{"id":26835,"date":"2012-04-23T18:17:16","date_gmt":"2012-04-23T18:17:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26835"},"modified":"2012-04-23T18:17:16","modified_gmt":"2012-04-23T18:17:16","slug":"sem-os-meios-de-comunicacao-nao-haveria-debate-democratico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26835","title":{"rendered":"&#8216;Sem os meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o haveria debate democr\u00e1tico&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Chamado de &quot;pai&quot; ou &quot;arquiteto&quot; das constitui&ccedil;&otilde;es da Venezuela, do Equador e da Bol&iacute;via, onde trabalhou como consultor nos &uacute;ltimos anos, o professor de Direito Constitucional da Universidade de Val&ecirc;ncia, Roberto Viciano Pastor, de 49 anos, n&atilde;o perdeu a calma diante da plateia que insistia nas perguntas sobre as amea&ccedil;as &agrave; liberdade de imprensa e de express&atilde;o naqueles pa&iacute;ses. &quot;J&aacute; estava preparado&quot;, comentou, depois do debate na Reuni&atilde;o de Meio de Ano da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).<\/p>\n<p>Em entrevista ao Estado, Viciano defendeu a tese de que o trabalho dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico. &quot;Como &eacute; servi&ccedil;o p&uacute;blico a distribui&ccedil;&atilde;o de eletricidade ou de &aacute;gua, o que n&atilde;o quer dizer inger&ecirc;ncia ou abuso de controle do poder p&uacute;blico&quot;, afirmou. Reconheceu, no entanto, n&atilde;o saber que crit&eacute;rios definiriam uma boa ou m&aacute; presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. &quot;Ainda estamos na primeira parte do debate. N&atilde;o demos o salto porque n&atilde;o h&aacute; consenso&quot;, justificou.<\/p>\n<p>Os trabalhos de consultoria para pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina s&atilde;o feitos pelo professor e sua equipe do Centro de Estudos Pol&iacute;ticos e Sociais (CEPS), sem v&iacute;nculo com a Universidade de Val&ecirc;ncia e que se define como &quot;uma organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica n&atilde;o partid&aacute;ria dedicada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de pensamento cr&iacute;tico e ao trabalho cultural e intelectual para fomentar consensos de esquerda&quot;. Admirador da ideologia de direita na juventude, Viciano hoje se define como partid&aacute;rio do &quot;socialismo democr&aacute;tico&quot;.<\/p>\n<p><strong>Estad&atilde;o &#8211; Qual foi seu papel na elabora&ccedil;&atilde;o das constitui&ccedil;&otilde;es de Bol&iacute;via, Equador e Venezuela? O senhor trabalhou diretamente com os governos?<br \/><\/strong><br \/><\/span><strong><span class=\"padrao\">Roberto Viciano Pastor &#8211; <\/span><\/strong><span class=\"padrao\">Fa&ccedil;o parte de uma equipe de professores espanh&oacute;is interessados no constitucionalismo latino-americano e, quando &eacute;ramos muito jovens e n&atilde;o t&iacute;nhamos capacidade de fazer assessoria, segu&iacute;amos &agrave; distancia. Estudamos os processos democr&aacute;ticos de Am&eacute;rica Latina desde 1991. Em 1998, no Equador, trabalhamos com a Assembleia Constituinte, em um programa de coopera&ccedil;&atilde;o internacional do governo espanhol. N&atilde;o trabalhamos com o governo. Na Venezuela fizemos um conv&ecirc;nio com a Assembleia Constituinte tamb&eacute;m, em um contrato com a Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica. No caso boliviano, foi um programa pr&oacute;prio que fizemos com nossos fundos. Nunca trabalhamos diretamente com os governos.<\/p>\n<p><strong>O senhor dialoga com frequ&ecirc;ncia com os presidentes Evo Morales, Rafael Correa e Hugo Ch&aacute;vez? Trocam ideias, t&ecirc;m proximidade?<br \/><\/strong><br \/>Conheci presidentes da Venezuela, da Bol&iacute;via, do Equador e de outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, da Argentina, do Chile. Em raz&atilde;o do meu trabalho tenho rela&ccedil;&atilde;o com muitos presidentes da Am&eacute;rica Latina, mas espor&aacute;dica.<\/p>\n<p><strong>N&atilde;o discutiu com eles as quest&otilde;es da Constitui&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong><br \/>N&atilde;o, nosso trabalho foi com os parlamentos eleitos para discutir a fazer as constitui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Existe uma grande discuss&atilde;o sobre a tese de que o trabalho dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico. O senhor levou esta ideia para os pa&iacute;ses onde trabalhou?<br \/><\/strong><br \/>Este tema n&atilde;o se discutiu nas constituintes, n&atilde;o est&aacute; contemplado nas constitui&ccedil;&otilde;es. O que est&aacute; nos textos constitucionais se refere &agrave; quest&atilde;o das concess&otilde;es de telecomunica&ccedil;&otilde;es, o que &eacute; normal. N&atilde;o se fala na comunica&ccedil;&atilde;o em si.