{"id":26763,"date":"2012-03-26T02:38:32","date_gmt":"2012-03-26T02:38:32","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26763"},"modified":"2012-03-26T02:38:32","modified_gmt":"2012-03-26T02:38:32","slug":"seminario-aponta-propostas-para-a-midia-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26763","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio aponta propostas para a m\u00eddia p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">Ap&oacute;s tr&ecirc;s dias de debates no Semin&aacute;rio de Regula&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, representantes das emissoras do campo p&uacute;blico, movimentos sociais e parlamentares apresentaram o documento final do evento, o Manifesto por uma Regula&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica para a Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, na plen&aacute;ria da &uacute;ltima sexta (23). <\/p>\n<p>Entre as principais reivindica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o a cria&ccedil;&atilde;o de um Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com car&aacute;ter deliberativo, participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e indica&ccedil;&atilde;o direta pela sociedade de seus membros, al&eacute;m da instala&ccedil;&atilde;o imediata do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Foi cobrada tamb&eacute;m a regulamenta&ccedil;&atilde;o do Artigo 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que prev&ecirc; a complementariedade entre os sistemas p&uacute;blico, privado e estatal. O documento aponta a necessidade de garantia de independ&ecirc;ncia das emissoras do campo p&uacute;blico frente aos governos, com a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil em sua gest&atilde;o.<\/p>\n<p>Um tratamento igualit&aacute;rio entre as emissoras comunit&aacute;rias e p&uacute;blicas tamb&eacute;m foi cobrado para o pr&oacute;ximo marco regulat&oacute;rio. Para tanto, foi defendido o fortalecimento das r&aacute;dios comunit&aacute;rias, com amplia&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncia, aumento de canais por cidades, garantia de financiamento e autonomia, o fim da criminaliza&ccedil;&atilde;o dos radialistas comunit&aacute;rios e a inclus&atilde;o das TVs comunit&aacute;rias no processo de regulamenta&ccedil;&atilde;o do Canal Cidadania.<\/p>\n<p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao financiamento, foi solicitada a implanta&ccedil;&atilde;o de um fundo composto por recursos da contribui&ccedil;&atilde;o para o fomento da radiodifus&atilde;o p&uacute;blica e por novas fontes, como a taxa&ccedil;&atilde;o das emissoras comerciais e de aparelhos de TV. Tamb&eacute;m foi defendido que as televis&otilde;es e r&aacute;dios comunit&aacute;rias possam receber recursos de publicidade de governo e empresas estatais e que parte do Fundo Setorial do Audiovisual, gerenciado pela Ag&ecirc;ncia Nacional do Cinema, seja destinado ao fomento da produ&ccedil;&atilde;o independente em parceria com as emissoras p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>No documento, tamb&eacute;m foi cobrado um aumento da programa&ccedil;&atilde;o regional e independente em todas as emissoras p&uacute;blicas, com o estabelecimento de percentuais m&iacute;nimos, tendo como refer&ecirc;ncia as cotas definidas pela Lei 12.485\/11, que estabeleceu um novo regulamento para a TV por assinatura. O apoio a um operador de rede dos canais digitais do campo p&uacute;blico tamb&eacute;m foi refor&ccedil;ado no documento.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do manifesto, o semin&aacute;rio tamb&eacute;m aprovou algumas mo&ccedil;&otilde;es de apoio: em defesa da Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa; pela anistia dos radiodifusores comunit&aacute;rios condenados; em apoio ao Conselho Curador da EBC pela defini&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de transmiss&atilde;o de conte&uacute;dos religiosos; e pela manuten&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter p&uacute;blico da TV Cultura de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Um ano de Frentecom<\/strong><\/p>\n<p>A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) aproveitou para celebrar o anivers&aacute;rio de um ano da Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o e o Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o com Participa&ccedil;&atilde;o Popular (Frentecom), criada em abril de 2011 e desde ent&atilde;o coordenada pela parlamentar. &ldquo;O que define o car&aacute;ter dessa Frente, &eacute; que al&eacute;m de ser um espa&ccedil;o democr&aacute;tico e plural, &eacute; espa&ccedil;o de reflex&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o. A&ccedil;&atilde;o para transformar uma realidade que nos desafia em termos de sociais.