{"id":26401,"date":"2011-12-02T02:16:40","date_gmt":"2011-12-02T02:16:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26401"},"modified":"2011-12-02T02:16:40","modified_gmt":"2011-12-02T02:16:40","slug":"seis-dos-1934-provedores-do-pais-concentram-78-das-conexoes-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26401","title":{"rendered":"Seis dos 1934 provedores do Pa\u00eds concentram 78% das conex\u00f5es \u00e0 Internet"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Pesquisa do NIC.br desnuda desigualdades na oferta de acesso fixo no Brasil. Dos 17 milh&otilde;es de conex&otilde;es, 21% s&atilde;o de 256 Kbps e 64% at&eacute; 2Mbps. S&oacute; 34% da classe C tem acesso.<\/p>\n<p>Divulgada nesta quarta-feira, 30\/11, pelo N&uacute;cleo de Informa&ccedil;&atilde;o e Coordena&ccedil;&atilde;o do Ponto BR (NIC,br), a primeira pesquisa TIC Provedores, realizada pelo Cetic.br, &eacute; um retrato sem retoques das desigualdades na oferta de acesso fixo &agrave; Internet no Brasil. Realizada em parceria com associa&ccedil;&otilde;es de classe como a Abranet, Abramulti Global Info, entre outras, Anatel, Teleco e Ibope, a pesquisa identificou 1934 provedores de acesso atuantes em 5260 dos 5565 munic&iacute;pios do pa&iacute;s, respons&aacute;veis por 17 milh&otilde;es de conex&otilde;es em domic&iacute;lios e empresas. &quot;Cerca de 400 provedores a mais que os registrados na Anatel, como SCM e AS&quot;, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.<\/p>\n<p>Desses 1934 provedores, apenas 6 concentram 78% das ofertas de conex&atilde;o: Telefonica,Oi, Net, Embratel, GVT e CTBC. A atua&ccedil;&atilde;o dos provedores tamb&eacute;m &eacute; geograficamente concentrada. Apenas 20 deles (1%) atuam em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s; 95% em apenas uma regi&atilde;o; 43% apenas na regi&atilde;o Sudeste e 11% na Regi&atilde;o Centro-Oeste e 6% na regi&atilde;o Norte. Nas regi&otilde;es metropolitanas, onde a disponibilidade de acesso &eacute; maior, apenas 27% dos domic&iacute;lios, 69% das empresas com at&eacute; 9 funcion&aacute;rios e 70% das escolas, t&ecirc;m conex&atilde;o. &quot;O que transforma o acesso domiciliar, nas microempresas e nas escolas em grandes desafios a serem enfrentados pelo &oacute;rg&atilde;o regulador&quot;, pondera Barbosa.<\/p>\n<p>Maioria das conex&otilde;es ofertadas: at&eacute; 1Mbps, via ADSL e Radio<br \/>Quanto &agrave; velocidade de conex&atilde;o, o tipo mais comum de conex&atilde;o ofertada &eacute; de at&eacute; 512Kbps (89%) e entre 512Kbps e 2Mbps (81%). S&oacute; 48% dos provedores oferecem conex&otilde;es acima de 2Mbps, em sua maioria consumida pelas classes A e B. &quot;A classe A tem &iacute;ndices de acesso compar&aacute;veis aos dos pa&iacute;ses europeus e asi&aacute;ticos. Os &iacute;ndices de acesso da classe B est&atilde;o na m&eacute;dia mundial. J&aacute; os das classes C, est&atilde;o muito abaixo at&eacute; dos &iacute;ndices de pa&iacute;ses vizinhos ao Brasil, como Chile e Argentina&quot;, explica Barbosa.<\/p>\n<p>A primeira pesquisa TIC Provedores revela ainda que, entre os seis grandes provedores de acesso, grande parte das conex&otilde;es ofertadas fazem uso de tecnologia ADSL (67%) e de fibra &oacute;ptica (tamb&eacute;m 67%). J&aacute; entre os 1928 pequenos provedores, s&atilde;o mais comuns as ofertas de conex&atilde;o via r&aacute;dio (67%, em sua maioria WiMax ou MMDS) e wireless (25%). Apenas 9% dos pequenos provedores oferecem conex&otilde;es por fibra &oacute;ptica e 6% por ADSL.<\/p>\n<p>Comparado ao uso efetivo, entre os grandes provedores, embora 67% deles ofertem acesso via fibra, ele s&oacute; &eacute; realmente usado por 3% dos clientes. A maioria dos acessos continua sendo via ADSL (69%) e cabo (22%). J&aacute; entre os pequenos, h&aacute; melhor distribui&ccedil;&atilde;o entre os acessos via r&aacute;dio (31%), cabo (26%) e ADSL (15%).<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa TIC Provedores &eacute; uma das inciativas do NIC.br para aferir indicadores sobre a demanda, a oferta e qualidade dos acessos &agrave; Internet no Brasil. &quot;Faz tempo que estamos devendo um estudo sobre os provedores de acesso. Eles s&atilde;o o assunto central de que o Comit&ecirc; Gestor deveria se ocupar&quot;, explica Demi Getschko,conselheiro do CGI.br e diretor-presidente do NIC.br. O objetivo &eacute; construir um cadastro Nacional de Provedores de Acesso &agrave; Internet, uma figura que deve continuar existindo nesse ecossistema, &quot;independente da sobreposi&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is com os provedores de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es&quot;, afirma Demi.