{"id":26636,"date":"2012-02-27T15:46:06","date_gmt":"2012-02-27T15:46:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26636"},"modified":"2012-02-27T15:46:06","modified_gmt":"2012-02-27T15:46:06","slug":"regiao-norte-sofre-com-falta-de-acesso-a-telefonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26636","title":{"rendered":"Regi\u00e3o Norte sofre com falta de acesso \u00e0 telefonia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Al&ocirc;, bom dia!&rdquo;, diz a locutora. Do outro lado da linha, Joana manda seu recado. Desde S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu, no Par&aacute;, ela queria avisar &agrave; Renata que o pai da amiga n&atilde;o ia bem de sa&uacute;de: &ldquo;O m&eacute;dico pediu para ele ficar de repouso. Mas n&oacute;s tamo na luta. Qualquer coisa, eu mando recado pela Nacional&rdquo;.<\/p>\n<p>O canal deste di&aacute;logo &eacute; o programa Ponto de Encontro, da R&aacute;dio Nacional da Amaz&ocirc;nia, emissora vinculada a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC), que recebe diariamente liga&ccedil;&otilde;es de ouvintes, em especial, dos estados do Amazonas, Par&aacute;, Rond&ocirc;nia, Mato Grosso e Maranh&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;O Ponto de Encontro &eacute; um meio de comunica&ccedil;&atilde;o desta parte da popula&ccedil;&atilde;o. Eles usam nossa emissora para passar recados importantes para a vida deles. Eles usam a r&aacute;dio para avisar que algu&eacute;m nasceu, se operou, para procurar parentes desaparecidos&#8230; &Eacute; um Brasil que poucas pessoas conhecem. &Eacute; uma realidade muito diferente porque eles n&atilde;o t&ecirc;m os meios de comunica&ccedil;&atilde;o que a gente tem&rdquo;, explica a apresentadora Sula Sevillis. <\/p>\n<p>O acesso universal aos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&atilde;o, especialmente em &aacute;reas carentes e economicamente n&atilde;o atrativas para as empresas, &eacute; um direito assegurado pela Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es e regulamentado pelo Plano Geral de Metas para a Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU). Estas metas devem ser fiscalizadas pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) e cumpridas pelas concession&aacute;rias que ganharam os leil&otilde;es na &eacute;poca da privatiza&ccedil;&atilde;o das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e que atuam em regime p&uacute;blico na presta&ccedil;&atilde;o desses servi&ccedil;os. Pelo PGMU, a telefonia fixa &eacute; considerada um servi&ccedil;o essencial e deve ser universalizada. <\/p>\n<p>Durante as duas horas em que o Ponto de Encontro fica no ar, o telefone n&atilde;o p&aacute;ra de tocar no est&uacute;dio da empresa p&uacute;blica em Bras&iacute;lia. A liga&ccedil;&atilde;o de Irene, de Alto Parna&iacute;ba, Maranh&atilde;o, estava dif&iacute;cil de se escutar, muito chiada. Mas ela n&atilde;o foi a &uacute;nica ouvinte com dificuldades de contato com a R&aacute;dio Nacional naquele dia.<\/p>\n<p>Os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil s&atilde;o motivos de constante insatisfa&ccedil;&atilde;o por parte dos usu&aacute;rios. Segundo dados do Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Consumidor (Sindec), recentemente divulgados pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, a telefonia m&oacute;vel e a telefonia fixa ocuparam, respectivamente, a segunda e a quarta posi&ccedil;&atilde;o no ranking das principais reclama&ccedil;&otilde;es registradas nos Procons do pa&iacute;s em 2011. Oi, Claro-Embratel, Tim-Intelig e Vivo foram os principais conglomerados que levaram os consumidores de telefonia aos &oacute;rg&atilde;os de prote&ccedil;&atilde;o e defesa do consumidor no ano passado. <\/p>\n<p>Se, de uma maneira geral, a telefonia carece de melhorias no Brasil, o que se pode dizer do servi&ccedil;o em regi&otilde;es economicamente menos atrativas e mais pobres?