{"id":26623,"date":"2012-02-14T09:23:24","date_gmt":"2012-02-14T09:23:24","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26623"},"modified":"2012-02-14T09:23:24","modified_gmt":"2012-02-14T09:23:24","slug":"o-grileiro-vencera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26623","title":{"rendered":"O grileiro vencer\u00e1?"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\"><u>Ao leitor: <\/u><\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Como j&aacute; &eacute; do conhecimento p&uacute;blico, em 1999 escrevi uma mat&eacute;ria no meu  Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo  empres&aacute;rio Cec&iacute;lio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida,  uma das maiores empreiteiras do pa&iacute;s, com sede em Curitiba, no Paran&aacute;.  Embora nascido em &Oacute;bidos, no Par&aacute;, Cec&iacute;lio se estabeleceu 40 anos antes  no Paran&aacute;. Fez fortuna com o uso de m&eacute;todos truculentos. Nada era  obst&aacute;culo para a sua vontade.<\/p>\n<p> Sem qualquer inibi&ccedil;&atilde;o, ele recorreu a v&aacute;rios ardis para se apropriar de  quase cinco milh&otilde;es de hectares de terras no rico vale do rio Xingu, no  Par&aacute;, onde ainda subsiste a maior floresta nativa do Estado, na margem  direita do rio Amazonas, al&eacute;m de min&eacute;rios e outros recursos naturais.  Onde tamb&eacute;m est&aacute; sendo constru&iacute;da a hidrel&eacute;trica de Belo Monte, para ser  a maior do pa&iacute;s e a terceira do mundo.<\/p>\n<p> Os 5 milh&otilde;es de hectares j&aacute; constituem territ&oacute;rio bastante para abrigar  um pa&iacute;s, mas a ambi&ccedil;&atilde;o podia levar o empres&aacute;rio a se apossar de &aacute;rea  ainda maior, de 7 milh&otilde;es de hectares, o equivalente a 8% de todo o  Par&aacute;, o segundo maior Estado da federa&ccedil;&atilde;o brasileira. Se fosse um  Estado, a &ldquo;Ceciliol&acirc;ndia&rdquo; seria o 21&ordm; maior do Brasil.<\/p>\n<p> Em 1996, na condi&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;o, atendi a um chamado do advogado Carlos  Lamar&atilde;o Corr&ecirc;a, diretor do Departamento Jur&iacute;dico do Iterpa (Instituto de  Terras do Par&aacute;), e o ajudei a preparar uma a&ccedil;&atilde;o de anula&ccedil;&atilde;o e  cancelamento dos registros das terras usurpadas por C. R. Almeida, com a  cumplicidade da titular do cart&oacute;rio de registro de im&oacute;veis de Altamira e  a ajuda de advogados inescrupulosos. A a&ccedil;&atilde;o foi recebida pelo juiz da  comarca, Torquato de Alencar, e feita a averba&ccedil;&atilde;o da advert&ecirc;ncia de que  aquelas terras n&atilde;o podiam ser comercializadas, por estarem sub-judice,  pass&iacute;veis de nulidade.<\/p>\n<p> Os herdeiros do grileiro podem continuar na posse e no usufruto da  pilhagem, apesar da decis&atilde;o, porque a grilagem recebeu decis&atilde;o favor&aacute;vel  dos desembargadores Jo&atilde;o Alberto Paiva e Maria do C&eacute;u Cabral Duarte, do  Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado. Deve-se salientar que essas foram as  &uacute;nicas decis&otilde;es favor&aacute;veis ao grileiro nas inst&acirc;ncias oficiais, que  reformaram a delibera&ccedil;&atilde;o do juiz de Altamira.<\/p>\n<p> Com o ac&uacute;mulo de informa&ccedil;&otilde;es sobre o estelionato fundi&aacute;rio, os &oacute;rg&atilde;os  p&uacute;blicos ligados &agrave; quest&atilde;o foram se manifestando e tomando iniciativas  para evitar que o golpe se consumasse. A Pol&iacute;cia Federal comprovou a  fraude e s&oacute; n&atilde;o prendeu o empres&aacute;rio porque ele j&aacute; tinha mais de 70  anos. O pr&oacute;prio poder judici&aacute;rio estadual, que perdeu a jurisdi&ccedil;&atilde;o sobre  o caso, deslocado para a compet&ecirc;ncia da justi&ccedil;a federal, a partir da&iacute;,  impulsionado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, tomando rumo contr&aacute;rio ao  pretendido pelo grileiro, interveio no cart&oacute;rio Moreira, de Altamira, e  demitiu todos os serventu&aacute;rios que ali trabalhavam, inclusive a escriv&atilde;  titular, Eug&ecirc;nia de Freitas, por justa causa.