{"id":26773,"date":"2012-03-28T16:28:42","date_gmt":"2012-03-28T16:28:42","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26773"},"modified":"2014-09-07T03:02:28","modified_gmt":"2014-09-07T03:02:28","slug":"o-conselho-tem-o-efeito-de-estimular-uma-maior-participacao-e-transparencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26773","title":{"rendered":"&#8220;O Conselho tem o efeito de estimular uma maior participa\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span>Nesta quarta (28) foi realizada<\/span><span class=\"padrao\"> a primeira reuni&atilde;o do Conselho Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o da Bahia. J&aacute; foi aprovado o regimento interno e come&ccedil;a a etapa de planejamento. Mas os desafios ainda s&atilde;o muitos frente a hist&oacute;rica falta de participa&ccedil;&atilde;o da sociedade nas defini&ccedil;&otilde;es do setor. <\/p>\n<p>O Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=26496\" target=\"_blank\">da Bahia s&oacute; foi regulamentado em 2011<\/a>, ap&oacute;s um forte processo de mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade e uma articula&ccedil;&atilde;o com empres&aacute;rios e governo, mesmo sendo previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o Estadual desde 1989. O resultados podem destravar pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o em todo pa&iacute;s, dessa vez, tendo como refer&ecirc;ncia o poder de estados e munic&iacute;pios.<\/p>\n<p>Conversamos com o representante do Intervozes no Conselho, Pedro Carib&eacute;. Ele nos fala sobre atribui&ccedil;&otilde;es do Conselho, prioridades de atua&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&atilde;o da sociedade civil com o empresariado e o poder p&uacute;blico.<\/p>\n<p><strong><em>Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o:<\/em> A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert) emitiu nota p&uacute;blica considerando inconstitucional o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Bahia. O que est&aacute; por tr&aacute;s deste posicionamento de parte do empresariado da comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><em><br \/>Pedro Carib&eacute;:<\/em><\/strong><em> <\/em>N&atilde;o s&oacute; a Abert tem se movimentado para barrar o processo, existe um pacto n&atilde;o assinado, constru&iacute;do por setores midi&aacute;ticos e reverberado at&eacute; por setores m&eacute;dios da sociedade, entre os quais muitos jornalistas pouco esclarecidos sobre o tema. No caso da Abert, o receio &eacute; que alavanque o desenvolvimento do sistema p&uacute;blico e o localismo na radiodifus&atilde;o. Um modelo que fragiliza o poder das grandes redes nacionais ou mesmo regionais. Como isso pode acontecer? O Conselho tende afetar tr&ecirc;s segmentos. O primeiro &eacute; radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria, que pode vir a ter mecanismos de sustentabilidade e prote&ccedil;&atilde;o em casos de criminaliza&ccedil;&atilde;o. O segundo s&atilde;o as emissoras p&uacute;blicas-estatais dotadas de potencial pouco explorado no reconhecimento da sociedade, ampliando seu conte&uacute;do e infraestrutura. O terceiro, e mais complexo, &eacute; o desenvolvimento das empresas comerciais locais. As reivindica&ccedil;&otilde;es dos empres&aacute;rios que participam do Conselho passam pela participa&ccedil;&atilde;o direta na verba publicit&aacute;ria federal, est&iacute;mulo a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, e&nbsp; at&eacute; inser&ccedil;&atilde;o na grade de programa&ccedil;&atilde;o da parab&oacute;lica, que se espalha por todo interior e zona rural da Bahia. Os empres&aacute;rios locais entendem o Conselho como algo que legitima reivindica&ccedil;&otilde;es nacionais, uma &ldquo;revolta da base&quot;. E creio ser uma brecha perigosa para a Abert, que se organiza de forma extremamente verticalizada em conson&acirc;ncia com o modelo das cabe&ccedil;as de rede.