&rdquo;<\/p>\n<p>De acordo com Erundina, a Frentecom deve ser protagonista na elabora&ccedil;&atilde;o de um novo marco regulat&oacute;rio que respeite a comunica&ccedil;&atilde;o como direito humano. &ldquo;Mas tem que ser um protagonismo plural, coletivo, solid&aacute;rio e comprometido com projetos e ideias decididos democraticamente. Isso tem nos ajudado a nos reeducar e melhorar nossas posturas e atitudes frente a uma cultura lamentavelmente marcada pelo autoritarismo, abuso de poder e exclus&atilde;o de grande parte das cidad&atilde;s e cidad&atilde;os desse pa&iacute;s&rdquo;, ressaltou.<\/p>\n<p>A partir desse semin&aacute;rio, foi aprovada a cria&ccedil;&atilde;o de um Grupo de Trabalho para a organiza&ccedil;&atilde;o do I F&oacute;rum Nacional do Campo P&uacute;blico de Comunica&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, as entidades do campo p&uacute;blico se propuseram a participar da constru&ccedil;&atilde;o da Campanha pela Liberdade de Express&atilde;o e um Novo Marco Regulat&oacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, puxada pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC).<\/p>\n<p class=\"padrao\">Confira a carta final do documento:<\/p>\n<p><strong><em>Manifesto &#8211; Por uma regula&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica<\/p>\n<p><\/em><\/strong><em>N&oacute;s, representantes de emissoras p&uacute;blicas, educativas, culturais, legislativas, universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias, organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e movimentos sociais, presentes no Semin&aacute;rio Internacional de Regula&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, promovido pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o e o Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o com Participa&ccedil;&atilde;o Popular (Frentecom) e pela Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara dos Deputados, afirmamos nossa posi&ccedil;&atilde;o a respeito da import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e da centralidade do processo de revis&atilde;o do Marco Regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es. Nesse sentido, reiteramos:<\/p>\n<p><\/em><em>1. A comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &eacute; o espa&ccedil;o da diversidade, pluralidade e do exerc&iacute;cio do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, meio de afirma&ccedil;&atilde;o da soberania nacional e instrumento estrat&eacute;gico para a constru&ccedil;&atilde;o de uma cidadania participativa que se apresente como alternativa pol&iacute;tica, cultural e informativa &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o comercial;<\/p>\n<p><\/em><em>2. O campo p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o deve ser entendido como aquele que engloba emissoras federais, estaduais, municipais, educativas, universit&aacute;rias, legislativas e comunit&aacute;rias;<\/p>\n<p><\/em><em>3. O Estado deve cumprir papel de indutor e executor das pol&iacute;ticas para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, garantindo, inclusive, os recursos necess&aacute;rios &agrave; sua exist&ecirc;ncia;<\/p>\n<p><\/em><em>4. O debate da regula&ccedil;&atilde;o deve se pautar no fortalecimento dos meios p&uacute;blicos, na garantia de uma gest&atilde;o democr&aacute;tica e transparente, com participa&ccedil;&atilde;o social, e na cria&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es para a efetiva realiza&ccedil;&atilde;o da complementaridade entre os sistemas p&uacute;blico, privado e estatal, prevista no Art.223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal;<\/p>\n<p><\/em><em>5. A regula&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &eacute; uma parte do necess&aacute;rio processo de atualiza&ccedil;&atilde;o do Marco Regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil, que deve garantir a m&aacute;xima participa&ccedil;&atilde;o social, a isonomia entre os setores interessados e o real empenho dos poderes p&uacute;blicos, em especial do Executivo, na concretiza&ccedil;&atilde;o dos debates.