{"id":26817,"date":"2012-04-16T16:02:21","date_gmt":"2012-04-16T16:02:21","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26817"},"modified":"2012-04-16T16:02:21","modified_gmt":"2012-04-16T16:02:21","slug":"4g-no-brasil-sera-feito-as-pressas-dizem-analistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26817","title":{"rendered":"4G no Brasil ser\u00e1 feito \u00e0s pressas, dizem analistas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) definiu ontem (12) as regras para o edital de licita&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias para instala&ccedil;&atilde;o da rede 4G no Brasil. No entanto, as determina&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m gerando cr&iacute;ticas entre as empresas e analistas.<\/p>\n<p>De acordo com as novas regras, os vencedores dever&atilde;o atender todas as seis cidades que receber&atilde;o os jogos da Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es at&eacute; abril do ano que vem. Al&eacute;m das sedes e subsedes da Copa do Mundo de 2014 at&eacute; dezembro de 2013.<\/p>\n<p>As principais operadoras do pa&iacute;s afirmam que o curto prazo estabelecido pela Anatel poder&aacute; reduzir os custos dos investimentos em outras &aacute;reas, incluindo o 3G e n&atilde;o garantir&aacute; uma infraestrutura pronta para todos esses eventos.<\/p>\n<p>&ldquo;A Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es ser&aacute; a prova de fogo para as empresas. Ser&aacute; um longo per&iacute;odo ainda at&eacute; assinar o contrato para dar in&iacute;cio &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o da infraestrutura, o que s&oacute; deve acontecer em outubro se a licita&ccedil;&atilde;o ocorrer de fato em junho. &Eacute; preciso pagar tudo antes ao governo e s&atilde;o processos que demoram. S&atilde;o coisas que normalmente demorariam de 12 a 18 meses e o prazo aqui ser&aacute; de 6 meses somente&rdquo;, afirma Erasmo Rojas, diretor da 4G Americas para America Latina e Caribe.<\/p>\n<p>Outro problema &eacute; a falta de compatibilidade dos atuais aparelhos existentes no mercado com a frequ&ecirc;ncia da tecnologia que ser&aacute; utilizada no pa&iacute;s por meio da faixa de 2,5 GHz.<\/p>\n<p>Segundo dados da consultoria Teleco, atualmente no Brasil ainda n&atilde;o existe nenhum modelo de celular compat&iacute;vel com esta frequ&ecirc;ncia. Quando considerado dados mundiais, h&aacute; 94 tipos de aparelhos que funcionariam no pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, a empresa acredita que existe a possibilidade de n&atilde;o haver uma conectividade 4G efetiva no pa&iacute;s durante a Copa de 2014.<\/p>\n<p>&ldquo;Isso [cobertura 4G na Copa] &eacute; mais uma quest&atilde;o de marketing do governo e n&atilde;o far&aacute; muita diferen&ccedil;a. Para a Copa o problema &eacute; muita gente de fora concentrada em um s&oacute; local, e ser&aacute; preciso aumentar a capacidade de voz e dados. Para isso as operadoras v&atilde;o ter de implantar recursos como Wi-Fi e HSPA+&rdquo;, afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, turistas oriundos dos Estados Unidos n&atilde;o conseguir&atilde;o utilizar a rede 4G brasileira devido &agrave; incompatibilidade com seus aparelhos. J&aacute; os europeus ter&atilde;o mais oportunidades para usar nossa rede, mas como ainda a oferta de dispositivos LTE na regi&atilde;o &eacute; reduzida &eacute; capaz de durante a Copa do Mundo n&atilde;o haver muito uso desse tipo de conex&atilde;o.<\/p>\n<p>Outra reclama&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; obrigatoriedade das operadoras em investir na faixa de 450 MHz para levar internet banda larga a zona rural. Pelas regras, a Anatel ir&aacute; primeiro leiloar as faixas de 450 MHz e assim, se n&atilde;o houver interessados, elas ser&atilde;o juntadas ao leil&atilde;o da faixa de 2,5 GHz e as operadoras que vencerem a licita&ccedil;&atilde;o da telefonia de 4G dever&atilde;o cumprir as metas propostas para a zona rural.