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disto o Conselho tem o efeito imaterial de estimular direta ou indiretamente uma maior participa&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia no setor. Mesmo temas que n&atilde;o s&atilde;o de sua or&ccedil;ada passam a ser debatidos com mais for&ccedil;a pela sociedade, como acompanhar a renova&ccedil;&atilde;o e libera&ccedil;&atilde;o das outorgas de radiodifus&atilde;o. Nesse ponto n&atilde;o ser&aacute; dif&iacute;cil aos baianos encontrarem confrontos com os preceitos constitucionais ao discutir no dia a dia. Aja vista que a fam&iacute;lia do falecido senador Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es, atrav&eacute;s da Rede Bahia, tem inger&ecirc;ncia sob tr&ecirc;s licen&ccedil;as de r&aacute;dio e sete de TV no estado, um caso cl&aacute;ssico de concentra&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m se espalha por jornal impresso e portal na internet.<\/p>\n<p><strong>A Abert afirma que a prerrogativa de legislar sobre o tema &eacute; do Governo Federal, n&atilde;o cabendo, portanto, aos estados a cria&ccedil;&atilde;o de Conselhos. Nos esclare&ccedil;a isso. Quais as atribui&ccedil;&otilde;es de um Conselho Estadual?<br \/><\/strong><br \/>Esta posi&ccedil;&atilde;o &eacute; colocada h&aacute; algum tempo e n&atilde;o passa de uma ret&oacute;rica obscurantista para atrasar a regulamenta&ccedil;&atilde;o dos Conselhos por todo pa&iacute;s. Na pr&aacute;tica, n&atilde;o h&aacute; qualquer fundamento jur&iacute;dico que endosse o argumento da Abert, pois o Conselho est&aacute; previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o Estadual e suas atribui&ccedil;&otilde;es foram alvo de aprecia&ccedil;&atilde;o de juristas, em especial da OAB-BA.<\/p>\n<p>Os projetos de Conselhos t&ecirc;m estimulado uma reflex&atilde;o importante sobre as atribui&ccedil;&otilde;es federativas na comunica&ccedil;&atilde;o, e espero, sejam alvo do novo Marco Regulat&oacute;rio. No Brasil o pacto federativo &eacute; fincado sob l&oacute;gica de distribui&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias. Nada impede que os entes atuem sob o mesmo tema, por&eacute;m com poderes distintos. Por exemplo, o Conselho n&atilde;o poder&aacute; passar por cima da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es e transformar a banda larga num servi&ccedil;o p&uacute;blico, mas pode sim elaborar um plano a fim de coordenar tarifa&ccedil;&otilde;es como ICMS, munic&iacute;pios e infraestrutura estatal para expandir o servi&ccedil;o ao cidad&atilde;o e tamb&eacute;m para os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos. Se trata de atua&ccedil;&atilde;o complementar j&aacute; presente em estados como S&atilde;o Paulo e Cear&aacute;.<\/p>\n<p>Essa mesma l&oacute;gica estar&aacute; presente na radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria, ou mesmo nas viola&ccedil;&otilde;es aos direitos humanos, que nesse caso, tamb&eacute;m se relacionam com a Justi&ccedil;a e Minist&eacute;rio P&uacute;blico.&nbsp; Em outros temas o Conselho ter&aacute; poderes plenos, como na distribui&ccedil;&atilde;o das verbas publicit&aacute;rias e na condu&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o p&uacute;blica. Nessa seara tamb&eacute;m existem pautas que est&atilde;o inicialmente de fora do Conselho, mas podem ser incorporadas para a pr&oacute;xima gest&atilde;o. Entre os quais a Empresa Gr&aacute;fica da Bahia (EGBA) que pode se tornar est&iacute;mulo mais volumosa para a publica&ccedil;&atilde;o de livros, revistas e demais meios impressos; e os mecanismos de relacionamento direto com o cidad&atilde;o atrav&eacute;s da ouvidoria, ferramentas de governo eletr&ocirc;nico e por fim organizar o estado para adotar a Lei de Informa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica.<\/p>\n<p><strong>Que propostas para o fortalecimento do sistema p&uacute;blico de (radiodifus&atilde;o) comunica&ccedil;&atilde;o no estado a sociedade civil levar&aacute; para o Conselho?