{"id":26485,"date":"2012-01-05T19:14:02","date_gmt":"2012-01-05T19:14:02","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26485"},"modified":"2012-01-05T19:14:02","modified_gmt":"2012-01-05T19:14:02","slug":"a-reversibilidade-se-tornou-um-problema-para-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26485","title":{"rendered":"&#8220;A reversibilidade se tornou um problema para o Estado&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\"><em>[T&iacute;tulo original: Anatel quer resolver este ano o que &eacute; bem revers&iacute;vel]<\/em><\/p>\n<p>A agenda do novo presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), Jo&atilde;o Batista de Rezende, vai passar por temas espinhosos, como a quest&atilde;o dos bens revers&iacute;veis das concess&otilde;es de telefonia, um assunto do qual o governo tem se esquivado, mas que passou a exigir a&ccedil;&otilde;es concretas, sob risco de se transformar em verdadeira bomba-rel&oacute;gio para o setor no futuro.<\/p>\n<p>Rezende, que foi chefe de gabinete do Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o durante o comando de Paulo Bernardo &#8211; atual ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, que o conhecia do Paran&aacute; -, se diz pronto para entrar no debate.<\/p>\n<p>Os bens revers&iacute;veis s&atilde;o o patrim&ocirc;nio que a Uni&atilde;o passou para as m&atilde;os das operadoras de telefonia em 1998, quando privatizou o setor. O que foi concedido, na ocasi&atilde;o, s&atilde;o os servi&ccedil;os de voz por telefonia fixa. Ocorre que, com a queda constante desse servi&ccedil;o frente ao avan&ccedil;o do celular e da comunica&ccedil;&atilde;o via internet, teme-se que em 2025, quando vencem as concess&otilde;es, n&atilde;o haja muito o que devolver para a Uni&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;Vamos disciplinar, definitivamente, o que &eacute; bem revers&iacute;vel, por meio de um regulamento que est&aacute; em fase de conclus&atilde;o&quot;, diz Rezende, que chegou ao posto referendado pela indica&ccedil;&atilde;o de Bernardo.<\/p>\n<p>Economista, com 48 anos de idade, diz que ser&aacute; preciso fazer uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as no marco regulat&oacute;rio do setor e defende uma atua&ccedil;&atilde;o mais livre das operadoras junto ao consumidor. Para Rezende, que j&aacute; foi membro do conselho de administra&ccedil;&atilde;o da Transpetro e presidente da operadora Sercomtel, no Paran&aacute;, o setor funcionaria melhor se contasse com um Operador Nacional de Rede de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, da mesma forma como acontece no setor el&eacute;trico, que &eacute; monitorado pelo Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS).<\/p>\n<p>Sobre a realiza&ccedil;&atilde;o dos leil&otilde;es de faixas de frequ&ecirc;ncia para este ano, o presidente da Anatel afirma que a oferta da faixa 2,5GHz (quarta gera&ccedil;&atilde;o da telefonia celular, destinada aos grandes centros urbanos), ser&aacute; realizada no mesmo dia em que for feita a venda da faixa de 450 MHz, voltada para o atendimento &agrave; zona rural. &quot;Sabemos que a faixa de 450 MHz &eacute; custosa para quem for investir, mas tudo depende das condi&ccedil;&otilde;es que forem colocadas. Se n&atilde;o aparecer nenhum interessado, ser&aacute; oferecida com o leil&atilde;o do 2,5GHz&quot;, explica.