<\/p>\n<p><\/em><em>6.&nbsp; Dando continuidade ao processo iniciado nos F&oacute;runs Nacionais das TVs e R&aacute;dios P&uacute;blicas e na 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio avan&ccedil;ar na formula&ccedil;&atilde;o de propostas e na organiza&ccedil;&atilde;o deste campo para garantir seus interesses na proposta de regula&ccedil;&atilde;o. Para isso, apontamos para a realiza&ccedil;&atilde;o do I F&oacute;rum Nacional do Campo P&uacute;blico de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/em><em>Al&eacute;m disso, as entidades signat&aacute;rias deste documento apresentam as seguintes propostas para o novo Marco Regulat&oacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, como contribui&ccedil;&atilde;o ao debate:<\/p>\n<p><\/em><em>1.Conceitos, outorgas, espectro e complementariedade<br \/>&bull;Regulamenta&ccedil;&atilde;o do Art.223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que garanta a independ&ecirc;ncia das emissoras do campo p&uacute;blico frente aos governos, com a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil em sua gest&atilde;o a partir da elei&ccedil;&atilde;o de seus membros de forma p&uacute;blica e democr&aacute;tica;<br \/>&bull;Garantia de reserva de espectro eletromagn&eacute;tico para as emissoras do campo p&uacute;blico de r&aacute;dio e televis&atilde;o;<br \/>&bull;Apoio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de R&aacute;dios P&uacute;blicas;<br \/>&bull;Fortalecimento das r&aacute;dios comunit&aacute;rias, com amplia&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncia, aumento de canais por cidades, garantia de financiamento e autonomia e fim da criminaliza&ccedil;&atilde;o dos radialistas comunit&aacute;rios;<br \/>&bull;Inclus&atilde;o e garantia das TVs comunit&aacute;rias no processo de regulamenta&ccedil;&atilde;o do Canal da Cidadania;<br \/>&bull;Substitui&ccedil;&atilde;o imediata da regula&ccedil;&atilde;o atual da radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria por um novo arcabou&ccedil;o legal que trate o setor em condi&ccedil;&otilde;es de igualdade com as demais emissoras do campo p&uacute;blico;<\/p>\n<p><\/em><em>2.Gest&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e controle social<br \/>&bull;Instala&ccedil;&atilde;o de mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o social (audi&ecirc;ncias e consultas) na gest&atilde;o de emissoras do campo p&uacute;blico, resguardadas as caracter&iacute;sticas de cada segmento;<br \/>&bull;Instala&ccedil;&atilde;o, nas emissoras do campo p&uacute;blico, de Conselhos Curadores com indica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica de seus membros e mandatos assegurados;<br \/>&bull;Instala&ccedil;&atilde;o imediata do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Congresso Nacional;<br \/>&bull;Cria&ccedil;&atilde;o de um Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com car&aacute;ter deliberativo, participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e indica&ccedil;&atilde;o direta pela sociedade de seus membros;<\/p>\n<p><\/em><em>3.Gest&atilde;o, financiamento e autonomia<br \/>&bull;Implanta&ccedil;&atilde;o de Fundo P&uacute;blico para financiar o campo p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o, composto por recursos da Contribui&ccedil;&atilde;o para o Fomento da Radiodifus&atilde;o P&uacute;blica e por novas fontes, como a taxa&ccedil;&atilde;o das emissoras comerciais e de aparelhos de TV;<br \/>&bull;O disciplinamento do uso dos recursos da Contribui&ccedil;&atilde;o para o Fomento da Radiodifus&atilde;o P&uacute;blica n&atilde;o destinados &agrave; EBC;<br \/>&bull;Ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica de destina&ccedil;&atilde;o de percentual dos recursos da publicidade de governo