{"id":26372,"date":"2011-11-23T13:40:26","date_gmt":"2011-11-23T13:40:26","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26372"},"modified":"2014-09-07T03:02:24","modified_gmt":"2014-09-07T03:02:24","slug":"o-mercado-sozinho-jamais-sera-capaz-de-universalizar-o-acesso-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26372","title":{"rendered":"&#8220;O mercado sozinho jamais ser\u00e1 capaz de universalizar o acesso \u00e0 internet&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Recentemente, o jornalista Fl&aacute;vio Silva Gon&ccedil;alves concluiu o <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=18425\" target=\"_blank\">mestrado<\/a>  no programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia. Ao longo de dois anos, ele investigou como infraestruturas do setor el&eacute;trico podem contribuir para a universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; internet. A disserta&ccedil;&atilde;o teve como objeto uma parceria entre o governo do Par&aacute; e a empresa estatal Eletronorte, uma subsidi&aacute;ria da Eletrobras que fornece energia para a Amaz&ocirc;nia Legal. Em 2007, as duas institui&ccedil;&otilde;es assinaram um conv&ecirc;nio compartilhando uma fibra &oacute;ptica para prover servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. A conclus&atilde;o do pesquisador &eacute; clara: a utiliza&ccedil;&atilde;o de infraestruturas controladas pelos governos &eacute; fundamental para a inclus&atilde;o digital. Confira entrevista exclusiva do pesquisador para o Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o &#8211; Por que voc&ecirc; decidiu estudar o NavegaPar&aacute;?<\/strong><br \/><strong><br \/>Fl&aacute;vio Silva Gon&ccedil;alves &#8211;<\/strong> Meu interesse era pensar a forma de participa&ccedil;&atilde;o dos governos e de suas estruturas p&uacute;blicas no processo de universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; internet, compreendido como um direito do cidad&atilde;o. Em v&aacute;rios pa&iacute;ses, os governos est&atilde;o atuando diretamente nessa &aacute;rea. Procurei uma experi&ecirc;ncia concreta no Brasil em que algum governo estadual ou municipal que estivesse fazendo algo de inovador, j&aacute; que o provimento do acesso &agrave; internet no Brasil ainda &eacute; visto como um servi&ccedil;o do mercado, de poucas empresas privadas. A infraestrutura de telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil chega onde tem cliente com relativa renda, sem competi&ccedil;&atilde;o e com pre&ccedil;os alt&iacute;ssimos para a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o. Ou seja, fui procurar um lugar em que um governo estivesse atuando diretamente nessa &aacute;rea. No Par&aacute;, encontrei uma a&ccedil;&atilde;o em parceria do governo do Estado com a Eletronorte. Analisei o programa entre 2007, quando foi implementado, e 2010. At&eacute; 2006 apenas quatro dos 143 munic&iacute;pios do estado tinham conex&atilde;o &agrave; internet via cabo. Essa foi a realidade que o programa teve que enfrentar.<\/p>\n<p><strong>Voc&ecirc; falou que buscava uma experi&ecirc;ncia concreta de um governo fazendo algo inovador. Qual foi a inova&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; observou no NavegaPar&aacute;?<br \/><\/strong><br \/>Foram duas. A primeira foi utilizar as linhas de transmiss&atilde;o de energia el&eacute;trica para prover servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es como o acesso &agrave; internet. Sabe aqueles cabos de transmiss&atilde;o que cortam o pa&iacute;s levando e trazendo energia das usinas at&eacute; os centros urbanos e rurais? Ali existe um &quot;tesouro&quot;: um cabo de fibra &oacute;ptica que monitora o sistema el&eacute;trico por 24 horas (algo exigido por lei). Ele se chama Optical Power Ground Wire (OPGW) ou fibra &oacute;ptica em cabo pararraio. Esse cabo tem v&aacute;rios pares de fibra &oacute;ptica que s&atilde;o subutilizados j&aacute; que