<\/p>\n<p><strong>Mas esta &eacute; a ideia que o senhor defende, que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o prestam um servi&ccedil;o p&uacute;blico?<br \/><\/strong><br \/>&Oacute;bvio. Eles servem para que haja um debate pol&iacute;tico no pa&iacute;s. Sem os meios de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o haveria debate democr&aacute;tico.<\/p>\n<p><strong>Esta tese n&atilde;o deixa os meios de comunica&ccedil;&atilde;o submissos aos governos?<br \/><\/strong><br \/>N&atilde;o, o fato de ser um servi&ccedil;o p&uacute;blico n&atilde;o significa que tenha inger&ecirc;ncia ou controle abusivo do poder p&uacute;blico. Um servi&ccedil;o p&uacute;blico pode ser de eletricidade, e n&atilde;o quer dizer que o governo vai dizer como se produz eletricidade. Mas se uma companhia n&atilde;o presta adequadamente o servi&ccedil;o p&uacute;blico, ter&aacute; que ser tomada uma medida porque est&aacute; causando uma disfun&ccedil;&atilde;o no funcionamento da sociedade.<\/p>\n<p><strong>Mas no caso da eletricidade se sabe exatamente o que &eacute; n&atilde;o prestar um servi&ccedil;o adequado. O que seria n&atilde;o prestar um servi&ccedil;o adequado no caso dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong><br \/>N&atilde;o sei. Estamos na primeira parte do debate: &eacute; ou n&atilde;o &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico? Se &eacute;, at&eacute; onde tem que haver uma interven&ccedil;&atilde;o do poder p&uacute;blico para garantir o servi&ccedil;o p&uacute;blico? O que tem que ser garantido e o que seria um abuso dos poderes p&uacute;blicos frente os que realizam o servi&ccedil;o, seja no setor privado ou p&uacute;blico? Ainda n&atilde;o demos o salto, porque n&atilde;o h&aacute; consenso de social que seja um servi&ccedil;o p&uacute;blico. Quando se assumir que &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico, veremos como funciona, como sempre se fez no Direito. Primeiro se decidiu que a distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico e depois se pensou o marco jur&iacute;dico que rege este servi&ccedil;o. O papel dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o em sociedades democr&aacute;ticas n&atilde;o est&aacute; em discuss&atilde;o s&oacute; na Am&eacute;rica Latina, mas na Espanha, na Fran&ccedil;a, na It&aacute;lia, na Alemanha. O tribunal constitucional espanhol disse que &eacute; um instrumento fundamental para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Se &eacute; assim, pode-se deduzir que se est&aacute; prestando um servi&ccedil;o p&uacute;blico, o que n&atilde;o &eacute; nada negativo. Como o servi&ccedil;o p&uacute;blico de &aacute;gua.<\/p>\n<p><strong>Se a &aacute;gua n&atilde;o chega &agrave;s casas das pessoas, est&aacute; claro que h&aacute; um problema. No caso da informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma avalia&ccedil;&atilde;o mais subjetiva. Como avaliar a presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o?<br \/><\/strong><br \/>Sim, se a &aacute;gua n&atilde;o chega as pessoas morrem por n&atilde;o beber, &eacute; muito mais grave falhar o servi&ccedil;o p&uacute;blico de &aacute;gua. Mas dizer que &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico n&atilde;o quer dizer que &eacute; restritivo nem anulador da liberdade. Apenas que &eacute; necess&aacute;rio para o funcionamento da sociedade e, se &eacute; necess&aacute;rio, qual o marco regulat&oacute;rio necess&aacute;rio? Sobre isso n&atilde;o tenho opini&atilde;o formada. Mesmo no servi&ccedil;o de &aacute;gua, n&atilde;o se quer a elimina&ccedil;&atilde;o do setor privado.<\/p>\n<p><strong>Informes de pa&iacute;ses como Argentina, Equador e Venezuela apresentados ontem na SIP dizem que os governos tratam os cr&iacute;ticos como inimigos o traidores. O que pensa sobre isso? Os presidentes precisam ter essa atitude para manter sua autoridade?<br \/><\/strong><br \/>Acredito que em toda sociedade democr&aacute;tica &eacute; necess&aacute;ria a cr&iacute;tica e o contraste de opini&otilde;es. N&atilde;o se pode estabelecer uma din&acirc;mica de amigos ou inimigos, me parece incorreto.<\/p>\n<p><strong>Politicamente, o senhor acredita que os governos Ch&aacute;vez, Morales e Correa est&atilde;o no caminho certo?<br \/><\/strong><br \/>Eu falei aqui das constitui&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses, n&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos governos. &Eacute; dif&iacute;cil um governo todo bom ou todo mal. Precisaria de uma an&aacute;lise ponto a ponto.<\/p>\n<p><strong>Outra cr&iacute;tica &eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o de poder do Executivo nesses pa&iacute;ses, com o Legislativo e o Judici&aacute;rio submisso ao governo. O senhor concorda com este modelo?