{"id":26450,"date":"2011-12-16T18:57:27","date_gmt":"2011-12-16T18:57:27","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26450"},"modified":"2011-12-16T18:57:27","modified_gmt":"2011-12-16T18:57:27","slug":"o-capital-da-convergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26450","title":{"rendered":"O capital da converg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Num semin&aacute;rio do F&oacute;rum Nacional para a Democratiza&ccedil;&atilde;o das Comunica&ccedil;&otilde;es (FNDC) que se realizou no Rio de Janeiro em maio passado, l&aacute; pelas tantas, depois de estar bem informada, por explana&ccedil;&otilde;es e discuss&otilde;es, sobre &ldquo;o que &eacute;&rdquo; a chamada &ldquo;converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica&rdquo; ou &ldquo;converg&ecirc;ncia de m&iacute;dia&rdquo;, a arguta e lutadora deputada Luiza Erundina (PSB-SP) indagou: &ldquo;E o capital? Onde entra o capital nisso tudo?&rdquo;. Pois &eacute;&#8230;<\/p>\n<p>A &ldquo;converg&ecirc;ncia&rdquo; costuma nos ser apresentada como uma esp&eacute;cie de panaceia tecnol&oacute;gica que surge entre n&oacute;s assim como um fen&ocirc;meno t&atilde;o natural quanto o morro do P&atilde;o de A&ccedil;&uacute;car no Rio de Janeiro, e, n&atilde;o raro, apesar do significado inequ&iacute;voco da express&atilde;o, parece querer definir um &ldquo;novo setor&rdquo; das comunica&ccedil;&otilde;es: telecomunica&ccedil;&otilde;es, radiodifus&atilde;o&#8230; e &ldquo;converg&ecirc;ncia&rdquo;. No imagin&aacute;rio e, ao cabo, nas pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas, &ldquo;converg&ecirc;ncia&rdquo; ent&atilde;o acaba confundindo-se com &ldquo;banda larga&rdquo; ou &ldquo;internet&rdquo;.<\/p>\n<p>Sabemos que os discursos n&atilde;o s&atilde;o neutros. Sempre expressam interesses de grupos de poder ou contrapoder, estrat&eacute;gias interiores daquilo que Pierre Bourdieu designaria &ldquo;campo simb&oacute;lico&rdquo;: algum segmento social com suas regras end&oacute;genas de disputa ou manuten&ccedil;&atilde;o de poder, seus atores na posi&ccedil;&atilde;o e na oposi&ccedil;&atilde;o, logo seus discursos mutuamente legitimadores.<\/p>\n<p><strong>Produ&ccedil;&atilde;o fracionada<\/strong><\/p>\n<p>O discurso que se constr&oacute;i sobre uma &ldquo;converg&ecirc;ncia&rdquo; paradoxalmente divergente, n&atilde;o escaparia a essas condi&ccedil;&otilde;es humanas, digamos assim. Omitir o &ldquo;capital&rdquo;, consciente ou inconscientemente, visa despolitizar esse debate at&eacute; para, possivelmente, focar a &ldquo;pol&iacute;tica&rdquo; ali onde os atores hegem&ocirc;nicos situam o seu campo preferencial de disputa, seja por for&ccedil;a de suas viv&ecirc;ncias pessoais, profissionais e pol&iacute;ticas, seja, da&iacute;, pelos seus h&aacute;bitos cristalizados de pensar.<\/p>\n<p>Antes de ser explicada tecnologicamente, a converg&ecirc;ncia (agora sem aspas) precisa ser entendida como um movimento de mudan&ccedil;a da l&oacute;gica de acumula&ccedil;&atilde;o do capital, seja em seu conjunto, seja no campo espec&iacute;fico das comunica&ccedil;&otilde;es sociais. Assim como o velho modelo radiodifus&atilde;o\/telecomunica&ccedil;&otilde;es\/imprensa &eacute; um modelo hist&oacute;rico, constru&iacute;do nas condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e culturais das duas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo 20, logo sujeito a supera&ccedil;&atilde;o como qualquer modelo hist&oacute;rico; a converg&ecirc;ncia &eacute; um novo modelo que se veio construindo a partir dos anos 1980, na esteira das grandes transforma&ccedil;&otilde;es kondratieffianas do capital ao longo da mesma d&eacute;cada.