<\/p>\n<p>Guilherme Frederico Gomes &eacute; diretor do Departamento do Programa Estadual de Prote&ccedil;&atilde;o, Orienta&ccedil;&atilde;o e Defesa do Consumidor (Procon\/AM). Ele conta que a principal reclama&ccedil;&atilde;o dos consumidores em Manaus &eacute; quanto &agrave; telefonia fixa, de responsabilidade da empresa Oi. Segundo Gomes, a grande queixa &eacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; morosidade no reparo e conserto de linhas.&nbsp; &ldquo;A Oi, que det&eacute;m em torno de 99% dos telefones fixos, n&atilde;o tem estrutura para fazer o conserto. Chegam ao Procon pessoas que est&atilde;o h&aacute; dois meses, tr&ecirc;s meses sem telefone fixo&rdquo;, afirma Gomes.<\/p>\n<p>Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Veridiana Alimonti, o problema da telefonia fixa no Brasil est&aacute; no fato de o servi&ccedil;o ser prestado por uma &uacute;nica concession&aacute;ria: &ldquo;Em cada lugar, a obriga&ccedil;&atilde;o &eacute; praticamente de uma empresa s&oacute;. Ent&atilde;o, seria necess&aacute;rio que houvesse a&iacute; uma atitude mais impositiva da Anatel&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Situa&ccedil;&atilde;o ca&oacute;tica<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;No interior do estado a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; grave. Eu classificaria de ca&oacute;tica, precar&iacute;ssima. Infelizmente, nenhuma medida foi adotada pela Anatel&rdquo;, alerta o diretor do Procon no Amazonas. <\/p>\n<p>Gomes lembra que, no ano passado, a Assembl&eacute;ia Legislativa do estado promoveu uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica que contou com a presen&ccedil;a do presidente e de conselheiros da Anatel, al&eacute;m de prefeitos e vereadores de munic&iacute;pios do interior do Amazonas. Segundo ele, na ocasi&atilde;o, &ldquo;foi colocada de maneira bem clara, atrav&eacute;s de um estudo, a p&eacute;ssima qualidade dos servi&ccedil;os de telefonia&rdquo;, tanto fixa quanto m&oacute;vel, no interior. <\/p>\n<p>O relat&oacute;rio apresentado pelos deputados estaduais na &eacute;poca apontava, por exemplo, que os dez munic&iacute;pios visitados deveriam contar com 2.026 orelh&otilde;es nas sedes municipais. Entretanto, apenas 145 aparelhos foram localizados e ofereciam condi&ccedil;&otilde;es de uso.<\/p>\n<p>&ldquo;Eu entendo que financeiramente [o Amazonas] n&atilde;o &eacute; muito atrativo. Falta investimento e tecnologia em equipamentos. S&oacute; tenho a lamentar que o estado esteja sendo privado de telecomunica&ccedil;&atilde;o pela inefici&ecirc;ncia das empresas. Inefici&ecirc;ncia mesmo!&rdquo;, conclui o representante do Procon. <\/p>\n<p><strong>Caro e sem compensa&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;A telefonia m&oacute;vel aqui no nosso estado n&atilde;o funciona. No interior do Amazonas n&atilde;o existe telefonia m&oacute;vel, existe para quem n&atilde;o mora aqui&rdquo;, reclama o deputado federal pelo Amazonas Sabino Castelo Branco (PTB-AM), vice-presidente da Comiss&atilde;o de Trabalho e Servi&ccedil;o P&uacute;blico da C&acirc;mara dos Deputados. <\/p>\n<p>Durante a entrevista com o parlamentar, feita por celular, a liga&ccedil;&atilde;o caiu 4 vezes. Na &uacute;ltima em que atendeu, o deputado disse: &ldquo;T&aacute; vendo como &eacute;?! E ningu&eacute;m d&aacute; uma explica&ccedil;&atilde;o. Isso j&aacute; vem se arrastando h&aacute; muito tempo e as grandes operadoras s&oacute; ganhando dinheiro das tarifas alt&iacute;ssimas e um servi&ccedil;o de p&eacute;ssima qualidade. A Anatel &eacute; a grande respons&aacute;vel por tudo isso. &Eacute; ela que fiscaliza. E pelo que eu vejo, n&atilde;o est&aacute; fiscalizando nada. As grandes operadoras fazem o que querem nesse pa&iacute;s, se acham numa propriedade particular, enquanto t&ecirc;m &eacute; uma concess&atilde;o&rdquo;, afirma Castelo Branco.