{"id":26582,"date":"2012-02-01T17:54:55","date_gmt":"2012-02-01T17:54:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26582"},"modified":"2012-02-01T17:54:55","modified_gmt":"2012-02-01T17:54:55","slug":"uniao-fica-com-r-6-bilhoes-dos-fundos-de-telecomunicacoes-corte-na-verba-do-minicom-e-de-mais-de-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26582","title":{"rendered":"Uni\u00e3o fica com R$ 6 bilh\u00f5es dos fundos de telecomunica\u00e7\u00f5es. Corte na verba do Minicom \u00e9 de mais de 7"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Os caminhos do Or&ccedil;amento Geral da Uni&atilde;o s&atilde;o longos e tortuosos. Mas entra ano e sai ano, nada muda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica governamental para o uso dos recursos cobrados dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es para compor os fundos setoriais: quase a totalidade do dinheiro vai para os cofres do Tesouro Nacional, sem ser aplicada na finalidade para a qual foi arrecadada. E o ano de 2012 n&atilde;o ser&aacute; diferente. Do or&ccedil;amento do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es aprovado (ainda sem os cortes que ser&atilde;o anunciados na primeira quinzena de fevereiro), no valor de R$ 5,4 bilh&otilde;es, R$ 3,399 j&aacute; est&atilde;o contingenciados, ou 73,9% da arrecada&ccedil;&atilde;o da pasta v&atilde;o para o tesouro nacional.<\/p>\n<p>Mas o represamento de recursos &eacute; ainda maior. Por um pouco transparente processo de lan&ccedil;amento de resultados no or&ccedil;amento da Uni&atilde;o, os recursos arrecadados pela maior fonte de financiamento do setor &ndash; o Fistel (Fundo de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o para as Telecomunica&ccedil;&otilde;es) n&atilde;o s&atilde;o mais integralizados na rubrica da Anatel ou do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. Apenas uma parte dele consta como previs&atilde;o de receita a ser arrecadada. Grande parte acaba integrando o bolo das receitas gerais administradas pela &aacute;rea econ&ocirc;mica do governo.<\/p>\n<p>Para este ano, o Or&ccedil;amento da Uni&atilde;o prev&ecirc; uma arrecada&ccedil;&atilde;o de R$ 5,231 bilh&otilde;es do Fistel. Mas no or&ccedil;amento do Minicom, o Fistel aparece com apenas R$ 2,250 bilh&otilde;es e nos n&uacute;meros da Anatel, com mais R$ 1,33 bilh&atilde;o. O valor total de arrecada&ccedil;&atilde;o s&oacute; &eacute; encontrado no cap&iacute;tulo que trata das receitas gerais da Uni&atilde;o.<\/p>\n<p>Independentemente onde o dinheiro &eacute; registrado, no final, quase a sua totalidade fica mesmo para pagar outras despesas da Uni&atilde;o. Ser&atilde;o contingenciados este ano nada menos do que R$ 4,582 bilh&otilde;es, ou 88,7% do total a ser arrecadado por este fundo alimentado pelos milh&otilde;es de celulares que pagam anualmente uma taxa de funcionamento.<\/p>\n<p><strong>Fust e Funttel<\/strong><\/p>\n<p>Com o Fust, embora a arrecada&ccedil;&atilde;o seja bem menor, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda pior. Criado para ampliar a universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, ele nunca foi usado para tal fim. E este ano n&atilde;o ser&aacute; diferente. Est&atilde;o previstos recursos totais de R$ 1,587 bilh&atilde;o. Mas R$ 2,6 milh&otilde;es forma mantidos para a universaliza&ccedil;&atilde;o. Ou seja, 99,8% do Fust continuar&atilde;o nos cofres do Tesouro.<\/p>\n<p>O Funttel, por sua vez, quase foi integralmente salvo da tesoura do Tesouro. Para isto ocorrer, teve que ser feita uma nova engenharia financeira de libera&ccedil;&atilde;o de seus recursos. A previs&atilde;o de recolhimento deste fundo &eacute; de R$ 250,4 milh&otilde;es para este ano. Foram aprovados para a pesquisa e desenvolvimento tecnol&oacute;gico, R$ 52,5 milh&otilde;es. O restante est&aacute; contingenciado.<\/p>\n<p>Mas o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es trocou a exclusiva distribui&ccedil;&atilde;o do dinheiro a fundo perdido do Funttel por empr&eacute;stimo financeiro. Assim, conseguiu manter R$ 54 milh&otilde;es de recursos do fundo como fonte n&atilde;o reembols&aacute;vel e mais R$ 200 milh&otilde;es sob a forma de empr&eacute;stimo. Ser&aacute; preciso confirmar, no entanto, se a ind&uacute;stria nacional de telecomunica&ccedil;&otilde;es ir&aacute; considerar vantajoso pegar dinheiro sob a forma de recursos reembols&aacute;veis para investir em pesquisa e desenvolvimento.<\/p>\n<p>O Fistel vai contribuir ainda para o Minist&eacute;rio da Cultura. H&aacute; uma parcela de recursos destinada ao MinC como resultado da lei do SeAC, que redireciona parte desta verba para ser gasta pelos produtores de audiovisual nacional. Este ano, a previs&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria &eacute; de R$ 56 milh&otilde;es, mas estima-se que o fundo do cinema mantido com os recursos das telecomunica&ccedil;&otilde;es chegue a alcan&ccedil;ar at&eacute; R$ 400 milh&otilde;es por ano. ( Publicado no Tele.S&iacute;ntese An&aacute;lise n&ordm; 325)<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os caminhos do Or&ccedil;amento Geral da Uni&atilde;o s&atilde;o longos e tortuosos. 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