{"id":26517,"date":"2012-01-16T17:44:32","date_gmt":"2012-01-16T17:44:32","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26517"},"modified":"2012-01-16T17:44:32","modified_gmt":"2012-01-16T17:44:32","slug":"a-internet-vai-para-o-buraco-quando-ameacar-o-establishment","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26517","title":{"rendered":"\u201cA internet vai para o buraco quando amea\u00e7ar o establishment\u201d"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">Quadro influente na revolu&ccedil;&atilde;o bolivariana encabe&ccedil;ada por Hugo Ch&aacute;vez, o venezuelano Jesse Chac&oacute;n era o ministro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s na &eacute;poca em que a empresa RCTV n&atilde;o teve sua concess&atilde;o p&uacute;blica renovada, em 2007, causando histeria da m&iacute;dia corporativa mundo afora. Em entrevista ao Brasil de Fato, Chac&oacute;n resgata este epis&oacute;dio e debate os avan&ccedil;os e a agenda a cumprir-se no continente para a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Brasil de Fato &#8211; Em que se baseou a decis&atilde;o de voc&ecirc;s no caso RCTV?<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Jesse Chac&oacute;n <\/strong>&#8211; Nesse momento venciam tr&ecirc;s concess&otilde;es, de 25 anos cada. Em 1998 se aprovou a nova Constitui&ccedil;&atilde;o da Venezuela que estabelecia taxativamente que o Estado deveria criar um canal de servi&ccedil;o p&uacute;blico. Como venciam as concess&otilde;es, era mais importante para o Estado criar este canal do que renovar o canal privado. Al&eacute;m disso, o Estado n&atilde;o &eacute; obrigado a renovar, &eacute; uma decis&atilde;o do Estado, que precisa ser fundamentada, mas pela Constitui&ccedil;&atilde;o a renova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; autom&aacute;tica, n&atilde;o sei se aqui &eacute; assim.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Pela Constitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o, mas na pr&aacute;tica sim, &eacute; autom&aacute;tica&#8230;<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">Bom&#8230; Se o espectro eletromagn&eacute;tico &eacute; um recurso limitado, voc&ecirc; n&atilde;o pode ter infinitos canais. Se algu&eacute;m explorou um canal de TV 25 anos, por que n&atilde;o dar a oportunidade a outro se o espectro &eacute; um bem de dom&iacute;nio p&uacute;blico? Se o espectro &eacute; p&uacute;blico e limitado tem que haver um sistema que permita que um maior n&uacute;mero de elementos da sociedade desfrute desse recurso. Com a Constitui&ccedil;&atilde;o nos dizendo que dever&iacute;amos criar um canal de servi&ccedil;o p&uacute;blico, que por ser dessa natureza d&aacute; maior entrada de atores do que o canal privado, n&atilde;o renovamos o privado.Buscamos a melhor solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica para dizer qual n&atilde;o seria renovado. A Televen &eacute; um canal UHF, RCTV e Venevisi&oacute;n eram VHF. Em mat&eacute;ria de propaga&ccedil;&atilde;o, o VHF &eacute; uma melhor freq&uuml;&ecirc;ncia. Com isso se descartou a Televen. Entre a RCTV, que operava no canal 2, e a Venevisi&oacute;n, no canal 4, optamos pelo canal 2, pois &eacute; uma freq&uuml;&ecirc;ncia melhor do que o canal 4. Assim, renovamos a concess&atilde;o de Venevisi&oacute;n e Televen, n&atilde;o renovamos a RCTV e criamos o canal p&uacute;blico. Juridicamente &eacute; impec&aacute;vel a decis&atilde;o. O dono do espectro &eacute; a RCTV ou os venezuelanos? Se isso fosse um canal a cabo, eles poderiam seguir explorando, mas se estamos falando do espectro, temos que pensar uma maneira democratiz&aacute;-lo.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Esse canal p&uacute;blico j&aacute; est&aacute; no ar?<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">Sim, se chama TVes [Televis&atilde;o Venezuelana Social].