a demanda de trafegar dados para monitorar o sistema el&eacute;trico &eacute; m&iacute;nima diante do potencial t&eacute;cnico de transmiss&atilde;o de dados. O Brasil &eacute; cortado por essas linhas e cerca de 30 mil quil&ocirc;metros est&atilde;o sob o controle de empresas que ainda s&atilde;o estatais do sistema Eletrobras. Outra parte est&aacute; sob controle de empresas privadas, mas a maior parte ainda &eacute; patrim&ocirc;nio p&uacute;blico controlado por empresas estatais. Est&aacute; praticamente pronta para ser utilizada como uma grande rede p&uacute;blica. A segunda inova&ccedil;&atilde;o foi fazer um modelo de neg&oacute;cio h&iacute;brido. De um lado, a Eletronorte vendia capacidade de tr&aacute;fego para qualquer empresa ou provedor interessado em levar o servi&ccedil;o de acesso &agrave; internet at&eacute; um cliente final. De outro, o governo do Par&aacute;, por meio de conv&ecirc;nio, utilizava parte dessa infraestrutura para conectar &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos estaduais, prefeituras, telecentros e entidades da sociedade sem cobrar pelo servi&ccedil;o. Era uma fonte de renda para a Eletronorte e uma infraestrutura de desenvolvimento para o estado.<\/p>\n<p><strong>Qual era o papel de cada um no conv&ecirc;nio?<\/strong><\/p>\n<p>Com a assinatura do conv&ecirc;nio, 50% da capacidade da fibra ficou com o governo do Estado e a outra parte com a Eletronorte. A empresa cedeu um par de fibra dos 24 dispon&iacute;veis nas suas linhas de transmiss&atilde;o no Par&aacute;. Em contrapartida, o governo fez os investimentos necess&aacute;rios em eletr&ocirc;nicas e em equipamentos para colocar esse par de fibra &oacute;ptica com capacidade elevada de trafegar dados e disponibilizar o acesso &agrave; internet.<\/p>\n<p><strong>Esse processo n&atilde;o gerou preju&iacute;zos financeiros para a Eletronorte?<\/strong><\/p>\n<p>A empresa atua na &aacute;rea de energia e possui essa infraestrutura que est&aacute; dispon&iacute;vel. Ela n&atilde;o teve que investir recursos na parceria, apenas cedeu um par de fibra. Foi colocada uma condi&ccedil;&atilde;o: apenas a Eletronorte poderia comercializar a utiliza&ccedil;&atilde;o da rede para outras empresas interessadas em prover servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es no Par&aacute;. Oi, Embratel, Amazontel, Nortelpa, Vivo, Zumpa, CapitalSat e TIM eram clientes da empresa. Cerca de 80% do faturamento da Eletronorte vinha de servi&ccedil;os prestados a Oi e Embratel. Essas empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem fibra na regi&atilde;o e basicamente usam sat&eacute;lite, que &eacute; muito mais caro e com uma confiabilidade e qualidade para trafegar dados muito menor. E construir uma rede de fibra &eacute; um investimento que estas grandes operadoras n&atilde;o querem fazer. O que elas fizeram? Alugaram a capacidade da Eletronorte para levar o acesso aos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es at&eacute; os consumidores finais. A estatal saiu de um faturamento mensal nesses servi&ccedil;os em janeiro de 2010 de R$ 900 mil para R$ 1,7 milh&atilde;o em setembro do mesmo ano. Entre os anos de 2006 e 2009, a receita da Eletronorte com a presta&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM) apresentou crescimento elevado saindo de R$ 1,7 milh&atilde;o para R$ 9,8 milh&otilde;es. Um aumento superior a 500%. Isso apenas no Par&aacute;. A demanda &eacute; muito grande e cada vez maior diante de um processo de converg&ecirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o. Se a capacidade da rede instalada no Par&aacute; naquele momento fosse completamente contratada, o faturamento poderia chegar a R$ 24 milh&otilde;es mensais. A capacidade dessas fibras &eacute; gigantesca. Para a Eletronorte a parceria permitiu expandir no territ&oacute;rio paraense sua &aacute;rea de neg&oacute;cios respons&aacute;vel pela presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es que atende operadores privados alugando capacidade de tr&aacute;fego de dados.