<\/p>\n<p>Para iniciar o leventamento, o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o (CETIC.br), bra&ccedil;o estat&iacute;stico do NIC.br, publicou um formul&aacute;rio Web em seu site e convidou todos os provedores associados &agrave; Abranet, Abramulti, Abrappit, Abrint, Anid, Global info, Internet Sul e Rede TeleSul a preencherem com suas informa&ccedil;&otilde;es. &quot;Nessa fase, levantamos pouco mais de 760 provedores&quot;, conta Alexandre Barbosa.<\/p>\n<p>Da an&aacute;lise cadastral desses provedores a equipe do Cetic.br levantou a Classifica&ccedil;&atilde;o Nacional de Atividades Econ&ocirc;micas (CNAE) de cada um deles, compilou as ocorr&ecirc;ncias e pesquisou por mais empresas na Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (RAIS). Encontrou 9 mil poss&iacute;veis provedores de acesso que foram contactados, por telefone, pelo sistema CATI realizado pelo Ibope, durante os meses de Junho de 2010 e Junho de 2011.<\/p>\n<p>O pr&oacute;ximo passo do NIC.br &eacute; a publica&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise da pesquisa e divulga&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do cadastro de provedores. No ano que vem, o Cetic.br pretende realizar a segunda edi&ccedil;&atilde;o e dar in&iacute;cio a uma nova pesquisa, sobre qualidade da banda larga fixa, que dever&aacute; ter seus resultados divulgados no fim do ano ou in&iacute;cio de 2013.<\/p>\n<p><strong>Divulga&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A primeira apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da primeira pesquisa TIC Provadores foi feita durante a Semana da Infraestrutura da Internet no Brasil, que acontece de 29 de novembro a 3 de dezembro, quando est&atilde;o sendo realizados em S&atilde;o Paulo os principais eventos de infraestrutura de Internet no Brasil: o 5&ordm; PTT F&oacute;rum &ndash; Encontro dos Sistemas Aut&ocirc;nomos da Internet no Brasil, o IPV6 Brasil &ndash; F&oacute;rum Brasileiro de Implementadores de IPV6 e as reuni&otilde;es anuais do Grupo de Trabalho de Engenharia e Opera&ccedil;&atilde;o de Redes e do Grupo de Trabalho em Seguran&ccedil;a de Redes.<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira, 01\/12, durante o F&oacute;rum IPv6, as operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es anunciar&atilde;o formalmente o compromisso de levar o protocolo IPv6 para seus produtos de conectividade Internet destinados ao mercado corporativo. Elas divulgaram cronogramas com datas para migra&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p>Algar Telecom (CTBC), Highwinds, LANautilus, Level3 (antiga Global Crossing) e TIWS j&aacute; oferecem o suporte ao novo protocolo. J&aacute; GVT informou que estar&aacute; em conformidade com a tecnologia a partir de janeiro de 2012, enquanto Oi e Telef&ocirc;nica prometem adequa&ccedil;&atilde;o a partir de julho do pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p>GVT, Oi e Telef&ocirc;nica comprometeram-se, ainda, a oferecer conectividade IPv6 a alguns clientes, em sua maioria grandes fornecedores de conte&uacute;do na web, ainda em 2011, em car&aacute;ter extraordin&aacute;rio. A TIM declarou que tem sua rede preparada para a ado&ccedil;&atilde;o do protocolo e que a migra&ccedil;&atilde;o ocorrer&aacute; de maneira gradativa.<\/p>\n<p>O NIC.br recomenda que todas as operadoras capacitem suas redes e comecem a atender, com conectividade IPv6, se poss&iacute;vel ainda em 2011 e oferecendo conectividade IPv6 de forma generalizada em seus produtos para o mercado corporativo at&eacute; julho de 2012.<\/p>\n<p>O &oacute;rg&atilde;o aconselha ainda que testes com usu&aacute;rios finais comecem j&aacute; no primeiro semestre de 2012. Para os provedores de conte&uacute;do e qualquer empresa ou institui&ccedil;&atilde;o com p&aacute;gina na web, a sugest&atilde;o &eacute; que a prepara&ccedil;&atilde;o seja feita durante o ano de 2012, para come&ccedil;ar a operar com IPv6 antes de janeiro de 2013.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do NIC.br desnuda desigualdades na oferta de acesso fixo no Brasil. 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