<\/p>\n<p>&ldquo;O Procon entende que j&aacute; passou da hora de a Anatel reconhecer a telefonia celular m&oacute;vel como essencial, assim como j&aacute; reconheceu a fixa&rdquo;, defende a advogada do Procon do Acre, Daniela Barcellos. A partir das reclama&ccedil;&otilde;es dos consumidores recebidas pelo Procon, a advogada do &oacute;rg&atilde;o conclui que, de uma maneira geral, o problema mais grave enfrentado pelos acreanos no que se refere ao servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; quanto &agrave;s tarifas. <\/p>\n<p>&ldquo;Na regi&atilde;o Norte n&oacute;s temos as maiores tarifas. E a&iacute; n&atilde;o existe uma compensa&ccedil;&atilde;o. Ao mesmo tempo que n&oacute;s pagamos muito caro por um minuto, que n&oacute;s pagamos muito caro pela utiliza&ccedil;&atilde;o de internet, a gente tem uma tecnologia inferior e uma qualidade de servi&ccedil;o inferior&rdquo;, diz Daniela Barcellos. <\/p>\n<p>Veridiana Alimonti, advogada do Idec, conta que o servi&ccedil;o de telefonia m&oacute;vel no Brasil hoje &eacute; um dos mais caros do mundo. Segundo ela, h&aacute; mais telefones celulares ativados no pa&iacute;s do que popula&ccedil;&atilde;o, fato que n&atilde;o significa, por&eacute;m, que a telefonia m&oacute;vel seja um bem acessado por todos.<\/p>\n<p>&ldquo;Muita gente tem mais de um celular. E isso tamb&eacute;m n&atilde;o significa que todo brasileiro consiga falar no celular, porque muita gente s&oacute; tem celular para receber liga&ccedil;&atilde;o. Cerca de 80% dos celulares no Brasil s&atilde;o pr&eacute;-pagos. E um dado divulgado pela Anatel em 2010 colocava que a m&eacute;dia de ativa&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos desses celulares pr&eacute;-pagos era em torno de 10 reais. Considerando que o minuto do pr&eacute;-pago &eacute; ainda mais caro que o minuto do p&oacute;s-pago, significa que as pessoas pouco falam no celular. Ent&atilde;o muita gente tem celular para receber liga&ccedil;&atilde;o e faz liga&ccedil;&atilde;o de orelh&atilde;o&rdquo;, explica.<\/p>\n<p><strong>Obriga&ccedil;&otilde;es laterais<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;Eles [ou ouvintes] andam &agrave;s vezes 30, 40 quil&ocirc;metros para achar um orelh&atilde;o e ligar para a r&aacute;dio. Eles ligam para c&aacute; com o dinheiro deles. N&atilde;o temos 0800&rdquo;, conta a apresentadora do programa da R&aacute;dio Nacional da Amaz&ocirc;nia Sula Sevillis. <\/p>\n<p>&ldquo;Quando o orelh&atilde;o n&atilde;o est&aacute; quebrado, falta cart&atilde;o telef&ocirc;nico. Quando o orelh&atilde;o est&aacute; com defeito e tem cart&atilde;o, leva anos para consertar. Tem comunidades que dependem exclusivamente de orelh&atilde;o&rdquo;, conta o deputado federal do Amazonas Sabino Castelo Branco.<\/p>\n<p>De acordo com a advogada do Idec Veridiana Alimonti, a instala&ccedil;&atilde;o e o acompanhamento dos telefones de uso p&uacute;blico (Tups), mais conhecidos como orelh&otilde;es, s&atilde;o obriga&ccedil;&otilde;es essenciais das concession&aacute;rias de telefonia, mas que, no entanto, ainda est&atilde;o longe de ser um direito universal. Ela ressalta que durante a consulta p&uacute;blica que definiu o novo Plano Geral de Metas para a Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU), os &oacute;rg&atilde;os de defesa do consumidor se posicionaram contra a redu&ccedil;&atilde;o da densidade de orelh&otilde;es por mil habitantes, que antes era de seis e, agora, passou para quatro. <\/p>\n<p>&ldquo;A gente at&eacute; hoje n&atilde;o conseguiu fazer a tarefa primeira que se propos com a privatiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil, que foi a universaliza&ccedil;&atilde;o da telefonia fixa. A gente tem uma densidade baixa de telefones instalados por 100 habitantes, cerca de 21,7. O orelh&atilde;o, ainda mais nessas regi&otilde;es de pessoas de baixa renda, em que o servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es ainda chega com muitas falhas e o pr&oacute;prio telefone celular que, al&eacute;m de ser caro, nesses lugares, funciona com mais dificuldade do que em alguns lugares do pa&iacute;s, &eacute; algo essencial para garantir o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. E as prestadoras v&ecirc;em como algo bastante lateral dentre &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es delas&rdquo;, afirma Veridiana.