{"id":26361,"date":"2011-11-22T14:56:10","date_gmt":"2011-11-22T14:56:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26361"},"modified":"2011-11-22T14:56:10","modified_gmt":"2011-11-22T14:56:10","slug":"a-ebc-e-os-desafios-para-a-comunicacao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26361","title":{"rendered":"A EBC e os desafios para a comunica\u00e7\u00e3o brasileira"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; EBC &ndash; completou em outubro deste ano quatro anos de exist&ecirc;ncia. Muitos brasileiros sequer saber&atilde;o do que se trata, j&aacute; que as emissoras administradas pela EBC ainda possuem pouca audi&ecirc;ncia nacional, se comparadas ao sistema comercial. Mas talvez a maioria reconhecer&aacute; alguns dos trabalhos da EBC, como a Voz do Brasil ou o Caf&eacute; com o Presidente, realizados pela EBC Servi&ccedil;os &ndash; uma parte da empresa que presta servi&ccedil;os ao governo.<\/p>\n<p>A constitui&ccedil;&atilde;o de um sistema p&uacute;blico de radiodifus&atilde;o no Brasil &eacute; assim: cheio de mas, entretantos e todavias. Por exemplo: a EBC &eacute; uma empresa p&uacute;blica que surgiu para realizar um novo servi&ccedil;o, o de radiodifus&atilde;o p&uacute;blica, mas que para isso precisou herdar antigas estruturas e concep&ccedil;&otilde;es, editoriais e legais de uma outra estatal, a Radiobr&aacute;s. Outro exemplo: a EBC luta para manter sua autonomia e independ&ecirc;ncia frente ao governo, mas que precisa garantir dentro do pr&oacute;prio Executivo uma fatia or&ccedil;ament&aacute;ria para sua sobreviv&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&Eacute; fato ineg&aacute;vel que a cria&ccedil;&atilde;o da EBC representou um avan&ccedil;o na defini&ccedil;&atilde;o de uma m&iacute;dia p&uacute;blica no Brasil, e com isso abriu-se uma pequena brecha para se exigir a complementaridade entre os sistemas p&uacute;blico, estatal e privado de comunica&ccedil;&atilde;o, como previsto h&aacute; duas d&eacute;cadas pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. &ldquo;A lei que cria a EBC avan&ccedil;ou ao pensar o sistema p&uacute;blico em n&iacute;vel federal, ao conceber um fundo para fomento, um conselho da sociedade civil, ao estimular a produ&ccedil;&atilde;o independente regional&rdquo;, reflete G&eacute;sio Passos, integrante do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Mas &eacute; fato tamb&eacute;m que a composi&ccedil;&atilde;o da emissora reuniu elementos antag&ocirc;nicos e de dif&iacute;cil compreens&atilde;o, que podem representar limites para a implanta&ccedil;&atilde;o de uma empresa p&uacute;blica de comunica&ccedil;&atilde;o, em seu sentido mais aut&ocirc;nomo e democr&aacute;tico.<\/p>\n<p>Para o atual diretor-presidente da EBC, Nelson Breve, falar do breve hist&oacute;rico da EBC &eacute; como relatar Il&iacute;ada e Odiss&eacute;ia, os poemas &eacute;picos de Homero sobre as batalhas em Tr&oacute;ia e o conturbado retorno de Ulisses &agrave; Ilha de &Iacute;taca. Tereza Cruvinel, que ocupou o cargo de diretora presidente at&eacute; outubro deste ano, foi quem esteve &agrave; frente da constru&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es legais e materiais para o funcionamento da EBC. &ldquo;Ela venceu Il&iacute;ada, mas ainda temos Odiss&eacute;ia pela frente&rdquo;, afirma Breve. Nascida 60 anos depois das m&iacute;dias comerciais, a empresa ainda mant&eacute;m o prop&oacute;sito de romper o paradigma da comunica&ccedil;&atilde;o brasileira, retirando-a do campo mercadol&oacute;gico e desafiando a sociedade a repensar o modelo de comunica&ccedil;&atilde;o vigente.<\/p>\n<p>Mas ap&oacute;s quatro anos de exist&ecirc;ncia, a EBC enfrenta um momento delicado, particularmente por conta das discuss&otilde;es entre a diretoria e o Conselho Curador sobre a perman&ecirc;ncia de programas religiosos na grade de programa&ccedil;&atilde;o. O novo diretor-presidente afirma existir apenas diverg&ecirc;ncias de opini&otilde;es, resolvidas com aprofundamento de di&aacute;logo. Na quarta-feira, dia 23, durante a pr&oacute;xima reuni&atilde;o do Conselho, o debate volta &agrave; tona e envolvendo um tema at&eacute; ent&atilde;o muito caro para a democracia brasileira: a rela&ccedil;&atilde;o entre pol&iacute;tica, igreja e comunica&ccedil;&atilde;o. A