<\/p>\n<p>A pauta de Rezende tamb&eacute;m envolve medidas para destravar o acesso aos servi&ccedil;os de operador m&oacute;vel virtual. No ano passado, a Anatel liberou a cria&ccedil;&atilde;o dessas operadoras virtuais, em que empresas de qualquer &aacute;rea podem contratar a rede das teles para oferecer servi&ccedil;os. Projetava-se uma forte demanda de companhias, como bancos e redes de varejo, mas a verdade &eacute; que at&eacute; agora apenas cinco empresas demonstraram interesse por conta de fatores como a duplicidade de cobran&ccedil;a de impostos entre operadora e empresa, o que aumenta o valor cobrado do consumidor final.<\/p>\n<p>A seguir, os principais trechos da entrevista:<\/p>\n<p><strong>Quando o servi&ccedil;o de banda larga prestado no Brasil deixar&aacute; de ser caro e de baixa qualidade?<\/strong><br \/>Jo&atilde;o Batista de Rezende: A qualidade requer investimentos, que ser&atilde;o feitos. Acredito que os maiores interessados nisso s&atilde;o as operadoras, que est&atilde;o preocupadas em n&atilde;o perder o cliente para o concorrente. N&oacute;s conseguimos aprovar no ano passado o regulamento de qualidade para os servi&ccedil;os de internet. Esse texto estabeleceu a base m&iacute;nima para o servi&ccedil;o que deve ser oferecido. Neste ano ser&aacute; feita uma pesquisa por amostragem em cada Estado. Haver&aacute; uma empresa independente, que ser&aacute; contratada para fazer essa medi&ccedil;&atilde;o de qualidade de servi&ccedil;o nas empresas. Ser&aacute; um trabalho constante, com &iacute;ndices de qualidade divulgados mensalmente. Daqui a seis meses, teremos um ranking das melhores prestadoras de servi&ccedil;os de banda larga. A Anatel vai supervisionar tudo isso de perto e, no fim de 2012, dar&aacute; in&iacute;cio aos processos de multa. Vamos passar por uma etapa de amadurecimento do setor como um todo.<\/p>\n<p><strong>No ano passado, a Anatel liberou a cria&ccedil;&atilde;o de operadoras virtuais, para que empresas de qualquer &aacute;rea possam contratar a rede das teles para oferecer servi&ccedil;os. Havia grande expectativa sobre esse servi&ccedil;o. Por que ele n&atilde;o foi para frente?<\/strong><br \/>Temos hoje cinco empresas com pedidos de operador de rede virtual m&oacute;vel j&aacute; aprovados pelo conselho. Ser&aacute; um crescimento paulatino. A falta de interesse at&eacute; agora &eacute; resultado, basicamente, do imbr&oacute;glio tribut&aacute;rio que envolve a oferta do servi&ccedil;o. Hoje h&aacute; duas formas de ser operador virtual: o aluguel da infraestrutura da tele ou o contrato para compra de minutos. No primeiro caso, o servi&ccedil;o exige um certo conhecimento t&eacute;cnico do operador virtual, j&aacute; que ele assume a gest&atilde;o daquele servi&ccedil;o, um conhecimento que muitas empresas n&atilde;o t&ecirc;m. No caso dos minutos, o acesso ao servi&ccedil;o &eacute; direto, mas h&aacute; o problema de dupla tributa&ccedil;&atilde;o. A tele e a operadora virtual t&ecirc;m que pagar ICMS, PIS e Cofins, o que encarece o servi&ccedil;o para o consumidor. Esse assunto est&aacute; em an&aacute;lise pelo Confaz [Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Fazend&aacute;ria]. Vamos encontrar uma sa&iacute;da para essa quest&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>O pre&ccedil;o dos servi&ccedil;os de telefonia deve cair?