{"id":26669,"date":"2012-03-05T18:33:25","date_gmt":"2012-03-05T18:33:25","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26669"},"modified":"2012-03-05T18:33:25","modified_gmt":"2012-03-05T18:33:25","slug":"ja-em-vigor-lei-da-tv-paga-muda-as-regras-da-producao-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26669","title":{"rendered":"J\u00e1 em vigor, Lei da TV Paga muda as regras da produ\u00e7\u00e3o nacional"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Depois de cinco anos de discuss&otilde;es no Congresso Nacional, a Lei 12.485 &mdash; ou a nova Lei da TV Paga, como ficou conhecida &mdash; j&aacute; est&aacute; em vigor. E &eacute; ela que mudar&aacute; o perfil do que o telespectador vem assistindo na programa&ccedil;&atilde;o. Depois de passar por consulta p&uacute;blica e ainda sem regulamenta&ccedil;&atilde;o pela Ag&ecirc;ncia Nacional do Cinema (Ancine), a lei muda as regras do jogo para os canais de televis&atilde;o por assinatura. A partir do segundo semestre, eles ter&atilde;o que exibir uma hora e dez minutos de programa&ccedil;&atilde;o nacional por semana em seu hor&aacute;rio nobre, num processo gradativo que, at&eacute; 2014, chegar&aacute; a tr&ecirc;s horas e 30 minutos &mdash; com pelo menos metade desse tempo composto por atra&ccedil;&otilde;es de produtoras independentes.Outras determina&ccedil;&otilde;es fazem parte da nova ordem, que ser&aacute; fiscalizada pela Ancine. Uma delas define que os pacotes de TV por assinatura devem incluir um canal brasileiro para cada tr&ecirc;s que apresentem predominantemente s&eacute;ries, document&aacute;rios, filmes e anima&ccedil;&otilde;es (considerados como de espa&ccedil;o qualificado). No entanto, canais de TV aberta, esportivos e jornal&iacute;sticos n&atilde;o mudam: sua grade continua a mesma, sem a obriga&ccedil;&atilde;o de exibir obras nacionais, mas o limite m&aacute;ximo de publicidade ser&aacute; de 25%, como nas demais emissoras.<\/p>\n<p>Afinal, o que muda? Os canais est&atilde;o se preparando para atender &agrave; nova demanda e as produtoras j&aacute; est&atilde;o se mexendo.<\/p>\n<p>&mdash; Para atender &agrave;s previs&otilde;es, a maioria dos canais ter&aacute; que ajustar as grades de programa&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio nobre. Quanto &agrave;s cotas, esperamos que a regulamenta&ccedil;&atilde;o as mantenha dentro dos limites definidos na Lei &mdash; explica Fernando Ramos, respons&aacute;vel pela distribui&ccedil;&atilde;o dos Canais Globosat.<\/p>\n<p>Segundo Fernando, aguardar para ver como a lei vai atuar na rotina televisiva do p&uacute;blico &eacute; necess&aacute;rio:<\/p>\n<p>&mdash; &Eacute; preciso esperar para ver quais ser&atilde;o os impactos nos h&aacute;bitos dos assinantes. A outra cota, imposta &agrave;s operadoras, permitir&aacute; que os programadores optem por adaptarem os seus canais, ou n&atilde;o, para as cotas dos &quot;canais brasileiros de espa&ccedil;o qualificado&quot;. Caber&aacute; a cada programador analisar os pr&oacute;s e contras desta adapta&ccedil;&atilde;o de suas grades, em alguns casos certamente profundas.<\/p>\n<p>Canais como GNT e Multishow, diz Fernando, j&aacute; cumprem ou est&atilde;o muito pr&oacute;ximos de cumprir os requisitos da lei. Portanto, suas grades n&atilde;o devem ser t&atilde;o mexidas. No caso do Viva, ajustes ser&atilde;o feitos. J&aacute; o Canal Brasil, por ter mais de 12 horas di&aacute;rias de conte&uacute;do nacional, &eacute; considerado qualificado para cumprir a cota espec&iacute;fica de canais brasileiros.