{"id":26529,"date":"2012-01-18T18:34:09","date_gmt":"2012-01-18T18:34:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26529"},"modified":"2012-01-18T18:34:09","modified_gmt":"2012-01-18T18:34:09","slug":"governo-muda-regras-para-radio-e-tv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26529","title":{"rendered":"Governo muda regras para r\u00e1dio e TV"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Foi publicado no Di&aacute;rio Oficial nesta ter&ccedil;a-feira (17) o decreto assinado pela presidente Dilma alterando algumas regras para a concess&atilde;o de novas emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o. Apesar de positiva, a iniciativa interfere em pontos superficiais do tema, permanecendo as discrep&acirc;ncias que acontecem nas concess&otilde;es do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>As mudan&ccedil;as mais significativas dizem respeito a crit&eacute;rios t&eacute;cnicos, notadamente econ&ocirc;micos. Daqui pra frente, os interessados em obter uma concess&atilde;o t&ecirc;m que comprovar capacidade t&eacute;cnica e financeira de manter a emissora no ato da inscri&ccedil;&atilde;o no processo licitat&oacute;rio. <\/p>\n<p>Ser&atilde;o obrigados a enviar dois pareceres independentes que comprovem a capacidade econ&ocirc;mica da empresa para executar o servi&ccedil;o. Tamb&eacute;m ser&aacute; obrigat&oacute;ria a comprova&ccedil;&atilde;o de origem dos investimentos e a apresenta&ccedil;&atilde;o de balan&ccedil;o patrimonial e cont&aacute;bil.<\/p>\n<p>Outra mudan&ccedil;a trazida no decreto se refere &agrave; responsabilidade governamental pela concess&atilde;o. Agora, as outorgas de r&aacute;dio passar&atilde;o a ser assinadas pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. J&aacute; as concess&otilde;es de TV continuar&atilde;o passando pela Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p><strong>Conte&uacute;do regional<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista do conte&uacute;do de exibi&ccedil;&atilde;o, exigido para os novos concession&aacute;rios, o decreto inclui o seguinte texto: &ldquo;tempo destinado a programas culturais, art&iacute;sticos, educativos e jornal&iacute;sticos a serem produzidos no munic&iacute;pio de outorga&rdquo;. Com essa reda&ccedil;&atilde;o, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es pretende estimular a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do regional. <\/p>\n<p>Para o professor Venicio de Lima, professor aposentado de Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Comunica&ccedil;&atilde;o da UnB e especialista no assunto, o decreto &eacute; uma resposta do governo a den&uacute;ncias apresentadas no ano passado, inicialmente por uma reportagem da jornalista Elvira Lobato, na Folha de S&atilde;o Paulo. A mat&eacute;ria mostrava que v&aacute;rios operadores de concess&otilde;es n&atilde;o eram os verdadeiros vencedores do processo licitat&oacute;rio. <\/p>\n<p>Venicio considera as mudan&ccedil;as positivas, mas alerta que elas n&atilde;o alteram as distor&ccedil;&otilde;es encontradas nas concess&otilde;es do &aacute;udio-visual brasileiro. &ldquo;O processo para as concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV no Brasil &eacute; assim&eacute;trico a qualquer outro servi&ccedil;o&rdquo;. Isso se deve, segundo Venicio, &agrave; press&atilde;o exercida pelos empres&aacute;rios da comunica&ccedil;&atilde;o no processo constituinte. <\/p>\n<p>&ldquo;Qualquer mudan&ccedil;a mais profunda ter&aacute; que ser feira por uma emenda constitucional, as altera&ccedil;&otilde;es do decreto n&atilde;o tem for&ccedil;a para mexer na estrutura do processo&rdquo;, lembra. Outro agravante apontado pelo professor &eacute; quanto ao processo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o adianta estipular crit&eacute;rios de concess&atilde;o se n&atilde;o houver condi&ccedil;&otilde;es de fiscaliza&ccedil;&atilde;o por parte do Estado para saber se as regras est&atilde;o sendo cumpridas. Em uma audi&ecirc;ncia sobre o tema no Senado, ocorrida no ano passado, ficou n&iacute;tido que tanto a Anatel quanto o minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de exercer a fiscaliza&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria nas outorgas concedidas&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>Opini&atilde;o do Bar&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>No mesmo rumo da opini&atilde;o de Venicio, o Centro de Estudos da M&iacute;dia Alternativa Bar&atilde;o de Itarar&eacute; tamb&eacute;m considerou positivo o decreto publicado. Para Renata Mielli, secret&aacute;ria geral da entidade, &ldquo;os termos do decreto s&atilde;o positivos na medida em que n&atilde;o h&aacute; aspectos de retrocesso nos crit&eacute;rios para concess&atilde;o e outorga de r&aacute;dios e televis&atilde;o&rdquo;. <\/p>\n<p>Por&eacute;m, Renata critica o movimento pol&iacute;tico que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es faz ao publicar o decreto. &ldquo;Por que no lugar de abrir o di&aacute;logo com a sociedade em torno do marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es, envolvendo o segmento empresarial e movimentos sociais, num processo mais participativo e democr&aacute;tico, o governo opta por fazer em quatro paredes ajustes que responde &agrave;s den&uacute;ncias de irregularidades e falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o no processo de concess&atilde;o?&rdquo;, pergunta Mielli. <\/p>\n<p>Para ela, o governo insiste em tratar esse tema das concess&otilde;es apenas do ponto de vista t&eacute;cnico, ignorando a dimens&atilde;o pol&iacute;tica e simb&oacute;lica que ele possui.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi publicado no Di&aacute;rio Oficial nesta ter&ccedil;a-feira (17) o decreto assinado pela presidente Dilma alterando algumas regras para a concess&atilde;o de novas emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o. 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