{"id":26821,"date":"2012-04-17T15:39:50","date_gmt":"2012-04-17T15:39:50","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26821"},"modified":"2012-04-17T15:39:50","modified_gmt":"2012-04-17T15:39:50","slug":"para-globo-transicao-da-tv-digital-nao-sera-concluida-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26821","title":{"rendered":"Para Globo, transi\u00e7\u00e3o da TV digital n\u00e3o ser\u00e1 conclu\u00edda em 2016"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Para o diretor-geral de engenharia da TV Globo, a transi&ccedil;&atilde;o entre a TV anal&oacute;gica e a TV digital dificilmente estar&aacute; conclu&iacute;da em 2016, como prev&ecirc; o cronograma oficial. Em entrevista exclusiva &agrave; revista TELA VIVA de abril (editada pela Converge) que circula a partir da pr&oacute;xima semana, o executivo, respons&aacute;vel pelo planejamento tecnol&oacute;gico da emissora, explica que hoje o sinal digital da TV Globo (que &eacute; de longe o de maior penetra&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s) cobre 50% dos domic&iacute;lios com TV, entre emissoras pr&oacute;prias e afiliadas. At&eacute; a Copa do Mundo de 2014, diz ele, ser&atilde;o 70%.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; o nosso Projeto 50K, que levar&aacute; o sinal digital a todas as cidades com 50 mil habitantes ou mais&quot;, explica. Ap&oacute;s isso, a Globo ainda estuda o que fazer com os 30% dos domic&iacute;lios com TV que ficam em localidades com menos de 50 mil habitantes. &quot;&Eacute; um desafio muito grande, pois envolve milhares de retransmissoras. Os desafios s&atilde;o diversos, como o volume de investimentos, a capacidade de realizar em fun&ccedil;&atilde;o do volume de instala&ccedil;&otilde;es etc. Queremos em um prazo que julgamos adequado completar estes 30%&quot;.<\/p>\n<p>Para ele, no prazo estipulado pelo governo &quot;n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel&quot;. Segundo Bittencourt, &quot;em dois anos n&atilde;o d&aacute; para digitalizar algumas milhares de transmissoras. Nem n&oacute;s e nem os nossos concorrentes conseguir&atilde;o cobrir o Brasil em t&atilde;o pouco tempo. Pelo menos n&atilde;o com transmiss&atilde;o terrestre&quot;.<\/p>\n<p>Ele explica que o sat&eacute;lite n&atilde;o &eacute; a melhor alternativa para cobrir esse restante integralmente, mas apenas para onde a TV aberta n&atilde;o chega com o sinal anal&oacute;gico. &quot;N&atilde;o descartamos cobrir algumas cidades menores atrav&eacute;s do sat&eacute;lite, mas o plano n&atilde;o &eacute; esse. Temos um modelo de TV terrestre vitorioso, que permite programa&ccedil;&atilde;o e publicidade local. N&atilde;o queremos reduzir o nosso modelo&quot;. Ele explica que ser&aacute; necess&aacute;rio expandir o n&uacute;mero de emissoras. &quot;Queremos segmentar mais ainda. Ser&aacute; poss&iacute;vel, com mais canais, colocar geradoras em cidades onde hoje n&atilde;o h&aacute;&quot;, diz o engenheiro, ressaltando que esse estudo tamb&eacute;m acompanha o crescimento do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Segundo ele, o setor de radiodifus&atilde;o tamb&eacute;m tem demanda por espectro, seja para a expans&atilde;o territorial da TV digital, seja para futuros servi&ccedil;os como transmiss&atilde;o em 3D e em ultra alta defini&ccedil;&atilde;o (4K). Al&eacute;m disso, explica, &quot;mudar uma emissora do canal 47 para o 30 &eacute; algo brutal. Demanda investimentos em torre, antena, transmiss&atilde;o, e ainda mexe com o h&aacute;bito de consumo&quot;, diz, fazendo refer&ecirc;ncia ao modelo que est&aacute; sendo praticado nos EUA de leil&otilde;es incentivados, em que radiodifusores interessados em vender o espectro est&atilde;o negociando a limpeza das faixas com as teles interessadas no espectro de 700 MHz. &quot;A TV aberta &eacute; tudo de bom que acontece no Brasil. O movimento mundial &eacute; mau exemplo para n&oacute;s, que temos uma boa TV aberta e que queremos que se mantenha forte. &Eacute; algo bom para o Pa&iacute;s. O &uacute;nico pa&iacute;s parecido conosco &eacute; o Jap&atilde;o, onde a TV aberta tamb&eacute;m &eacute; muito forte, mesmo sendo um pa&iacute;s muito conectado. Isso prova que h&aacute; sempre espa&ccedil;o para a TV aberta&quot;. Segundo ele, os radiodifusores come&ccedil;aram a falar com o governo sobre as poss&iacute;veis aplica&ccedil;&otilde;es dos canais dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p><strong>Novas oportunidades.<\/strong><\/p>\n<p>Na entrevista, Bittencourt tamb&eacute;m antecipa a estrat&eacute;gia da Globo para o ambiente das TVs conectadas. Segundo ele, espera-se que a Globo On Demand aconte&ccedil;a primeiramente na Internet, como j&aacute; acontece com a Globo.com. &#39;No futuro, eu vejo que estaremos tamb&eacute;m na TV conectada. As TVs com banda larga abrem uma janela para a TV, que at&eacute; ent&atilde;o s&oacute; exibia conte&uacute;dos lineares. A TV poder&aacute; oferecer conte&uacute;do sob demanda. &Eacute; algo muito revolucion&aacute;rio&quot;, diz.<\/p>\n<p>A dificuldade, diz ele, &eacute; que para isso acontecer a rede de banda larga precisa evoluir, assim como as TVs. &quot;Temos que harmonizar as interfaces dos fabricantes. Enquanto cada um tiver a sua tecnologia, n&atilde;o vai massificar. Ningu&eacute;m vai fazer conte&uacute;do para cada fabricante. Os produtores precisam poder criar um portal de conte&uacute;do que atenda todas as plataformas.&quot; Hoje, a Globo est&aacute; integrando a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos para todas as m&iacute;dias e o mesmo conte&uacute;do da TV aberta estar&aacute; instantaneamente dispon&iacute;vel para todas as plataformas.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o diretor-geral de engenharia da TV Globo, a transi&ccedil;&atilde;o entre a TV anal&oacute;gica e a TV digital dificilmente estar&aacute; conclu&iacute;da em 2016, como prev&ecirc; o cronograma oficial. 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