<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Quando se trata da renova&ccedil;&atilde;o de uma concess&atilde;o p&uacute;blica, em qualquer setor, o Estado ou a sociedade, em tese, deveriam avaliar o servi&ccedil;o prestado durante o &uacute;ltimo per&iacute;odo de concess&atilde;o para, ent&atilde;o, decidirem sobre a renova&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o. No caso da RCTV, n&atilde;o houve avalia&ccedil;&atilde;o deste tipo?<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">Nesse caso n&atilde;o foi necess&aacute;rio, mas nas pr&oacute;ximas concess&otilde;es a vencer o Estado ter&aacute; que valorar se durante o tempo desta concess&atilde;o se cumpriu o uso que de alguma maneira se defi niu para ele. V&atilde;o existir pessoas querendo ter sua televis&atilde;o e dizendo&ldquo;por que eles que j&aacute; a exploraram por 25 anos e ganharam milh&otilde;es seguem com o direito de explorar e eu n&atilde;o?&rdquo; H&aacute; que se saber sob que condi&ccedil;&otilde;es se renova. Em alguns pa&iacute;ses as leiloam, ent&atilde;o ganha quem tem mais poder. A quest&atilde;o &eacute; quem d&aacute; e quem tira o direito. Quanto tempo tem a Globo coma concess&atilde;o no Brasil? N&atilde;o h&aacute; outra fam&iacute;lia que pode herdar isso? Se o espectro fosse um bem ilimitado, poder&iacute;amos dar a todos, mas como n&atilde;o &eacute;, onde est&aacute; a democracia? A democracia deveria dar liberdade de acesso a todos os grupos. N&oacute;s fizemos uma proposta, que est&aacute; em pronta discuss&atilde;o na Venezuela, de se separar o meio da mensagem. Onde n&atilde;o se entrega o meio a um concession&aacute;rio espec&iacute;fico. Cria-se uma redistribui&ccedil;&atilde;o e se entrega o espa&ccedil;o em todos os meios, ent&atilde;o, algu&eacute;m ficaria com o canal 2 entre &agrave;s 14 e 16 horas da tarde, outro entre &agrave;s 16 e 18 horas, um terceiro entre &agrave;s 18 e 20 horas. Atrav&eacute;s de cada um teremos diferentes vis&otilde;es da sociedade e n&atilde;o a vis&atilde;o que tem o dono do canal. Entretanto,a briga n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. Mas, como querer uma sociedade plural se n&atilde;o h&aacute; pluralidade no que se comunica?<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Com a ascens&atilde;o de governos de esquerda na Am&eacute;rica Latina a pauta da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ou?<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">A luta pela hegemonia &eacute; uma luta permanente. Se a sociedade n&atilde;o se dota de um elemento plural de difus&atilde;o, quem tem o controle das transmiss&otilde;es de valores e s&iacute;mbolos imp&otilde;e o modelo cultural dessa sociedade. Eu acho que a sociedade latino-americana est&aacute; passando por um reencontro com o p&uacute;blico, em mat&eacute;ria de comunica&ccedil;&atilde;o. A Europa nasceu com um conceito p&uacute;blico dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, a Am&eacute;rica do Norte nasce com um conceito privado, que depois foi imposto &agrave; Am&eacute;rica Latina e nos causou muitos danos. Acho que temos que redefinir isto. Toda sociedade se constr&oacute;i com um mecanismo onde voc&ecirc; tem um contrato social, uma Constitui&ccedil;&atilde;o, e cidad&atilde;os que compartilham desse contrato. Para que eles compartilhem tem que ter um esquema de valores e um esquema de desejabilidade dentro dos marcos dessa Constitui&ccedil;&atilde;o. O &uacute;nico elemento que pode difundir esses valores assim definidos, porque o elege o povo e o tira o povo, &eacute; o p&uacute;blico. Se faz necess&aacute;rio uma discuss&atilde;o entre o que significa um meio p&uacute;blico realmente, no sentido de que &eacute; aberto a todos e &eacute; transparente em termos de gest&atilde;o p&uacute;blica. Em segundo lugar, j&aacute; nessa entrada do s&eacute;culo 21, a sociedade se dotou de uma capacidade para divulga&ccedil;&atilde;o muito maior. &Eacute; preciso analisar a necessidade de facilitar o surgimento da comunidade como elemento gerador de mensagens, n&atilde;o como consumidor. Isso nos levaria a um novo esquema