e empresas estatais para as emissoras do campo p&uacute;blico;<br \/>&bull;Que as televis&otilde;es e r&aacute;dios comunit&aacute;rias e universit&aacute;rias possam receber recursos de publicidade de governo e empresas estatais;<br \/>&bull;Ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica de programa de cr&eacute;dito dos bancos estatais aos segmentos do campo p&uacute;blico, com o objetivo de viabilizar infraestrutura a estas emissoras;<br \/>&bull;Que parte do Fundo Setorial do Audiovisual, gerenciado pela Ancine, seja destinado ao fomento da produ&ccedil;&atilde;o independente em parceria com as emissoras p&uacute;blicas de r&aacute;dio e televis&atilde;o;<\/p>\n<p><\/em><em>4.Conte&uacute;do e diversidade<br \/>&bull;Contemplar toda a diversidade cultural, &eacute;tnica e racial, geracional, regional, de g&ecirc;nero e de orienta&ccedil;&atilde;o sexual da sociedade brasileira na programa&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o das emissoras p&uacute;blicas;<br \/>&bull;Aumento da programa&ccedil;&atilde;o regional e independente em todas as emissoras p&uacute;blicas, com o estabelecimento de percentuais m&iacute;nimos, tendo como refer&ecirc;ncia os patamares definidos pela Lei 12.485\/11;<br \/>&bull;Consolidar e ampliar as plataformas de interc&acirc;mbio de conte&uacute;do entre emissoras do campo p&uacute;blico;<br \/>&bull;Tratamento diferenciado do campo p&uacute;blico na cobran&ccedil;a da CONDECINE &#8211; Contribui&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento da Ind&uacute;stria Cinematogr&aacute;fica Nacional;<\/p>\n<p><\/em><em>5.Distribui&ccedil;&atilde;o de sinal \/ Operador de Rede<br \/>&bull;Que a constru&ccedil;&atilde;o de um projeto de plataforma &uacute;nica de Operador de Rede Digital seja baseado no di&aacute;logo com os segmentos do campo p&uacute;blico, nas esferas federal, estadual e municipal;<br \/>&bull;Garantia de recursos p&uacute;blicos para a implanta&ccedil;&atilde;o do Operador de Rede visando construir uma rede que assegure a digitaliza&ccedil;&atilde;o das emissoras do campo p&uacute;blico e a oferta de conte&uacute;dos da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica nas plataformas convergentes;<br \/>&bull;Garantia do carregamento dos canais do campo p&uacute;blico pelas operadoras de SEAC;<br \/>&bull;Participa&ccedil;&atilde;o do campo p&uacute;blico na defini&ccedil;&atilde;o do modelo de digitaliza&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios, considerando as particularidades dos diversos segmentos;<\/p>\n<p><\/em><em>6.Acessibilidade, interatividade e converg&ecirc;ncia<br \/>&bull;Que os servi&ccedil;os nas plataformas convergentes e interativas possibilitem o acesso da popula&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;os p&uacute;blicos de governo eletr&ocirc;nico e privilegie a utiliza&ccedil;&atilde;o com finalidades informativa, educativa, art&iacute;stica e cultural;<br \/>&bull;Que o governo assuma uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de promo&ccedil;&atilde;o do acesso da popula&ccedil;&atilde;o aos conversores de TV Digital interativos a pre&ccedil;os populares, como foi feito por outros pa&iacute;ses, para concluir com efic&aacute;cia a transi&ccedil;&atilde;o do sistema anal&oacute;gico para o sistema digital;<\/p>\n<p><\/em><em>ENCAMINHAMENTOS<br \/>&bull;Cria&ccedil;&atilde;o do GT para organiza&ccedil;&atilde;o do I F&oacute;rum Nacional do Campo P&uacute;blico de Comunica&ccedil;&atilde;o;<br \/>&bull;Que o campo p&uacute;blico participe e se envolva na Campanha pela Liberdade de Express&atilde;o e um Novo Marco Regulat&oacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es iniciada pelo FNDC;<br \/>&bull;Solicitar uma audi&ecirc;ncia com o Ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Presid&ecirc;ncia da Anatel, Ministra da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Presid&ecirc;ncia da EBC, Presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara dos Deputados e Presid&ecirc;ncia do Senado Federal;<br \/>&bull;Formar uma delega&ccedil;&atilde;o para conhecer as experi&ecirc;ncias regulat&oacute;rias de Portugal e M&eacute;xico;<\/p>\n<p><\/em><em><strong>MO&Ccedil;&Otilde;ES<\/p>\n<p><\/strong><\/em><em>&bull;Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa<br \/>Os presentes no Semin&aacute;rio Internacional de Regula&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica aprovam mo&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; pol&iacute;tica de Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa em pr&aacute;tica pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. Avaliamos ser fundamental a manuten&ccedil;&atilde;o das san&ccedil;&otilde;es previstas no Estatuto da Crian&ccedil;a e Adolescente, que est&atilde;o sendo questionadas pelo Partido Trabalhista Brasileiro e pelas emissoras privadas de r&aacute;dio e TV. A Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa &eacute; uma regula&ccedil;&atilde;o praticada em todas as grandes democracias do mundo e n&atilde;o representa, de forma alguma, censura e tampouco tutela do Estado sobre a fam&iacute;lia. Assim, solicitamos que os ministros do Supremo Tribunal Federal avaliem na vota&ccedil;&atilde;o do processo a necessidade de priorizar a defesa de crian&ccedil;as e adolescentes no nosso pa&iacute;s. APROVADA POR UNANIMIDADE.<\/p>\n<p><\/em><em>&bull;Lei 12.485\/11<br \/>As organiza&ccedil;&otilde;es reunidas no Semin&aacute;rio Internacional de Regula&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica manifestam-se por unanimidade em defesa da Lei 12485, que trata do SEAC &#8211; Servi&ccedil;o de Acesso Condicionado &ndash; nova lei da TV por Assinatura. Fruto de anos de discuss&atilde;o da sociedade brasileira, a Lei 12.485 &eacute; a primeira iniciativa aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Poder Executivo que atende a determina&ccedil;&otilde;es legais previstas no artigo 221, do Cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o Social, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. A principal conquista da lei &eacute; o dispositivo de cotas de conte&uacute;do nacional de 3h30 por semana &ndash; metade dos quais produzida por produtora independente &ndash; de veicula&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria apenas nos canais de espa&ccedil;o qualificado que transmitem em seu hor&aacute;rio nobre, filmes, s&eacute;ries, document&aacute;rios, anima&ccedil;&otilde;es. Infelizmente, a cota est&aacute; sendo questionada judicialmente por empresas estrangeiras, de ineg&aacute;vel poder econ&ocirc;mico, que ingressaram com A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade, apresentada pelo Partido Democratas a pedido da operadora Sky, contra a lei. A garantia de espa&ccedil;o qualificado para veicula&ccedil;&atilde;o de produtos brasileiros, ainda que inicialmente pequena, &eacute; um instrumento efetivo de diversifica&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos e de est&iacute;mulo econ&ocirc;mico &agrave; cadeia produtiva do audiovisual brasileiro. Neste sentido, apresentamos a proposta de que as emissoras do campo p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o, mostrando sua voca&ccedil;&atilde;o para a diversidade e pluralidade, tamb&eacute;m cumpram as cotas como estabelecidas na lei 12.485. Apesar de definir regras para o servi&ccedil;o de televis&atilde;o pago e, portanto, n&atilde;o se aplicar ao servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o aberta, os conceitos e par&acirc;metros definidos por esta lei e pela sua regulamenta&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o, sem d&uacute;vida, considerados para o debate do novo marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es. Por tudo isso, reiteramos nosso apoio a imediata a aplica&ccedil;&atilde;o da lei 12.485. APROVADA POR UNANIMIDADE.<\/p>\n<p><\/em><em>&bull;Programa&ccedil;&atilde;o religiosa na EBC<br \/>Os presentes no Semin&aacute;rio Internacional de Regula&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica aprovam mo&ccedil;&atilde;o de apoio ao Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do religioso nas emissoras p&uacute;blicas federais. Em um Estado republicano e laico &eacute; fundamental o respeito &agrave; livre liberdade de cren&ccedil;a e descren&ccedil;a de toda a popula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sendo constitucional o privil&eacute;gio a alguma religi&atilde;o espec&iacute;fica. Assim, avaliamos que a religi&atilde;o deve ser tratada na comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica como fen&ocirc;meno cultural da sociedade brasileira, n&atilde;o devendo ter espa&ccedil;os para proselitismo de nenhum campo. APROVADA POR UNANIMIDADE.