{"id":26579,"date":"2012-01-30T18:19:39","date_gmt":"2012-01-30T18:19:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26579"},"modified":"2012-01-30T18:19:39","modified_gmt":"2012-01-30T18:19:39","slug":"nao-existe-a-tao-aclamada-neutralidade-da-imprensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26579","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o existe a t\u00e3o aclamada neutralidade da imprensa\u201d"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O diretor de reda&ccedil;&atilde;o do jornal franc&ecirc;s Le Monde Diplomatique, Ign&aacute;cio Ramonet, acredita que a m&iacute;dia deveria se posicionar claramente sobre a linha ideol&oacute;gica e pol&iacute;tica que segue. Doutor em Sociologia e professor de Teoria da Comunica&ccedil;&atilde;o, o jornalista, que comanda um peri&oacute;dico abertamente de esquerda, diz que n&atilde;o existe a t&atilde;o aclamada neutralidade da imprensa.<\/p>\n<p>&ldquo;Um jornal que diz que &eacute; objetivo &eacute; um jornal alinhado &agrave; direita e que tenta esconder seu ponto de vista&rdquo;, explica. Ramonet entende que os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o deveriam deixar claras as posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e ideol&oacute;gicas que defendem. &ldquo;N&atilde;o tenho nada contra um jornal ser de direita, acho interessante que existam. Mas que fique claro que representa o ponto de vista dos empres&aacute;rios, da burguesia e da classe conservadora&rdquo;, aponta.<\/p>\n<p>O jornalista esteve em Porto Alegre na semana passada para participar das atividades do F&oacute;rum Social Tem&aacute;tico e mesmo com uma apertada agenda encontrou tempo para conversar durante meia hora com a reportagem do Sul21. Nesta entrevista, ele analisa tamb&eacute;m o papel das esquerdas na crise capitalista que assola a Europa e contrap&otilde;e a situa&ccedil;&atilde;o no velho continente ao momento vivido pela Am&eacute;rica Latina. &ldquo;A Am&eacute;rica Latina est&aacute; construindo o Estado de bem-estar social, enquanto na Europa ele est&aacute; sendo destru&iacute;do&rdquo;, compara.<br \/><strong><br \/>Sul21 &ndash; O senhor escreveu o livro A tirania da comunica&ccedil;&atilde;o. Quais os prop&oacute;sitos por tr&aacute;s da atua&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica dos grandes ve&iacute;culos e comunica&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ign&aacute;cio Ramonet<\/strong> &ndash; O jornalismo est&aacute; vivendo v&aacute;rias crises. A primeira delas &eacute; a domina&ccedil;&atilde;o pelos grandes grupos globais. Esses grupos s&atilde;o multim&iacute;dia, det&ecirc;m televis&otilde;es, imprensa escrita, r&aacute;dios e sites. E se comportam como atores da globaliza&ccedil;&atilde;o, o que faz com que n&atilde;o tenham a mesma rela&ccedil;&atilde;o direta com os leitores. A segunda crise jornal&iacute;stica foi criada pela internet. Em muitos pa&iacute;ses, a imprensa escrita est&aacute; desaparecendo, sendo substitu&iacute;da pelos meios digitais. E a&iacute; vem tamb&eacute;m uma crise econ&ocirc;mica, porque o modelo de sustenta&ccedil;&atilde;o da imprensa escrita n&atilde;o funciona mais. Ca&iacute;ram a publicidade e as tiragens.<\/p>\n<p><strong>Sul21- A internet n&atilde;o trouxe benef&iacute;cios ao jornalismo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; O problema &eacute; que temos dois modelos &ndash; o impresso e o digital &ndash; e nenhum deles funciona. Provavelmente, o que vai prevalecer ser&aacute; o modelo digital, at&eacute; porque a inform&aacute;tica se aprimora cada dia mais nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. Uma consequ&ecirc;ncia do advento da internet &eacute; o que os cidad&atilde;os podem intervir muito mais do que antes. O p&uacute;blico n&atilde;o &eacute; mais passivo, hoje existe a possibilidade de comentar e de difundir a informa&ccedil;&atilde;o. Isso tamb&eacute;m afeta o trabalho do jornalista, que acaba possuindo um papel diferente, n&atilde;o est&aacute; mais num pedestal. N&atilde;o &eacute; mais s&oacute; o jornalista que fala. A rela&ccedil;&atilde;o hoje em dia &eacute; muito mais interativa. Por outro lado, isso gera uma crise de identidade: se todo mundo pode ser jornalista, o que &eacute;, de fato, ser jornalista? Onde est&aacute; a especificidade de um jornalista, se qualquer pessoa pode s&ecirc;-lo?