{"id":26633,"date":"2012-02-25T01:22:31","date_gmt":"2012-02-25T01:22:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26633"},"modified":"2012-02-25T01:22:31","modified_gmt":"2012-02-25T01:22:31","slug":"novo-regulamento-do-pgmu-vai-a-consulta-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26633","title":{"rendered":"Novo regulamento do PGMU vai \u00e0 consulta p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>O Conselho Diretor da Anatel aprovou na tarde desta quarta-feira, 15, a nova proposta para o Regulamento de Obriga&ccedil;&otilde;es de Universaliza&ccedil;&atilde;o. O documento ficar&aacute; em consulta por 45 dias e a ag&ecirc;ncia pretende fazer audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas sobre o assunto. A agenda dos debates ainda n&atilde;o foi definida.<\/p>\n<p>A proposta aprovada sintetiza em um &uacute;nico documento todas as regras envolvendo obriga&ccedil;&otilde;es das concession&aacute;rias de telefonia fixa, antes distribu&iacute;das em dois documentos: o Regulamento de Acompanhamento e Controle das Obriga&ccedil;&otilde;es de Universaliza&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Telef&ocirc;nico Fixo Comutado e o Regulamento do Plano Geral de Metas para a Universaliza&ccedil;&atilde;o do STFC.<\/p>\n<p>A delibera&ccedil;&atilde;o do novo regulamento ocorre oito meses depois de o novo Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU) ter sido editado pelo decreto presidencial n&ordm; 7.512\/2011. At&eacute; o momento, as novas metas t&ecirc;m sido regidas pelos par&acirc;metros gerais dos regulamentos em vigor, estando sem orienta&ccedil;&atilde;o pontos importantes como a expans&atilde;o da telefonia nas &aacute;reas rurais por meio da faixa de 450 MHz e a realoca&ccedil;&atilde;o de orelh&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>&Aacute;reas rurais e backhaul<br \/><\/strong><\/p>\n<p>O documento que vai &agrave; consulta traz algumas surpresas nesses itens. No atendimento rural, o destaque &eacute; que a concession&aacute;ria poder&aacute; usar outros meios que n&atilde;o apenas o 450 MHz para cumprir as metas de atendimento das &aacute;reas rurais. &quot;Achamos melhor n&atilde;o esperar pela defini&ccedil;&atilde;o do leil&atilde;o do 450 MHz. A empresa que tiver radiofrequ&ecirc;ncias dispon&iacute;veis, por exemplo, poder&aacute; utilizar outros meios para ir cumprindo as metas. Assim, n&atilde;o inibimos quem quiser investir nessas &aacute;reas&quot;, afirmou a relatora do processo, conselheira Em&iacute;lia Ribeiro.<\/p>\n<p>Mais uma inova&ccedil;&atilde;o est&aacute; na inclus&atilde;o das prefeituras na lista de acesso priorit&aacute;rio ao backhaul das concession&aacute;rias. Essa regra j&aacute; existe na proposta de Plano Geral de Metas de Competi&ccedil;&atilde;o (PGMC), mas estava fora da regulamenta&ccedil;&atilde;o do PGMU na proposta t&eacute;cnica. Pelo texto aprovado agora, as prefeituras que oferecerem banda larga gratuita &agrave; popula&ccedil;&atilde;o &#8211; por meio de cidades digitais, por exemplo &#8211; poder&atilde;o usar os 50% da capacidade do backhaul reservados para pol&iacute;ticas p&uacute;blicas pelas regras de universaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Outra mudan&ccedil;a nas regras existentes envolve os Postos de Servi&ccedil;o instalados obrigatoriamente pelas empresas com Poder de Mercado Significativo (PMS) em cooperativas. Atualmente estes postos devem oferecer servi&ccedil;os de voz, fax e conex&atilde;o &agrave; Internet de 64 kbps. Com o novo regulamento, as cooperativas que quiserem fazer um upgrade desses postos ter&atilde;o a possibilidade de negociar com as companhias. Obviamente, a melhoria da conex&atilde;o e dos servi&ccedil;os ser&aacute; paga pela entidade, mas antes n&atilde;o havia o direito de mexer nas defini&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas das instala&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Orelh&otilde;es<br \/><\/strong><br \/>Os orelh&otilde;es tamb&eacute;m receberam tratamento especial na proposta de regulamento do PGMU. Duas novas regras foram inclu&iacute;das no material, uma para garantir a