{"id":26460,"date":"2011-12-21T15:48:39","date_gmt":"2011-12-21T15:48:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26460"},"modified":"2011-12-21T15:48:39","modified_gmt":"2011-12-21T15:48:39","slug":"ipea-avalia-programa-e-sugere-ajustes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26460","title":{"rendered":"Ipea avalia programa e sugere ajustes"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea) lan&ccedil;ou, este m&ecirc;s, o seu terceiro estudo sobre o Programa Cultura Viva: Cultura Viva &ndash; as pr&aacute;ticas de Pontos e Pont&otilde;es. A publica&ccedil;&atilde;o analisa os aspectos positivos e fragilidades do Programa, sob a &oacute;tica dos pontos de cultura, al&eacute;m de expor suas influ&ecirc;ncias nas pol&iacute;ticas culturais brasileiras. O objetivo do trabalho &eacute; produzir uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica e avaliativa a respeito do que foi realizado ao longo dos quase sete anos de exist&ecirc;ncia do programa.<\/p>\n<p>O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, destaca, na apresenta&ccedil;&atilde;o do livro, como aspecto importante da publica&ccedil;&atilde;o a organiza&ccedil;&atilde;o de seu conte&uacute;do, &ldquo;que permite a leitura em dois blocos de abordagens distintas, distribu&iacute;dos em v&aacute;rios cap&iacute;tulos, mas que se complementam: um de vi&eacute;s mais anal&iacute;tico e reflexivo e outro mais descritivo com relatos da realidade vivida durante o trabalho de imers&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo ele, &ldquo;potencializar as diversidades culturais do Brasil vai contra o monop&oacute;lio cultural dos pa&iacute;ses desenvolvidos&rdquo;, destacando que &ldquo;a publica&ccedil;&atilde;o oferece elementos relevantes para o aperfei&ccedil;oamento e para a consolida&ccedil;&atilde;o do programa&rdquo;.<\/p>\n<p>Na an&aacute;lise de Pochmann, o Brasil dos &uacute;ltimos dez anos tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; mais guiado majoritariamente pela Regi&atilde;o Sudeste. &ldquo;Estamos testemunhando um novo regionalismo, com o crescimento das regi&otilde;es Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Cada vez mais temos a necessidade de suprir necessidades imateriais da popula&ccedil;&atilde;o, e nisso, a cultura &eacute; fundamental&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Pol&iacute;tica integradora<\/strong><\/p>\n<p>Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura. &ldquo;&eacute; fundamental que o programa seja fortalecido, mesmo com as limita&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias. A pol&iacute;tica cultural &eacute; a mais integradora que um pa&iacute;s pode ter, e essa an&aacute;lise do Ipea contribui para que tenhamos instrumentos para isso&rdquo;.<\/p>\n<p>H&aacute;, ainda segundo Jandira, grande preocupa&ccedil;&atilde;o por parte dos parlamentares em transformar o programa em uma pol&iacute;tica de Estado, o que significa dar a ele sustentabilidade program&aacute;tica e or&ccedil;ament&aacute;ria, por meio de projeto de lei que j&aacute; tramita na Comiss&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura da C&acirc;mara.<\/p>\n<p>A presidente da comiss&atilde;o parlamentar, deputada F&aacute;tima Bezerra, destaca que a comiss&atilde;o est&aacute; &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Cultura para fortalecer a pol&iacute;tica cultural no pa&iacute;s. &ldquo;O projeto dos pontos e pont&otilde;es &eacute; um dos maiores j&aacute; realizados e vamos retomar a tramita&ccedil;&atilde;o da lei no pr&oacute;ximo ano&rdquo;, comprometeu-se. Para ela, o Ipea &ldquo;mais uma vez d&aacute; contribui&ccedil;&atilde;o importante na discuss&atilde;o do tema&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o e sugest&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O Programa Nacional de Cidadania e Cultura Viva, do Minist&eacute;rio da Cultura (MinC), existe desde 2004, e tem atualmente cerca de 3.500 pontos de cultura com implanta&ccedil;&atilde;o em andamento, em mais de mil munic&iacute;pios em todo o territ&oacute;rio nacional.<\/p>\n<p>Segundo Frederico Barbosa, coordenador de Sa&uacute;de e Cultura da Diretoria de Estudos e Pol&iacute;ticas Sociais (Disoc\/Ipea), o objetivo da avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; construir um mapa para mensurar o impacto da popula&ccedil;&atilde;o em termos financeiro, de inser&ccedil;&atilde;o e reconhecimento. &ldquo;Para isso, usou-se o conceito de circuito cultural: a produ&ccedil;&atilde;o cultural e o caminho que ela percorre at&eacute; a chegada &agrave; pessoa que vai consumir&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>Ele disse ainda que &ldquo;o Estado n&atilde;o tem instrumentos jur&iacute;dicos, leis, reflex&atilde;o de conv&ecirc;nio e tipo de presta&ccedil;&atilde;o de conta, ou os que existem n&atilde;o s&atilde;o adequados para suportar efetivamente as pol&iacute;ticas com o desenho e forma de execu&ccedil;&atilde;o do Programa Cultura Viva&rdquo;, sentenciou.<\/p>\n<p>Segundo Barbosa, h&aacute; tens&otilde;es entre os interesses das comunidades e das associa&ccedil;&otilde;es que executam os pontos de cultura. Mas existem obst&aacute;culos tamb&eacute;m com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cultura popular: regulariza&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os p&uacute;blicos e privados que s&atilde;o apropriados ao longo do tempo. O coordenador acredita que &eacute; preciso fazer com que esses espa&ccedil;os sejam reconhecidos como uso dessas culturas.<\/p>\n<p>Para ele, &eacute; necess&aacute;rio ajustar o programa ao novo formato do novo Plano Plurianual 2012-201 e adequar o programa ao ciclo pol&iacute;tico conduzido pela presidenta Dilma Rousseff, entre outros pontos. O destaque que Barbosa d&aacute; &agrave;s a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias s&atilde;o o redesenho do programa considerando a pol&iacute;tica de continuidade da macrogest&atilde;o, e analisar os marcos regulat&oacute;rios do Estado com a sociedade, desenvolvidos nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea) lan&ccedil;ou, este m&ecirc;s, o seu terceiro estudo sobre o Programa Cultura Viva: Cultura Viva &ndash; as pr&aacute;ticas de Pontos e Pont&otilde;es. A publica&ccedil;&atilde;o analisa os aspectos positivos e fragilidades do Programa, sob a &oacute;tica dos pontos de cultura, al&eacute;m de expor suas influ&ecirc;ncias nas pol&iacute;ticas culturais brasileiras. 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