{"id":26820,"date":"2012-04-17T15:34:37","date_gmt":"2012-04-17T15:34:37","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26820"},"modified":"2012-04-17T15:34:37","modified_gmt":"2012-04-17T15:34:37","slug":"dados-pessoais-que-trafegam-na-internet-sao-o-novo-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26820","title":{"rendered":"Dados pessoais que trafegam na internet s\u00e3o &#8216;o novo petr\u00f3leo&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Quanto vale saber quem ser&aacute; o pr&oacute;ximo presidente dos Estados Unidos ou que time de futebol tem mais possibilidade de ganhar a Liga dos Campe&otilde;es? De acordo com reportagem publicada pela BBC, especialistas assinalam que os dados que circulam na internet com a computa&ccedil;&atilde;o em nuvem, as redes sociais, os correios eletr&ocirc;nicos, uso de smartphones ou de sistemas de geolocaliza&ccedil;&atilde;o, formam uma extens&atilde;o de nosso pr&oacute;prio c&eacute;rebro, de nossa alma e, em seu conjunto, uma intelg&ecirc;ncia coletiva digital. Agora pense em como n&oacute;s, em n&iacute;vel individual, lidamos com estes dados para realizar predi&ccedil;&otilde;es e tomar decis&otilde;es no dia a dia. Quanto poder teria quem pudesse fazer o mesmo com a internet aplicada ao mundo pol&iacute;tico, financeiro, b&eacute;lico e, porque n&atilde;o, pessoal? Por conta disso, uma frase soa com insist&ecirc;ncia pelos corredores do Vale do Sil&iacute;cio: os dados pessoais s&atilde;o o novo petr&oacute;leo.<\/p>\n<p>A reportagem cita o dado de que a cada dia s&atilde;o gerados 2,5 quintilh&otilde;es de bytes de informa&ccedil;&atilde;o &#8211; segundo a IBM &#8211; no mundo, fluxo que s&oacute; cresce na medida em que nossa realidade se povoa de objetos inteligentes. Nunca na hist&oacute;ria da humanidade houve registro de tanta informa&ccedil;&atilde;o e com tanto potencial para ser usada na constru&ccedil;&atilde;o de um mundo mais previs&iacute;vel e, consequentemente, menos vol&aacute;til. &Eacute; por isso que, exemplifica a BBC, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Seguran&ccedil;a dos Estados Unidos est&aacute; envolvida na constru&ccedil;&atilde;o de um gigantesco centro de processamento de dados da internet em pleno deserto de Utah.<\/p>\n<p>Citado na reportagem, o diretor de pesquisas da Telef&ocirc;nica Digital, Pablo Rodr&iacute;guez, disse num f&oacute;rum de comunica&ccedil;&atilde;o em Madri que atualmente &quot;somos como insetor que deixam seus ferom&ocirc;nios pelo caminho&quot; e assim como essas criaturas, esta informa&ccedil;&atilde;o nos ajuda cada vez mais a nos conectarmos e nos coordenarmos. Para Rodriguz, 90% desses dados ningu&eacute;m v&ecirc; hoje, mas em 2030 a internet vai ser capaz de transportar toda a informa&ccedil;&atilde;o que os humanos captam atrav&eacute;s de seus sentidos, informa&ccedil;&atilde;o que ser&aacute; usada pelas m&aacute;quinas, rob&ocirc;s e sensores que ser&atilde;o nosso c&eacute;rebro ampliado&quot;.<\/p>\n<p>O que especialistas destacam &eacute; que muitos usu&aacute;rios n&atilde;o perceberam ainda essa realidade e n&atilde;o t&ecirc;m consci&ecirc;ncia do quanto valem seus dados. Por isso, dizem, a internet estaria funcionando com uma estrutura feudal: os usu&aacute;rios geram riqueza em troca do uso da &quot;terra&quot; da internet, enquanto os monarcas (como Facebook, Google ou Microsoft) repartem o butim.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o h&aacute; nada gr&aacute;tis na internet. O que muita gente n&atilde;o sabe &eacute; que dar seus dados em p&aacute;ginas web &eacute; dar dinheiro&quot;, diz Ignacio Su&aacute;rez, advogado especializado em direito da internet e prote&ccedil;&atilde;o de dados citado pela BBC. &quot;As pessoas teriam que estar preocupadas, os jovens, por exemplo, n&atilde;o sabem at&eacute; que ponto est&atilde;o jogando com seus dados, que &eacute; poss&iacute;vel que eles sejam manipulados por empresas de outros continentes a quem n&atilde;o importa a prote&ccedil;&atilde;o desses dados&quot;.<\/p>\n<p>Mas, afinal, quanto valem nossos dados? De acordo com emarketer, webpronews e o blog de tecnologia Tech Crunch, o Facebook teria lucrado, apenas com publicidade, mais de US$ 1,8 bi em 2010, liderando uma lista em que v&ecirc;m a seguir YouTube, MySpace, LinkedIn e Twitter. Entretanto, nesta esp&eacute;cie de &quot;Oeste selvagem&quot;, j&aacute; come&ccedil;am a aparecer iniciativas para restabelecer a ordem e devolver aos usu&aacute;rios uma certa soberania sobre sua vida digital. No in&iacute;cio deste ano, a Comiss&atilde;o Europeia prop&ocirc;s uma reforma legal para proteger com mais efici&ecirc;ncia os dados pessoais dos usu&aacute;rios e garantir essa prote&ccedil;&atilde;o independentemente de onde eles estejam armazenados. Os usu&aacute;rios, amparados pelo &quot;direito ao esquecimento&quot;, poder&atilde;o solicitar seus dados e as companhias ter&atilde;o que informar claramento sobre o que est&aacute; em jogo em seus termos e condi&ccedil;&otilde;es de uso.<\/p>\n<p>Neste cen&aacute;rio, diz Rodrigues, se os usu&aacute;rios retomam o controle de seus dados e sabem gerenci&aacute;-los, &quot;as possibilidades s&atilde;o enormes&quot;.&quot;Poderemos desenvolver aplica&ccedil;&otilde;es que nos permitam entender qual &eacute; nosso potencial de crescimento&quot;. Ou seja, poder&iacute;amos doar nossos dados, por exemplo, para projetos cient&iacute;ficas que tentem descobrir curas ou predizer, por exemplo, o desenvolvimento de um c&acirc;ncer, ou saber o que podemos fazer para otimizar nossos gastos e chegar mais folgados ao fim do m&ecirc;s. Mas, destaca a reportagem, para aproveitar todos este petr&oacute;leo de dados, fazem falta muitas refinarias: supercomputadores para conhecer o significado dos quintilh&otilde;es de dados que circulam todo dia pelas vias da internet, ou aplica&ccedil;&otilde;es que permitam adaptar esta tecnologia &agrave;s nossas necessidades.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quanto vale saber quem ser&aacute; o pr&oacute;ximo presidente dos Estados Unidos ou que time de futebol tem mais possibilidade de ganhar a Liga dos Campe&otilde;es? 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