{"id":26322,"date":"2011-11-04T10:05:19","date_gmt":"2011-11-04T10:05:19","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26322"},"modified":"2011-11-04T10:05:19","modified_gmt":"2011-11-04T10:05:19","slug":"constituicao-esta-do-lado-de-quem-quer-democratizar-a-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26322","title":{"rendered":"Constitui\u00e7\u00e3o est\u00e1 do lado de quem quer democratizar a comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">Publicado originalmente em <a href=\"http:\/\/sul21.com.br\/jornal\/2011\/11\/franklin-martins-constituicao-esta-do-lado-de-quem-quer-democratizar-a-comunicacao\/\" target=\"_blank\">Sul 21<\/a> . <\/p>\n<p class=\"padrao\">Cumprir uma s&eacute;rie de aspectos previstos pela Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, at&eacute; hoje negligenciados, seria um enorme passo rumo &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Este foi o entendimento un&acirc;nime entre os seis palestrantes do painel &ldquo;Regula&ccedil;&atilde;o e Liberdade de Express&atilde;o&rdquo;, realizado na tarde desta quinta-feira (3), na Escola Superior da Magistratura (ESM), parte da programa&ccedil;&atilde;o do semin&aacute;rio Democratiza&ccedil;&atilde;o da M&iacute;dia. Entendimento resumido no gesto do ex-ministro da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social Franklin Martins, que brandiu a Constitui&ccedil;&atilde;o ao final de sua fala, ressaltando que para democratizar a comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; preciso defender nada que n&atilde;o esteja previsto pela Carta Magna.<br \/>O ex-ministro contou que o jurista Fabio Konder Comparato tem uma a&ccedil;&atilde;o no STF contra o Congresso, pela omiss&atilde;o dos parlamentares que at&eacute; hoje n&atilde;o regulamentaram a maior parte dos trechos da Constitui&ccedil;&atilde;o que dizem respeito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. J&aacute; se v&atilde;o mais de 20 anos. Franklin Martins tamb&eacute;m jogou duro com os grandes ve&iacute;culos que tentam &ldquo;interditar o debate&rdquo; sobre a regula&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia.<\/p>\n<p class=\"padrao\">&ldquo;Como as leis n&atilde;o s&atilde;o cumpridas, existe um ambiente de vale-tudo. N&atilde;o querem que haja um debate aberto, p&uacute;blico, transparente sobre comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse. Esta interdi&ccedil;&atilde;o do debate, feita geralmente com a imprensa acusando quem luta pela regula&ccedil;&atilde;o de tentativa de censura, tamb&eacute;m foi fortemente criticada por ele. &ldquo;Dizer que regula&ccedil;&atilde;o &eacute; censura &eacute; conversa mole, para boi dormir. Sou visceralmente contra a censura, lutei contra a ditadura do in&iacute;cio ao fim e me orgulho muito disto. Enquanto alguns aceitaram a ditadura, aceitaram at&eacute; mesmo a autocensura. E quando o povo pediu democracia, se insurgiram contra o povo&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Interdi&ccedil;&atilde;o do debate<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">Franklin Martins ilustrou dois momentos em que seu trabalho como ministro foi descontextualizado por meios de comunica&ccedil;&atilde;o, para que n&atilde;o houvesse um debate claro sobre a regula&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia. Um deles foi durante a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom). Naquela ocasi&atilde;o, o ministro deixou muito claro que o governo n&atilde;o adotaria medidas que usassem a express&atilde;o &ldquo;controle social&rdquo; por consider&aacute;-la amb&iacute;gua. Ao final dos trabalhos, apenas uma das mais de 600 resolu&ccedil;&otilde;es da confer&ecirc;ncia tinha esta express&atilde;o. &ldquo;A cobertura acabou sendo toda em cima desta express&atilde;o&rdquo;, contou.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Outro epis&oacute;dio ocorreu quando um semin&aacute;rio trouxe integrantes de &oacute;rg&atilde;os reguladores de m&iacute;dia de v&aacute;rias partes do mundo para explicar como funciona a regula&ccedil;&atilde;o em seus pa&iacute;ses. Segundo Franklin, normas de conte&uacute;do em pa&iacute;ses como Inglaterra e Fran&ccedil;a tratam apenas de assuntos &ldquo;extremamente &oacute;bvios&rdquo;, como o respeito &agrave; crian&ccedil;a e ao adolescente. Ainda assim, novamente grandes ve&iacute;culos da imprensa brasileira falaram em tentativa de cercear sua liberdade.