<\/p>\n<p>&mdash; A Globosat tem acordo com mais de 100 produtoras brasileiras independentes, que produzem em m&eacute;dia mais de 10 mil horas ao ano de conte&uacute;do audiovisual para seus canais. E utilizar&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o com as produtoras para cumprir as $&ecirc;ncias. Mas isso ser&aacute; de forma planejada e de acordo com a gradualidade estabelecida na lei, j&aacute; que tais altera&ccedil;&otilde;es envolvem aspectos econ&ocirc;micos e estrat&eacute;gicos dos canais &mdash; diz Fernando.<\/p>\n<p>Presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Produtoras Independentes de TV (ABPITV), Marco Altberg tranquiliza o telespectador mais aflito e diz que nada vai mudar da noite para o dia.<\/p>\n<p>&mdash; &Eacute; como se estiv&eacute;ssemos iniciando um novo momento no neg&oacute;cio de TV por assinatura. Estamos diante de uma chance de se fazer uma programa&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do brasileiro voltada tamb&eacute;m para um novo consumidor, a chamada classe C &mdash; explica Marco, dizendo ainda que a associa&ccedil;&atilde;o est&aacute; &quot;examinando com lupa&quot; a proposta de regulamenta&ccedil;&atilde;o da Ancine: &mdash; Somos da corrente que quer que d&ecirc; certo e que entende que vai haver uma margem de experimenta&ccedil;&atilde;o e acomoda&ccedil;&atilde;o de mercado. Todos cederam e todos saem ganhando com a lei. A cota de conte&uacute;do brasileiro &eacute; m&iacute;nima e s&oacute; a metade cabe &agrave;s produtoras independentes.<\/p>\n<p>Durante o Rio Content Market, evento que discutiu a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual no Brasil na &uacute;ltima semana, executivos de canais deram seu ponto de vista. Vice-presidente do grupo Turner (que engloba, entre outros, TNT, TBS, Space, Cartoon Network e Boomerang), Anthony Doyle se preocupa com o custo de produ&ccedil;&atilde;o e com as restri&ccedil;&otilde;es ao conte&uacute;do considerado qualificado para atender &agrave;s exig&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>&mdash; A TV por assinatura &eacute; diferente da aberta, do or&ccedil;amento ao modelo de neg&oacute;cio. Com a lei, tudo indica que parte do financiamento deve vir do mercado. Mas nos preocupa a falta de conhecimento do mercado em rela&ccedil;&atilde;o aos canais. N&atilde;o podemos nos dar ao luxo de fazer nada que n&atilde;o se encaixe nas cotas e ainda temos d&uacute;vidas sobre o que &eacute; conte&uacute;do qualificado. Pensamos em coprodu&ccedil;&otilde;es com canais abertos. N&atilde;o se pode achar que a TV por assinatura, sozinha, v&aacute; produzir, financiar e ainda amortizar esses custos.<\/p>\n<p>No TNT, o investimento em s&eacute;ries nacionais est&aacute; em andamento. J&aacute; no Space, no qual o foco &eacute; mais jovem, o reality &quot;Amazing race&quot; ter&aacute; uma vers&atilde;o feita no Brasil, com competidores daqui. Al&eacute;m disso, o canal pretende investir em seriados locais de a&ccedil;&atilde;o, suspense e terror. A produ&ccedil;&atilde;o verde e amarela tamb&eacute;m vem com tudo no Cartoon Network, mesmo antes das mudan&ccedil;as na lei, com &quot;Tromba trem&quot; e &quot;Gui e Estopa&quot;, al&eacute;m da &quot;Turma da M&ocirc;nica&quot;.