{"id":26437,"date":"2011-12-13T15:15:58","date_gmt":"2011-12-13T15:15:58","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26437"},"modified":"2011-12-13T15:15:58","modified_gmt":"2011-12-13T15:15:58","slug":"banda-larga-popular-nao-sai-do-papel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26437","title":{"rendered":"Banda larga popular n\u00e3o sai do papel"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O propalado aumento da capacidade das redes de telecomunica&ccedil;&otilde;es no Pa&iacute;s e a interioriza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o que viriam no embalo do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lan&ccedil;ado em julho deste ano, ainda n&atilde;o sa&iacute;ram do papel. A internet r&aacute;pida popular por enquanto s&oacute; existe nas cidades que j&aacute; contavam com rede instalada, enquanto as empresas aguardam a desonera&ccedil;&atilde;o prometida pelo governo para impulsionar seus investimentos.<\/p>\n<p>O objetivo do PNBL &eacute; levar o acesso r&aacute;pido e barato &agrave; rede mundial de computadores a todas as cidades do Pa&iacute;s at&eacute; 2014. Ap&oacute;s conv&ecirc;nio com o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, as principais empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es se comprometeram a oferecer pacotes de 1 megabits por segundo (1 Mbps) por uma assinatura mensal de R$ 35. Al&eacute;m disso, nos Estados que abrirem m&atilde;o do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS), o valor do plano popular dever&aacute; ser de R$ 29,90.<\/p>\n<p>Para dar f&ocirc;lego aos investimentos das companhias, o governo anunciou &ndash; junto com o programa de universaliza&ccedil;&atilde;o &ndash; a cria&ccedil;&atilde;o de um regime especial de tributa&ccedil;&atilde;o que desoneraria de PIS e Cofins a constru&ccedil;&atilde;o de redes de fibras &oacute;pticas. S&oacute; que at&eacute; o momento a proposta est&aacute; emperrada na Casa Civil, esperando que a base governista no Congresso consiga andar com a pauta de prioridades do Pal&aacute;cio do Planalto, como a prorroga&ccedil;&atilde;o da Desvincula&ccedil;&atilde;o das Receitas da Uni&atilde;o (DRU), que foi aprovada em primeiro turno esta semana.<\/p>\n<p>Com isso, o cronograma das empresas at&eacute; agora tem contemplado apenas as localidades que j&aacute; contavam com o acesso &agrave; banda larga. Ou seja, o PNBL em 2011 apenas baixou o pre&ccedil;o do servi&ccedil;o, sem de fato lev&aacute;-lo a novas fronteiras. Para o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, a medida de desonera&ccedil;&atilde;o sair&aacute; &ldquo;com certeza&rdquo; ainda este ano, e o mercado j&aacute; tra&ccedil;a seus planos de investimentos para 2012 confiantes nesse desconto na tributa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Telebr&aacute;s. Apenas a estatal Telebr&aacute;s ampliou sua rede sem esperar pelos incentivos fiscais. A empresa reativada pelo governo no ano passado vai &ldquo;iluminar&rdquo; &ndash; equipar para a transmiss&atilde;o de dados &ndash; uma extensa rede j&aacute; existente e construir novos an&eacute;is de fibras &oacute;pticas para vender o servi&ccedil;o no atacado, ou seja, para pequenos provedores locais que desejarem negociar planos do PNBL.<\/p>\n<p>De acordo com dados da companhia, at&eacute; o fim de dezembro estar&aacute; adiantada a instala&ccedil;&atilde;o da &ldquo;espinha dorsal&rdquo; de sua rede principal, que sai do Rio Grande do Norte e segue pelo litoral do Cear&aacute;, Piau&iacute; e Maranh&atilde;o para depois descer pelo centro do Pa&iacute;s &ndash; via Tocantins, Goi&aacute;s, Distrito Federal -, passando pelo Tri&acirc;ngulo Mineiro at&eacute; chegar na capital de S&atilde;o Paulo. J&aacute; a instala&ccedil;&atilde;o da rede da Telebr&aacute;s na Regi&atilde;o Norte &ndash; a mais &ldquo;apagada&rdquo; do Brasil &ndash; ainda nem tem data para acontecer.<\/p>\n<p>Empresas. A Claro &eacute; a operadora que mais avan&ccedil;ou em 2011 dentro do PNBL, oferecendo o plano popular em 700 cidades que j&aacute; contavam com a cobertura da companhia. TIM e Oi comercializam o pacote do programa em 300 cidades cada, enquanto a Telefonica atende 229 munic&iacute;pios do Estado de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor de regulamenta&ccedil;&atilde;o da Oi, Paulo Matos, a companhia espera que a desonera&ccedil;&atilde;o prometida saia do papel para que os investimentos planejados possam deslanchar em 2012. &ldquo;Os investimentos t&ecirc;m tudo para entrar em um c&iacute;rculo virtuoso, se o governo de fato estimul&aacute;-los com a redu&ccedil;&atilde;o dos custos de implanta&ccedil;&atilde;o das redes&rdquo;, afirma o executivo.<\/p>\n<p>A Oi pretende chegar a 900 cidades atendidas at&eacute; o fim do primeiro semestre de 2012. &ldquo;O acordo com o governo foi para levar a assinatura do PNBL aos lugares onde h&aacute; disponibilidade de rede. O est&iacute;mulo &agrave; demanda j&aacute; dado pelo pre&ccedil;o mais baixo e os est&iacute;mulos &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de infraestrutura &eacute; que ir&atilde;o definir o alcance do programa&rdquo;, conclui.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O propalado aumento da capacidade das redes de telecomunica&ccedil;&otilde;es no Pa&iacute;s e a interioriza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o que viriam no embalo do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), lan&ccedil;ado em julho deste ano, ainda n&atilde;o sa&iacute;ram do papel. 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