<\/p>\n<p class=\"padrao\">O ex-ministro ressaltou que grandes empresas de comunica&ccedil;&atilde;o erram ao n&atilde;o querer debater o tema &ndash; algo que fizeram, por exemplo, quando se recusaram a participar da Confecom. Franklin Martins alertou que, com a converg&ecirc;ncia de m&iacute;dias, as teles ir&atilde;o engolir as empresas de comunica&ccedil;&atilde;o caso n&atilde;o haja uma regula&ccedil;&atilde;o sobre sua atua&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>&ldquo;Blogosfera &eacute; o grilo falante da imprensa&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong><br \/><\/strong>Martins ressaltou ainda que j&aacute; v&ecirc; em curso uma democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, gra&ccedil;as &agrave;s tecnologias digitais e em especial &agrave; internet. Nos &uacute;ltimos anos, os custos de produ&ccedil;&atilde;o baratearam para qualquer m&iacute;dia, desde a grava&ccedil;&atilde;o de discos at&eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de filmes. Eliminando barreiras inerentes &agrave; m&iacute;dia impressa, como as de distribui&ccedil;&atilde;o e impress&atilde;o, a internet barateou e facilitou muito a dissemina&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Al&eacute;m disto, Martins defendeu que h&aacute; uma revolu&ccedil;&atilde;o promovida pela blogosfera, que est&aacute; em comentar e at&eacute; desmentir rapidamente um conte&uacute;do veiculado pela imprensa. Ele exemplificou isto com dois casos recentes: uma coluna de Roberto Jeferson para a Folha de S&atilde;o Paulo que foi detectada como pl&aacute;gio, e o caso c&eacute;lebre da bolinha de papel durante as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais no ano passado. &ldquo;Costumo dizer que a blogosfera &eacute; o grilo falante da imprensa. Pin&oacute;quio pode mentir muito, mas tem o grilo falante lhe dizendo que errou&rdquo;, disse.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>&ldquo;Se consolidam grupos proibidos pela Constitui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz pesquisador<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">Como Franklin Martins, os demais painelistas ressaltaram que uma s&eacute;rie de leis, ou de trechos da Constitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o regulamentados, se cumpridos, j&aacute; contribuiriam muito para a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. O jornalista e soci&oacute;logo Ven&iacute;cio Lima ressaltou que &eacute; preciso regulamentar v&aacute;rios pontos que est&atilde;o previstos pela Constitui&ccedil;&atilde;o, como a cria&ccedil;&atilde;o de conselhos estaduais de comunica&ccedil;&atilde;o. De 1988 para c&aacute;, apenas a Bahia j&aacute; criou seu conselho. Mesmo assim, o fez apenas em abril de 2011, e ainda nem conseguiu instaur&aacute;-lo de fato. Agora, o Rio Grande do Sul pode ser o segundo estado a cumprir o que determina a Constitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Ven&iacute;cio lembrou que a Carta Magna tamb&eacute;m impede a cria&ccedil;&atilde;o de oligop&oacute;lios de comunica&ccedil;&atilde;o. Mas para que isto se d&ecirc; na pr&aacute;tica &eacute; preciso regulamentar, por exemplo, a propriedade cruzada. &ldquo;Se consolidam grupos proibidos pela Constitui&ccedil;&atilde;o e que contrariam uma norma fundamental para a democracia&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p class=\"padrao\">A jornalista Bia Barbosa, integrante do Conselho Diretor do coletivo Intervozes, que luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, saudou o fato de o debate ser promovido pela magistratura ga&uacute;cha, tendo em vista que o STF tem sido um ator da desregulamenta&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia. Em decis&otilde;es recentes, o Supremo determinou o fim da Lei de Imprensa, que definia o direito de resposta, entre outras quest&otilde;es, e a desregulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o de jornalista. &ldquo;Estou contente porque o debate est&aacute; chegando a um ambiente em que antes n&atilde;o chegava&rdquo;, tamb&eacute;m ressaltou a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP).<\/p>\n<p class=\"padrao\">Ambas tamb&eacute;m ressaltaram que o presidente do Senado, Jos&eacute; Sarney (PMDB-AP), est&aacute; barrando a atua&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Senado. &Oacute;rg&atilde;o previsto em lei regulamentada em 1991, s&oacute; teve sua cria&ccedil;&atilde;o efetiva em 2004. O conselho &eacute; formado por treze integrantes da sociedade civil, com dois anos de mandato cada. Ap&oacute;s o final do segundo mandato do Conselho, em 2007, o Senado n&atilde;o nomeou mais ningu&eacute;m e o &oacute;rg&atilde;o est&aacute; parado desde ent&atilde;o. Erundina revelou que j&aacute; acionou o Minist&eacute;rio P&uacute;blico para que o Senado cumpra a lei.