<\/p>\n<p>No Boomerang, que j&aacute; exibiu tr&ecirc;s temporadas do reality &quot;Temporada de moda Capricho&quot;, produzido aqui, a procura &eacute; por s&eacute;ries de fic&ccedil;&atilde;o e atra&ccedil;&otilde;es sobre comportamento e moda para meninas entre 12 e 17 anos. No Glitz*, a programa&ccedil;&atilde;o nacional com foco em lifestyle j&aacute; faz parte da grade.<\/p>\n<p>&mdash; Existe uma percep&ccedil;&atilde;o de que todo reality &eacute; o &quot;BBB&quot; e que ganhamos milh&otilde;es com eles. N&atilde;o &eacute; verdade. O &quot;Temporada de moda Capricho&quot; focava nas tarefas e n&atilde;o na vida dos participantes. Para esse estilo de programa, temos espa&ccedil;o &mdash; explica Daniela Vieira, gerente de conte&uacute;do do Cartoon Network, Boomerang e Tooncast Brasil.<\/p>\n<p>Com o canal TBS, voltado para o riso, Anthony reconhece a import&acirc;ncia da adapta&ccedil;&atilde;o para o perfil do p&uacute;blico brasileiro.<\/p>\n<p>&mdash; Para um canal de com&eacute;dias ser sucesso no Brasil, ele depende de conte&uacute;do nacional. O pa&iacute;s tem um estilo pr&oacute;prio de humor &mdash; diz o vice-presidente da Turner, a favor dos realities como programa&ccedil;&atilde;o aceit&aacute;vel nos termos da nova lei: &mdash; Existe a quest&atilde;o de se desqualificar os reality shows para as cotas. Se isso acontecer, um canal como o truTV deixa de existir e de ser op&ccedil;&atilde;o para produtores.<\/p>\n<p>De olho nos jovens, os canais Viacom &mdash; que incluem, no Brasil, o Vh1, o Comedy Central e a Nickelodeon &mdash; j&aacute; se antecipam &agrave;s mudan&ccedil;as.<\/p>\n<p>&mdash; J&aacute; fizemos um programa de stand-up comedy, o &quot;Comedy Central apresenta&quot;. O momento &eacute; de aguardar a regula&ccedil;&atilde;o. H&aacute; alguns pontos em aberto, mas estamos nos planejando em termos de aquisi&ccedil;&atilde;o e estrat&eacute;gia, escolhendo projetos e recebendo produtores &mdash; diz o diretor de produ&ccedil;&atilde;o Roberto Martha.<\/p>\n<p>Tatiana Rodriguez, vice-presidente s&ecirc;nior de programa&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o da Nickelodeon Am&eacute;rica Latina, tamb&eacute;m tem boas not&iacute;cias para os profissionais brasileiros:<\/p>\n<p>&mdash; Queremos produzir uma novela no Brasil nos moldes das que j&aacute; fazemos, voltadas para a faixa entre 8 e 14 anos &mdash; avisa ela.<\/p>\n<p>Diretor do Universal Channel, criado para ser um espa&ccedil;o para s&eacute;ries americanas, Paulo Barata n&atilde;o procura c&oacute;pias de atra&ccedil;&otilde;es importadas.<\/p>\n<p>&mdash; N&atilde;o queremos um &quot;House&quot; ou um &quot;Law &amp; order: SVU&quot; brasileiros. A primeira raz&atilde;o &eacute; grana. A compara&ccedil;&atilde;o &eacute; injusta: um epis&oacute;dio de &quot;House&quot; custa de US$ 6 a US$ 8 milh&otilde;es. Vamos mostrar atra&ccedil;&otilde;es antag&ocirc;nicas &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es de Hollywood que exibimos &mdash; explica Paulo.<\/p>\n<p>Assim, surgiram &quot;What&rsquo;s off&quot;, uma esp&eacute;cie de reality show fake com um diretor de publicidade que sonha ser cineasta, e &quot;Corta!&quot;, anima&ccedil;&atilde;o passada num set de grava&ccedil;&otilde;es, ambas sem data de estreia. O tema s&atilde;o os bastidores, que ser&atilde;o explorados pelo canal nas novas produ&ccedil;&otilde;es nacionais, em parceria com produtoras como a Zohar e a 2DLab, respectivamente.