realoca&ccedil;&atilde;o dos telefones p&uacute;blicos e outra criando um sistema de controle do cumprimento das metas. Se o regulamento n&atilde;o for alterado ap&oacute;s a consulta p&uacute;blica, as concession&aacute;rias ter&atilde;o que informar trimestralmente o cronograma de instala&ccedil;&atilde;o dos orelh&otilde;es nos locais definidos no PGMU. Na lista est&atilde;o escolas, postos de sa&uacute;de, quilombos, aldeias ind&iacute;genas, assentamentos, postos da pol&iacute;cia rodovi&aacute;ria, organiza&ccedil;&otilde;es militares e aer&oacute;dromos. Caso as empresas n&atilde;o cumpram o cronograma declarado, elas podem ser punidas, embora o regulamento n&atilde;o estabele&ccedil;a as san&ccedil;&otilde;es. A puni&ccedil;&atilde;o neste caso deve ser prevista no futuro Regulamento de San&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Sobre a realoca&ccedil;&atilde;o de orelh&otilde;es, a regra atinge especificamente a Embratel. Muitas cidades antes atendidas com telefones p&uacute;blicos da concession&aacute;ria de longa dist&acirc;ncia passar&atilde;o a ser de responsabilidade da Oi. Para permitir o reposicionamento desses equipamentos, os telefones p&uacute;blicos da Embratel nesses munic&iacute;pios ser&atilde;o contabilizados como &quot;saldo&quot;, devendo ser realocados para outras &aacute;reas ainda n&atilde;o atendidas. Ainda assim, nada impede que a Embratel mantenha os orelh&otilde;es no munic&iacute;pio de origem, concorrendo com a Oi nessas &aacute;reas. A estrat&eacute;gia da Anatel est&aacute; na possibilidade de exigir que a empresa instale um novo equipamento em outra &aacute;rea. Da&iacute; o tratamento como &quot;saldo&quot; dado a esses orelh&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Pol&ecirc;mica<br \/><\/strong><br \/>O &uacute;nico ponto de atrito entre os conselheiros foi a previs&atilde;o de que os orelh&otilde;es possuam um hor&aacute;rio restrito de funcionamento para evitar vandalismo. A conselheira-relatora Em&iacute;lia Ribeiro foi contra a limita&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rio, por entender que a medida pode gerar um cerceamento do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Mesmo reconhecendo que h&aacute; muitos casos de depreda&ccedil;&atilde;o de orelh&otilde;es no Brasil, Em&iacute;lia defendeu que todos os equipamentos fiquem acess&iacute;veis 24 horas por dia.<\/p>\n<p>&quot;Essa discuss&atilde;o me lembra o tempo em que trabalhei no Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. L&aacute;, o problema &eacute; com as bibliotecas. Os diretores trancam a biblioteca e levam a chave para casa para evitar vandalismo, para n&atilde;o estragar os livros, para que ningu&eacute;m os leve pra casa. Isso n&atilde;o d&aacute; certo&quot;, comentou. &quot;S&atilde;o servi&ccedil;os p&uacute;blicos e a popula&ccedil;&atilde;o tem que ter acesso. &Eacute; uma quest&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o e a popula&ccedil;&atilde;o deve aprender a respeitar o patrim&ocirc;nio p&uacute;blico.&quot;<\/p>\n<p>Mas a conselheira foi voto vencido neste aspecto. Prevaleceu a proposta do conselheiro Rodrigo Zerbone, onde os orelh&otilde;es funcionar&atilde;o em tempo integral, mas as empresas ter&atilde;o a possibilidade de solicitar a restri&ccedil;&atilde;o em casos espec&iacute;ficos. Para restringir o hor&aacute;rio de funcionamento do telefone, a companhia ter&aacute; que cumprir tr&ecirc;s crit&eacute;rios: provar que h&aacute; vandalismo reiterado do equipamento; apresentar documento onde a maioria da popula&ccedil;&atilde;o concorda com a restri&ccedil;&atilde;o; e garantir que os moradores ter&atilde;o acesso ao aparelho em caso de emerg&ecirc;ncia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Diretor da Anatel aprovou na tarde desta quarta-feira, 15, a nova proposta para o Regulamento de Obriga&ccedil;&otilde;es de Universaliza&ccedil;&atilde;o. O documento ficar&aacute; em consulta por 45 dias e a ag&ecirc;ncia pretende fazer audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas sobre o assunto. A agenda dos debates ainda n&atilde;o foi definida. 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