{"id":26403,"date":"2011-12-02T02:22:01","date_gmt":"2011-12-02T02:22:01","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26403"},"modified":"2011-12-02T02:22:01","modified_gmt":"2011-12-02T02:22:01","slug":"publico-infantil-foi-alvo-da-maior-parte-das-propagandas-veiculadas-no-periodo-do-dia-da-crianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26403","title":{"rendered":"P\u00fablico infantil foi alvo da maior parte das propagandas veiculadas no per\u00edodo do Dia da Crian\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Um levantamento feito pelo Instituto Alana e pelo Observat&oacute;rio de M&iacute;dia mostra que o p&uacute;blico infantil foi o principal alvo da publicidade nos 15 dias que antecederam o Dia da Crian&ccedil;a, em outubro de 2011. A pesquisa analisou a programa&ccedil;&atilde;o de 15 canais de TV aberta e paga, durante 15 horas por dia. Em todo o per&iacute;odo as crian&ccedil;as foram alvo de 64% dos comerciais veiculados.<\/p>\n<p>Os dados constam do Monitoramento da Publicidade de Produtos e Servi&ccedil;os Destinados a Crian&ccedil;as, divulgado hoje (30), em S&atilde;o Paulo, com a finalidade de municiar de informa&ccedil;&otilde;es parlamentares envolvidos em para projetos de lei que regulamentam a publicidade para o p&uacute;blico infantil.<\/p>\n<p>Segundo os dados, 56% das propagandas s&atilde;o de brinquedos, seguidas pela de lojas de brinquedos (33%). As empresas que mais direcionaram publicidade para as crian&ccedil;as foram as ind&uacute;strias de brinquedos e jogos Mattel, com 8,9 mil comerciais veiculados nesse per&iacute;odo, seguida da Hasbro, com 6 mil, e da Estrela, com 1,7 mil inser&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Por causa desse resultado, ativistas de organiza&ccedil;&otilde;es que lutam pela regulamenta&ccedil;&atilde;o da publicidade infantil fizeram um protesto em frente &agrave; sede da Mattel, em S&atilde;o Paulo, quando simularam a entrega do trof&eacute;u de &quot;empresa mais manipuladora das crian&ccedil;as&quot;.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador do Observat&oacute;rio de M&iacute;dia da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo, Edgar Rebou&ccedil;as, respons&aacute;vel pela pesquisa, as entidades n&atilde;o concordam com esse tipo de publicidade, pois acreditam que a propaganda deve ser direcionada aos pais, que s&atilde;o os detentores do poder de compra.<\/p>\n<p>O estudo ser&aacute; feito durante quatro anos abordando datas como Dia da Crian&ccedil;a, Natal e P&aacute;scoa. Ser&atilde;o analisados ainda fatores como est&iacute;mulo &agrave; viol&ecirc;ncia, erotiza&ccedil;&atilde;o precoce, mensagens contra valores, amizade entre pais e filhos e entre crian&ccedil;as, consumo excessivo, linguagem e uso de efeitos especiais. Al&eacute;m disso, a pesquisa vai levantar dados sobre os canais que mais veiculam publicidade para crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>&ldquo;Analisamos quais canais t&ecirc;m a inten&ccedil;&atilde;o de trabalhar mais com publicidade do que com conte&uacute;do. Por exemplo h&aacute; canais de televis&atilde;o paga direcionados &agrave; crian&ccedil;a com hor&aacute;rios que passam mais publicidade do que desenho. Com isso, crian&ccedil;as, principalmente as menores, que n&atilde;o sabem identificar o que &eacute; o programa e o que &eacute; o comercial s&atilde;o mais facilmente convencidas&rdquo;.<\/p>\n<p>O pesquisador destacou que a propaganda infantil pode prejudicar rela&ccedil;&otilde;es familiares, pois h&aacute; fam&iacute;lias que n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de comprar determinados produtos anunciados para as crian&ccedil;as. Alguns chegam a custar mais de R$ 300. &ldquo;A crian&ccedil;a vai pedir para os pais comprarem aquilo e os pais dir&atilde;o que n&atilde;o podem e, a&iacute;, cria-se um conflito familiar&rdquo;. A propaganda para as crian&ccedil;as tamb&eacute;m ajuda a formar o consumidor do futuro, por meio da fideliza&ccedil;&atilde;o de marca. &ldquo;Em vez de formarmos cidad&atilde;os conscientes, estamos formando consumidores. H&aacute; uma grande diferen&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; erotiza&ccedil;&atilde;o precoce, Rebou&ccedil;as citou como exemplo o bombardeio de publicidade de uma boneca amplamente desejada pelas meninas, a Barbie. Ele disse que o brinquedo n&atilde;o desperta na crian&ccedil;a o sentimento de cuidar da boneca, mas sim, de querer ser como ela. &ldquo;As crian&ccedil;as passam a querer ser a imagem daquela boneca. V&atilde;o querer usar o vestido, ter o namorado, o cabelo. Em vez de querer valorizar padr&otilde;es de beleza mais nacionais, acabam ligadas a estere&oacute;tipos a partir de uma boneca, n&atilde;o do que &eacute; do seu conv&iacute;vio&rdquo;.<\/p>\n<p>No caso dos meninos, Rebou&ccedil;as destacou os bonecos que estimulam a viol&ecirc;ncia e geram comportamentos agressivos, porque as crian&ccedil;as tentam reproduzir com colegas a brincadeira que fazem com os bonecos. &ldquo;O boneco &eacute;, por natureza, violento. N&atilde;o &eacute; de aventura, de esporte. &Eacute; de matar, brigar, quebrar os inimigos. Ent&atilde;o se associa ao brinquedo a imagem de valente que quebra o outro&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um levantamento feito pelo Instituto Alana e pelo Observat&oacute;rio de M&iacute;dia mostra que o p&uacute;blico infantil foi o principal alvo da publicidade nos 15 dias que antecederam o Dia da Crian&ccedil;a, em outubro de 2011. A pesquisa analisou a programa&ccedil;&atilde;o de 15 canais de TV aberta e paga, durante 15 horas por dia. 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