{"id":26589,"date":"2012-02-03T18:38:40","date_gmt":"2012-02-03T18:38:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26589"},"modified":"2012-02-03T18:38:40","modified_gmt":"2012-02-03T18:38:40","slug":"novas-regras-de-reversibilidade-classificarao-bens-pela-funcao-e-nao-mais-pelo-valor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26589","title":{"rendered":"Novas regras de reversibilidade classificar\u00e3o bens pela fun\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o mais pelo valor"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">&nbsp;proposta de regulamento de reversibilidade que foi encaminhada pela &aacute;rea t&eacute;cnica &agrave; procuradoria da Anatel &eacute; substancialmente diferente da proposta colocada em consulta p&uacute;blica em pelo menos um aspecto: acaba com o par&acirc;metro financeiro para estabelecer quais os bens que precisam de anu&ecirc;ncia pr&eacute;via para serem alienados e adota um novo crit&eacute;rio, atrelado &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o do bem e &agrave; sua funcionalidade.<\/p>\n<p>A proposta da &aacute;rea t&eacute;cnica, que ainda ser&aacute; avaliada pelo conselho, &eacute; simples: criar uma s&eacute;rie de categorias nas quais ser&atilde;o classificados os bens vinculados &agrave; concess&atilde;o. S&atilde;o categorias como bens im&oacute;veis, mobili&aacute;rio, bens de comuta&ccedil;&atilde;o, bens de transmiss&atilde;o entre outras sob as quais todo o invent&aacute;rio feito pelas empresas em rela&ccedil;&atilde;o aos bens revers&iacute;veis deve ser enquadrado. Algumas dessas categorias, prop&otilde;e a &aacute;rea t&eacute;cnica, exigem uma an&aacute;lise pr&eacute;via antes de qualquer aliena&ccedil;&atilde;o ou troca. Por exemplo, bens de transmiss&atilde;o ou comuta&ccedil;&atilde;o, considerados essenciais, do ponto de vista t&eacute;cnico, para a manuten&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. Outros bens, como mobili&aacute;rio e ve&iacute;culos, por exemplo, podem ser alterados pela concession&aacute;ria sem a necessidade de anu&ecirc;ncia pr&eacute;via, o que n&atilde;o dispensa a informa&ccedil;&atilde;o posterior.<\/p>\n<p><strong>Classifica&ccedil;&atilde;o<br \/><\/strong><br \/>Assim, o trabalho de controle dos bens revers&iacute;veis depender&aacute; da classifica&ccedil;&atilde;o dos bens. A Anatel est&aacute; tamb&eacute;m sugerindo uma unifica&ccedil;&atilde;o de metodologias na forma de classificar e apresentar essa rela&ccedil;&atilde;o para a ag&ecirc;ncia. Hoje, cada concession&aacute;ria trabalha com um sistema diferente e faz a presta&ccedil;&atilde;o de contas de uma forma diferente. A ideia &eacute; que tudo seja padronizado dentro de uma mesma base de dados, obedecendo as mesmas categorias e crit&eacute;rios.<\/p>\n<p>A Anatel tamb&eacute;m est&aacute; tornando a exig&ecirc;ncia sobre algumas informa&ccedil;&otilde;es mais detalhadas. Por exemplo, at&eacute; hoje as concession&aacute;rias simplesmente apresentavam a exist&ecirc;ncia de redes de transmiss&atilde;o com dados num&eacute;ricos (por exemplo, determinados km de fios de cobre). Agora, no caso das redes de transporte, a Anatel passa a exigir o detalhamento de rota e tecnologias utilizadas.<\/p>\n<p>O crit&eacute;rio atual para definir o que &eacute; revers&iacute;vel ou n&atilde;o &eacute; o uso para o STFC. Ou seja, se um mesmo cabo &oacute;ptico transporta dados de servi&ccedil;os de banda larga da empresa e dados referentes ao STFC, esse cabo &eacute; revers&iacute;vel. Mas o regulamento que est&aacute; sendo proposto ainda n&atilde;o esgotar&aacute; todo o problema da reversibilidade. Algumas quest&otilde;es precisar&atilde;o ser decididas pelo conselho, eventualmente at&eacute; com orienta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do governo. Por exemplo, decidir o que fazer com os eventuais ganhos decorrentes de aliena&ccedil;&otilde;es e terceiriza&ccedil;&otilde;es que as empresas venham a ter. Por exemplo, o que fazer caso uma concession&aacute;ria venda um im&oacute;vel de alto valor vinculado &agrave; concess&atilde;o? A Anatel exigir&aacute; que o valor financeiro do im&oacute;vel seja revertido para as tarifas? O montante ser&aacute; usado no c&aacute;lculo de novas metas de universaliza&ccedil;&atilde;o? Ser&atilde;o exigidas contrapartidas? Ou os ganhos da operadora com a aliena&ccedil;&atilde;o dos bens ficam com a operadora? S&atilde;o quest&otilde;es que precisar&atilde;o ser respondidas pelo conselho e que n&atilde;o necessariamente estar&atilde;o colocadas no regulamento de reversibilidade.