{"id":26295,"date":"2011-10-25T16:08:02","date_gmt":"2011-10-25T16:08:02","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26295"},"modified":"2014-09-07T03:02:22","modified_gmt":"2014-09-07T03:02:22","slug":"a-imprensa-comete-atentado-a-liberdade-de-imprensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26295","title":{"rendered":"&#8220;A imprensa comete atentado \u00e0 liberdade de imprensa&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">[t&iacute;tulo original: Juiz critica monop&oacute;lios na m&iacute;dia e aponta manipula&ccedil;&atilde;o em cobertura da RBS]<\/p>\n<p>O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Ju&iacute;zes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Jo&atilde;o Ricardo dos Santos Costa, criticou a cobertura que o jornal Zero Hora fez de um semin&aacute;rio sobre liberdade de imprensa e Poder Judici&aacute;rio, em Porto Alegre. A mat&eacute;ria sobre o evento omitiu a parte do debate relacionada aos monop&oacute;lios de comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Esse &eacute; um caso paradigm&aacute;tico: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a pr&oacute;pria imprensa comete um atentado &agrave; liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento&quot;, diz o juiz em entrevista &agrave; Carta Maior.<\/p>\n<p>No dia 21 outubro, a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associa&ccedil;&atilde;o dos Ju&iacute;zes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um semin&aacute;rio para discutir liberdade de imprensa e Poder Judici&aacute;rio. O convite para o encontro partiu da ANJ que j&aacute; promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal (Ver artigo de Ven&iacute;cio Lima, <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22879\" target=\"_blank\">Direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o: o &ldquo;F&oacute;rum&rdquo; e a &ldquo;Ciranda&rdquo;<\/a> ). Os interesses tem&aacute;ticos envolvidos no debate n&atilde;o eram exatamente os mesmos. Enquanto que a ANJ e as suas empresas afiliadas estavam mais interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regula&ccedil;&atilde;o e limite, a Ajuris queria debater tamb&eacute;m outros temas, como a amea&ccedil;a que os monop&oacute;lios de comunica&ccedil;&atilde;o representam para a liberdade de imprensa e de express&atilde;o.<\/p>\n<p>O jornal Zero Hora, do Grupo RBS (e filiado a ANJ) publicou no s&aacute;bado (24\/10\/2011) uma mat&eacute;ria de uma p&aacute;gina sobre o encontro. Intitulada &ldquo;A defesa do direito de informar&rdquo;, a mat&eacute;ria destacou as falas favor&aacute;veis &agrave; agenda da ANJ &ndash; como as da presidente da associa&ccedil;&atilde;o, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jur&iacute;dico da RBS, Paulo Tonet &ndash; e omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monop&oacute;lios de comunica&ccedil;&atilde;o. Na mesma edi&ccedil;&atilde;o, o jornal publicou um editorial furioso contra o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusando-o de querer censurar o jornalismo investigativo (Ver mat&eacute;ria: <a href=\"http:\/\/cartamaior.com.br\/templates\/materiaMostrar.cfm?materia_id=18780\" target=\"_blank\">Tarso recha&ccedil;a editorial da RBS e diz que empresa manipulou conte&uacute;do de confer&ecirc;ncia<\/a>). No mesmo editorial, o jornal Zero Hora apresentou-se como porta-voz da &ldquo;imprensa livre e independente&rdquo; e afirmou que &ldquo;a credibilidade &eacute; a sua principal credencial&rdquo;.<\/p>\n<p>Agora, dois dias depois de o governador ga&uacute;cho acusar a RBS de ter manipulado o conte&uacute;do de uma confer&ecirc;ncia que proferiu no Minist&eacute;rio P&uacute;blico do RS, omitindo uma parte que n&atilde;o interessava &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da tese sobre a &ldquo;censura ao jornalismo investigativo&rdquo;, mais uma autoridade, desta vez o presidente da Ajuris, Jo&atilde;o Ricardo dos Santos Costa, vem a p&uacute;blico criticar uma cobertura da RBS, neste caso, sobre o evento promovido em conjunto com a ANJ. A omiss&atilde;o da parte do debate relacionada ao tema do monop&oacute;lio incomodou o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Ju&iacute;zes.