<\/strong><br \/>A tend&ecirc;ncia &eacute; de queda. Veja que conseguimos aprovar novos crit&eacute;rios para baixar o valor da tarifa de liga&ccedil;&otilde;es feitas de telefone fixo para o celular. Esse tipo de liga&ccedil;&atilde;o tinha um custo muito alto. At&eacute; 2013, vamos reduzir o custo do minuto dessas liga&ccedil;&otilde;es para R$ 0,31, o que significa uma queda real de 25% para o consumidor. Hoje, esse custo &eacute; de R$ 0,41. Essa redu&ccedil;&atilde;o, que ser&aacute; gradual, representa um impacto de R$ 5 bilh&otilde;es por ano na receita das operadoras, mas eu acredito que esse valor n&atilde;o ser&aacute; perdido pelo setor. A tend&ecirc;ncia &eacute; que o consumidor contrate outros pacotes de servi&ccedil;os e que haja uma compensa&ccedil;&atilde;o. Esse dinheiro n&atilde;o vai sair do mercado das teles.<\/p>\n<p><strong>O que deve ser feito para aumentar a competi&ccedil;&atilde;o entre as operadoras?<\/strong><br \/>N&oacute;s estamos razoavelmente bem consolidados com a oferta de servi&ccedil;os no varejo, embora precise aumentar ainda mais. Nosso problema hoje &eacute; o atacado, que trata da quest&atilde;o do compartilhamento de infraestrutura. Esse assunto &eacute; vital para o pa&iacute;s, por isso o governo est&aacute; elaborando uma medida provis&oacute;ria, que deve sair neste ano, para obrigar o compartilhamento de estruturas como dutos, postes e canaletas. Vamos garantir o direito de passagem. Haver&aacute; obrigatoriedade de compartilhamento dessas estruturas.<\/p>\n<p><strong>Hoje n&atilde;o h&aacute; regra para esse compartilhamento?<\/strong><br \/>H&aacute; dificuldades. Se a empresa que det&eacute;m a infraestrutura n&atilde;o quiser abrir espa&ccedil;o, ela n&atilde;o abre. Nossa ideia &eacute; que toda obra que envolva recurso p&uacute;blico seja aberta. Isso envolve empresas de energia e rodovias, por exemplo. Quem j&aacute; estiver na estrutura ser&aacute; obrigado a negociar. Atualmente, essa negocia&ccedil;&atilde;o at&eacute; acontece, mas n&atilde;o h&aacute; regras claras, o que inibe o investidor. Vamos dar mais transpar&ecirc;ncia para o relacionamento entre aqueles que det&ecirc;m a estrutura e aqueles que querem entrar nela.<\/p>\n<p><strong>E como fica o compartilhamento da rede de telecomunica&ccedil;&otilde;es?<\/strong><br \/>Isso faz parte do plano geral de metas de competi&ccedil;&atilde;o, que ser&aacute; regulamentado neste semestre. Al&eacute;m disso, n&oacute;s inclu&iacute;mos neste plano a cria&ccedil;&atilde;o de um tipo de c&acirc;mara setorial, com representantes de cada empresa, para participar dessas discuss&otilde;es. Esse tipo de organiza&ccedil;&atilde;o j&aacute; existe hoje para administrar processos como o da portabilidade num&eacute;rica. As teles financiam essa entidade, que funciona de forma independente da Anatel.<\/p>\n<p><strong>Um tema sens&iacute;vel para a ag&ecirc;ncia &eacute; a quest&atilde;o dos bens revers&iacute;veis das concess&otilde;es de telefonia. Como ele ser&aacute; tratado?<\/strong><br \/>Vamos disciplinar, definitivamente, o que &eacute; bem revers&iacute;vel, por meio de um regulamento que est&aacute; em fase de conclus&atilde;o. N&atilde;o podemos fugir de nossa responsabilidade de dar mais transpar&ecirc;ncia para essa quest&atilde;o, mas acho que h&aacute; um segundo debate importante para fazermos dentro desse assunto.<\/p>\n<p><strong>Qual?