<\/p>\n<p>Um primeiro teste de como ser&atilde;o tratadas estas quest&otilde;es est&aacute; a caminho: a Anatel analisa h&aacute; cerca de seis meses o pedido da Telef&ocirc;nica para alienar o seu atual edif&iacute;cio-sede, na rua Martiniano de Carvalho, regi&atilde;o central de S&atilde;o Paulo. Ap&oacute;s a fus&atilde;o com a Vivo, a operadora vai se mudar para um novo im&oacute;vel, alugado da Previ, na regi&atilde;o da avenida Berrini. Mas a sede da Martiniano, avaliada em algo perto de R$ 200 milh&otilde;es, &eacute; parte dos bens revers&iacute;veis. O assunto deve chegar ao conselho nas pr&oacute;ximas semanas.<\/p>\n<p>J&aacute; a quest&atilde;o das terceiriza&ccedil;&otilde;es de rede n&atilde;o preocupa a &aacute;rea t&eacute;cnica da Anatel, j&aacute; que h&aacute; o entendimento de que a regulamenta&ccedil;&atilde;o atual &eacute; clara ao dispor que as redes de terceiros utilizadas para a presta&ccedil;&atilde;o do STFC s&atilde;o bens pr&oacute;prios revers&iacute;veis ou sub-rogados (por exemplo, no caso dos sat&eacute;lites), quando a reversibilidade se d&aacute; pela necessidade de manuten&ccedil;&atilde;o dos contratos de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o.<\/p>\n<p><strong>Sem nova consulta<\/strong><\/p>\n<p>Na proposta de revis&atilde;o do regulamento de bens revers&iacute;veis colocada em consulta p&uacute;blica no final de 2010, previa-se que ativos ligados &agrave; concess&atilde;o, revers&iacute;veis &agrave; Uni&atilde;o em 2025, com valor abaixo de R$ 600 mil, n&atilde;o precisariam de anu&ecirc;ncia pr&eacute;via para serem vendidos. Este limite poderia subir inclusive para R$ 1,5 milh&atilde;o caso a empresa comprovasse o cumprimento de 85% do Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ) e apresentasse &Iacute;ndice de Solv&ecirc;ncia (IS) de 1,2. O IS ser&aacute; obtido atrav&eacute;s do c&aacute;lculo da rela&ccedil;&atilde;o entre o ativo total da concession&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o ao seu passivo circulante (gastos correntes) e de longo prazo (investimentos futuros).<\/p>\n<p>A nova proposta, apesar de ser bastante diferente, n&atilde;o est&aacute; com recomenda&ccedil;&atilde;o para nova consulta p&uacute;blica, pelo menos no entendimento da &aacute;rea t&eacute;cnica. Isso ainda pode ser visto de forma diferente pela procuradoria e pelo pr&oacute;prio conselho.<br \/>Em entrevista a este notici&aacute;rio, o presidente da Anatel, Jo&atilde;o Rezende, afirmou que a inten&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia &eacute; publicar o novo regulamento juntamente com um invent&aacute;rio atualizado dos bens revers&iacute;veis, rela&ccedil;&atilde;o esta que est&aacute; sendo ajustada pela Anatel em fun&ccedil;&atilde;o dos dados solicitados no come&ccedil;o de 2011 &agrave;s empresas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;proposta de regulamento de reversibilidade que foi encaminhada pela &aacute;rea t&eacute;cnica &agrave; procuradoria da Anatel &eacute; substancialmente diferente da proposta colocada em consulta p&uacute;blica em pelo menos um aspecto: acaba com o par&acirc;metro financeiro para estabelecer quais os bens que precisam de anu&ecirc;ncia pr&eacute;via para serem alienados e adota um novo crit&eacute;rio, atrelado &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26589\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Novas regras de reversibilidade classificar\u00e3o bens pela fun\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o mais pelo valor<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[645],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26589"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26589"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26589\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}