<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; A internet, com a for&ccedil;a das redes sociais, est&aacute; se convertendo numa ferramenta efetiva contra o monop&oacute;lio da informa&ccedil;&atilde;o pela m&iacute;dia tradicional?<br \/><\/strong><br \/><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; O panorama est&aacute; mudando. A internet pode romper os monop&oacute;lios? Sim, pode ser que seja poss&iacute;vel. Mas n&atilde;o acredito que se deva pensar que se alcan&ccedil;ar&aacute; uma fase de democratiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. O que h&aacute; &eacute; uma ilus&atilde;o de democratiza&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que hoje em dia todos podemos produzir e difundir informa&ccedil;&atilde;o. H&aacute; uma no&ccedil;&atilde;o de que estar&iacute;amos nos auto-informando. Mas, na realidade, todos s&atilde;o auxiliados pelas fontes centrais de informa&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o h&aacute; uma maior participa&ccedil;&atilde;o das pessoas, mas ainda existem os monop&oacute;lios. E esses monop&oacute;lios j&aacute; integram o Facebook, o Twitter e possuem suas p&aacute;ginas digitais. A democratiza&ccedil;&atilde;o existe, mas os monop&oacute;lios n&atilde;o se enfraqueceram. No fundo, o que est&aacute; mudando &eacute; a defesa das pessoas contra a tentativa de domestica&ccedil;&atilde;o levada adiante pela m&iacute;dia dominante. Do ponto de vista ideol&oacute;gico, o objetivo dos grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; domesticar a sociedade. Com as novas ferramentas digitais e com as redes sociais, surge um modo de se defender disso.<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; Aqui no Brasil a m&iacute;dia se diz imparcial e desprovida de objetivos pol&iacute;ticos. Nenhum jornal da imprensa tradicional se qualifica abertamente como de esquerda ou de direita. O senhor, como diretor do Le Monde Diplomatique, um jornal de esquerda, avalia que &eacute; necess&aacute;rio haver maior transpar&ecirc;ncia quanto &agrave; posi&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica da m&iacute;dia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; Acredito que s&atilde;o os leitores que d&atilde;o identidade a um jornal. O jornal n&atilde;o diz &ldquo;somos de esquerda&rdquo;. Mas, sem d&uacute;vida, a neutralidade n&atilde;o existe. Um jornal que diz que &eacute; objetivo &eacute; um jornal alinhado &agrave; direita e que tenta esconder seu ponto de vista. N&atilde;o tenho nada contra um jornal ser de direita ou de centro-direita, pelo contr&aacute;rio, acho interessante que existam. Mas que fique claro que representa o ponto de vista dos empres&aacute;rios, da burguesia e da classe conservadora. N&atilde;o acredito que se possa dar a informa&ccedil;&atilde;o de maneira objetiva. Existem fatos objetivos, mas o coment&aacute;rio sobre eles ser&aacute; sempre diferente. E &eacute; importante que seja assim, desde que se jogue com as cartas na mesa.<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; O governador Tarso Genro disse num evento do FST que a esquerda precisa perder o medo da m&iacute;dia e enfrentar temas que a imprensa &ldquo;mastiga de forma negativa&rdquo;. &Eacute; exagerada a cautela dos pol&iacute;ticos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&iacute;dia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m uma fun&ccedil;&atilde;o absolutamente indispens&aacute;vel numa sociedade democr&aacute;tica. Mas n&atilde;o s&atilde;o partidos pol&iacute;ticos e n&atilde;o devem pensar que o s&atilde;o. Se querem se transformar em partidos, que se apresentem nas elei&ccedil;&otilde;es. O papel cr&iacute;tico da m&iacute;dia &eacute; indispens&aacute;vel na democracia. Mas n&atilde;o podem confundir cr&iacute;tica com oposi&ccedil;&atilde;o. Na Am&eacute;rica Latina muitos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m dominado a vida intelectual acreditam que s&atilde;o mais importantes que os partidos pol&iacute;ticos. Nesse continente, os latifundi&aacute;rios da imprensa s&atilde;o os novos amos das consci&ecirc;ncias. Acreditam que podem domesticar a popula&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o aceitam a autonomia do poder pol&iacute;tico.