<\/strong><br \/>Pessoalmente, acredito que &eacute; preciso repensar o marco regulat&oacute;rio das telecomunica&ccedil;&otilde;es, uma discuss&atilde;o que, obviamente, passa pelo governo e pelo Congresso. Observe que o &uacute;nico servi&ccedil;o p&uacute;blico concedido que existe hoje &eacute; o de voz por telefonia fixa. &Eacute; isso que foi dado &agrave;s operadoras, quando ocorreu a privatiza&ccedil;&atilde;o. Os servi&ccedil;os de banda larga e telefonia m&oacute;vel s&atilde;o autoriza&ccedil;&otilde;es privadas. Acontece que a voz por rede fixa tem sofrido uma forte desvaloriza&ccedil;&atilde;o. E sejamos honestos: o cen&aacute;rio das telecomunica&ccedil;&otilde;es ser&aacute; radicalmente diferente em 2025, quando vencem as concess&otilde;es. Imagine se uma operadora, por exemplo, decidir migrar toda a sua base de clientes de voz em telefonia fixa para trafegar por meio da internet. O que seria repassado ao Estado quando vencer a concess&atilde;o, se o que ele concedeu foram redes de telefonia fixa, e n&atilde;o internet? A reversibilidade se tornou um problema para o Estado.<\/p>\n<p><strong>A internet n&atilde;o poderia ser tratada como um servi&ccedil;o p&uacute;blico?<\/strong><br \/>H&aacute; uma discuss&atilde;o sobre trazer o que &eacute; de regime privado para o p&uacute;blico. H&aacute; pessoas que defendem a ideia de que tudo seja transformado em bem revers&iacute;vel, mas na realidade isso faria o investimento cair, porque o mercado n&atilde;o seria estimulado a colocar dinheiro em algo que teria de entregar depois. Como economista, creio que n&atilde;o &eacute; o melhor caminho. &Eacute; preciso buscar uma alternativa que leve em considera&ccedil;&atilde;o os insumos para a presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Esse &eacute; um debate que precisa ser travado dentro do governo. Essas mudan&ccedil;as no marco regulat&oacute;rio devem incluir uma a&ccedil;&atilde;o mais centralizada na gest&atilde;o das redes.<\/p>\n<p><strong>O que isso significa, exatamente?<\/strong><br \/>Rezende: A Anatel tem que controlar menos o varejo e passar a se voltar mais para o atacado. Incrivelmente, o que est&aacute; acontecendo hoje &eacute; que n&oacute;s estamos voltados para o varejo sem ter uma a&ccedil;&atilde;o centrada nos insumos, que &eacute; a infraestrutura vital das telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Qual seria, ent&atilde;o, esse modelo ideal?<\/strong><br \/>Ainda estamos discutindo. Penso que o futuro das telecomunica&ccedil;&otilde;es passa pela cria&ccedil;&atilde;o de uma entidade que cuide especificamente da gest&atilde;o das grandes redes das operadoras. Essa institui&ccedil;&atilde;o teria um papel parecido com o que o ONS [Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico] tem no setor el&eacute;trico. Seria um tipo de Operador Nacional de Rede de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, que funcionaria paralelamente &agrave; Anatel.<\/p>\n<p><strong>Essa proposta est&aacute; em an&aacute;lise pelo governo?<\/strong><br \/>Por enquanto &eacute; uma defesa minha, que levarei ao ministro [das Comunica&ccedil;&otilde;es] Paulo Bernardo.<\/p>\n<p><strong>Quais as expectativas do sr. para o leil&atilde;o da 4&ordf; gera&ccedil;&atilde;o?<\/strong><br \/>Vamos cumprir integralmente o decreto presidencial, que prev&ecirc; a publica&ccedil;&atilde;o do edital do leil&atilde;o de 2,5 GHz [gigahertz] at&eacute; 30 de abril. Votamos o texto neste m&ecirc;s, depois ele segue para consulta p&uacute;blica.<\/p>\n<p><strong>Quais condi&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o impostas aos vencedores do leil&atilde;o?