<\/p>\n<p>&ldquo;Essa determina&ccedil;&atilde;o da Anatel segue o mesmo princ&iacute;pio de algu&eacute;m que vai &agrave; uma loja comprar um carro, mas &eacute; obrigado a comprar uma bicicleta para fechar o neg&oacute;cio&rdquo;, diz Rojas.<\/p>\n<p>&ldquo;O ponto principal ainda n&atilde;o conhecemos, que &eacute; o pre&ccedil;o m&iacute;nimo. Se for descontado o 450MHz pode at&eacute; ficar razo&aacute;vel. Mas do meu ponto de vista n&atilde;o colocaria esse peso no 450MHz, pois qualquer obriga&ccedil;&atilde;o a mais para as operadoras no fim quem vai pagar a conta &eacute; o usu&aacute;rio. Ent&atilde;o o ideal para o servi&ccedil;o fluir seria n&atilde;o colocar essa pressa para eventos e o &ocirc;nus do 450MHz&rdquo;, completou Tude.<\/p>\n<p>O ideal para o Brasil, segundo os analistas, seria o uso da faixa de 700 MHz para o 4G, pois &eacute; a mesma frequ&ecirc;ncia utilizada por diversos pa&iacute;ses, incluindo os Estados Unidos, e a que oferece a maior amplitude de sinal (especialmente em estradas e lugares fechados). Segundo dados, uma rede 2,5 GHz exigiria at&eacute; tr&ecirc;s vezes mais a quantidade de antenas do que uma rede de 700 MHz.<\/p>\n<p>No entanto, a faixa de 700 MHz atualmente &eacute; utilizada para a transmiss&atilde;o do sinal de TV anal&oacute;gico e pela previs&atilde;o do governo a frequ&ecirc;ncia somente ser&aacute; liberada em 2016, quando se encerra o prazo dado para a converg&ecirc;ncia do sinal para TV digital.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, os analistas acreditam que a abertura para a entrada de empresas estrangeiras na licita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o trar&aacute; novas operadoras ao setor. Isto porque o prazo estabelecido pela Anatel &eacute; muito curto e ser&aacute; bastante oneroso para ser cumprido, o que n&atilde;o torna o mercado atrativo para empresas que n&atilde;o conhecem o mercado brasileiro.<\/p>\n<p>A defini&ccedil;&atilde;o final dos pre&ccedil;os m&iacute;nimos das outorgas do leil&atilde;o de 4G ainda depende de avalia&ccedil;&atilde;o do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU). Nessa disputa, vencer&aacute; quem oferecer a maior outorga ao governo. No caso do leil&atilde;o de 450 MHz para &aacute;rea rural, o crit&eacute;rio ser&aacute; o do menor pre&ccedil;o para o usu&aacute;rio.<\/p>\n<p><strong>Determina&ccedil;&otilde;es <br \/><\/strong><br \/>Pelas regras, todas as capitais do Brasil e munic&iacute;pios com mais de 500 mil habitantes ter&atilde;o de receber a nova tecnologia at&eacute; dezembro de 2014.<\/p>\n<p>As cidades com mais de 200 mil habitantes receber&atilde;o o 4G at&eacute; dezembro de 2015 e as com mais de 100 mil habitantes, at&eacute; dezembro de 2016. Em dezembro de 2017, as demais cidades com at&eacute; 100 mil habitantes tamb&eacute;m receber&atilde;o a tecnologia 4G.<\/p>\n<p>O edital estabelece ainda cotas m&iacute;nimas de conte&uacute;do nacional nos investimentos em aquisi&ccedil;&atilde;o de bens e produtos pelos operadores.<\/p>\n<p>As cotas aumentar&atilde;o gradativamente, passando de 60% de 2012 a 2014 para 70% de 2017 a 2022.<\/p>\n<p>Segundo a Anatel, o edital deve ser publicado na semana de 22 de abril. O leil&atilde;o, por sua vez, deve ocorrer por volta de 11 de junho.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) definiu ontem (12) as regras para o edital de licita&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias para instala&ccedil;&atilde;o da rede 4G no Brasil. No entanto, as determina&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m gerando cr&iacute;ticas entre as empresas e analistas. De acordo com as novas regras, os vencedores dever&atilde;o atender todas as seis cidades que receber&atilde;o os jogos &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26817\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">4G no Brasil ser\u00e1 feito \u00e0s pressas, dizem analistas<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[81],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26817"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26817"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26817\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}