<\/p>\n<p>J&aacute; a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es defende que houve avan&ccedil;os na universaliza&ccedil;&atilde;o da telefonia fixa no pa&iacute;s. E diz que a diminui&ccedil;&atilde;o de densidade dos orelh&otilde;es &eacute; decorrente de mudan&ccedil;as no PGMU que visam a interioriza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>&ldquo;O que acontecia antes era uma concentra&ccedil;&atilde;o desses telefones p&uacute;blicos em uma capital, por exemplo, e voc&ecirc; estaria cumprindo a meta. Hoje, com base na altera&ccedil;ao feita pelo novo PGMU, a gente faz a avalia&ccedil;&atilde;o da densidade da telefonia p&uacute;blica por munic&iacute;pio. E isso, na pr&aacute;tica, garante que a densidade de Tups (orelh&otilde;es) seja avaliada em cada munic&iacute;pio. A gente est&aacute; redistribuindo os Tups, tirando os Tups da capital, onde eles estavam concentrados, e est&aacute; jogando no interior, para a &aacute;rea rural. A gente est&aacute; interiorizando, levando cada vez mais para a zona rural, onde se tem mais necessidade desses telefones&rdquo;, diz Fabr&iacute;cio Leopoldo Neves, gerente de Planejamento de Universaliza&ccedil;&atilde;o da Anatel.<\/p>\n<p><strong>Plano de revitaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es reconhece a precariedade dos telefones de uso p&uacute;blico no pa&iacute;s e, em especial, no Norte. No meio do ano passado, a Anatel exigiu das concession&aacute;rias a apresenta&ccedil;&atilde;o de um plano de revitaliza&ccedil;&atilde;o dos orelh&otilde;es, que deveria incluir vistoria, manuten&ccedil;&atilde;o e reparo.<\/p>\n<p>No caso da regi&atilde;o Norte, as empresas Telemar (Oi) e Embratel tinham at&eacute; o final de 2011 para apresentar os planos, at&eacute; mar&ccedil;o de 2012 para concluir o atendimento e at&eacute; abril para entregar &agrave; Anatel um relat&oacute;rio final da execu&ccedil;&atilde;o do trabalho, trazendo quais foram os problemas encontrados e o que foi feito para resolver. <\/p>\n<p>&ldquo;A an&aacute;lise que a &aacute;rea espec&iacute;fica de qualidade vinha fazendo h&aacute; bastante tempo, junto com a percep&ccedil;&atilde;o de que isso j&aacute; vinha trazendo problema at&eacute; para a universaliza&ccedil;&atilde;o, fez com que a Anatel instaurasse procedimento que tem um foco que n&atilde;o &eacute; voltado num primeiro momento pra sancionamento, mas que tem um foco voltado para resolver o problema da presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o que est&aacute; com qualidade inadequada. Foi no &acirc;mbito desse processo administrativo que a Anatel exigiu a apresenta&ccedil;&atilde;o desse plano e a execu&ccedil;&atilde;o do plano apresentado&rdquo;, explica Juliano Stanzani, gerente-geral de Universaliza&ccedil;ao da Anatel.<\/p>\n<p>Ser&aacute; a partir da apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados que a Ag&ecirc;ncia ir&aacute; avaliar a necessidade de san&ccedil;&atilde;o em caso de descumprimento dos planos. &ldquo;A gente n&atilde;o vai fazer instaura&ccedil;&atilde;o de processo de sancionamento para cada Tup que foi encontrado com problema porque isso n&atilde;o tem condi&ccedil;&atilde;o de ser gerido pela Anatel. O que &eacute; importante ressaltar &eacute; que esse tratamento voltado para a apura&ccedil;&atilde;o do descumprimento que tem esse cunho sancionat&oacute;rio &eacute; um procedimento natural da Anatel&rdquo;, diz Stanzani.