{"id":26554,"date":"2012-01-24T17:03:24","date_gmt":"2012-01-24T17:03:24","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26554"},"modified":"2012-01-24T17:03:24","modified_gmt":"2012-01-24T17:03:24","slug":"muita-cobranca-poucas-novidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26554","title":{"rendered":"Muita cobran\u00e7a, poucas novidades"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Hoje, ter&ccedil;a-feira, 24 de janeiro, a Anatel promove uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica sobre o regulamento do Servi&ccedil;o de Acesso Condicionado (SeAC) que, de acordo com a Lei 12.485\/2011, suceder&aacute; os atuais servi&ccedil;os de TV por Assinatura. O regramento inclui disposi&ccedil;&otilde;es acerca da outorga do servi&ccedil;o, instala&ccedil;&atilde;o e licenciamento de esta&ccedil;&otilde;es e canais de programa&ccedil;&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria, favorecendo a competi&ccedil;&atilde;o, com foco nos pequenos prestadores de servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Face &agrave; import&acirc;ncia do debate, o Conselho Consultivo da Ag&ecirc;ncia mudou a sua agenda e estar&aacute; presente &agrave; audi&ecirc;ncia. O Instituto Telecom, na condi&ccedil;&atilde;o de membro do Conselho, apoiar&aacute; o regulamento proposto pela Anatel e cobrar&aacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;mero maior de audi&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Sim, porque embora seja positivo que a ag&ecirc;ncia chame a sociedade para o debate, &eacute; muito ruim que essa seja a &uacute;nica audi&ecirc;ncia marcada, e em Bras&iacute;lia, o que limita a efetiva participa&ccedil;&atilde;o popular.<\/p>\n<p>O Instituto Telecom tem insistido que deveria haver pelo menos uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica por regi&atilde;o, o que significa dizer que seriam pelo menos cinco encontros. Mas a Anatel continua dizendo que realiza poucas audi&ecirc;ncias por falta de recursos, pois o governo contingencia quase todo o Fundo de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o das Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fistel). &Eacute; uma desculpa esfarrapada, ainda que seja realmente absurdo o contingenciamento executado pelo Executivo.<\/p>\n<p>O fato &eacute; que s&atilde;o muitas as cobran&ccedil;as e poucas as reais novidades no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil, especialmente quando se tenta analisar o que &eacute; feito.<\/p>\n<p>Um exemplo? O marco regulat&oacute;rio. Parece que o governo esqueceu realmente este tema em alguma gaveta. J&aacute; s&atilde;o 13 meses do governo Dilma e nada de aparecer a proposta. Especula-se que antes da formula&ccedil;&atilde;o da proposta ser&atilde;o apresentadas perguntas &agrave; sociedade. A verdade &eacute; que, apesar de toda cobran&ccedil;a da sociedade, dos 20 pontos propostos pelo FNDC, o Executivo nada fez. O que est&aacute; esperando o governo? Que for&ccedil;as impedem a apresenta&ccedil;&atilde;o da proposta?<\/p>\n<p>E o Plano Nacional de Banda Larga? Quase nada do que foi escrito na apresenta&ccedil;&atilde;o do Plano, em maio de 2010, saiu realmente do papel. O governo seguiu o caminho de excluir a sociedade acabando com o F&oacute;rum Brasil Conectado.<\/p>\n<p>Na semana passada, o SindTelebrasil, que re&uacute;ne as operadoras de telecom, divulgou dados espetaculares. A banda larga fixa teria crescido 20,6% e a m&oacute;vel 99%. Ter&iacute;amos, ent&atilde;o, 16,7 milh&otilde;es de resid&ecirc;ncias com banda larga fixa e 41,1 milh&otilde;es de usu&aacute;rios m&oacute;veis.<\/p>\n<p>Algu&eacute;m acredita que a banda larga m&oacute;vel, por exemplo, tenha realmente tal desempenho se as operadoras computam como acessando a banda larga m&oacute;vel aparelhos que t&ecirc;m a facilidade mas o usu&aacute;rio efetivamente n&atilde;o utiliza a internet? Quem fiscaliza a veracidade desses n&uacute;meros? Legalmente, a Anatel. Mas quando a Ag&ecirc;ncia fiscalizar&aacute; realmente as operadoras?<\/p>\n<p>Poder&iacute;amos citar ainda muitos exemplos da falta de novidade: as empresas n&atilde;o querem que as metas de qualidade da banda larga sejam efetivadas; as Organiza&ccedil;&otilde;es Globo contra qualquer regulamenta&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es &ndash; a empresa, ali&aacute;s, ganhou um round junto &agrave; Ancine. Pleiteou e ser&aacute; considerada uma programadora independente.<\/p>\n<p>A lista &eacute; longa.<\/p>\n<p>A discuss&atilde;o sobre governo eletr&ocirc;nico e conte&uacute;do inexiste. Pesquisa e Desenvolvimento, Pol&iacute;tica Industrial continuam sem uma proposta articulada. A proposta de edital, produzida pela Anatel, de leil&atilde;o das frequ&ecirc;ncias de 450 Mhz e 2,5Ghz, cont&eacute;m, &eacute; verdade, percentuais de compras de equipamentos pelas prestadoras de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Mas &eacute; muito pouco para ser chamada de uma pol&iacute;tica industrial. At&eacute; porque a proposta deve vir do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es para ser discutida com a sociedade.<\/p>\n<p>O Minist&eacute;rio fala no Regime Especial de Tributa&ccedil;&atilde;o para o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A proposta prev&ecirc; desonera&ccedil;&atilde;o do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), da contribui&ccedil;&atilde;o para o Programa de Integra&ccedil;&atilde;o Social (PIS) e da Contribui&ccedil;&atilde;o para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o investimento das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es em infraestrutura de redes. Ocorre que n&atilde;o &eacute; colocada nenhuma contrapartida para ser assumida pelas empresas. Se o governo abre m&atilde;o de tributos, deveria exigir das operadoras a universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>E, para n&atilde;o esquecer, insistimos: qualquer discuss&atilde;o sobre banda larga ser&aacute; pequena se o servi&ccedil;o n&atilde;o for prestado em regime p&uacute;blico. Esta &eacute; a discuss&atilde;o essencial.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">E, para n&atilde;o esquecer, insistimos: qualquer  discuss&atilde;o sobre banda larga ser&aacute; pequena se o servi&ccedil;o n&atilde;o for prestado  em regime p&uacute;blico. 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