<\/p>\n<p>Ela resulta de investimentos do Estado (Estados Unidos, Jap&atilde;o, Eurol&acirc;ndia) e de grandes corpora&ccedil;&otilde;es capitalistas (Sony, Toshiba, Nokia, Phillips, Apple, Microsoft, Intel, IBM etc.), num processo que envolveu muitas disputas e desaven&ccedil;as, ao lado de acordos e alian&ccedil;as, ao longo dos &uacute;ltimos 20 anos. Em geral, esse processo aconteceu nos pa&iacute;ses capitalistas centrais e n&oacute;s, brasileiros, &agrave; esquerda, no centro ou &agrave; direita, ignoramo-lo ol&iacute;mpica e provincianamente.<\/p>\n<p>Essencialmente, nesta nova etapa, o capital iria necessitar de excelentes infraestruturas de comunica&ccedil;&atilde;o capazes de reduzir a nanossegundos as &ldquo;transa&ccedil;&otilde;es&rdquo; financeiras, comerciais, mercadol&oacute;gicas entre qualquer ponto do globo e outro, n&atilde;o importando a dist&acirc;ncia. Da&iacute; as reformas &ldquo;neoliberais&rdquo; que tornaram corpora&ccedil;&otilde;es como AT&amp;T, Telef&oacute;nica, British Telecom, NTT, algumas outras, grandes jogadores globais e detentoras exclusivas das infraestruturas por onde trafegam hoje, no mundo, desde transfer&ecirc;ncias de fundos na casa dos bilh&otilde;es de d&oacute;lares, at&eacute; inocentes &ldquo;torpedos&rdquo; entre casais de namorados.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, para sustentar o processo permanente de produ&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o do consumo, num mercado que n&atilde;o mais se expande horizontalmente, logo precisa estar sendo constantemente &ldquo;renovado&rdquo; (os mesmos consumidores jogando fora coisas &ldquo;fora de moda&rdquo; compradas h&aacute; 6 meses ou 1 ano, para comprar novas coisas), os meios de comunica&ccedil;&atilde;o precisariam ser completamente reestruturados, visando atender a uma nova realidade sociocultural na qual o consumo &ldquo;de massa&rdquo; ia dando lugar ao consumo &ldquo;segmentado&rdquo;.<\/p>\n<p>Em s&iacute;ntese, o padr&atilde;o &ldquo;fordista&rdquo;, um padr&atilde;o tanto econ&ocirc;mico quanto cultural, era substitu&iacute;do por um novo padr&atilde;o, &ldquo;flex&iacute;vel&rdquo;, na defini&ccedil;&atilde;o de David Harvey, onde, a um processo de produ&ccedil;&atilde;o fracionado, segmentado, espacialmente descentralizado, conectado pelas redes mas n&atilde;o pelo cara a cara, corresponderia tamb&eacute;m uma cultura (de consumo) individualizada, atomizada, &ldquo;customizada&rdquo;, microidentit&aacute;ria.<\/p>\n<p><strong>Interesses entrecruzados<\/strong><\/p>\n<p>Desde a d&eacute;cada 1980, nos pa&iacute;ses capitalistas centrais, esse novo padr&atilde;o de consumo cultural come&ccedil;ou a ser atendido por um novo modelo segmentado de televis&atilde;o: a televis&atilde;o por assinatura. E os &ldquo;consumidores&rdquo; em geral, aceitaram muito bem o novo formato j&aacute; que correspondia melhor &agrave;s suas novas &ldquo;expectativas&rdquo;. O fim dos monop&oacute;lios p&uacute;blicos de telecomunica&ccedil;&otilde;es e de radiodifus&atilde;o nos pa&iacute;ses centrais permitiu avan&ccedil;ar os novos servi&ccedil;os e, da&iacute;, a edifica&ccedil;&atilde;o de novos poderosos conglomerados medi&aacute;ticos transnacionais, embora sediados em alguns pouqu&iacute;ssimos pa&iacute;ses, principalmente nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em pouco mais de dez anos (d&eacute;cada 1990), a antiga radiodifus&atilde;o aberta (representada nos EUA, pelas setuagen&aacute;rias redes NBC, CBS e ABC; na Eurol&acirc;ndia, pela BBC e suas similares ditas &ldquo;p&uacute;blicas&rdquo;; no Jap&atilde;o, pela estatal NHK), perderam o monop&oacute;lio das audi&ecirc;ncias que