<\/p>\n<p><strong>Em rela&ccedil;&atilde;o a pol&iacute;tica de inclus&atilde;o digital, tocada pelo governo, quais foram os resultados?<\/strong><\/p>\n<p>O governo tomou uma decis&atilde;o pol&iacute;tica de prover acesso &agrave; internet com o objetivo de utilizar as tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento do Par&aacute; e ao mesmo tempo economizar recursos com os servi&ccedil;os contratados para os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos estaduais e municipais. Estamos falando de um governo que pagava, por exemplo, R$ 15 mil mensais para uma conex&atilde;o de 256 Kbps em Marab&aacute;. Isso quando alguma operadora prestava o servi&ccedil;o. O Estado investiu no conv&ecirc;nio recursos financeiros estimados em R$ 4,6 milh&otilde;es para viabilizar o funcionamento da rede e outros recursos em infocentros e equipamentos para conectar os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e pra&ccedil;as com acesso livre. Em 2006, dos 143 munic&iacute;pios paraenses apenas quatro tinham acesso &agrave; internet atrav&eacute;s de fibra &oacute;ptica. Em 2010, a conex&atilde;o &agrave; internet em alta velocidade estava dispon&iacute;vel pela estrutura do NavegaPar&aacute; para 52 munic&iacute;pios paraenses, sendo que em 23 destes a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o de conectividade era esta oferecida pelo governo estadual. Desta forma, no mesmo per&iacute;odo o governo do Estado aumentou de 400 para 1.389 o n&uacute;mero de pontos conectados &agrave; internet.<\/p>\n<p><strong>Ou seja, o investimento compensava em termos de retorno social.<\/strong><\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, existiam dois interesses econ&ocirc;micos importantes que motivaram o governo do Par&aacute; a investir nesta parceria. O primeiro era constituir uma alternativa &agrave;s duas empresas privadas que ofereciam servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es aos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos a pre&ccedil;os considerados exorbitantes e com isso diminuir seus custos. E, de fato, os n&uacute;meros comprovam que al&eacute;m de levar conex&atilde;o para pontos que n&atilde;o dispunham da oferta pelas operadoras privadas, o governo conseguiu economizar recursos p&uacute;blicos cancelando 75% (297) das assinaturas de acesso &agrave; internet que mantinha junto &agrave; OI e Embratel. O valor mensal para custear as conex&otilde;es &agrave; internet dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos que antes do NavegaPar&aacute; foi superior a R$ 1 milh&atilde;o, em agosto de 2010 diminuiu para R$ 260 mil. O segundo interesse era comercializar dados tamb&eacute;m atrav&eacute;s da Prodepa, a companhia estadual de processamento de dados. Mas a&iacute; as regras do conv&ecirc;nio com a Eletronorte n&atilde;o permitiram j&aacute; que apenas a empresa federal poderia fazer esse tipo de opera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>E as empresas privadas? Qual o impacto para elas? A perda de clientes do servi&ccedil;o p&uacute;blico n&atilde;o inviabilizou os neg&oacute;cios na regi&atilde;o?<br \/><\/strong><br \/>As grandes empresas do setor (Oi e Embratel) eram ao mesmo tempo beneficiadas e prejudicadas pela rede da Eletronorte. Por um lado, essas empresas deixaram de faturar com &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos que passaram a ser atendidos pela conex&atilde;o oferecida gratuitamente pelo governo do Estado e ganharam concorrentes locais que passaram a contar com a nova rede para tamb&eacute;m prestarem servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, essas e outras empresas passaram a utilizar a infraestrutura da estatal para oferecerem novos servi&ccedil;os em novas localidades e com isso aumentaram seu faturamento sem que fosse preciso realizar os investimentos para a