<\/p>\n<p>Presidente da operadora SKY, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, o Bap, vem se posicionando abertamente contra a lei, em forma de cartas aos assinantes, declara&ccedil;&otilde;es e v&iacute;deos. A briga &eacute; com a Ancine:<\/p>\n<p>&mdash; N&atilde;o &eacute; a competi&ccedil;&atilde;o que nos assusta, mas o excesso de controle da Ancine. As cotas s&atilde;o uma quest&atilde;o matem&aacute;tica, e n&atilde;o filos&oacute;fica. Ficar&aacute; mais caro para o telespectador &mdash; afirma, disposto a brigar contra a lei at&eacute; &quot;esgotar possibilidades&quot;: &mdash; Se o Supremo Tribunal Federal entender que ela est&aacute; correta, aceitamos. Mas n&atilde;o vamos nos calar. Existem outras formas de estimular a produ&ccedil;&atilde;o nacional, atrv&eacute;s de leis de fomento com car&aacute;ter democr&aacute;tico.<\/p>\n<p>Do lado das produtoras, Jo&atilde;o Daniel Tikhomiroff, presidente da Mixer, diz que &quot;est&atilde;o fazendo muito carnaval por pouca coisa&quot;. Para ele, que est&aacute; produzindo o novo programa de Rafinha Bastos para o canal pago FX, o conte&uacute;do nacional na TV &eacute; bem recebido pelo p&uacute;blico em geral.<\/p>\n<p>&mdash; Por causa da lei, j&aacute; houve um aumento na demanda dos canais por produ&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o vejo a mudan&ccedil;a como um problema, essa vis&atilde;o &eacute; distorcida. As boas s&eacute;ries internacionais n&atilde;o v&atilde;o deixar de existir. J&aacute; as ruins poder&atilde;o dar lugar a boas produ&ccedil;&otilde;es nacionais. No fim, o mercado vai se adaptar. O p&uacute;blico sempre gostou de programas brasileiros. O sucesso da TV Globo est&aacute; a&iacute; como prova. A TV fechada tamb&eacute;m pode conversar com o grande p&uacute;blico &mdash; acredita.<\/p>\n<p>Em meio ao debate, o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, diz que a ideia &eacute; que o impacto sobre o telespectador n&atilde;o seja t&atilde;o grande.<\/p>\n<p>&mdash; O cumprimento da obrigatoriedade de veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional em hor&aacute;rio nobre pelos canais de espa&ccedil;o qualificado ser&aacute; progressivo: uma hora e dez minutos por semana no primeiro ano, duas horas e 20 minutos no segundo, tr&ecirc;s horas e 30 minutos a partir do terceiro. &Eacute; quase impercept&iacute;vel, mas extremamente relevante &mdash; explica Manoel: &mdash; Cada canal poder&aacute; escolher que obras brasileiras veicular, de acordo com seu perfil, e em que hor&aacute;rio exibi-las dentro do hor&aacute;rio nobre, com um impacto m&iacute;nimo na sua grade.<\/p>\n<p>De qualquer forma, as mudan&ccedil;as, ele diz, devem ser sentidas somente a partir de agosto:<\/p>\n<p>&mdash; Com a publica&ccedil;&atilde;o das Instru&ccedil;&otilde;es Normativas, que regulamentam dispositivos do texto, e ap&oacute;s sua aprecia&ccedil;&atilde;o pelo Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Congresso Nacional, as empresas programadoras e empacotadoras ter&atilde;o 90 dias para se adaptar &agrave;s regras. Tamb&eacute;m estar&atilde;o valendo todos os demais dispositivos da lei, incluindo os limites para a publicidade, que n&atilde;o existiam na TV por assinatura.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de cinco anos de discuss&otilde;es no Congresso Nacional, a Lei 12.485 &mdash; ou a nova Lei da TV Paga, como ficou conhecida &mdash; j&aacute; est&aacute; em vigor. E &eacute; ela que mudar&aacute; o perfil do que o telespectador vem assistindo na programa&ccedil;&atilde;o. 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