presidente do Conselho, Ima C&eacute;lia Guimar&atilde;es Vieira, analisa que as diverg&ecirc;ncias de opini&atilde;o &ldquo;revelam que o &oacute;rg&atilde;o amadureceu muito nestes quatro anos, enfrentando temas de not&oacute;ria delicadeza com cuidado e transpar&ecirc;ncia. Temos a convic&ccedil;&atilde;o que o resultado final desse debate ser&aacute; um marco para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Inten&ccedil;&otilde;es sem leis<\/strong><\/p>\n<p>Para avaliar os quatro anos da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso refletir sobre o paralelismo legal vigente no Brasil, de onde a atual composi&ccedil;&atilde;o da EBC &eacute; fruto direto. De acordo com a Lei 11.652\/2008, a empresa &eacute; vinculada a Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, tem a Uni&atilde;o como acionista &uacute;nica e deve ser a gestora do sistema p&uacute;blico de radiodifus&atilde;o. O objetivo ainda est&aacute; longe de ser alcan&ccedil;ado, muito pela dificuldade de administrar o ca&oacute;tico quadro das diversas emissoras p&uacute;blicas, que possuem diferentes regulamenta&ccedil;&otilde;es e s&atilde;o operadas por agentes pol&iacute;ticos distintos &ndash; entes estaduais e ente federativo &#8211; sempre atrelados &agrave;s mudan&ccedil;as de governo. Existe um quadro incerto nas normativas sobre comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, que de certa forma sempre priorizou a instala&ccedil;&atilde;o de emissoras comerciais, em detrimento do car&aacute;ter p&uacute;blico, amplamente instaurado em pa&iacute;ses europeus, por exemplo.<\/p>\n<p>A complementaridade dos sistemas p&uacute;blico, estatal e privado, estabelecido pela Constitui&ccedil;&atilde;o, nunca foi regulamentado e as outorgas s&atilde;o dadas de acordo com outras categorias (comercial, comunit&aacute;ria e educativa). &ldquo;Existe uma larga sobreposi&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o existe nem mesmo um padr&atilde;o jur&iacute;dico para as emissoras p&uacute;blicas. &Eacute; necess&aacute;rio organizar o sistema e ter a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal como orientador&rdquo;, afirma o representante do Intervozes.<\/p>\n<p>A EBC gerencia a TV Brasil (fruto da jun&ccedil;&atilde;o da TVE Rio de Janeiro, TVE Maranh&atilde;o e TV Nacional de Bras&iacute;lia), oito emissoras de r&aacute;dio, uma radioag&ecirc;ncia, uma ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias na internet (Ag&ecirc;ncia Brasil) e a TV Brasil Internacional. Pela Lei, sancionada em abril de 2008, a EBC ficou respons&aacute;vel tamb&eacute;m em gerenciar os canais de comunica&ccedil;&atilde;o governamental, atrav&eacute;s da EBC Servi&ccedil;os. Para Passos, &ldquo;o problema &eacute; que na gest&atilde;o da EBC n&atilde;o se consegue ter uma distin&ccedil;&atilde;o com a EBC servi&ccedil;os, que compartilha a infraestrutura, o administrativo e os recursos humanos&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o p&uacute;blico, um dos diferenciais mais aparentes da EBC &eacute; a aus&ecirc;ncia de comerciais e venda de espa&ccedil;os publicit&aacute;rios nos programas. Para a manuten&ccedil;&atilde;o da EBC, a lei estabeleceu um recurso vindo da Contribui&ccedil;&atilde;o de Fomento &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, composto a partir de tributa&ccedil;&atilde;o de atividades das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Mesmo n&atilde;o representando uma nova taxa&ccedil;&atilde;o, as empresas de telefonia moveram uma A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade que questiona o fundo e, desde ent&atilde;o, depositam o valor em ju&iacute;zo, que hoje chega a R$ 700 milh&otilde;es. &ldquo;Vamos continuar tentando negociar a retirada desse recurso judicial, pois se tratam de empresas que faturam centenas de bilh&otilde;es de reais por ano e poderiam contribuir com esse projeto de constru&ccedil;&atilde;o da cidadania&rdquo;, afirma Breve sobre a situa&ccedil;&atilde;o. Mas mesmo que a contribui&ccedil;&atilde;o chegue ao seu destino, a quest&atilde;o do financiamento seguir&aacute; um desafio a EBC, uma iniciativa de altos custos e que, para ser um agente transformador da sociedade, precisa estar acima dos contingenciamentos or&ccedil;ament&aacute;rios dos governos.