<br \/><\/strong><br \/>Vamos seguir a mesma linha constru&iacute;da a partir dos F&oacute;runs de TV&acute;s P&uacute;blicas e da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom). Defender um fortalecimento da radiodifus&atilde;o p&uacute;blica balizado na autonomia, participa&ccedil;&atilde;o social e diversidade cultural. Por isso, se faz urgente convocar um Conselho Curador para o Instituto de Radiodifus&atilde;o P&uacute;blica da Bahia (Irdeb) com maioria da sociedade civil, escolhidos atrav&eacute;s de elei&ccedil;&otilde;es. Fixar fundo p&uacute;blico com parcela da publicidade governamental. Valorizar o quadro de funcion&aacute;rios. Estimular a produ&ccedil;&atilde;o independente na programa&ccedil;&atilde;o. A partir de ent&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel dar estabilidade institucional e preparar o Irdeb para era digital em condi&ccedil;&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas para ser reconhecido como alternativa convincente ao modelo comercial.<\/p>\n<p>As r&aacute;dios comunit&aacute;rias tamb&eacute;m devem ser encaradas como integrantes desse campo p&uacute;blico. Desde 2009 foi desenvolvido o programa Ondas Livres com universidade, governo e sociedade civil. O programa prev&ecirc; forma&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de portal para esse segmento e implementa&ccedil;&atilde;o deve ser o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel.<\/p>\n<p><strong>Pesquisas mostram um alto &iacute;ndice de viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos na m&iacute;dia baiana. Como o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o pretende incidir nesta pauta?<br \/><\/strong><br \/>Esse &eacute; um tema delicado e costumeiramente distorcido. O Conselho poder&aacute; encaminhar ao MP e&nbsp;&agrave; Justi&ccedil;a quest&otilde;es que forem consideradas graves. O Conselho n&atilde;o pode, nem tem como punir qualquer pessoas f&iacute;sica ou jur&iacute;dica.<\/p>\n<p>Uma quest&atilde;o a ser abordada &eacute; o fato de comunicadores populares, radialistas e jornalistas serem alvos constantes de amea&ccedil;as e at&eacute; homic&iacute;dios. Recentemente um radialista foi assassinado em Sim&otilde;es Filho, na regi&atilde;o metropolitana, por contrariar o tr&aacute;fico de drogas. O papel do Conselho ser&aacute; de acompanhar casos desse perfil para que evitar que caiam no esquecimento e impunidade<\/p>\n<p>Quanto ao conte&uacute;do midi&aacute;tico, esse n&atilde;o pode estar acima ou a parte do Estado de direito. Muitas vezes n&atilde;o s&atilde;o apenas as emissoras os respons&aacute;veis por viola&ccedil;&otilde;es,&nbsp; o pr&oacute;prio governo poder&aacute; ser alvo de avalia&ccedil;&otilde;es quando policiais s&atilde;o os que viabilizam julgamento pr&eacute;vio e afronta a dignidade humana. E esses atos podem ganhar uma dimens&atilde;o amplificada sob cumplicidade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o d&aacute; mais para assistir &agrave; &quot;luz do dia&quot; cenas de sangue, inapropriadas para crian&ccedil;as, ou jovens negros serem condenados sem direito julgamento adequado. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Estado j&aacute; tem conhecimento que na maioria dos casos s&atilde;o pessoas inocentes e as cenas constru&iacute;das como espet&aacute;culos tragic&ocirc;micos de mau gosto. Por&eacute;m, mesmo que n&atilde;o seja punido pela Justi&ccedil;a, o indiv&iacute;duo j&aacute; ter&aacute; puni&ccedil;&atilde;o da sociedade decretada e dispon&iacute;vel em v&iacute;deos na internet por toda sua vida.<\/p>\n<p><strong>A atual distribui&ccedil;&atilde;o das verbas publicit&aacute;rias do Governo Estadual &eacute; baseada, principalmente, no crit&eacute;rio da audi&ecirc;ncia. Como o Conselho pode atuar para melhorar a distribui&ccedil;&atilde;o destes recursos?