{"id":26712,"date":"2012-03-12T15:50:04","date_gmt":"2012-03-12T15:50:04","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26712"},"modified":"2012-03-12T15:50:04","modified_gmt":"2012-03-12T15:50:04","slug":"para-produtoras-tv-a-cabo-nao-esta-a-altura-do-momento-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26712","title":{"rendered":"Para produtoras, TV a cabo n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura do momento do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Produtoras Independentes de Televis&atilde;o, Marco Altber, acredita que a nova Lei de TV por Assinatura, em fase final de regulamenta&ccedil;&atilde;o, deixar&aacute; o setor &agrave; altura da evolu&ccedil;&atilde;o vista no Brasil nos &uacute;ltimos anos. &ldquo;O Brasil mudou, o pa&iacute;s economicamente passou hoje a sexta economia do mundo e tem recursos, tem condi&ccedil;&otilde;es&rdquo;, afirma, acrescentando que hoje ocorre uma reprodu&ccedil;&atilde;o &ldquo;muito grande&rdquo; de conte&uacute;do internacional.<\/p>\n<p>A nova lei, cujo prazo para consulta p&uacute;blica se encerrou na &uacute;ltima semana, prev&ecirc; a obrigatoriedade de veicula&ccedil;&atilde;o de uma hora e dez minutos por semana de produ&ccedil;&atilde;o nacional em cada canal que tenha programa&ccedil;&atilde;o predominante de filmes, s&eacute;ries, document&aacute;rios ou desenhos. Em 2014, estas emissoras ter&atilde;o de aumentar a cota a tr&ecirc;s horas e meia semanais no hor&aacute;rio nobre, o que corresponde a 2,08% da programa&ccedil;&atilde;o ao longo de sete dias. Para a Ag&ecirc;ncia Nacional do Cinema (Ancine), o percentual &eacute; a demonstra&ccedil;&atilde;o de que nenhuma emissora ter&aacute; de mudar o perfil de sua programa&ccedil;&atilde;o para atender &agrave; lei.<\/p>\n<p>Nas semanas em que a lei ficou aberta a consulta p&uacute;blica na Ancine, a Sky, detentora de 29,8% do mercado brasileiro de TV paga, promoveu uma campanha na qual mobilizou atletas para gravarem mensagens informando ao p&uacute;blico que a Lei 12.485, de 2011, era uma &ldquo;imposi&ccedil;&atilde;o legal&rdquo; que for&ccedil;aria a uma queda de qualidade. &ldquo;N&atilde;o podemos deixar de, democraticamente, nos manifestar pela liberdade&rdquo;, argumentou a empresa, pedindo aos clientes que pressionassem os &oacute;rg&atilde;os de regula&ccedil;&atilde;o para assegurar a manuten&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o e de qualidade.<\/p>\n<p>&ldquo;A Sky est&aacute; usando das ferramentas que ela encontra pra se manifestar e defender seus interesses. S&oacute; que seria normal se n&atilde;o veiculasse tanta desinforma&ccedil;&atilde;o e se n&atilde;o procurasse confundir seu assinante&rdquo;, lamenta Marco Altber. &ldquo;Voc&ecirc; dizer que o produto brasileiro n&atilde;o tem quantidade, n&atilde;o tem qualidade o suficiente s&atilde;o argumentos vazios e que n&atilde;o encontram respaldo na verdade dos fatos. A ind&uacute;stria brasileira de audiovisual vem amadurecendo e conquistando plateia, reconhecimento, pr&ecirc;mios, ent&atilde;o nessa parte &eacute; isso.&rdquo;<\/p>\n<p>O debate sobre a nova lei tardou cinco anos no Congresso, e desde o ano passado se encontra em processo de regulamenta&ccedil;&atilde;o. A Ancine promete entregar no come&ccedil;o de abril sua contribui&ccedil;&atilde;o quanto ao tipo de programa&ccedil;&atilde;o que ser&aacute; considerado independente e nacional, e tamb&eacute;m de qual per&iacute;odo ser&aacute; considerado hor&aacute;rio nobre. A ag&ecirc;ncia defende que a nova legisla&ccedil;&atilde;o, ao permitir a entrada de novas empresa, vai destravar a concorr&ecirc;ncia no setor. No quadro atual, Net, Sky e Embratel controlam 85% do mercado de assinantes, que, embora tenha crescido, ainda &eacute; um dos mais t&iacute;midos entre na&ccedil;&otilde;es emergentes.<\/p>\n<p>Segundo dados da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), a base de clientes da TV paga cresceu de 3,4 milh&otilde;es em 2000 para 12,7 milh&otilde;es em 2011, em uma curva de crescimento que acompanha a trajet&oacute;ria da economia, da quase estabilidade nos primeiros anos da d&eacute;cada passada a um crescimento de 100% de 2008 a 2011. &ldquo;Mesmo que adaptado para o Brasil, o conte&uacute;do atual n&atilde;o atende &agrave; realidade nacional, sobretudo pra esse novo consumidor, a chamada nova classe C. H&aacute; uma demanda muito grande de produtos que dialoguem com esse grupo, e n&atilde;o &eacute; simplesmente adapta&ccedil;&atilde;o de programa&ccedil;&atilde;o internacional&rdquo;, diz o representante das produtoras independentes.<\/p>\n<p>Uma pesquisa divulgada no &uacute;ltimo dia 5 tra&ccedil;a um panorama negativo para o atual mercado brasileiro de televis&atilde;o por assinatura. O servi&ccedil;o &eacute; utilizado por 12,7% da popula&ccedil;&atilde;o. Como base de compara&ccedil;&atilde;o, 77% dos vizinhos argentinos disp&otilde;em desta modalidade de TV, assinada tamb&eacute;m por 72% dos colombianos e 48,6% dos uruguaios. Ainda entre emergentes, 79,8% dos indianos, 70,6% dos chineses e 58% dos turcos acessam a programa&ccedil;&atilde;o privada.<\/p>\n<p>Os custos proibitivos s&atilde;o vistos como um dos fatores para o patamar brasileiro t&atilde;o abaixo das na&ccedil;&otilde;es de perfil econ&ocirc;mico similar. Nos pacotes vendidos no Brasil, o pre&ccedil;o m&iacute;nimo por canal &eacute; equivalente a R$ 1,74, contra R$ 1,58 na Espanha, R$ 0,76 em Portugal, R$ 0,56 no Peru e R$ 0,83 na Argentina. Nos pacotes mais caros, o pre&ccedil;o pago por um canal ao m&ecirc;s &eacute; de R$ 3,74 no Brasil, frente a R$ 0,97 em Portugal e R$ 0,89 na Argentina.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Produtoras Independentes de Televis&atilde;o, Marco Altber, acredita que a nova Lei de TV por Assinatura, em fase final de regulamenta&ccedil;&atilde;o, deixar&aacute; o setor &agrave; altura da evolu&ccedil;&atilde;o vista no Brasil nos &uacute;ltimos anos. &ldquo;O Brasil mudou, o pa&iacute;s economicamente passou hoje a sexta economia do mundo e tem recursos, &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26712\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Para produtoras, TV a cabo n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura do momento do Brasil<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1634],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26712"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26712"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26712\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26712"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26712"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26712"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}