{"id":26479,"date":"2012-01-03T19:14:49","date_gmt":"2012-01-03T19:14:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26479"},"modified":"2012-01-03T19:14:49","modified_gmt":"2012-01-03T19:14:49","slug":"projeto-de-lei-e-acao-no-stf-propoem-revogacao-de-artigos-da-lei-do-seac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26479","title":{"rendered":"Projeto de lei e a\u00e7\u00e3o no STF prop\u00f5em revoga\u00e7\u00e3o de artigos da Lei do SeAC"},"content":{"rendered":"<p>Projeto de Lei com objetivo de revogar artigos da nova lei de TV por assinatura (12.485\/11) foi apresentado na C&acirc;mara pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP). A justificativa &eacute; de que as novas regras afetam significativamente o conjunto de canais n&atilde;o comerciais, de natureza p&uacute;blica, tais como os educativos, universit&aacute;rios, culturais, comunit&aacute;rios e legislativos.<\/p>\n<p>Entre os pontos da Lei condenados pelo projeto est&aacute; o dispositivo que pro&iacute;be de forma indiscriminada que esses canais recebam recursos de an&uacute;ncios veiculados na programa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ao restringir essa fonte de receita, a lei compromete severamente e especialmente a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia das TVs comunit&aacute;rias, uma vez que estas n&atilde;o disp&otilde;em de qualquer financiamento p&uacute;blico&rdquo;, afirmou Erundina.<\/p>\n<p><strong>Carregamento<br \/><\/strong><br \/>Outro aspecto que estaria causando preju&iacute;zo aos canais do segmento p&uacute;blico &eacute; a prerrogativa dada &agrave;s operadoras de TV paga de n&atilde;o oferecer os canais p&uacute;blicos em ordem num&eacute;rica sequencial, ou mesmo, de n&atilde;o veicul&aacute;-los, sob a alega&ccedil;&atilde;o da inviabilidade t&eacute;cnica ou econ&ocirc;mica comprovadas. Erundina pede ainda a revoga&ccedil;&atilde;o do dispositivo que gera a possibilidade da concentra&ccedil;&atilde;o da veicula&ccedil;&atilde;o da TV C&acirc;mara e da TV Senado, que atualmente &eacute; realizada por canais diferentes, em um &uacute;nico canal, &ldquo;em claro preju&iacute;zo &agrave; qualidade de programa&ccedil;&atilde;o e ao direito da sociedade em acompanhar os trabalhos parlamentares&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A lei atual est&aacute; claramente permitindo a submiss&atilde;o dos interesses p&uacute;blicos aos interesses privados, em evidente preju&iacute;zo ao conjunto da sociedade&rdquo;, sustenta Erundina.<\/p>\n<p>O projeto ser&aacute; analisado conclusivamente pelas comiss&otilde;es de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong>Inconstitucionalidade<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Tamb&eacute;m j&aacute; est&aacute; no Supremo Tribunal Federal (STF) A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4703) em que a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Canais Comunit&aacute;rios (ABCCom) contesta o artigo 32, par&aacute;grafo 5&ordm;, da Lei 12.845, de setembro deste ano. O dispositivo pro&iacute;be a veicula&ccedil;&atilde;o remunerada de an&uacute;ncios nos intervalos da programa&ccedil;&atilde;o dos canais comunit&aacute;rios, bem como a transmiss&atilde;o de publicidade comercial, ressalvados os casos de patroc&iacute;nio de programas, eventos e projetos, veiculados sob a forma de apoio cultural.<\/p>\n<p>Na ADI, a entidade pede que o STF declare a omiss&atilde;o inconstitucional do Congresso Nacional na regulamenta&ccedil;&atilde;o do artigo 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, que estabelece os princ&iacute;pios a serem obedecidos pelas emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o na sua produ&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Alega&ccedil;&otilde;es<br \/><\/strong><br \/>A ABCCom alega que o dispositivo atacado &ldquo;viola diretamente os artigos 220, par&aacute;grafos 1&ordm; e 2&ordm;, e 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (CF)&rdquo;. O primeiro dispositivo estabelece, em seu caput (cabe&ccedil;a), que &ldquo;a manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, a cria&ccedil;&atilde;o, a express&atilde;o e a informa&ccedil;&atilde;o, sob qualquer forma, processo ou ve&iacute;culo, n&atilde;o sofrer&atilde;o qualquer restri&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>J&aacute; em seus par&aacute;grafos, o mesmo artigo veda a oposi&ccedil;&atilde;o, mesmo que em lei, de qualquer embara&ccedil;o &agrave; plena liberdade de informa&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica em qualquer ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o social. Da mesma forma, veda &quot;toda e qualquer censura de natureza pol&iacute;tica, ideol&oacute;gica e art&iacute;stica&rdquo;.<\/p>\n<p>O ministro Ayres Britto, relator da ADI, aplicou ao caso o artigo 12 da Lei 9.868\/99, que prev&ecirc; a an&aacute;lise do caso diretamente no m&eacute;rito, sem pr&eacute;via an&aacute;lise de pedido de liminar, dada a relev&acirc;ncia da mat&eacute;ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto de Lei com objetivo de revogar artigos da nova lei de TV por assinatura (12.485\/11) foi apresentado na C&acirc;mara pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP). A justificativa &eacute; de que as novas regras afetam significativamente o conjunto de canais n&atilde;o comerciais, de natureza p&uacute;blica, tais como os educativos, universit&aacute;rios, culturais, comunit&aacute;rios e legislativos. 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