<\/p>\n<p>&ldquo;Esse &eacute; um caso paradigm&aacute;tico: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a pr&oacute;pria imprensa comete um atentado &agrave; liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discuss&atilde;o sobre os monop&oacute;lios de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse Jo&atilde;o Ricardo dos Santos Costa em entrevista &agrave; Carta Maior.<\/p>\n<p>Na entrevista, o presidente da Ajuris defende, citando Chomsky, que &ldquo;o maior obst&aacute;culo &agrave; liberdade de imprensa e de express&atilde;o s&atilde;o os monop&oacute;lios das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A &ldquo;credibilidade&rdquo; reivindicada pela RBS no editorial citado n&atilde;o suporta, aparentemente, apresentar a voz de quem pensa diferente dela. &ldquo;O comportamento do jornal em quest&atilde;o ao veicular a not&iacute;cia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que &eacute; a quest&atilde;o dos monop&oacute;lios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo&rdquo;, destaca o magistrado.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o objetivo do semin&aacute;rio sobre Liberdade de Imprensa e Poder Judici&aacute;rio e quais foram os principais temas debatidos no encontro realizado dia 21 de outubro em Porto Alegre?<\/strong><br \/>A Ajuris foi procurada pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) para promover um evento com o objetivo de debater liberdade de imprensa e o Poder Judici&aacute;rio. A rela&ccedil;&atilde;o se justifica pelo grande n&uacute;mero de quest&otilde;es que chegam ao Judici&aacute;rio envolvendo a atividade jornal&iacute;stica. Essas quest&otilde;es envolvem, muitas vezes, decis&otilde;es que limitam a divulga&ccedil;&atilde;o de certas mat&eacute;rias. Pois bem, fomos procurados para fazer esse debate que gira em torno de dois valores constitucionais: a liberdade de express&atilde;o e a independ&ecirc;ncia do Judici&aacute;rio. Para alguns haveria um aparente conflito entre esses dois princ&iacute;pios. N&oacute;s nos dispomos, ent&atilde;o, a construir por meio do debate o que significa a conviv&ecirc;ncia desses dois valores em sociedade democr&aacute;tica. Esse foi o grande desafio que esse evento pretendia enfrentar.<\/p>\n<p>H&aacute; duas posi&ccedil;&otilde;es veementes neste debate. De um lado h&aacute; aqueles que n&atilde;o admitem nenhum tipo de cerceamento &agrave; informa&ccedil;&atilde;o; de outro, h&aacute; aqueles que n&atilde;o admitem qualquer tipo de restri&ccedil;&atilde;o ao trabalho do Judici&aacute;rio. Do ponto de vista constitucional, cabe ao Judici&aacute;rio solucionar todos os conflitos, inclusive os que envolvem a imprensa. A imprensa n&atilde;o est&aacute; fora das regula&ccedil;&otilde;es judiciais. H&aacute; um embate muito forte entre essas duas posi&ccedil;&otilde;es. Se, de um lado, a ANJ buscou explorar o tema da liberdade de imprensa sob a &oacute;tica da atividade judicial, n&oacute;s buscamos fazer um debate sobre a quest&atilde;o constitucional da liberdade de imprensa, no que diz respeito &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es aos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Por que a Ajuris decidiu abordar o tema da liberdade de imprensa sob essa &oacute;tica?<\/strong><br \/>Chomsky tem dito que o maior obst&aacute;culo &agrave; liberdade de imprensa e de express&atilde;o s&atilde;o os monop&oacute;lios das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o s&oacute; ele, ali&aacute;s. V&aacute;rios pensadores contempor&acirc;neos dizem a mesma coisa. Para n&oacute;s, esse &eacute; o cerne da quest&atilde;o. Hoje n&atilde;o h&aacute; pluralidade, n&atilde;o h&aacute; apropria&ccedil;&atilde;o social da informa&ccedil;&atilde;o. O que existe &eacute; o interesse econ&ocirc;mico que prepondera. Os editoriais s&atilde;o muito mais voltados aos neg&oacute;cios. Hoje mesmo, o editorial de um jornal local [Zero Hora\/RBS] expressa preocupa&ccedil;&atilde;o com a vit&oacute;ria de Cristina Kirchner na Argentina dizendo que seria um governo populista que teria explorado o luto [pela morte de N&eacute;stor Kirchner] para se reeleger.<\/p>\n<p>H&aacute; toda uma preocupa&ccedil;&atilde;o sobre o que representa esse governo para os neg&oacute;cios das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, em especial no que diz respeito ao conflito entre o governo argentino e o grupo Clar&iacute;n. A sociedade brasileira s&oacute; tem conhecimento do lado da empresa de comunica&ccedil;&atilde;o. A vis&atilde;o do governo argentino sobre esse tema nunca foi exposta aqui no Brasil.