instala&ccedil;&atilde;o de fibras &oacute;pticas pr&oacute;prias. Prova de que as grandes empresas tamb&eacute;m foram beneficiadas pela infraestrutura de rede &eacute; que em agosto de 2010 a Oi e a Embratel representavam 80% do faturamento da Eletronorte no Par&aacute;. O que essas empresas querem &eacute; alugar essas fibras e manter o &quot;oligop&oacute;lio&quot; no atendimento ao consumidor final. Assim elas n&atilde;o precisam investir em infraestrutura e continuam com a assinatura dos servi&ccedil;os pagos pelos clientes. Mas quando a Eletronorte aluga a rede para qualquer empresa, seja ela grande ou pequena, a&iacute; pode surgir uma competi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>E essa competi&ccedil;&atilde;o aconteceu de fato?<\/strong><\/p>\n<p>Qualquer empresa pode alugar essa infraestrutura da Eletronorte por R$ 600 em m&eacute;dia para trafegar 1 Mega real (n&atilde;o &eacute; aquele 1 mega que contratamos em casa e s&oacute; recebemos 10%). E com isso ao inv&eacute;s de uma ou duas empresas voc&ecirc; pode ter 4 ou 5. Quem sabe 10. Mas a&iacute; &eacute; din&acirc;mica de mercado. N&atilde;o d&aacute; pra garantir que algumas n&atilde;o v&atilde;o falir, que as novas ter&atilde;o capital para investir e se n&atilde;o ter&atilde;o clientes. Estamos falando de poucas empresas consolidadas que faturam bilh&otilde;es e tem capital para fazer investimentos. Surgir um competidor local capaz de fazer frente &eacute; dif&iacute;cil, mesmo usando essa infraestrutura de rede p&uacute;blica pagando os mesmos R$ 600,00 das grandes operadoras. A grande quest&atilde;o &eacute; se essa infraestrutura p&uacute;blica ser&aacute; utilizada apenas para servir cidad&atilde;os e institui&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s das empresas ou se o Estado tamb&eacute;m pode levar a conex&atilde;o gratuita para as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, para quem n&atilde;o pode pagar e at&eacute; mesmo cobrando de quem pode.<\/p>\n<p><strong>O que essa experi&ecirc;ncia no Par&aacute; mostrou?<\/strong><\/p>\n<p>A partir do que aconteceu no Par&aacute;, verificamos que &eacute; poss&iacute;vel colocar essa infraestrutura para atender interesses privados, dado que as empresas do setor demandam esse tipo de estrutura e, ao mesmo tempo, disponibilizar gratuitamente para &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e cidad&atilde;os a conex&atilde;o &agrave; internet visando garantir o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Agora esse processo &eacute; contradit&oacute;rio e inst&aacute;vel, permeado de avan&ccedil;os e recuos. Tudo depende da jun&ccedil;&atilde;o de interesses pol&iacute;ticos-econ&ocirc;micos representados na constante disputa entre os grupos que est&atilde;o nos governos, empresas p&uacute;blicas e privadas e cidad&atilde;os. &Eacute; a &quot;velha&quot; luta entre as classes e o impacto dela no funcionamento das infraestruturas que ainda s&atilde;o controladas pelos governos. De qualquer maneira, no mundo cresce o entendimento de que o mercado sozinho jamais ser&aacute; capaz de universalizar um direito como &eacute; o acesso &agrave; internet.<\/p>\n<p>Confira a &iacute;ntegra da disserta&ccedil;&atilde;o de Fl&aacute;vio Silva Gon&ccedil;alves <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=18425\" target=\"_blank\">aqui<\/a> .<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisador discute a parceria entre Eletronorte e o governo do Par&aacute; para inclus&atilde;o digital e fornecimento de infraestrutura de telecomunica&ccedil;&otilde;es no estado.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1607],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26372"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26372"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28277,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26372\/revisions\/28277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}