<\/p>\n<p><strong>Vitrine para sistema p&uacute;blico<\/strong><\/p>\n<p>Existem muitos pontos positivos que podem ser revelados ao se pensar sobre a trajet&oacute;ria da EBC. Ela &eacute;, por exemplo, quem mais exibe o cinema nacional de acordo com a Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema. &Eacute; a demonstra&ccedil;&atilde;o de que uma empresa p&uacute;blica deve estar mais preocupada com a relev&acirc;ncia de sua programa&ccedil;&atilde;o do que com sua audi&ecirc;ncia. Por outro lado, o modelo implantado e a heran&ccedil;a herdada pela EBC criam diferentes realidades dentro de um mesmo espa&ccedil;o.<\/p>\n<p>Apesar de lutar pela autonomia editorial frente ao governo, a rela&ccedil;&atilde;o com o Executivo fica evidente ao ter o diretor-presidente e diretor-geral indicados diretamente pela presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. O governo ocupa tamb&eacute;m a maioria das cadeiras de dois dos tr&ecirc;s conselhos: o de Administra&ccedil;&atilde;o e o Fiscal. Na pr&aacute;tica, a decis&atilde;o de onde gastar o or&ccedil;amento e a responsabilidade de fiscaliza&ccedil;&atilde;o ficam a cargo de minist&eacute;rios e secretarias, enquanto o terceiro conselho, o Curador &ndash; composto por 22 membros, sendo 15 da sociedade civil &#8211; seria o respons&aacute;vel por zelar pelo conte&uacute;do e programa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em mar&ccedil;o deste ano, quando o Conselho Curador votou pela substitui&ccedil;&atilde;o das missas e cultos transmitidos pelos ve&iacute;culos da EBC &#8211; que ocupam 2he45min da programa&ccedil;&atilde;o da TV Brasil e da R&aacute;dio Nacional de Bras&iacute;lia &ndash; a EBC passou a enfrentar um momento delicado, onde declara&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas da ex-diretora-presidente indicaram uma clara diverg&ecirc;ncia quanto ao papel do Conselho. Cruvinel afirmou na &eacute;poca que &ldquo;conselho n&atilde;o &eacute; gestor da grade&rdquo; e que mudan&ccedil;as eram necess&aacute;rias na composi&ccedil;&atilde;o do mesmo, para garantir que ele n&atilde;o estivesse mais preocupado com a gest&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o. A decis&atilde;o do Conselho, por outro lado, estava pautada em outro instrumento de participa&ccedil;&atilde;o social, uma consulta p&uacute;blica que reuniu 141 contribui&ccedil;&otilde;es sobre o tema. A arquidiocese do Rio de Janeiro e a Igreja Batista de Niter&oacute;i entraram com recursos contra a decis&atilde;o e a Justi&ccedil;a Federal decidiu pela manuten&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o na emissora p&uacute;blica. Rea&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m surgiram no Legislativo: os senadores Marcelo Crivella (PRB\/RJ), Lindbergh Farias (PT\/RJ) e Edison Lob&atilde;o Filho (PMDB\/MA) protocolaram um decreto legislativo que susta a decis&atilde;o do Conselho, apoiando a perman&ecirc;ncia da programa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para o atual diretor-presidente da EBC, a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o criou pedras no caminho entre diretoria executiva e Conselho. &ldquo;Houve diverg&ecirc;ncia de opini&otilde;es apenas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s atribui&ccedil;&otilde;es do Conselho, que foi criado para ser uma esp&eacute;cie de consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica da programa&ccedil;&atilde;o e dos conte&uacute;dos distribu&iacute;dos pelos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o da EBC&rdquo;. Mas o debate sobre o modelo institucional e o papel do Conselho continua. &ldquo;O papel do conselho deveria ser ampliado, e n&atilde;o simplesmente revisto. Temos que fortalecer, pensar em formas de que a sociedade participe da decis&atilde;o de quem ocupa a presid&ecirc;ncia da EBC, por exemplo&rdquo;, afirma G&eacute;sio.