{"id":26470,"date":"2011-12-22T17:46:00","date_gmt":"2011-12-22T17:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26470"},"modified":"2011-12-22T17:46:00","modified_gmt":"2011-12-22T17:46:00","slug":"associacao-de-canais-comunitarios-tambem-questiona-constitucionalidade-da-lei-do-seac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26470","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o de Canais Comunit\u00e1rios tamb\u00e9m questiona constitucionalidade da Lei do SeAC"},"content":{"rendered":"<p>Um anova A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) chegou ao Supremo Tribunal Federal contra a Lei 12.485\/2011, conhecida como Lei do Servi&ccedil;o de Acesso Condicionado (SeAC), que criou novas regras para o mercado de TV por assinatura. Dessa vez, a parte insatisfeita &eacute; a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Canais Comunit&aacute;rios (ABCCOM). A a&ccedil;&atilde;o (ADI 4703) foi protocolada no dia 15 de dezembro no dia seguinte j&aacute; teve um despacho do ministro Ayres Britto, publicado nesta quarta, 21.<\/p>\n<p>O ministro disse enxergar &quot;a relev&acirc;ncia da mat&eacute;ria&quot; e &quot;seu especial significado para a ordem social e a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica&quot;, recomendando posicionamento do STF sobre a ADI, em especial sobre o pedido de liminar, para suspender a efic&aacute;cia do par&aacute;grafo 5 do artigo 32 da Lei, que pro&iacute;be a explora&ccedil;&atilde;o comercial dos canais comunit&aacute;rios, salvo em caso de apoio cultural. Ayres Britto adotou para a a&ccedil;&atilde;o &quot;procedimento abreviado&quot; (estabelecido pela Lei n&ordm; 9.868\/99) e pede que o Advogado-Geral da Uni&atilde;o e o Procurador-Geral da Rep&uacute;blica se manifestem em cinco dias &uacute;teis.<\/p>\n<p>A argumenta&ccedil;&atilde;o da ABCCOM come&ccedil;a relembrando os princ&iacute;pios dos artigos 220 e 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o, que tratam, respectivamente, da liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o de pensamento, a cria&ccedil;&atilde;o, a express&atilde;o e a informa&ccedil;&atilde;o e das restri&ccedil;&otilde;es &agrave; censura, e da prefer&ecirc;ncia &agrave;s finalidades educativas, art&iacute;sticas, culturais e informativas pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, bem como o est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente e a regionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cultural, art&iacute;stica e jornal&iacute;stica. A ADI critica a omiss&atilde;o do Congresso Nacional por n&atilde;o ter regulamentado o artigo 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o e afirma que a Lei 12.485, ao restringir a publicidade nos canais, contribui para materializar, &quot;em parte, o oligop&oacute;lio das comunica&ccedil;&otilde;es, retrocedendo e desestabilizando as produ&ccedil;&otilde;es independentes regionais das TVs Comunit&aacute;rias&quot;, segundo a inicial da associa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A inicial diz que &quot;ao impedir qualquer restri&ccedil;&atilde;o &agrave; cria&ccedil;&atilde;o, &agrave; express&atilde;o e &agrave; informa&ccedil;&atilde;o sob qualquer forma ou ve&iacute;culo, (aqui se incluem as formas de patroc&iacute;nio para manuten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica apenas da sobreviv&ecirc;ncia dos canais comunit&aacute;rios, j&aacute; que possuem compromissos a honrar: alugueres, luz, funcion&aacute;rios, encargos sociais, etc), da Lei 12.485\/2011 fere o art. 220, incisos I e II e art. 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o e interfere completamente nas atividades das TVs. Comunit&aacute;rias, que prestam servi&ccedil;o p&uacute;blico, sob condi&ccedil;&otilde;es especiais, essencialmente no &acirc;mbito de suas comunidades, muitas das quais nitidamente carentes, mas de intensa participa&ccedil;&atilde;o no meio em que vivem na busca do bem estar coletivo&quot;.<\/p>\n<p>Para a ABCCOM, a publicidade ou propaganda por via desses canais de transmiss&atilde;o de massa constitui, hoje, o nervo central da atividade econ&ocirc;mica (publicidade comercial) e da a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica (publicidade institucional dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, propaganda eleitoral), e destaca o o fato de que esta mesma restri&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se aplicar &agrave;s TVs educativas.<\/p>\n<p>Assim, a ADI pede ao Supremo que &quot;declare a omiss&atilde;o inconstitucional do Congresso Nacional em legislar sobre as mat&eacute;rias constantes do artigo 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, bem como a suspens&atilde;o liminar da efic&aacute;cia do &sect; 5&ordm;, do art. 32 da Lei n&ordm; 12.485, de 12 de setembro de 2011, dando ci&ecirc;ncia dessa decis&atilde;o &agrave;quele &oacute;rg&atilde;o do Poder Legislativo. Pede ainda a concess&atilde;o da liminar at&eacute; o julgamento da a&ccedil;&atilde;o e antes que a lei venha a ter efeitos pr&aacute;ticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um anova A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) chegou ao Supremo Tribunal Federal contra a Lei 12.485\/2011, conhecida como Lei do Servi&ccedil;o de Acesso Condicionado (SeAC), que criou novas regras para o mercado de TV por assinatura. Dessa vez, a parte insatisfeita &eacute; a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Canais Comunit&aacute;rios (ABCCOM). 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