{"id":26523,"date":"2012-01-17T19:36:57","date_gmt":"2012-01-17T19:36:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26523"},"modified":"2012-01-17T19:36:57","modified_gmt":"2012-01-17T19:36:57","slug":"afinal-o-que-quer-a-oi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26523","title":{"rendered":"Afinal, o que quer a Oi?"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Embora a resposta pare&ccedil;a &oacute;bvia, a pergunta &eacute; necess&aacute;ria diante da recente a&ccedil;&atilde;o da operadora, de pedir a anula&ccedil;&atilde;o de diversos artigos dos regulamentos de gest&atilde;o de qualidade da banda larga e da telefonia m&oacute;vel. Estes regulamentos s&atilde;o derivados das Consultas P&uacute;blicas 45 e 46 da Ag&ecirc;ncia, o que significa dizer que antes de ser implementados passaram pelo crivo da sociedade em consulta e audi&ecirc;ncia p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>Na realidade, a pergunta sobre as inten&ccedil;&otilde;es da Oi est&aacute; sendo feita desde 1998, quando houve a privatiza&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es e a Telemar foi arrematada por um cons&oacute;rcio montado para ingl&ecirc;s ver, oferecendo o menor &aacute;gio da &eacute;poca &#8211; apenas um por cento acima do pre&ccedil;o m&iacute;nimo estabelecido pelo edital de licita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Nas primeiras semanas p&oacute;s-privatiza&ccedil;&atilde;o, o cons&oacute;rcio vencedor demitiu milhares de trabalhadores com a desculpa de que os mesmos n&atilde;o tinham o perfil para continuar na nova empresa.<\/p>\n<p>Dez anos depois, em 2008, a Oi comprou a Brasil Telecom. Para que o neg&oacute;cio fosse viabilizado, o governo mudou o PGO (Plano Geral de Outorgas) e exigiu v&aacute;rias contrapartidas da Oi. Uma delas, descrita no item 9.1 do Ato n&ordm; 7.828\/08 da Anatel, define que a Telemar (Oi) &ldquo;dever&aacute; realizar, nos pr&oacute;ximos dez anos, investimentos em P&amp;D em valores anuais correspondentes a, at&eacute;, 100% do total recolhido ao Fundo para o Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico das Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Funttel), respeitado o compromisso m&iacute;nimo de 50% do total, incondicionalmente, ficando os restantes 50% condicionados &agrave; libera&ccedil;&atilde;o proporcional pelo governo.&rdquo;<\/p>\n<p>Algu&eacute;m viu ou tem informa&ccedil;&atilde;o de que a Oi est&aacute; cumprindo as contrapartidas assumidas?<\/p>\n<p>Em agosto de 2010, a Oi e a Portugal Telecom firmaram uma parceria internacional, assim apresentada pelos s&oacute;cios: &ldquo;a alian&ccedil;a ter&aacute; por fim o desenvolvimento de um projeto de telecomunica&ccedil;&otilde;es de proje&ccedil;&atilde;o global que permita a coopera&ccedil;&atilde;o em diversas &aacute;reas buscando, dentre outros, partilhar das melhores pr&aacute;ticas, alcan&ccedil;ar benef&iacute;cios de escala, potencializar iniciativas de pesquisa e desenvolvimento (&#8230;) ampliar a presen&ccedil;a internacional das partes, notadamente na Am&eacute;rica Latina e &Aacute;frica, diversificar os servi&ccedil;os, maximizar sinergias e reduzir custos.&rdquo;<\/p>\n<p>Algum desses objetivos foi alcan&ccedil;ado pela Oi? Aumentou o investimento em pesquisa e desenvolvimento?&nbsp; Aumentou a presen&ccedil;a da Oi na Am&eacute;rica Latina ou na &Aacute;frica? Se houve redu&ccedil;&atilde;o de custos os consumidores foram beneficiados? Houve redu&ccedil;&atilde;o tarif&aacute;ria ou continuamos com uma tarifa absurda na telefonia fixa e pre&ccedil;os exagerados na telefonia m&oacute;vel?<\/p>\n<p>Em 2010\/2011 a Oi, junto com as demais concession&aacute;rias, fez de tudo para retirar do Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU III) as cl&aacute;usulas que tratavam da expans&atilde;o da banda larga. Acabou vitoriosa e assinou um Termo de Compromisso com o governo.<\/p>\n<p>O fato &eacute; que quando da edi&ccedil;&atilde;o do Decreto n&ordm; 7.512, que instituiu o Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU III), as operadoras concordaram com o artigo 2&ordm;: &ldquo;A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es &#8211; Anatel dever&aacute; adotar, at&eacute; 31 de outubro de 2011, as medidas regulat&oacute;rias necess&aacute;rias para estabelecer padr&otilde;es de qualidade para servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es que suportam o acesso &agrave; Internet em banda larga, definindo, entre outros, par&acirc;metros de velocidade efetiva de conex&atilde;o m&iacute;nima e m&eacute;dia, de disponibilidade do servi&ccedil;o, bem como regras de publicidade e transpar&ecirc;ncia que permitam a aferi&ccedil;&atilde;o da qualidade percebida pelos usu&aacute;rios&rdquo;. Mas durante as consultas p&uacute;blicas combateram as metas e, justi&ccedil;a se fa&ccedil;a, s&oacute; n&atilde;o foram mais numa vez vitoriosas porque a Anatel se manteve firme e aprovou o regulamento.<\/p>\n<p>Agora a Oi, sempre ela, volta &agrave; carga contra os regulamentos afirmando que n&atilde;o h&aacute; refer&ecirc;ncia internacional nesse sentido. N&atilde;o &eacute; verdade.<\/p>\n<p>V&aacute;rios pa&iacute;ses europeus v&ecirc;m adotando indicadores para Banda Larga, submetidos &agrave; an&aacute;lise da sociedade via consultas p&uacute;blicas. &Eacute; o caso da Irlanda em seus documentos &ldquo;Consultation on the Introduction of Key Parameters Indicators&rdquo;, emitidos pelo Comission for Communications Regulation desde setembro de 2010. It&aacute;lia, Fran&ccedil;a, Alemanha, Noruega, Dinamarca, Est&ocirc;nia, j&aacute; implementaram ou est&atilde;o em fase de elabora&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros de qualidade a serem disponibilizados e acompanhados pelos usu&aacute;rios.<\/p>\n<p>N&oacute;s, do Instituto Telecom, apoiamos os regulamentos de qualidade para banda larga e telefonia m&oacute;vel. Est&aacute; mais do que provado que a regula&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para que o consumidor n&atilde;o seja lesado e receba aquilo que foi contratado.<\/p>\n<p>Sobre o comportamento da Oi, fica uma constata&ccedil;&atilde;o. O seu hist&oacute;rico demonstra que o caminho trilhado pela operadora &eacute; sempre contr&aacute;rio aos interesses da sociedade. E, sendo assim, &eacute; o caso do usu&aacute;rio dizer: Oi e&nbsp; tchau.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Sobre o comportamento da Oi, fica uma constata&ccedil;&atilde;o. 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