<\/p>\n<p>E a&iacute; vem uma quest&atilde;o fundamental relacionada &agrave; liberdade de imprensa. O problema n&atilde;o &eacute; o que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o veiculam, mas sim o que omitem. Esse &eacute; o grande problema a ser superado.<\/p>\n<p><strong>E esse tema foi debatido no semin&aacute;rio?<\/strong><br \/>No nosso evento, eu lembro de uma fala do deputado Miro Teixeira. Ele disse que a hist&oacute;ria da censura envolve o cerceamento de grandes pensadores da humanidade, como Descartes, Locke, Maquiavel, Montesquieu, entre outros. Citou isso para exemplificar os danos sociais dessa censura. Mas hoje o que n&oacute;s observamos &eacute; que os grandes pensadores contempor&acirc;neos s&atilde;o cerceados n&atilde;o pelos censores que existiam antigamente, mas pelos pr&oacute;prios detentores dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Os grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o veiculam, n&atilde;o debatem hoje os grandes pensadores da humanidade. Nomes como Amartya Sen, Noam Chomsky, Hobsbwan, entre outros, n&atilde;o t&ecirc;m suas ideias discutidas na m&iacute;dia, n&atilde;o s&atilde;o procurados para se manifestar sobre as grandes quest&otilde;es sociais. N&atilde;o s&atilde;o chamados pela grande m&iacute;dia para dar sua opini&atilde;o e o que acaba prevalecendo &eacute; o interesse do capital financeiro, que &eacute; aquele que n&atilde;o vai pagar a conta da crise.<\/p>\n<p>Eu dou esse exemplo para demonstrar a gravidade do problema representado por esse monop&oacute;lio, esse interesse econ&ocirc;mico preponderante sobre o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. Esse interesse diz incessantemente para a sociedade que a &uacute;nica sa&iacute;da para superar a crise atual &eacute; por meio do sacrif&iacute;cio dos mais pobres e dos setores m&eacute;dios da popula&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o se toca na quest&atilde;o do sacrif&iacute;cio do setor financeiro. Este setor n&atilde;o pode ter preju&iacute;zo. Quem vai ter preju&iacute;zo &eacute; a sociedade como um todo, mesmo que isso atinja direitos fundamentais das pessoas.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, esse debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente importante e deve come&ccedil;ar a ser feito de forma transparente para que a sociedade se aproprie do que realmente est&aacute; acontecendo e que possa ter autonomia em suas decis&otilde;es e mesmo influenciar a classe pol&iacute;tica que hoje est&aacute; entregue aos grandes financiadores de campanha que s&atilde;o os mesmos que fornecem a informa&ccedil;&atilde;o enlatada que estamos recebendo. N&oacute;s, da Associa&ccedil;&atilde;o dos Ju&iacute;zes do Rio Grande do Sul, estamos propondo esse debate para a sociedade.<\/p>\n<p><strong>Esse debate que o senhor relatou n&atilde;o apareceu na cobertura midi&aacute;tica do encontro pelo grupo RBS, que participou do mesmo. O jornal Zero Hora dedicou uma p&aacute;gina ao encontro, com uma mat&eacute;ria intitulada &ldquo;A defesa do direito de informar&rdquo;, sem fazer nenhuma men&ccedil;&atilde;o a essa parte do debate envolvendo os temas do monop&oacute;lio e da democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Como &eacute; que a Ajuris, que prop&ocirc;s esse debate, recebe esse tipo de cobertura?<\/strong><br \/>O comportamento do jornal em quest&atilde;o ao veicular a not&iacute;cia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que &eacute; a quest&atilde;o dos monop&oacute;lios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo. &Eacute; como eu disse antes: o problema maior &eacute; aquilo que &eacute; omitido, aquilo que n&atilde;o &eacute; revelado. Esse &eacute; um caso paradigm&aacute;tico: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a pr&oacute;pria imprensa comete um atentado &agrave; liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discuss&atilde;o sobre os monop&oacute;lios de comunica&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s n&atilde;o vamos nos omitir em tratar desse assunto por mais dolorido que ele possa ser. &Eacute; evidente que n&atilde;o &eacute; um assunto que deva ser banalizado. Ele &eacute; o mais importante de todos. Estamos tratando de pluralidade de pensamento.