<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; O senhor entende que a esquerda n&atilde;o est&aacute; conseguindo propor alternativas ao capitalismo. A esquerda tamb&eacute;m &eacute; culpada pela atual crise do sistema?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; Claro que sim. A esquerda europeia, por exemplo, n&atilde;o apenas n&atilde;o prop&ocirc;s nenhuma alternativa, como tem se prestado a legitimar as pol&iacute;ticas impostas pelo Fundo Monet&aacute;rio Internacional e pelo Banco Central Europeu. A esquerda social-democrata, quando estava nos governos, deu provas de sua incapacidade, at&eacute; mesmo te&oacute;rica, de enfrentar essa crise. N&atilde;o apenas &eacute; uma crise econ&ocirc;mica, &eacute; tamb&eacute;m uma crise das esquerdas.<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; E qual a alternativa, j&aacute; que a esquerda tradicional n&atilde;o est&aacute; dando conta?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &#8211; Existem outros partidos de esquerda que est&atilde;o decididos a adotar pol&iacute;ticas diferentes, por exemplo, mudando a rela&ccedil;&atilde;o com o Banco Central Europeu, que n&atilde;o permite ajuda aos pa&iacute;ses. H&aacute; partidos que dizem que se deve obrigar o Banco Central a ajudar, que &eacute; preciso adotar uma pol&iacute;tica de est&iacute;mulo, n&atilde;o apenas para reduzir o d&eacute;ficit, mas para promover crescimento econ&ocirc;mico. Mais ou menos como faz Barack Obama nos Estados Unidos, e ele n&atilde;o &eacute; nenhum revolucion&aacute;rio. Mas est&aacute; promovendo uma pol&iacute;tica de est&iacute;mulos, uma pol&iacute;tica neo-keynesiana e n&atilde;o conservadora. Existem for&ccedil;as propondo uma mudan&ccedil;a efetiva, mas elas ainda n&atilde;o est&atilde;o nos governos europeus.<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; Aqui no Brasil existem outros partidos de esquerda que prop&otilde;em a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o previstas no programa do governo federal. Mas alguns deles defendem, inclusive, uma ditadura do proletariado. At&eacute; que ponto &eacute; poss&iacute;vel buscar alternativas mais &agrave; esquerda sem incorrer no totalitarismo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; N&atilde;o faz mais sentido falar em ditadura do proletariado. A hist&oacute;ria j&aacute; passou por isso. Hoje, qualquer alternativa deve partir do respeito aos mecanismos democr&aacute;ticos. Quando eu falo de outras esquerdas, n&atilde;o estou falando de esquerdas fora da esfera democr&aacute;tica. A esquerda dentro da democracia &eacute; a &uacute;nica que interessa. &Eacute; a &uacute;nica que pode ser realista e que pode trazer solu&ccedil;&otilde;es num panorama totalmente democr&aacute;tico.<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; Como o senhor avalia o contexto pol&iacute;tico da Am&eacute;rica Latina, mais especificamente da Am&eacute;rica do Sul, onde a maioria dos pa&iacute;ses &eacute; governada pela esquerda?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; Para muitas esquerdas no mundo, a Am&eacute;rica Latina &eacute; algo que est&aacute; funcionando. Aqui implementam pol&iacute;ticas originais. N&atilde;o seguem os ditames do FMI, promovem pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o continental, de inclus&atilde;o social e n&atilde;o de exclus&atilde;o. A Am&eacute;rica Latina est&aacute; construindo o Estado de bem-estar social, enquanto na Europa ele est&aacute; sendo destru&iacute;do. E, l&aacute;, as esquerdas participam dessa destrui&ccedil;&atilde;o. A Am&eacute;rica Latina, pela primeira vez na hist&oacute;ria, aparece para toda a esquerda mundial como uma pr&aacute;tica na qual podem se inspirar.<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; Pode surgir daqui uma sa&iacute;da para a crise capitalista?