{"id":26758,"date":"2012-03-22T19:23:45","date_gmt":"2012-03-22T19:23:45","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26758"},"modified":"2012-03-22T19:23:45","modified_gmt":"2012-03-22T19:23:45","slug":"ministerio-defende-monopolio-do-ecad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26758","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio defende monop\u00f3lio do Ecad"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Ao defender o monop&oacute;lio do Escrit&oacute;rio Central de Arrecada&ccedil;&atilde;o e Distribui&ccedil;&atilde;o (Ecad) no processo em que o Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica (Cade) investiga a forma&ccedil;&atilde;o de cartel pelo Ecad e pelas associa&ccedil;&otilde;es filiadas, o Minist&eacute;rio da Cultura forneceu argumentos para uma poss&iacute;vel condena&ccedil;&atilde;o da entidade.<\/p>\n<p>Para o minist&eacute;rio, o Ecad &eacute; um monop&oacute;lio natural protegido pela Lei de Direitos Autorais (n&ordm; 9.610), que deu a ele a exclusividade na arrecada&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o de percentuais desses direitos. Para os &oacute;rg&atilde;os de defesa da concorr&ecirc;ncia, monop&oacute;lios devem ser punidos pela Lei Antitruste (n&ordm; 8.884), pois reduzem a competi&ccedil;&atilde;o no mercado.<\/p>\n<p>A conclus&atilde;o do Minc est&aacute; em parecer da Diretoria de Direitos Autorais, assinado pela ministra Ana de Hollanda. &quot;N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida que o Ecad &eacute; um monop&oacute;lio&quot;, diz o texto a que o Valor teve acesso. Esse monop&oacute;lio decorre da Lei de Direitos Autorais.<\/p>\n<p>O minist&eacute;rio informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a legitimidade da cobran&ccedil;a unificada de direitos autorais, em 2003, e que o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) permitiu que o Ecad fixasse os pre&ccedil;os. &quot;Segundo copiosa jurisprud&ecirc;ncia do STJ, &eacute; leg&iacute;timo o arbitramento pelo Ecad da precifica&ccedil;&atilde;o dos direitos autorais na modalidade apontada&quot;, informou o minist&eacute;rio ao Valor.<\/p>\n<p>O problema &eacute; que a Secretaria de Direito Econ&ocirc;mico (SDE) do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a pediu ao Cade justamente o fim do monop&oacute;lio no setor. A SDE quer que os percentuais sejam de livre fixa&ccedil;&atilde;o pelas associa&ccedil;&otilde;es dos artistas e autores. O objetivo seria ter um mercado em que os artistas buscam as associa&ccedil;&otilde;es com melhores propostas e os percentuais de cobran&ccedil;a de direitos autorais seriam livres.<\/p>\n<p>O processo contra o Ecad foi aberto ap&oacute;s a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Televis&atilde;o por Assinatura (ABTA) contestar na SDE a cobran&ccedil;a de 2,55% da receita bruta das empresas de TV por assinatura. O valor equivale a mais de R$ 250 milh&otilde;es e era cobrado de maneira unificada pelo Ecad. Todas as TVs eram chamadas a pagar. O Cade est&aacute; para julgar o assunto e &eacute; tradicionalmente contr&aacute;rio a monop&oacute;lios e &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os unificados. N&atilde;o obstante, o Minc defendeu um monop&oacute;lio ao Cade.<\/p>\n<p>H&aacute; outras contradi&ccedil;&otilde;es no processo. O Minc fez dois pareceres completamente distintos. No primeiro, de 2010, concluiu que os pre&ccedil;os cobrados pelo repert&oacute;rio de cada artista deveriam ser diferentes, proporcionais ao conte&uacute;do da m&uacute;sica. No segundo, defendeu que o Ecad est&aacute; no topo da pir&acirc;mide de arrecada&ccedil;&atilde;o de direitos autorais, num &quot;sistema de gest&atilde;o coletiva unificado da m&uacute;sica&quot;. O objetivo do sistema seria o de &quot;reunir o m&aacute;ximo de representa&ccedil;&otilde;es de direitos incidentes sobre as obras musicais e fonogramas&quot;. &quot;Esse licenciamento unificado evita cobran&ccedil;as aleat&oacute;rias&quot;, disse o Minc.<\/p>\n<p>A diferen&ccedil;a entre os pareceres est&aacute; em seus autores. A Diretoria de Direitos Autorais foi totalmente trocada durante a gest&atilde;o da ministra Ana. A anterior era cr&iacute;tica ao Ecad e a nova passou a defend&ecirc;-lo.<\/p>\n<p>Os procuradores que analisaram o caso tamb&eacute;m tiveram manifesta&ccedil;&otilde;es opostas. A Procuradoria do Cade recomendou o fim da fixa&ccedil;&atilde;o conjunta de pre&ccedil;os pelo Ecad, em 2011. Na segunda-feira, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal concluiu parecer dizendo que n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para a defesa da concorr&ecirc;ncia nessa &aacute;rea.<\/p>\n<p>Procurada, a ABTA informou por meio de sua advogada, Leonor Cordovil, que acha &quot;no m&iacute;nimo estranho o fato de dois pareceres do Minc serem t&atilde;o contradit&oacute;rios em t&atilde;o pouco tempo&quot;. O Ecad preferiu aguardar a decis&atilde;o final do Cade. &quot; S&oacute; vamos nos pronunciar ap&oacute;s a manifesta&ccedil;&atilde;o dos conselheiros&quot;, afirmou H&eacute;lio Saboya, advogado do escrit&oacute;rio de arrecada&ccedil;&atilde;o.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao defender o monop&oacute;lio do Escrit&oacute;rio Central de Arrecada&ccedil;&atilde;o e Distribui&ccedil;&atilde;o (Ecad) no processo em que o Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica (Cade) investiga a forma&ccedil;&atilde;o de cartel pelo Ecad e pelas associa&ccedil;&otilde;es filiadas, o Minist&eacute;rio da Cultura forneceu argumentos para uma poss&iacute;vel condena&ccedil;&atilde;o da entidade. 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