at&eacute; ent&atilde;o detinham, em favor dos novos canais CNN, Fox, Cartoon Network, ESPN etc., etc. Em muitos pa&iacute;ses, Estados Unidos entre eles, a audi&ecirc;ncia da TV aberta j&aacute; n&atilde;o chega a 10% dos lares; em alguns, estatisticamente, caiu a zero. Em todo o mundo, hoje, metade dos lares que t&ecirc;m televis&atilde;o j&aacute; est&atilde;o conectados ao servi&ccedil;o pago, por cabo ou sat&eacute;lite. As fam&iacute;lias preferiram trocar os seis ou sete canais de TV generalista aberta e &ldquo;livre&rdquo;, por centenas de canais segmentados ao gosto do fregu&ecirc;s, mesmo que pagos.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, impulsionada pela America Online (AOL), pela Microsoft (Internet Explorer), pela Intel (chips para microcomputadores), tendo por tr&aacute;s os interesses do Estado estadunidense (ICANN), expandiu-se a internet mundo a fora, impulsionando novas pr&aacute;ticas socioculturais de produ&ccedil;&atilde;o ou acesso a conte&uacute;dos audiovisuais, paralelamente ao desenvolvimento de novos &ldquo;modelos de neg&oacute;cios&rdquo; adaptados a essas pr&aacute;ticas (Google, iPod-iTunes da Apple, Face-book etc.). Sobretudo as novas gera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o cada vez mais estimuladas, ou midiaticamente educadas, a se constitu&iacute;rem em audi&ecirc;ncias completamente adaptadas e inseridas nos &ldquo;jardins murados&rdquo; que se v&atilde;o consolidando no controle da internet.<\/p>\n<p>Este amplo universo de produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do audiovisual &eacute; controlado, globalmente, por 10 ou 15 grandes corpora&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas, a maioria e as maiores delas centralizadas e sediadas nos Estados Unidos. Na impossibilidade de, num pequeno artigo, apresentarmos todas elas, descrevamos apenas uma: a Time-Warner, cuja sede fica em Nova York.<\/p>\n<p>A corpora&ccedil;&atilde;o controla as seguintes &ldquo;divis&otilde;es&rdquo; (ou &ldquo;marcas&rdquo;) produtoras de conte&uacute;dos (filmes, s&eacute;ries, programas de audit&oacute;rio, desenhos infantis, jornalismo etc.): HBO, CNN, Time Inc (revistas e jornais), Warner Brothers, Cartoon Network etc. Controla as seguintes &ldquo;divis&otilde;es&rdquo; programadoras de conte&uacute;dos (ou &ldquo;canais de televis&atilde;o&rdquo;, &ldquo;salas de cinema&rdquo;, &ldquo;portais de internet&rdquo;): HBO, TNT, TCM, Cartoon Network, AOL, Cinemax etc. Nos Estados Unidos, det&eacute;m ainda uma operadora de cabo (TimeWarner Cable) e outros 47 canais &ldquo;abertos&rdquo; de televis&atilde;o.<\/p>\n<p>Como &eacute; da &ldquo;natureza&rdquo; do capitalismo avan&ccedil;ado, a Time-Warner n&atilde;o tem propriamente um &ldquo;dono&rdquo;. Seu capital est&aacute; distribu&iacute;do por um amplo conjunto de acionistas, centralizados em fundos de pens&atilde;o, clubes de investimento, bancos de investimento etc. Os principais desses acionistas s&atilde;o: Dodge&amp;Cox (7,14% do capital), AXA (5,79%), Capital Group (4,6%), Fidelity (4,13%), Goldman Sachs (3,25%), Liberty Media (3%), Vanguard (2,95%) etc. Estes e outros repartem entre si os lucros de um faturamento mundial superior a USD 43 bilh&otilde;es, em 2008.