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; A Am&eacute;rica Latina est&aacute; num per&iacute;odo de constru&ccedil;&atilde;o do Estado de bem-estar e de classes m&eacute;dias. &Eacute; a mesma situa&ccedil;&atilde;o que viveu a Europa ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial. A Am&eacute;rica Latina lembra a Europa que o Estado &eacute; um ator importante, n&atilde;o somente os mercados. Na Europa os mercados governam e os estados e a pol&iacute;tica n&atilde;o conseguem se impor. E a Am&eacute;rica Latina lembra o mundo inteiro que a pol&iacute;tica ainda vale, que os dirigentes pol&iacute;ticos ainda valem e que, por consequ&ecirc;ncia, a pol&iacute;tica e as elei&ccedil;&otilde;es ainda t&ecirc;m sentido. Na Gr&eacute;cia, na It&aacute;lia e na Inglaterra os jovens se revoltam. Est&atilde;o indignados, porque consideram que os pol&iacute;ticos n&atilde;o fazem nada e s&atilde;o c&uacute;mplices das solu&ccedil;&otilde;es propostas pelos mercados. A Am&eacute;rica Latina mostra ao mundo que &eacute; poss&iacute;vel o Estado se impor aos mercados.<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; Mas h&aacute; diferen&ccedil;as entre as esquerdas que governam na Am&eacute;rica Latina. Venezuela, Bol&iacute;via e Equador intensificam reformas e mudan&ccedil;as anticapitalistas que pa&iacute;ses como Brasil, Argentina e Uruguai n&atilde;o parecem dispostos a implementar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; Essa suposta oposi&ccedil;&atilde;o entre as esquerdas na Am&eacute;rica Latina &eacute; muito mais uma inven&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o ocidentais, que t&ecirc;m interesse em criar oposi&ccedil;&otilde;es artificiais. &Eacute; evidente que cada pa&iacute;s &eacute; diferente, mas globalmente todos est&atilde;o fazendo pol&iacute;ticas de inclus&atilde;o social. Cada um com seus m&eacute;todos, mas est&atilde;o construindo o Estado de bem-estar e uma democracia participativa. Tudo isso tem muito mais semelhan&ccedil;as do que diferen&ccedil;as. &Eacute; claro que h&aacute; diferen&ccedil;as, mas n&atilde;o h&aacute; oposi&ccedil;&atilde;o. Toda a Am&eacute;rica Latina vai pela primeira vez na mesma dire&ccedil;&atilde;o, isso &eacute; muito importante..<\/p>\n<p><strong>Sul21 &ndash; A Europa est&aacute; dominada hoje por governos conservadores. Inglaterra, Alemanha, Fran&ccedil;a, Gr&eacute;cia, It&aacute;lia e Espanha s&atilde;o governados pela direita e implementam solu&ccedil;&otilde;es reacion&aacute;rias e autorit&aacute;rias para sair da crise. Este ano tem elei&ccedil;&otilde;es na Fran&ccedil;a, se a esquerda vencer o pa&iacute;s pode se tornar uma luz no fim do t&uacute;nel europeu?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ramonet<\/strong> &ndash; Se essa esquerda que tem possibilidade de ganhar as elei&ccedil;&otilde;es se comportar de maneira diferente da esquerda que estava no poder na Gr&eacute;cia, na Espanha, em Portugal&hellip; Se agir da mesma forma, n&atilde;o haver&aacute; nenhuma mudan&ccedil;a. &Eacute; bem prov&aacute;vel que Fran&ccedil;ois Hollande (do Partido Socialista) possa ganhar a elei&ccedil;&atilde;o. Far&aacute; uma pol&iacute;tica diferente? Muitas pessoas desejam isso. Mas ser&aacute; que ele poder&aacute; fazer algo diferente? Os mercados permitir&atilde;o? A Alemanha permitir&aacute;? N&atilde;o sabemos. O que &eacute; seguro dizer &eacute; que se a Fran&ccedil;a muda sua pol&iacute;tica de maneira racional, mas atrevida, ter&aacute; uma grande influ&ecirc;ncia no mundo inteiro e na Europa. E isso pode mudar as coisas, inclusive numa alian&ccedil;a com a Am&eacute;rica Latina.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista durante o F&oacute;rum S&oacute;cial Tem&aacute;tico, o diretor de reda&ccedil;&atilde;o do jornal franc&ecirc;s Le Monde Diplomatique, Ign&aacute;cio Ramone, questiona a imparcialidade e objetividade dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1647],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26579"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26579\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}