<\/strong><br \/>Nossa preocupa&ccedil;&atilde;o inicial est&aacute; concentrada em atender bem &agrave;s 12 cidades-sede da Copa. Depois, ser&atilde;o atendidos os demais munic&iacute;pios. Essa faixa de frequ&ecirc;ncia prev&ecirc; aumento de capacidade de tr&aacute;fego de dados, por isso vamos fazer com que as empresas se comprometam a construir redes de grande dist&acirc;ncia [backbone] para ofertar os servi&ccedil;os. Estamos com uma boa expectativa, o mercado brasileiro &eacute; hoje extremamente atrativo e, al&eacute;m disso, o espectro &eacute; um bem limitado. Essa &eacute; uma das &uacute;ltimas faixas dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p><strong>E quanto ao leil&atilde;o da faixa de 450 MHz, que atende &agrave; zona rural?<\/strong><br \/>Vamos fazer a oferta dessa faixa no mesmo dia do leil&atilde;o do 2,5 GHz. Sabemos que a faixa de 450 MHz &eacute; custosa para quem for investir, por conta da baixa densidade de popula&ccedil;&atilde;o em certas regi&otilde;es do pa&iacute;s, mas tudo dependendo das condi&ccedil;&otilde;es que forem colocadas. Pode ser que apare&ccedil;am interessados. Se n&atilde;o aparecer nenhum, ela ser&aacute; oferecida com o leil&atilde;o do 2,5GHz.<\/p>\n<p><strong>Apesar dos problemas previstos de interfer&ecirc;ncia, quando a Anatel vai conseguir licitar a faixa 3,5 GHz? Este ano ainda sai?<\/strong><br \/>Estamos trabalhando para isso, mas n&atilde;o vamos misturar com o 2,5 GHz. Publicaremos o edital um pouquinho depois. O 3,5 GHz &eacute; uma faixa muito maior, que deve ser usada para Wi-fi, basicamente. Quanto &agrave; interfer&ecirc;ncia nas antenas parab&oacute;licas, parece que os problemas j&aacute; est&atilde;o sendo resolvidos entre a ag&ecirc;ncia, o CPQD e o setor de radiodifus&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>O que deve ocorrer este ano no setor de TV a cabo, depois da san&ccedil;&atilde;o em 2011 da lei que unificou o setor de TV por assinatura no pa&iacute;s?<\/strong><br \/>O Congresso Nacional finalmente resolveu a situa&ccedil;&atilde;o e a aprova&ccedil;&atilde;o se deu na dire&ccedil;&atilde;o de tudo aquilo que esper&aacute;vamos. Temos um regulamento aprovado e que ficar&aacute; em consulta p&uacute;blica at&eacute; 5 fevereiro. Achamos que a partir de abril podemos dar as primeiras outorgas de TV a cabo. Agora, n&atilde;o tem limite m&iacute;nimo de cobertura, que era um problema em cidades maiores. Se uma operadora quisesse fazer uma TV a cabo s&oacute; na Rocinha, n&atilde;o iria obter a licen&ccedil;a porque teria que fazer no Rio de Janeiro inteiro. Agora, levamos em considera&ccedil;&atilde;o que a TV a cabo &eacute; um servi&ccedil;o privado, em que o interessado precisa apresentar apenas um projeto t&eacute;cnico m&iacute;nimo e pagar R$ 9 mil. Se ele quiser fazer e quebrar a cara &eacute; uma decis&atilde;o privada. Se entrar no neg&oacute;cio, vai ver que n&atilde;o &eacute; barato fazer uma empresa de TV a cabo. Al&eacute;m disso, ser&aacute; obrigado a fazer o carregamento dos canais e cumprir todas as outras obriga&ccedil;&otilde;es que a lei determina.<\/p>\n<p><strong>Quantas outorgas devem ser concedidas?<\/strong><br \/>Temos 600 pedidos de empresas que estavam esperando uma defini&ccedil;&atilde;o. Agora ela saiu. Acreditamos que, se 20% desses realmente pedir a outorga, ser&aacute; uma vit&oacute;ria importante.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o novo presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) o &oacute;rg&atilde;o precisa dar transpar&ecirc;ncia para o patrim&ocirc;nio p&uacute;blico repassado para as empresas ap&oacute;s a privatiza&ccedil;&atilde;o do setor.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1627],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26485"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26485\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}