<br \/><\/strong><br \/>Temos uma crise mundial da defini&ccedil;&atilde;o dos Poderes. A cidadania tem a sensa&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o h&aacute; equil&iacute;brio. Acho que voc&ecirc;s creem que algumas coisas s&oacute; acontecem na Am&eacute;rica Latina, mas acontecem no resto do mundo. O movimento dos indignados na Espanha diz exatamente que n&atilde;o h&aacute; equil&iacute;brio de Poderes e que o partido que ganha se coloca em uma posi&ccedil;&atilde;o demasiadamente hegem&ocirc;nica. Quando fizeram uma pesquisa na Espanha de insatisfa&ccedil;&atilde;o como o modelo pol&iacute;tico, as pessoas falaram que n&atilde;o h&aacute; suficiente separa&ccedil;&atilde;o de Poderes. &Eacute; um debate no mundo inteiro.<\/p>\n<p><strong>Mas em pa&iacute;ses como Espanha, Fran&ccedil;a ou It&aacute;lia n&atilde;o h&aacute; um debate sobre amea&ccedil;as &agrave; liberdade de imprensa e de express&atilde;o como h&aacute; em muitos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, certo?<br \/><\/strong><br \/>Na Europa h&aacute; um debate muito forte sobre o papel dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o est&atilde;o transmitindo o debate pol&iacute;tico ou o est&atilde;o fazendo de acordo com seus interesses pol&iacute;ticos. Muitos cidad&atilde;os na Europa questionam por que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o criticam tao fortemente as pol&iacute;ticas de cortes na &aacute;rea social. Acreditam que os meios n&atilde;o est&atilde;o em sintonia com a popula&ccedil;&atilde;o, que est&aacute; reagindo.<\/p>\n<p><strong>&Eacute; verdade que o senhor, quando jovem, militou em um grupo da direita cat&oacute;lica e depois se tornou marxista?<\/p>\n<p><\/strong>Quando eu era muito jovem, dos 16 aos 18 anos eu tinha uma ideologia mais de direita, mas n&atilde;o militei em organiza&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o tinha identidade com nenhum modelo pol&iacute;tico concreto. Depois, houve uma evolu&ccedil;&atilde;o para posi&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas, mas n&atilde;o sou comunista, como dizem alguns meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Tive que entrar com uma a&ccedil;&atilde;o judicial contra um jornal para retificar porque dizia que eu pertencia um partido, o que n&atilde;o era verdade absolutamente. Mandei uma carta, n&atilde;o corrigiram. S&oacute; quando fui &agrave; Justi&ccedil;a. Acho que posso enquadrar-me no socialismo democr&aacute;tico.<\/p>\n<p><strong>Venezuela, Bol&iacute;via e Equador n&atilde;o teriam um caminho mais democr&aacute;tico de mudan&ccedil;a que n&atilde;o concentrasse tanto poder nos governos?<br \/><\/strong><br \/>Eu ou qualquer pessoa pode ter opini&otilde;es favor&aacute;veis ou desfavor&aacute;veis de algumas pol&iacute;ticas, mas n&atilde;o se pode dizer que n&atilde;o s&atilde;o pa&iacute;ses democr&aacute;ticos. Existem elei&ccedil;&otilde;es, liberdade de imprensa, liberdade de partidos pol&iacute;ticos, de manifesta&ccedil;&atilde;o. Ningu&eacute;m pode dizer que n&atilde;o s&atilde;o democr&aacute;ticos.<\/p>\n<p><strong>Mas muitos jornalistas nos informes &agrave; SIP relatam grandes dificuldades de acesso a informa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. N&atilde;o &eacute; uma restri&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de imprensa?<br \/><\/strong><br \/>Sou militante ativo e partid&aacute;rio do pleno acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, porque &eacute; do interesse do cidad&atilde;o. Qualquer mecanismo de limita&ccedil;&atilde;o me parece negativo em uma sociedade democr&aacute;tica.<\/p>\n<p><strong>Por que o senhor defende que a Bol&iacute;via tenha um sistema unicameral?<br \/><\/strong><br \/>Sou a favor do sistema unicameral em algumas situa&ccedil;&otilde;es. Na Espanha, por exemplo, porque o Senado n&atilde;o tem muito sentido. Muita gente pensa que &eacute; um gasto in&uacute;til. Tem que pensar as ideias para cada pa&iacute;s. Estados federais, como o Brasil ou os Estados Unidos, sim, devem ser bicamerais. Na Bol&iacute;via, acho que n&atilde;o era necess&aacute;rio um sistema bicameral porque n&atilde;o &eacute; um Estado federal. Quando me perguntaram, eu disse o que acredito que me parece melhor. Mas n&atilde;o houve mudan&ccedil;a.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Viciano Pastor, chamado de arquiteto das constitui&ccedil;&otilde;es da  Venezuela e da Bol&iacute;via, defende na reuni&atilde;o da SIP que trabalho nos meios  de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1679],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26835"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26835"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26835\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}