<\/p>\n<p><\/em><em>&bull;TV Cultura<br \/>As organiza&ccedil;&otilde;es presentes no Semin&aacute;rio Internacional Regula&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica se manifestam em defesa da R&aacute;dio e da TV Cultura de S&atilde;o Paulo, que se consolidaram historicamente como uma alternativa aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o privados e que se constituem em um patrim&ocirc;nio da popula&ccedil;&atilde;o paulista. Contudo, nos &uacute;ltimos anos, a TV e as R&aacute;dios Cultura est&atilde;o passando por um processo de desmonte e privatiza&ccedil;&atilde;o, com a degrada&ccedil;&atilde;o de seu car&aacute;ter p&uacute;blico. Programas est&atilde;o sendo extintos, o quadro funcional est&aacute; sendo dilapidado, com mais de mil demiss&otilde;es, e recentemente a Funda&ccedil;&atilde;o Padre Anchieta entregou, sem crit&eacute;rios p&uacute;blicos, de hor&aacute;rios na programa&ccedil;&atilde;o para meios de comunica&ccedil;&atilde;o privados, como a Folha de S.Paulo. N&atilde;o podemos deixar esse patrim&ocirc;nio do povo de S&atilde;o Paulo ser dilapidado, v&iacute;tima de sucateamento promovido por sucessivas gest&otilde;es sem compromisso com o interesse p&uacute;blico. APROVADA POR UNANIMIDADE.<\/p>\n<p><\/em><em>&bull;Anistia aos radiodifusores comunit&aacute;rios<br \/>Os presentes no Semin&aacute;rio Internacional de Regula&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica aprovam mo&ccedil;&atilde;o de apoio a anistia dos radiodifusores comunit&aacute;rios criminalizados pelo Estado brasileiro pelo seu livre exerc&iacute;cio da liberdade de express&atilde;o e do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; inadmiss&iacute;vel a forma com que a Anatel e o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es tratam as r&aacute;dios comunit&aacute;rias no pa&iacute;s, que atenta contra os direitos humanos consolidados pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e por tratados internacionais. A repress&atilde;o &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias utiliza dispositivos legais da &eacute;poca da ditadura militar, que n&atilde;o deveriam estar em uso nos dias atuais. Que o novo Marco Regulat&oacute;rio descriminalize os radiodifusores comunit&aacute;rios e permita a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso, do alcance, do n&uacute;mero de canais dispon&iacute;veis, do financiamento e da autonomia destas emissoras. APROVADA POR UNANIMIDADE.<\/p>\n<p><\/em><em>&bull;Radialistas<br \/>N&oacute;s, representantes dos radialistas do servi&ccedil;o p&uacute;blico, atrav&eacute;s dos seus Sindicatos, Federa&ccedil;&otilde;es e Conselheiros representantes, exigimos o cumprimento e aplica&ccedil;&atilde;o da Lei 6.615 e o Decreto 84.134\/79, que regula a profiss&atilde;o do radialista e regulamenta todas as empresas de radiodifus&atilde;o, bem como protege a organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores frente &agrave;s suas entidades representativas. Exigimos tamb&eacute;m que esses profissionais de r&aacute;dios e televis&otilde;es educativas e p&uacute;blicas sejam valorizados em suas carreiras, em frente de trabalho e tenham remunera&ccedil;&atilde;o justa. APROVADA POR UNANIMIDADE.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Documento final do Semin&aacute;rio Internacional de Regula&ccedil;&atilde;o&nbsp;da Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica aponta propostas&nbsp;para&nbsp;um novo marco regulat&oacute;rio da m&iacute;dia. Participantes apontam a&nbsp;constru&ccedil;&atilde;o do I F&oacute;rum Nacional do Campo P&uacute;blico de Comunica&ccedil;&atilde;o <\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[703],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26763"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26763"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26763\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}