competitiva. Nossa luta, naquela &eacute;poca, era para manter o monop&oacute;lio at&eacute; se ter regras claras que permitissem abrir o mercado, com seguran&ccedil;a. Quando se abriu, foi feito com regras claras, em 1995. Regras que evitassem a quebra de um bem p&uacute;blico, um bem transformado em concess&atilde;o, permiss&atilde;o ou autoriza&ccedil;&atilde;o. Vimos que no mundo todo isso era feito em regime privado, com resultados extraordinarios. Mas t&iacute;nhamos de passar por um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o e no dia que tivessemos uma competi&ccedil;&atilde;o muito forte, tudo seria feito em regime privado. Entendo o que est&aacute; na alma nossa de latinos, de que o que o Estado faz &eacute; nosso, o que as empresas privadas fazem n&atilde;o &eacute;. A gente tem de ter a consci&ecirc;ncia de que n&atilde;o &eacute; preciso o Estado estar fazendo tudo, prestando todos os servi&ccedil;os p&uacute;blico. A gente tem &eacute; de controlar o que o Estado repassa para a iniciativa privada muito bem controlado, fiscalizado, para que tamb&eacute;m seja nosso. Esse &eacute; um ganho que a gente vai ter. Aprendemos ao longo do tempo com o servi&ccedil;o em regime privado. Hoje,&nbsp; temos 250 milh&otilde;es de acessos cobrindo todo o pa&iacute;s, e com competi&ccedil;&atilde;o. Com quatro grandes empresas. E o que pesa muito para n&oacute;s quando discutimos &eacute; que queremos ter, no novo modelo, pelo menos tr&ecirc;s grandes empresas nacionais com redes. Cada uma com sua rede. Porque tendo rede, tem competi&ccedil;&atilde;o. Nossa meta, em todo o trabalho que fizemos, &eacute; ter, nos servi&ccedil;os intermunicipais, tr&ecirc;s grandes empresas, no minimo. E, no &acirc;mbito local, v&aacute;rias empresas, tantas&nbsp; quantas forem poss&iacute;vel, desde que a gente dimensione e qualifique claramente qual o pre&ccedil;o dessas vaz&otilde;es que ser&atilde;o dadas aos munic&iacute;pios. Com competi&ccedil;&atilde;o, conseguiremos garantir isso. E garantir o controle do Estado o tempo todo.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Qual o papel da Telebras no contexto de sua proposta que visa, sobretudo, estimular a converg&ecirc;ncia?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> A depender de como o governo vai estrutur&aacute;-la, a Telebras pode ter um papel important&iacute;ssimo, porque as redes das empresas de energia el&eacute;trica, cuja infraestrutura de fibras ela utiliza, s&atilde;o important&iacute;ssimas. &Eacute; preciso ter algu&eacute;m para administrar isso, para fazer troca ou ceder aquela infraestrutura para empresas que est&atilde;o na ponta. A Telebras pode ter um papel de equil&iacute;brio nisso. H&aacute; muitas empresas que talvez n&atilde;o tenham condi&ccedil;&otilde;es de investir e se a Telebras puder colocar &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o a infraestrutura para aqueles que queiram prestar o servi&ccedil;o na ponta, ela continuar&aacute; a ter o seu espa&ccedil;o.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; O senhor mencionou a possibilidade de casar o plano de metas do novo servi&ccedil;o convergente com as obriga&ccedil;&otilde;es relativas aos grandes eventos esportivos. Considera isso vi&aacute;vel no tempo?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Acho vi&aacute;vel. O ideal era ter feito isso em 2010. Estamos com dois anos de atraso. Mas &eacute; poss&iacute;vel fazer muita coisa nos 12 munic&iacute;pios onde haver&aacute; jogos, e em outros grandes munic&iacute;pios, pelo menos nos que t&ecirc;m mais de 500 mil habitantes. H&aacute; tempo ainda at&eacute; 2014, mas se n&atilde;o der teremos as Olimp&iacute;adas em 2016. Mas como as empresas sempre surpreendem&#8230;<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; &Eacute; tempo suficiente para fazer o que? <br \/>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> Para atender as novas metas que ser&atilde;o colocadas na troca. Quando colocamos vantagens para as concession&aacute;rias que antecipassem as metas em 2001, n&atilde;o t&iacute;nhamos muita certeza de que as empresas iam aderir, e muitas anteciparam para poder prover outros servi&ccedil;os. Foi uma surpresa, um investimento extraordin&aacute;rio. Agora, poder&aacute; acontecer algo parecido.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; Qual o calend&aacute;rio para o debate interno da proposta dentro da Anatel? Se houver consenso, ela ser&aacute; formalizada ao governo?<\/strong> <br \/><strong>Jarbas Valente &ndash;<\/strong> N&atilde;o sei se ser&aacute; exatamente essa proposta. Na Anatel h&aacute; um grupo&nbsp; trabalhando para levar uma proposta ao governo federal. Somos cinco conselheiros, cada um tem uma posi&ccedil;&atilde;o, uma vis&atilde;o. Temos as &aacute;reas t&eacute;cnicas estruturadas por servi&ccedil;os, cada uma defende suas propostas de forma bastante aguerrida. Teremos de chegar a um consenso. Vamos tentar fazer isso o mais rapidamente poss&iacute;vel, mas estamos trabalhando nisso paralelamente &agrave; reestrutura&ccedil;&atilde;o da Anatel, j&aacute; com vistas a um sistema mais convergente.<\/p>\n<p><strong>Tele.S&iacute;ntese &ndash; O mais rapidamente poss&iacute;vel seria at&eacute; o segundo semestre?<\/strong><br \/><strong>Jarbas Valente &ndash; <\/strong>A ideia &eacute; que at&eacute; o segundo semestre tenhamos amadurecido uma proposta na Anatel para encaminhar algo ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. Todos na Anatel temos consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia da converg&ecirc;ncia porque a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica &eacute; muito r&aacute;pida. E temos de acompanhar essa evol&ccedil;u&ccedil;&atilde;o do ponto de vista regulat&oacute;rio.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conselheiro da Anatel Jarbas Valente <span class=\"padrao\">prop&otilde;e a cria&ccedil;&atilde;o de uma &uacute;nica licensa convergente em regime privado para todos os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, que acabaria com a possibilidade de presta&ccedil;&atilde;o em regime p&uacute;blico.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1682],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26845"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26845"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26845\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}