comunicacional onde deveriam conviver p&uacute;blico, privado e a comunidade organizada. Na Venezuela avan&ccedil;amos nesse caminho, temos essa estrutura, com seus erros e acertos. Temos uma figura de r&aacute;dio e televis&atilde;o que se chama comunit&aacute;ria, que &eacute; distinta do alternativo. Alternativo n&oacute;s entendemos como o jornal de voc&ecirc;s, porque &eacute; um grupo de pessoas que est&atilde;o interessados no tema comunicacional, sem fins lucrativos. O comunit&aacute;rio &eacute; o ve&iacute;culo da comunidade. Na Venezuela um distrito pode se organizar e solicitar sua pr&oacute;pria r&aacute;dio ou televis&atilde;o, criar sua funda&ccedil;&atilde;o e a cada dois anos, em assembleia, reelegem quem vai ser o respons&aacute;vel. Esse modelo teve muita entrada. Em alguns lados teve um &ecirc;xito gigantesco, em outros n&atilde;o, porque todo processo de socializa&ccedil;&atilde;o depende muito da maturidade da comunidade para entender que ela &eacute; a dona, n&atilde;o os que montaram o ve&iacute;culo.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Qual seria a agenda da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o por cumprir na Am&eacute;rica Latina?<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">Necessitamos fazer uma an&aacute;lise sobre como se constituem as comunica&ccedil;&otilde;es aqui e se esse &eacute; o sistema que necessitamos. Um sistema que n&atilde;o permita a apropria&ccedil;&atilde;o da comunidade da comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vai facilitar o crescimento de uma sociedade plural. Em primeiro lugar, deve haver a possibilidade de que o privado, o p&uacute;blico e o comunit&aacute;rio dividam esse espa&ccedil;o. Segundo: tem que haver um sistema que fa&ccedil;a com que as mensagens sejam plurais, por isso temos que fracionar.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>E a universaliza&ccedil;&atilde;o da internet?<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">&Eacute; muito importante. Agora, precisamos ter infraestrutura. Hoje, toda a rede de telecomunica&ccedil;&otilde;es est&aacute; globalizada e foi privatizada. O que se cr&ecirc; descentralizado &eacute;, na verdade, muito centralizado. E sobre isso se foram criando redes sociais. Creio que temos que voltar ao conceito de Estado-na&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, a Venezuela maneja sua pr&oacute;pria rede de telecomunica&ccedil;&otilde;es, seu sat&eacute;lite e agora est&aacute; construindo o seu NAP [Node Access Point], o ponto onde se produz o interc&acirc;mbio de tr&aacute;fego de todos os operadores de internet. Hoje, todos eles est&atilde;o em Miami e tudo que surgiu na rede est&aacute; a&iacute; porque o poder que centraliza isso ainda n&atilde;o se sente amea&ccedil;ado. Mas, j&aacute; come&ccedil;aram os problemas. Na Inglaterra, todo o movimento que se agrupou contra a privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o foi retirado do Facebook quando viram que estavam se aglutinando. No Egito, quando come&ccedil;aram as manifesta&ccedil;&otilde;es, apagaram a rede completa &agrave; toda sociedade. Ent&atilde;o, a pergunta &eacute;: &eacute; real este crescimento das redes sociais na internet, a ponto dela ser um espa&ccedil;o de disputa do poder? Ou &eacute; uma ilus&atilde;o que terminar&aacute; no momento em que o poder sinta que a rede atenta contra ele? H&aacute; pouco tempo, a secret&aacute;ria de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que internet &eacute; um desafio para seu pa&iacute;s e que deve haver um equil&iacute;brio entre seguran&ccedil;a e liberdade. Palavras mais, palavras menos, o que ela disse &eacute; que na internet, no contexto das redes sociais, existem dois tipos de pessoas: aqueles que a usam em benef&iacute;cio da sociedade e os &ldquo;terroristas&rdquo; que a utilizam contra a paz. E todos aqueles que ela determine como terroristas v&atilde;o para o buraco. Isso signifi ca que a internet vai para o buraco quando for um perigo para o establishment. Esse &eacute; um dos grandes desafios da sociedade no s&eacute;culo 21.