<\/p>\n<p>O curioso &eacute; que podemos encontrar esses mesmos grupos financeiros participando no ca-pital das corpora&ccedil;&otilde;es que julgar&iacute;amos concorrentes da Time-Warner. O Fidelity, por exemplo, det&eacute;m 5,5% do capital da Disney (segunda maior corpora&ccedil;&atilde;o global, disputando a lideran&ccedil;a cabe&ccedil;a-a-cabe&ccedil;a com a Time-Warner); 11,5% do capital Google; 6,4% do capital da Apple; etc. O AXA tamb&eacute;m det&eacute;m 2,9% do capital da Disney; 12,2% do capital da CBS; 1,26% do capital da Microsoft e 3,86% do capital da Apple. O Vanguard tamb&eacute;m participa do capital da Disney (2,9%), 2,5% do capital da Microsoft&#8230; desnecess&aacute;rio prosseguir. Os interesses desses conglomerados s&atilde;o intrinsecamente entrecruzados, inclusive, n&atilde;o raro, ser&aacute; poss&iacute;vel identificar as mesmas pessoas ocupando cadeiras em diferentes conselhos e boards.<\/p>\n<p><strong>Heran&ccedil;as do passado<\/strong><\/p>\n<p>Todas essas grandes corpora&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas globais j&aacute; est&atilde;o presentes no Brasil, h&aacute; mais de d&eacute;cada. Hoje, em nosso pa&iacute;s, cerca de 14 milh&otilde;es de lares (cerca de 20% do total) j&aacute; aderiram aos canais TNT, Cartoon Network, CNN, Fox, ESPN, Sony, Warner, HBO etc. Este n&uacute;mero segue crescendo. A tend&ecirc;ncia mundial, tend&ecirc;ncia do capitalismo, evidentemente avan&ccedil;a entre n&oacute;s &ndash; e n&atilde;o poderia ser diferente. No entanto, avan&ccedil;a sem que esta realidade presente e futura domine a agenda de debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es, ainda presa a um passado em acelerada decomposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Mais de 70% dos lares brasileiros de &ldquo;classe A&rdquo; (e, no Brasil, qualquer fam&iacute;lia a duras penas de classe m&eacute;dia &eacute; considerada &ldquo;classe A&rdquo;), j&aacute; aderiram &agrave; TV por assinatura. &ldquo;Classes B&rdquo; e &ldquo;C&rdquo; acompanham, n&atilde;o raro no &ldquo;gatonet&rdquo;. Para eles, o destino da TV aberta j&aacute; est&aacute; selado. E o que se decida a&iacute;, pouco lhes incomodar&aacute;. Importante ser&aacute; a &ldquo;liberdade do consumidor&rdquo; para cada vez mais informar-se pelo notici&aacute;rio da CNN, assistir ao show da Oprah, ou acompanhar o Dr. House&#8230;<\/p>\n<p>Entendendo que democracia e mercado n&atilde;o s&atilde;o, necessariamente, id&eacute;ias e pr&aacute;ticas complementares, fica a pergunta: como introduzir o debate democr&aacute;tico nessa nova configura&ccedil;&atilde;o do capital? Enquanto a agenda estiver mais preocupada em resolver heran&ccedil;as de um passado que vai sendo rapidamente ultrapassado, e menos em enfrentar os desafios do presente, dificilmente construiremos respostas. E este novo mundo &ldquo;convergente&rdquo; (entre aspas) do capital midi&aacute;tico-financeiro com centros de decis&atilde;o fora do pa&iacute;s, poder&aacute; seguir avan&ccedil;ando desregulamentado entre n&oacute;s (diante de um outro que se quer sob &ldquo;controle social&rdquo;), produzindo seus indel&eacute;veis resultados subjetivos sem que a sociedade sequer venha a se dar conta das teias nas quais se enredou.<\/p>\n<p>Chegar&aacute; um dia em que sentiremos saudades da Globo&#8230;<\/p>\n<p><em>Marcos Dantas &eacute; professor da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o da UFRJ, vice-presidente da Uni&atilde;o Latina de Economia Pol&iacute;tica da Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; Cap&iacute;tulo Brasil (ULEPICC-Br)<br \/><\/em><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Antes de ser explicada tecnologicamente, a converg&ecirc;ncia precisa ser entendida como um movimento de mudan&ccedil;a da l&oacute;gica de  acumula&ccedil;&atilde;o do capital, seja em seu conjunto, seja no campo das comunica&ccedil;&otilde;es.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[85],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26450"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26450\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}