<\/p>\n<p> Carlos Lamar&atilde;o, um rep&oacute;rter da revista Veja (que chegou a ser mantido em  c&aacute;rcere privado pelo empres&aacute;rio e amea&ccedil;ado fisicamente) e o vereador  Eduardo Modesto, de Altamira, processados na comarca de S&atilde;o Paulo por  Cec&iacute;lio Almeida, foram absolvidos pela justi&ccedil;a paulistana. O juiz  observou que essas pessoas, ao inv&eacute;s de serem punidas, mereciam era  homenagens por estarem defendendo o patrim&ocirc;nio p&uacute;blico, amea&ccedil;ado de  passar ilicitamente para as m&atilde;os de um particular.<\/p>\n<p> De toda hist&oacute;ria, eu acabei sendo o &uacute;nico punido. A a&ccedil;&atilde;o do empreiteiro  contra mim, como as demais, foi proposta no foro de S&atilde;o Paulo. Seus  advogados sabiam muito bem que a sede da a&ccedil;&atilde;o era Bel&eacute;m, onde o Jornal  Pessoal circula. Eles queriam deslocar a causa por saberem das minhas  dificuldades para manter um representante na capital paulista. A ju&iacute;za  que recebeu o processo, a meu pedido, desaforou a a&ccedil;&atilde;o para Bel&eacute;m, como  tinha que ser. Hoje, revendo o que passei nestes 11 anos de jurisdi&ccedil;&atilde;o  da justi&ccedil;a do Par&aacute;, tenho que lamentar a mala suerte de n&atilde;o ter ficado  mesmo em S&atilde;o Paulo, com todas as dificuldades que tivesse para  acompanhar a tramita&ccedil;&atilde;o do feito.<\/p>\n<p> A justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo foi muito mais atenta &agrave; defesa da verdade e da  integridade de um bem p&uacute;blico amea&ccedil;ada por um aut&ecirc;ntico &ldquo;pirata  fundi&aacute;rio&rdquo;, do que a justi&ccedil;a do Par&aacute;, formada por homens p&uacute;blicos, que  deviam zelar pela integridade do patrim&ocirc;nio do Estado contra os  aventureiros inescrupulosos e vorazes. Esta express&atilde;o, &ldquo;pirata  fundi&aacute;rio&rdquo;, C. R. Almeida considerou ofensiva &agrave; sua dignidade moral e as  duas inst&acirc;ncias da justi&ccedil;a paraense sacramentaram como crime, pass&iacute;vel  de indeniza&ccedil;&atilde;o, conforme pediu o controverso empreiteiro.<\/p>\n<p> Mesmo tendo provado tudo que afirmei na primeira mat&eacute;ria e nas que a  seguiram, diante da gravidade do tema, fui condenado, gra&ccedil;as a outro  ardil, montado para que um juiz substituto, em interinidade de fim de  semana, pela aus&ecirc;ncia circunstancial da titular da 1&ordf; vara c&iacute;vel de  Bel&eacute;m, sem as condi&ccedil;&otilde;es processuais para sentenciar uma a&ccedil;&atilde;o de 400  p&aacute;ginas, me condenasse a pagar ao grileiro indeniza&ccedil;&atilde;o de 8 mil reais  (em valores de ent&atilde;o, a serem dramaticamente majorados at&eacute; a execu&ccedil;&atilde;o da  senten&ccedil;a), por ofensa moral.<\/p>\n<p>A senten&ccedil;a foi confirmada pelo  tribunal, embora a a&ccedil;&atilde;o tenha sido abandonada desde que Cec&iacute;lio do Rego  Almeida morreu, em agosto de 2008; mesmo que seus sucessores ou  herdeiros n&atilde;o se tenham habilitado; mesmo que o advogado, que continuou a  atuar nos autos, n&atilde;o dispusesse de um novo contrato para legalizar sua  fun&ccedil;&atilde;o; mesmo que o tribunal, v&aacute;rias vezes alertado por mim sobre a  deser&ccedil;&atilde;o, tenha ignorado minhas peti&ccedil;&otilde;es; mesmo que, obrigado a  extinguir a minha punibilidade, arquivando o processo, haja finalmente  aberto prazo para a habilita&ccedil;&atilde;o da parte ativa, que ganhou novo prazo  depois de perder o primeiro; mesmo que a relatora, confrontada com a  arg&uuml;i&ccedil;&atilde;o da sua suspei&ccedil;&atilde;o, que suscitei, diante de sua gravosa  parcialidade, tenha simplesmente dado um &ldquo;embargo de gaveta&rdquo; ao