{"id":26572,"date":"2012-01-27T17:06:41","date_gmt":"2012-01-27T17:06:41","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26572"},"modified":"2012-01-27T17:06:41","modified_gmt":"2012-01-27T17:06:41","slug":"conexoes-globais-debate-o-movimento-m-15-e-a-seguranca-na-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26572","title":{"rendered":"Conex\u00f5es Globais debate o movimento M-15 e a seguran\u00e7a na internet"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A palestra Ferramentas sociais para o ativismo e a milit&acirc;ncia pol&iacute;tica, do Conex&otilde;es Globais 2.0, evento que faz parte do FST 2012, foi certamente um dos pontos altos do encontro que se realiza na Casa de Cultura M&aacute;rio Quintana. A grande estrela do evento foi Javier Toret, articulador do movimento 15-M em Barcelona. Para surpresa de todos, Toret, anunciado primeiramente como webconferencista, apareceu pessoalmente. Ele pesquisa e desenvolve ferramentas tecnopoliticas e veio para debater as m&iacute;dias digitais e as novas ferramentas de participa&ccedil;&atilde;o popular na constru&ccedil;&atilde;o do ativismo pol&iacute;tico. Estiveram em debate quest&otilde;es como o sigilo das informa&ccedil;&otilde;es em redes como o Facebook e o Twitter e tamb&eacute;m a perspectiva de desenvolvimento e constru&ccedil;&atilde;o de ferramentas livres das corpora&ccedil;&otilde;es e com garantia de privacidade.<\/p>\n<p>Toret come&ccedil;ou falando a respeito da r&aacute;pida tend&ecirc;ncia da sociedade de interagir digitalmente. &ldquo;A TV est&aacute; perdendo espa&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o aos computadores, que permitem a intera&ccedil;&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o. A intermedia&ccedil;&atilde;o dos programas de TV j&aacute; est&aacute; rompida na vida de muitas pessoas e os pr&oacute;ximos anos ser&atilde;o cruciais para a vis&atilde;o pr&eacute;-formatada vinda de telejornais&rdquo;. Ele narrou rapidamente a influ&ecirc;ncia das redes Facebook e Twitter na forma&ccedil;&atilde;o do 15-M. A ideia era a de romper o bloqueio e o sil&ecirc;ncio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Foi tentada uma campanha viral realizada intensivamente nestas redes e mais no YouTube. Deu certo e o movimento saiu da internet para as ruas. &ldquo;A divulga&ccedil;&atilde;o gerou o estado de &acirc;nimo necess&aacute;rio ao movimento, mas logo vimos que nossa incr&iacute;vel trama de conex&otilde;es, o cont&aacute;gio viral e nossa expans&atilde;o exponencial estava sendo muito bem observada e tivemos que partir para ferramentas escritas em software livre&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Notamos que n&atilde;o t&iacute;nhamos privacidade no Facebook e que o Twitter estava sendo manipulado de todas as formas. Havia espionagem intensiva e altera&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de Trending Topics&rdquo;. Ent&atilde;o o movimento sem l&iacute;deres teve de partir para o Lorea, uma rede social livre concebida para trabalhar em grupo de no m&aacute;ximo 3000 pessoas. &ldquo;Tamb&eacute;m criamos outras ferramentas, como o site tomalaplaza.net e o propongo.tomalaplaza.net dentro dos quais organizamos nossa &ldquo;AudioAutoAsamblea permanentemente conectada ao desconforto social&rdquo;.<\/p>\n<p>Na mesma linha pronunciou-se S&eacute;rgio Amadeu, soci&oacute;logo e um dos l&iacute;deres do movimento de software livre no Brasil. Amadeu deu continuidade ao discurso de Toret mostrando que seu celular, com acesso &agrave; internet, possu&iacute;a uma camada de software que impedia sua localiza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; claro que n&atilde;o estou sendo perseguido&rdquo;, disse ele rindo, &ldquo;instalei o software mais por divers&atilde;o. &ldquo;&Agrave;s vezes ele informa que estou na Finl&acirc;ndia, daqui cinco minutos estou no Jap&atilde;o e por a&iacute; vai. Tudo isso porque, atrav&eacute;s do celular, qualquer um pode saber de que regi&atilde;o se est&aacute; falando e esta camada de software impede o rastreamento &ldquo;. Depois Amadeu citou exemplos de derrotas como a do amorda&ccedil;amento financeiro do Wikileaks pelo Paypal e Credicard. &ldquo;Estas empresas, junto com o governo norte-americano, cortaram todo o financiamento e a possibilidade de conhecermos documentos secretos dos governos, ou seja, coisas que nos interessam&rdquo;.<\/p>\n<p>Amadeu elogiou os movimentos da chamada Primavera &Aacute;rabe e do M-15, pois &ldquo;foram os primeiros a puxar os movimentos virtuais para as ruas. &ldquo;Desde a democracia grega, temos sido roubados de espa&ccedil;os p&uacute;blicos para utiliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Estamos recuperando tudo isso nos &uacute;ltimos anos. O fazer pol&iacute;tico est&aacute; adquirindo novas formas, mas nem todos se deram conta disso&rdquo;.<\/p>\n<p>E completa: &ldquo;Nunca os movimentos sociais cresceram tanto e foram t&atilde;o longe como em 2011. E 2012 j&aacute; iniciou com o arquivamento do SOPA e do PIPA. O que vir&aacute; por a&iacute; ser&aacute; uma grande luta por uma nova democracia&rdquo;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palestra Ferramentas sociais para o ativismo e a milit&acirc;ncia pol&iacute;tica, do Conex&otilde;es Globais 2.0, evento que faz parte do FST 2012, foi certamente um dos pontos altos do encontro que se realiza na Casa de Cultura M&aacute;rio Quintana. A grande estrela do evento foi Javier Toret, articulador do movimento 15-M em Barcelona. 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