<\/p>\n<p>H&aacute; dois anos, o Conselho Curador passou por mudan&ccedil;as substanciais, com substitui&ccedil;&atilde;o de parte de sua composi&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria &#8211; indicada pelo ex-presidente Lula e sem a defini&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios objetivos. Durante a &uacute;ltima renova&ccedil;&atilde;o de conselheiros, ocorrida em 2011, o Conselho definiu um m&eacute;todo mais democr&aacute;tico, com a composi&ccedil;&atilde;o de uma lista tr&iacute;plice a partir dos mais indicados pela sociedade civil atrav&eacute;s de uma consulta p&uacute;blica. A movimenta&ccedil;&atilde;o indica um amadurecimento para a atua&ccedil;&atilde;o do Conselho, mas ainda sem garantia formal de que os mais indicados ser&atilde;o os escolhidos pela Presid&ecirc;ncia. Sobre os pr&oacute;ximos objetivos do Conselho, Ima Vieira afirma que deve trabalhar para &ldquo;ampliar e dar efici&ecirc;ncia aos instrumentos de di&aacute;logo com a sociedade, pois esse di&aacute;logo &eacute; a ess&ecirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&rdquo;.<\/p>\n<p>Em resposta ao debate sobre os programas religiosos e pelos quatro anos da EBC, a sociedade civil elaborou uma <a href=\"http:\/\/www.intervozes.org.br\/noticias\/entidades-defendem-sistema-publico-de-comunicacao\/\" target=\"_blank\">carta com dez propostas para a estatal<\/a> , assinada por 51 entidades de todo o pa&iacute;s. Os pontos abrangem quest&otilde;es como gest&atilde;o financeira, infraestrutura, programa&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o pol&iacute;tica, audi&ecirc;ncia, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Digitaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A converg&ecirc;ncia entre a sociedade civil em torno da import&acirc;ncia da EBC &eacute; um fato crucial para o campo da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil. At&eacute; 2016, todos os canais dever&atilde;o obrigatoriamente migrar para a TV Digital, o que pode representar um salto para a EBC em termos de audi&ecirc;ncia. &ldquo;Trata-se de um momento de transi&ccedil;&atilde;o ideal para assegurar o sucesso deste projeto&rdquo;, afirma Breve. Um operador de rede digital significa desenvolver a infraestrutura que ir&aacute; difundir os sinais digitais para a EBC e para os outros canais p&uacute;blicos interessados.<\/p>\n<p>Com isso, a era digital pode ser uma oportunidade para a EBC se equiparar, em termos de alcance ao p&uacute;blico, ao sistema comercial. A transi&ccedil;&atilde;o depende ainda do modelo que ser&aacute; escolhido. No horizonte, duas perspectivas poss&iacute;veis: uma parceria entre a empresa p&uacute;blica e Telebr&aacute;s ou atrav&eacute;s de uma parceria p&uacute;blico-privado. A Telebr&aacute;s j&aacute; se mostrou disposta em firmar parceira por ter rede de fibra &oacute;tica em 80% das localidades previstas pela EBC, mas ainda seria preciso alcan&ccedil;ar por sat&eacute;lite as demais &aacute;reas. Mas dentro do governo ainda existe quem defenda a PPP, e parece que o tema n&atilde;o foi completamente definido.<\/p>\n<p>A sociedade civil aponta para a necessidade da EBC aproveitar a transi&ccedil;&atilde;o para o digital para convergir os canais p&uacute;blicos distribu&iacute;dos pelo pa&iacute;s. Existem ao todo nove canais reservados para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica pela Anatel para a nova era digital. E com isso, ap&oacute;s quatro anos de exist&ecirc;ncia, os antigos desafios somam-se as necess&aacute;rias novas experimenta&ccedil;&otilde;es na comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Manter programa&ccedil;&atilde;o alinhada com o princ&iacute;pio educativo e cultural, investir para a implanta&ccedil;&atilde;o de um Operador &Uacute;nico de Rede, garantir autonomia financeira, consolidar-se perante um sistema comercial fortemente estruturado no imagin&aacute;rio brasileiro e ainda ser uma experi&ecirc;ncia exitosa na comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Ou seja, repensar o p&uacute;blico e ressignificar a comunica&ccedil;&atilde;o dentro de um novo sentido de sociedade.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Ap&oacute;s 4 anos de sua funda&ccedil;&atilde;o, Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o enfrenta uma s&eacute;rie de quest&otilde;es para consolidar o sistema p&uacute;blico.<\/span> <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[703],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26361"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26361"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26361\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}