{"id":26426,"date":"2011-12-09T17:34:40","date_gmt":"2011-12-09T17:34:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26426"},"modified":"2011-12-09T17:34:40","modified_gmt":"2011-12-09T17:34:40","slug":"proteste-vai-a-justica-para-anular-acordo-para-banda-larga-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26426","title":{"rendered":"Proteste vai \u00e0 Justi\u00e7a para anular acordo para banda larga popular"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica movida pela Proteste pede que a Justi&ccedil;a anule os termos de compromisso firmados entre o governo e as concession&aacute;rias de telefonia para a oferta de servi&ccedil;os de banda larga popular. Al&eacute;m disso, sustenta que as redes implantadas por essas empresas e por suas coligadas devem ser declaradas p&uacute;blicas &ndash; especialmente porque foram constru&iacute;das com recursos oriundos da concess&atilde;o. <\/p>\n<p>Para a entidade de defesa dos consumidores, o pecado original dos termos de compromisso est&aacute; em se fundamentarem em licen&ccedil;as de Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia. Essa &eacute; a licen&ccedil;a que autoriza a oferta de Internet, mas a Proteste entende que a cria&ccedil;&atilde;o do SCM pela Anatel foi ilegal. <\/p>\n<p>Isso porque a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, em seu artigo 18, determina que &ldquo;cabe ao Poder Executivo, por meio de Decreto, instituir ou eliminar a presta&ccedil;&atilde;o de modalidade de servi&ccedil;o no regime p&uacute;blico, concomitantemente ou n&atilde;o com sua presta&ccedil;&atilde;o no regime privado&rdquo;. <\/p>\n<p>A mesma Lei imp&otilde;e, ainda, que servi&ccedil;os considerados essenciais &ndash; e o acesso &agrave; Internet seria um deles &ndash; n&atilde;o poder&atilde;o ser prestados exclusivamente no regime privado. Ou seja, ainda que existam ofertas nessa modalidade, deveria existir o servi&ccedil;o de acesso &agrave; rede prestado tamb&eacute;m em regime p&uacute;blico. <\/p>\n<p>Adicionalmente, a Proteste argumenta que os termos de compromisso refor&ccedil;am o poder de mercado dos grupos econ&ocirc;micos das concession&aacute;rias &ndash; visto que j&aacute; det&eacute;m 80% das conex&otilde;es &agrave; Internet do pa&iacute;s &ndash; bem como estabelecem planos de servi&ccedil;o &ldquo;aviltantes para o consumidor&rdquo;. <\/p>\n<p>&ldquo;Os contratos que est&atilde;o nos sites das operadoras s&atilde;o horr&iacute;veis. Elas entendem que para manter o servi&ccedil;o basta o acesso funcionar, sendo que funcionar &eacute; um conceito muito amplo no entender das empresas&rdquo;, sustenta a advogada da Proteste e autora da a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica, Fl&aacute;via Lef&egrave;vre. <\/p>\n<p>De fato, quem analisar os contratos de banda larga &ldquo;popular&rdquo; oferecidos, vai descobrir que superado o limite de franquia de dados &ndash; 300 MB &ndash; a velocidade do acesso &eacute; reduzida para apenas uma fra&ccedil;&atilde;o do 1Mbps do contrato: em alguns casos, para impressionantes 16 kbps, ou metade da velocidade de uma conex&atilde;o discada. <\/p>\n<p>Por outro lado, a a&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m quer que sejam declaradas de car&aacute;ter p&uacute;blico as redes implantadas pelas concession&aacute;rias e suas coligadas. O pedido tem como base a origem dos recursos para a constru&ccedil;&atilde;o dessas redes, conforme afirma a pr&oacute;pria Anatel na Nota T&eacute;cnica 427, de 5 de dezembro de 2008:<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; poss&iacute;vel, ainda, inferir (&#8230;) que o montante global de investimentos realizados no servi&ccedil;o de dados corresponde a um percentual de 80% do total de investimentos realizados na Concess&atilde;o Local, fato que indica que grande parte dos resultados das empresas foi utilizada no &lsquo;financiamento&rsquo; de um servi&ccedil;o prestado em regime privado.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica movida pela Proteste pede que a Justi&ccedil;a anule os termos de compromisso firmados entre o governo e as concession&aacute;rias de telefonia para a oferta de servi&ccedil;os de banda larga popular. 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