pedido,  que lhe incumbia responder de imediato, aceitando-o ou o rejeitando,  suspendendo o processo e afastando-se da causa; mesmo que tudo que  aleguei ou requeri tenha sido negado, para, ao final, a condena&ccedil;&atilde;o ser  confirmada, num escabroso crime pol&iacute;tico perpetrado pela maioria dos  desembargadores do Tribunal de Justi&ccedil;a do Par&aacute; que atuaram no meu caso,  certamente inconformados com cr&iacute;ticas e den&uacute;ncias que tenho feito sobre o  TJE nos &uacute;ltimos anos, nenhuma delas desmentida, a maioria delas tamb&eacute;m  completamente ignorada pelos magistrados citados nos artigos. Ao inv&eacute;s  de cumprir as obriga&ccedil;&otilde;es de sua fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, eles preferem apostar na  omiss&atilde;o e na desmemoria da popula&ccedil;&atilde;o. E no acerto de contas com o  jornalista inc&ocirc;modo.<\/p>\n<p> Depois de enfrentar todas as dificuldades poss&iacute;veis, meus recursos  finalmente subiram a Bras&iacute;lia em dezembro do ano passado. O recurso  especial seguiu para o presidente do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a,  ministro Ari Pargendler, gra&ccedil;as ao agravo de instrumento que impetrei (o  Tribunal do Par&aacute; rejeitou o primeiro agravo; sobre o segundo j&aacute; nada  mais podia fazer).<\/p>\n<p> Mas o presidente do STJ, em despacho deste dia 7, disponibilizado no dia  10 e a ser publicado no Di&aacute;rio da Justi&ccedil;a do dia 13, negou seguimento  ao recurso especial. Alegou erros formais na forma&ccedil;&atilde;o do agravo: &ldquo;falta  c&oacute;pia do inteiro teor do ac&oacute;rd&atilde;o recorrido, do inteiro teor do ac&oacute;rd&atilde;o  proferido nos embargos de declara&ccedil;&atilde;o e do comprovante do pagamento das  custas do recurso especial e do porte de retorno e remessa dos autos&rdquo;.<\/p>\n<p> Recentemente, a justi&ccedil;a brasileira imp&ocirc;s novas regras para o recebimento  de agravos, exigindo dos recorrentes muita aten&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o do  instrumento, tantos s&atilde;o os documentos cobrados e as suas  caracter&iacute;sticas. Podem funcionar como uma armadilha fatal, quando n&atilde;o  s&atilde;o atendidas as normas formais do preparo.<\/p>\n<p> A falta de todos os documentos apontada pelo presidente do STJ me causou  enorme surpresa. Participei pessoalmente da reuni&atilde;o dos documentos e do  pagamento das despesas necess&aacute;rias, junto com minha advogada, que &eacute;  tamb&eacute;m minha prima e atua na quest&atilde;o gratuitamente (ou pr&oacute;-bono, como  preferem os profissionais). N&atilde;o tenho dinheiro para sustentar uma  representa&ccedil;&atilde;o desse porte. Muito menos para arcar com a indeniza&ccedil;&atilde;o que  me foi imputada, mais uma, na sucess&atilde;o de processos abertos contra mim  pelos que, sendo poderosos, pretendem me calar, por incomod&aacute;-los ou  prejudicar seus interesses, frequentemente alimentados pelo saque ao  patrim&ocirc;nio p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Desde 1992 j&aacute; fui processado 33 vezes. Nenhum dos  autores dessas a&ccedil;&otilde;es teve interesse em me mandar uma carta, no  exerc&iacute;cio de seu leg&iacute;timo direito de defesa. O Jornal Pessoal publica  todas as cartas que lhe s&atilde;o enviadas, mesmo as ofensivas, na &iacute;ntegra.  Tamb&eacute;m n&atilde;o publicaram mat&eacute;rias contestando as minhas ou, por qualquer  via, estabelecendo um debate p&uacute;blico, por serem p&uacute;blicos todos os temas  por mim abordados. Foram diretamente &agrave; justi&ccedil;a, certos de contarem com a  cumplicidade daquele tipo de toga que a valente ministra Eliana Calmon,  Corregedora Nacional de Justi&ccedil;a, disse esconderem bandidos, para me  atar a essa rocha de supl&iacute;cios, que, &agrave;s vezes, me faz sentir no papel de  um Prometeu amaz&ocirc;nico.