<\/p>\n<p>Na vis&atilde;o de Veridiana Alimonti, &eacute; necess&aacute;rio verificar os resultados desse plano, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia reguladora no seu cumprimeito e, em caso de n&atilde;o cumprimento, garantir as puni&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>&ldquo;O que a gente v&ecirc; muito em caso de aplica&ccedil;&atilde;o de multa &eacute; que as empresas v&atilde;o recorrendo, demoram a pagar. &Eacute; importante que as multas sejam aplicadas e que talvez outras medidas sejam pensadas com rela&ccedil;&atilde;o a essas empresas, em termos de conduta ligados ao n&atilde;o cumprimento; que ela tenha outras san&ccedil;&otilde;es ou at&eacute; quest&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o ao pr&oacute;prio seguimento do servi&ccedil;o dela na telefonia fixa naquela regi&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Por meio de nota, a Oi diz que tem mantido a Anatel informada de todas as resolu&ccedil;&otilde;es apresentadas e aplicadas pela empresa, tanto na &aacute;rea de telefonia m&oacute;vel quanto fixa. A Oi afirma ainda que realizou &ldquo;fortes investimentos nos &uacute;ltimos meses assegurando melhorias no atendimento &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es e reclama&ccedil;&otilde;es remetidas &agrave; operadora&rdquo;. Segundo a nota, a empresa est&aacute; presente em todos os munic&iacute;pios do Amazonas e garante que foram realizadas &ldquo;a&ccedil;&otilde;es de melhoria de rede externa, reformas em esta&ccedil;&otilde;es, recupera&ccedil;&atilde;o de planta de Telefones de Uso P&uacute;blico, manuten&ccedil;&otilde;es de sistemas, amplia&ccedil;&otilde;es de rede m&oacute;vel e estrutura f&iacute;sica em cidades como Manicor&eacute;, Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Tef&eacute;, L&aacute;brea, Tabatinga, S&atilde;o Gabriel da Cachoeira e Borba entre outras&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>CPI<\/strong><\/p>\n<p>Com a volta dos trabalhos no Congresso Nacional, est&aacute; prevista a realiza&ccedil;&atilde;o de uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados para tratar da telefonia no pa&iacute;s. Segundo o deputado Sabino Castelo Branco, vice-presidente da Comiss&atilde;o de Trabalho e Servi&ccedil;o P&uacute;blico da Casa, a ideia &eacute; chamar as grandes operadoras, a Anatel e o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es para que se apontem os respons&aacute;veis pelos problemas e as poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>O parlamentar diz que, se os resultados da audi&ecirc;ncia n&atilde;o forem satisfat&oacute;rios, avalia-se a abertura de uma Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito. &ldquo;N&oacute;s queremos abrir essa caixa-preta para saber se as tarifas cobradas no Brasil s&atilde;o as mesmas cobradas no exterior. Porque tem tarifa que &eacute; cobrada no exterior que n&atilde;o se compara &agrave; tarifa cobrada no Brasil, com um servi&ccedil;o de primeira qualidade, enquanto no nosso caso aqui o servi&ccedil;o &eacute; de p&eacute;ssima qualidade. Com os investimentos que foram feitos, j&aacute; era para ter baixado a tarifa no Brasil&rdquo;, diz. <\/p>\n<p>E conclui: &quot;Todo mundo reclama da telefonia. A gente v&ecirc; bilh&otilde;es que as empresas arrecadam, bilh&otilde;es para investimentos que a gente n&atilde;o v&ecirc; chegar. N&oacute;s queremos resultados. N&atilde;o podemos esperar mais. Essas empresas tem que ser responsabilizadas&rdquo;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teles n&atilde;o cumprem plano de universaliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de telefonia fixa, al&eacute;m de n&atilde;o garantir acesso a servi&ccedil;os m&oacute;veis e internet. Deputado prop&otilde;e at&eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de uma CPI. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[81],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26636"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}