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Isso desmonta a tese dos que acham que as redes sociais fazem revolu&ccedil;&otilde;es.<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">De fato, elas tem potencial, funcionou nos pa&iacute;ses &aacute;rabes. A pergunta &eacute; o que vai acontecer quando isso aconte&ccedil;a na Inglaterra, EUA, Fran&ccedil;a. Quem tem a &ldquo;tomada&rdquo; na m&atilde;o vai plug&aacute;-la ou desconect&aacute;-la? A&iacute; est&aacute; o desafio. A internet segue sendo um espa&ccedil;o interessante, o que n&atilde;o podemos &eacute; ser inocentes em pensar que ela por si s&oacute; vai permitir todo o surgimento de um movimento antissistema gigantesco. Hoje ela se desenvolveu porque h&aacute; sistema, ainda n&atilde;o lhe significa um risco.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>A Am&eacute;rica Latina tem as possibilidades econ&ocirc;micas para ter o poder da&ldquo;tomada&rdquo;?<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">O mais dif&iacute;cil &eacute; a parte f&iacute;sica, que j&aacute; est&aacute; enterrada aqui. O grande problema &eacute; que os processos de privatiza&ccedil;&atilde;o levaram para as m&atilde;os das transnacionais grande parte destas redes. Seria interessante, por exemplo, que o tr&aacute;fego de informa&ccedil;&otilde;es que vai da Venezuela ao Brasil, ao inv&eacute;s de subir ao NAP de Miami, ficasse entre os nossos NAPs. Sairia para o norte somente o tr&aacute;fego de informa&ccedil;&otilde;es com o norte. Isso &eacute; muito simples de fazer, aqui j&aacute; se fez coisas muito maiores.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Por que n&atilde;o se faz?<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">Mais por vontade pol&iacute;tica do qualquer outra coisa. O problema &eacute; que as telecomunica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&atilde;o em m&atilde;os de empresas p&uacute;blicas ou privadas que sejam dos pa&iacute;ses e que tenham a vis&atilde;o dos pa&iacute;ses, mas s&atilde;o grandes transnacionais. O interesse deles &eacute; global, n&atilde;o &eacute; um neg&oacute;cio daqui. A&iacute; passar&iacute;amos pelo tema do qu&atilde;o importante &eacute; termos essa estrutura hoje, de forma que se nos desligam l&aacute; em cima, seguimos conectados aqui embaixo. Do ponto de vista t&eacute;cnico, isso n&atilde;o &eacute; nada complexo. Do ponto de vista de custo, pode-se manter tamb&eacute;m.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><em><strong>Quem &eacute;<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Jesse Chac&oacute;n, 46, graduado em Engenharia de Sistemas pelo Instituto Polit&eacute;cnico da For&ccedil;a Armada Nacional da Venezuela e p&oacute;s-graduado em Telem&aacute;tica na Fran&ccedil;a. Atualmente &eacute; diretor da funda&ccedil;&atilde;o Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o Social S&eacute;culo XXI (GISXXI). Muito influente no governo Hugo Ch&aacute;vez, dirigiu os minist&eacute;rios do Interior, de Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o, de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ind&uacute;strias Intermedi&aacute;rias. Tamb&eacute;m esteve &agrave; frente do despacho da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e da Comiss&atilde;o Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Conatel).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-ministro das comunica&ccedil;&otilde;es da Venezuela analisa a pauta da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica Latina e as pol&ecirc;micas sobre as concess&otilde;es em seu pa&iacute;s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1629],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26517"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26517"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26517\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}