<\/p>\n<p> N&atilde;o por coincid&ecirc;ncia, fui processado pelos desembargadores Jo&atilde;o Alberto  Paiva e Maria do C&eacute;u Duarte, o primeiro tendo como seu advogado um  ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, &agrave; frente de uma das mais  conceituadas bancas jur&iacute;dicas do Distrito Federal. O ex-ministro Jos&eacute;  Eduardo Alckmin, que tamb&eacute;m advogava para a C. R. Almeida, veio a Bel&eacute;m  para participar de uma audi&ecirc;ncia que durou cinco minutos. Mas  impressionou pela sua presen&ccedil;a.<\/span>                 <span class=\"padrao\"><\/p>\n<p> O madeireiro Wandeir dos Reis Costa tamb&eacute;m me processou. Ele funcionou  como fiel deposit&aacute;rio de milhares de &aacute;rvores extra&iacute;das ilegalmente da  Terra do Meio, que o Ibama apreendeu em Altamira. Embora se declarasse  pobre, ele se ofereceu para serrar, embalar e estocar a madeira enquanto  n&atilde;o fosse decidido o seu destino. Destino, ali&aacute;s, antecipado pelo  extravio de toras mantidas em confinamento no pr&oacute;prio rio Xingu. Uma  s&oacute;rdida hist&oacute;ria de mais um ato de pirataria aos recursos naturais da  Amaz&ocirc;nia, bem disfar&ccedil;ado.<\/span> <span class=\"padrao\"><\/p>\n<p> Apesar de todas essas a&ccedil;&otilde;es e do mart&iacute;rio que elas criaram na minha vida  nestes &uacute;ltimos 20 anos, mantenho meu compromisso com a verdade, com o  interesse p&uacute;blico e com uma melhor sorte para a querida Amaz&ocirc;nia, onde  nasci. N&atilde;o gostaria que meus filhos e netos (e todos os filhos e netos  do Brasil) se deparassem com espet&aacute;culos t&atilde;o degradantes, como ver  milhares de toras de madeira de lei, incluindo o mogno, amea&ccedil;ado de ser  extinto nas florestas nativas amaz&ocirc;nicas, nas quais era abundante, sendo  arrastadas em jangadas pelos rios por piratas fundi&aacute;rios, como o  extinto Cec&iacute;lio do Rego Almeida. Depois de ter sofrido todo tipo de  viol&ecirc;ncia, inclusive a agress&atilde;o f&iacute;sica, sei o que me espera. Mas n&atilde;o  desistirei de fazer aquilo que me compete: jornalismo. Algo que os  poderes, sobretudo o judici&aacute;rio do Par&aacute;, querem ver extinto, se n&atilde;o  puder ser domesticado conforme os interesses dos donos da voz p&uacute;blica.<\/span> <span class=\"padrao\"><\/p>\n<p> Vamos tentar examinar o processo e recorrer, sabendo das nossas  dificuldades para funcionar na justi&ccedil;a superior de Bras&iacute;lia, onde, como  regra, minhas causas sempre foram vencedoras at&eacute; aqui, mesmo sem  representa&ccedil;&atilde;o legal junto aos tribunais do Distrito Federal.<\/span> <span class=\"padrao\"><\/p>\n<p> Decidi escrever esta nota n&atilde;o para pressionar algu&eacute;m nem para extrapolar  dos meus direitos. Decis&atilde;o judicial cumpre-se ou dela se recorre. Se  tantos erros formais foram realmente cometidos no preparo do agravo, o  que me surpreendeu e chocou, paci&ecirc;ncia: vou pagar por um erro que  impedir&aacute; o julgador de apreciar todo meu extenso e profundo direito,  demonstrado &agrave; exaust&atilde;o nas centenas de p&aacute;ginas dos autos do processo.  Terei que ir atr&aacute;s da solidariedade dos meus leitores e dos que me  apoiam para enfrentar mais um momento dif&iacute;cil na minha carreira de  jornalista, com quase meio s&eacute;culo de dura&ccedil;&atilde;o. Espero contar com a  aten&ccedil;&atilde;o das pessoas que ainda n&atilde;o desistiram de se empenhar por um pa&iacute;s  decente.<\/span> <\/p>\n<p>Bel&eacute;m (PA), 11 de fevereiro de 2012<span class=\"padrao\"><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\"><em>L&uacute;cio Fl&aacute;vio Pinto &eacute; editor do Jornal Pessoal.<\/em><br \/><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de ter sofrido todo tipo de  viol&ecirc;ncia, inclusive a agress&atilde;o f&iacute;sica, sei o que me espera. 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