<\/p>\n<p><strong>No debate, o deputado federal Miro Teixeira defendeu que a liberdade de imprensa &eacute; um direito absoluto. Qual sua opini&atilde;o sobre isso?<\/strong><br \/>Eu compartilho a ideia de que n&atilde;o h&aacute; nenhum direito absoluto, n&atilde;o pode haver. Neste contexto de monop&oacute;lio, menos ainda. Liberdade absoluta de imprensa em um contexto onde sequer a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal &eacute; cumprida. no sentido de proibir a exist&ecirc;ncia de monop&oacute;lios. &Eacute; algo completamente daninho &agrave; democracia. Outra coisa com a qual eu tamb&eacute;m n&atilde;o concordo , envolvendo esse debate, &eacute; a afirma&ccedil;&atilde;o do ministro Marco Aur&eacute;lio Buzzi (do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a) de que n&oacute;s temos liberdade at&eacute; para matar. N&oacute;s n&atilde;o temos liberdade para matar. N&atilde;o vejo, dentro da nossa organiza&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica e de sociedade, que tenhamos liberdade para matar. Do fato de, no C&oacute;digo Penal brasileiro, &ldquo;matar algu&eacute;m&#8230;pena de tanto a tanto&rdquo; aparecer como uma express&atilde;o afirmativa, n&atilde;o se segue o direito de matar. N&oacute;s n&atilde;o podemos matar e n&atilde;o podemos violar o Direito. N&atilde;o temos essa liberdade. N&atilde;o temos a liberdade de tirar a liberdade das outras pessoas. O direito individual n&atilde;o chega a esse radicalismo que se pretende com essa afirma&ccedil;&atilde;o de que a liberdade de imprensa &eacute; um direito absoluto.<\/p>\n<p><strong>A ANJ realizou recentemente, no Supremo Tribunal Federal (STF), um semin&aacute;rio semelhante a este realizado no Rio Grande do Sul. H&aacute;, portanto, uma &oacute;bvia preocupa&ccedil;&atilde;o com a posi&ccedil;&atilde;o do Poder Judici&aacute;rio neste debate. Qual &eacute;, na sua avalia&ccedil;&atilde;o, o papel do Judici&aacute;rio neste contexto?<\/strong><br \/>O fato de se debater, em primeiro lugar, &eacute; um grande caminho para amadurecer esses institutos que, aparentemente, est&atilde;o colidindo, na sociedade. &Eacute; l&oacute;gico que o Judici&aacute;rio, nesta e em outras grandes quest&otilde;es da sociedade brasileira, tem sido provocado a se pronunciar. Muito pela inefici&ecirc;ncia do Poder Legislativo. O STF tem decidido sobre quest&otilde;es que o Legislativo se mostra incapaz de resolver: uni&atilde;o homoafetiva, aborto, demarca&ccedil;&atilde;o de terras ind&iacute;genas, c&eacute;lulas-tronco, entre outros. A press&atilde;o envolvendo esses temas est&aacute; vindo para cima do Judici&aacute;rio. E o Judici&aacute;rio, por sua formata&ccedil;&atilde;o de autonomia e independ&ecirc;ncia, ele se mostra menos vulner&aacute;vel a press&otilde;es. Decidir &eacute; da ess&ecirc;ncia do Poder Judici&aacute;rio, desagradando um dos lados em lit&iacute;gio.<\/p>\n<p>Quando esse lado &eacute; muito poderoso, os danos &agrave; institui&ccedil;&atilde;o podem ser pesados. Numa decis&atilde;o, por exemplo, que contraria os interesses de um monop&oacute;lio de comunica&ccedil;&atilde;o, esse monop&oacute;lio joga todo esse seu poder para atingir a credibilidade do Judici&aacute;rio como institui&ccedil;&atilde;o. Creio que a&iacute; aparece um outro grande debate que deve ser feito sobre at&eacute; que ponto esse tipo de postura n&atilde;o corr&oacute;i a nossa democracia.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Ju&iacute;z critica a cobertura  que o jornal Zero Hora fez de um semin&aacute;rio sobre liberdade de imprensa e  Poder Judici&aacute;rio que omitiu debate sobre <\/span><span class=\"padrao\">monop&oacute;lios de comunica&ccedil;&atilde;o<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1599],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26295"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26295"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26295\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28276,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26295\/revisions\/28276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}