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Bia Barbosa, por sua vez, tamb&eacute;m ressaltou outros descumprimentos flagrantes da legisla&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Um deles &eacute; o das emissoras que apresentam venda de produtos 24 horas por dia &ndash; s&oacute; &eacute; permitida a publicidade em 25% da programa&ccedil;&atilde;o de um canal. O Intervozes tem uma a&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a contra estas emissoras que tramita h&aacute; quatro anos, sem previs&atilde;o de final. Al&eacute;m disto, falou sobre as concess&otilde;es irregulares. Segundo ela, 36 das 39 FMs da Grande S&atilde;o Paulo operam com concess&otilde;es irregulares. &ldquo;Algumas operam em uma cidade, mas t&ecirc;m concess&atilde;o para atuar em outra. Muitas t&ecirc;m concess&otilde;es vencidas h&aacute; anos&rdquo;. Ven&iacute;cio Lima tamb&eacute;m citou uma pesquisa em que 50% de uma amostra de emissoras estavam em nome de laranjas.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>O pr&oacute;prio Congresso desrespeita a lei<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong><br \/><\/strong>V&aacute;rios dos painelistas tamb&eacute;m citaram uma das maiores afrontas &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o: o descumprimento dos pr&oacute;prios congressistas da lei que veda aeles serem concession&aacute;rios de servi&ccedil;os p&uacute;blicos. N&atilde;o &agrave; toa, a deputada Luiza Erundina disse que se sente isolada no Congresso na luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. Ela revelou que nem seu pr&oacute;prio partido, o PSB, nem seus aliados de primeira hora como o PT e o PC do B apoiaram uma A&ccedil;&atilde;o de Inconstitucionalidade contra as concess&otilde;es de radiodifus&atilde;o de deputados e senadores &ndash; apenas o PSOL assinou a a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Erundina contou tamb&eacute;m que os deputados da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara (CCTCI) d&atilde;o pareceres favor&aacute;veis a outorgas de concess&atilde;o de radiodifus&atilde;o sem o menor subs&iacute;dio para analis&aacute;-las. Ela revelou que j&aacute; tentou diversas vezes aprovar requerimento para audi&ecirc;ncia p&uacute;blica em que as emissoras sejam inquiridas pelos deputados antes de terem sua concess&atilde;o renovada por 15 anos. &ldquo;Os meus colegas n&atilde;o deixam nem que haja qu&oacute;rum para vota&ccedil;&atilde;o dos requerimentos, para que n&atilde;o fique sequer evidente quem &eacute; contra e quem &eacute; a favor&rdquo;, disse. &ldquo;Eu tenho tentado s&oacute; chatear, porque sou uma voz isolada&rdquo;, completou.<\/p>\n<p class=\"padrao\">O desembargador do TJ-RS, Eug&ecirc;nio Facchini Neto, alertou que este comportamento dos congressistas pode levar o debate da comunica&ccedil;&atilde;o a um c&iacute;rculo vicioso, uma vez que um marco regulat&oacute;rio precisaria ser aprovado pelo Congresso. &ldquo;Vimos aqui neste semin&aacute;rio a dificuldade que h&aacute; no Congresso, devido a interesses nem t&atilde;o ocultos de seus membros&rdquo;.<\/p>\n<p><strong><br \/>&ldquo;Brasil est&aacute; muito atrasado&rdquo;, defende jornalista<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">O chefe-de-reda&ccedil;&atilde;o do jornal O Sul, Elton Primaz cobrou que o governo federal apresente um projeto de marco regulat&oacute;rio. Segundo o jornalista, esta seria a melhor maneira de colocar na mesa um debate claro, de mostrar para a sociedade que n&atilde;o h&aacute; intento de impor censura aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o como insistem os grandes ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Sou pessimista devido &agrave; demora do governo em apresentar proposta. No momento em que tiver uma proposta, a sociedade poder&aacute; ser informada sobre o que &eacute; de fato o marco regulat&oacute;rio&rdquo;.<br \/>&ldquo;H&aacute; uma tentativa de causar confus&atilde;o entre marco regulat&oacute;rio e censura. O que h&aacute; hoje &eacute; uma censura por parte dos ve&iacute;culos sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, completou. Primaz tamb&eacute;m tra&ccedil;ou um breve hist&oacute;rico da regula&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o em outros pa&iacute;ses. Os Estados Unidos, apontou, j&aacute; t&ecirc;m regula&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia desde 1930. A Argentina avan&ccedil;ou com a Ley de Medios aprovada h&aacute; dois anos. &ldquo;O Brasil est&aacute; muito atrasado&rdquo;, resumiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado originalmente em Sul 21 . Cumprir uma s&eacute;rie de aspectos previstos pela Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, at&eacute; hoje negligenciados, seria um enorme passo rumo &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. 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