<br \/><\/strong><br \/>Verba de publicidade &eacute; dinheiro p&uacute;blico: precisa de mecanismos de transpar&ecirc;ncia e crit&eacute;rios n&atilde;o apenas econ&ocirc;micos na distribui&ccedil;&atilde;o. O Conselho poder&aacute; deliberar por acesso&nbsp; ao direcionamento desses gastos, saber quanto e quando os ve&iacute;culos recebem esses investimentos, bem como separar a assessoria de imprensa do governo do repasse das verbas. A partir deste diagn&oacute;stico pode-se viabilizar maior equidade no tratamento entre as m&iacute;dias, levando em considera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o somente as audi&ecirc;ncias, mas tamb&eacute;m o compromisso com a diversidade e pluralidade de ideias e gostos, a descentraliza&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva do audiovisual e da ind&uacute;stria gr&aacute;fica, bem como o car&aacute;ter p&uacute;blico ou comunit&aacute;rio da informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso ser&aacute; poss&iacute;vel evitar pr&aacute;ticas conhecidas dos baianos: a utiliza&ccedil;&atilde;o destas volumosas verbas como objeto de barganha, tanto para cercear ou alavancar organiza&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas ou comunicadores populares e jornalistas, conforme afinidade pol&iacute;tica ao governo, como para manuten&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios jornal&iacute;sticos ancorados na chantagem. Nessa rela&ccedil;&atilde;o quem sai perdendo s&atilde;o os profissionais, comunicadores e principalmente o cidad&atilde;o ao receber informa&ccedil;&atilde;o costumeiramente distorcida por esse jogo.<\/p>\n<p><strong>Como transcorreu at&eacute; aqui e como voc&ecirc; acredita continuar&aacute; processo de debate com o empresariado dentro do Conselho?<br \/><\/strong><br \/>Antes da I Confecom s&oacute; microempres&aacute;rios participaram, depois entraram grupos maiores. As duas principais empresas comerciais de radiodifus&atilde;o, Rede Bahia (Globo) e Itapoan (Record), jamais integraram o processo. Por&eacute;m em nenhum momento eles se pronunciaram abertamente contra o Conselho, somente nos bastidores, por motivos distintos. No caso da filiada da Globo, eles receiam que qualquer posi&ccedil;&atilde;o editoral sobre o tema intensifique a associa&ccedil;&atilde;o ao grupo de ACM. J&aacute; a Record, apesar de ser vis&iacute;vel aproxima&ccedil;&atilde;o com os governos mais a esquerda, demonstra indisposi&ccedil;&atilde;o em modificar o modelo que a fez crescer rapidamente nos &uacute;ltimos 15 anos. N&atilde;o podemos esquecer que a Record faz parte da Abert junto com a Globo.<\/p>\n<p>Aos que participaram da elabora&ccedil;&atilde;o e agora est&atilde;o no Conselho, sempre houve uma atitude pr&oacute; ativa, e as diferen&ccedil;as colocadas com naturalidade, sem dogmatismo. A partir da instala&ccedil;&atilde;o &eacute; que os temas v&atilde;o ganhar materialidade e ser&aacute; poss&iacute;vel compreender mais as posi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>E com os representantes do poder p&uacute;blico?<br \/><\/strong><br \/>Este governo encampou a ideia do Conselho e tem vis&atilde;o das potencialidades. No geral, est&aacute; aberto ao di&aacute;logo e proximidade com percep&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es sociais. Por&eacute;m tem o papel de interlocutor entre interesses distintos, tornando a l&oacute;gica do consenso familiar e incorporando no seu seio matrizes diferenciadas. Atualmente &eacute; desafiador construir base de autonomia dos movimentos em rela&ccedil;&atilde;o a um governo que ajudou a eleger e tem import&acirc;ncia hist&oacute;rica indiscut&iacute;vel. Mais desafiador ser&aacute; materializar na estrutura estatal condi&ccedil;&otilde;es humanas e f&iacute;sicas para conseguir executar uma plataforma que o governo defende publicamente.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s a primeira reuni&atilde;o do Conselho Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o da Bahia, o Observat&oacute;rio publica uma entrevista exclusiva com Pedro Carib&eacute;, representante do Intervozes no &oacute;rg&atilde;o, sobre as perspectivas de atua&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&atilde;o com governo e empres&aacute;rios.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1670],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26773"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26773"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28281,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26773\/revisions\/28281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}