{"id":26263,"date":"2011-10-19T17:17:25","date_gmt":"2011-10-19T17:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26263"},"modified":"2011-10-19T17:17:25","modified_gmt":"2011-10-19T17:17:25","slug":"conselho-de-comunicacao-entra-em-fase-decisiva-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26263","title":{"rendered":"Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o entra em fase decisiva no RS"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A c&acirc;mara tem&aacute;tica de cultura e comunica&ccedil;&atilde;o do Conselho de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social do Rio Grande do Sul (CDES-RS) abre de vez nesta sexta-feira (21) o debate sobre a cria&ccedil;&atilde;o de um Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social no Estado. A proposta, discutida desde maio pelos conselheiros, ser&aacute; detalhada em um encontro com empresas, entidades da sociedade civil e especialistas na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A proposta de cria&ccedil;&atilde;o de um Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o foi <a href=\"http:\/\/www.cdes.rs.gov.br\/biblioteca\/download\/cda\/87\">sintetizada em uma minuta<\/a>, que traz as linhas gerais sobre composi&ccedil;&atilde;o, finalidade e funcionamento do &oacute;rg&atilde;o. Pela proposta, o conselho ter&aacute; 25 integrantes, entre representantes de entidades de classe, empres&aacute;rios da comunica&ccedil;&atilde;o, representantes da m&iacute;dia comunit&aacute;ria e da sociedade civil, al&eacute;m de integrantes do governo estadual. O trabalho dos conselheiros n&atilde;o seria remunerado. Eles teriam mandato de dois anos, com possibilidade de uma reelei&ccedil;&atilde;o, e se reuniriam mensalmente e tomariam decis&otilde;es na forma de recomenda&ccedil;&otilde;es, pareceres e resolu&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A proposta lista nove objetivos do conselho. Entre eles, elaborar diretrizes para pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o e para as a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o do governo, realizar estudos sobre a &aacute;rea, propor pol&iacute;ticas de incentivo &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e &ldquo;estimular a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e suas entidades na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas em defesa do interesse p&uacute;blico na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Sociedade est&aacute; madura, afirma secret&aacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>Em todo o Brasil, apenas a Bahia tem um Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social funcionando. Assunto pol&ecirc;mico, ele costuma despertar rea&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias do setor empresarial, que v&ecirc;em nos conselhos amea&ccedil;as &agrave; liberdade de express&atilde;o.<\/p>\n<p>Para a secret&aacute;ria estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o, Vera Spolidoro, a forma como foi constru&iacute;da a proposta traz uma resposta positiva quanto &agrave; repercuss&atilde;o. &ldquo;Eu acredito que a sociedade &eacute; bem madura e entende que, ao contr&aacute;rio do que se dizia, o conselho n&atilde;o &eacute; para censurar a m&iacute;dia ou os ve&iacute;culos&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com a secret&aacute;ria, o projeto &eacute; norteado pelo respeito &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o, no que diz respeito &agrave; liberdade de express&atilde;o e &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Baseamo-nos principalmente no artigo 220, que trata da manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, a cria&ccedil;&atilde;o, a express&atilde;o e a informa&ccedil;&atilde;o, sob qualquer forma, processo ou ve&iacute;culo, sem sofrer qualquer restri&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>&ldquo;A proposta est&aacute; sendo pensada de forma coletiva e em um processo de consulta aos munic&iacute;pios. Nossa principal preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; democratizar a comunica&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m queremos que o conselho incentive estudos e pesquisas na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o, por meio de acordos com universidades&rdquo;, afirma a secret&aacute;ria.<\/p>\n<p>O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Ga&uacute;cha de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Agert), Alexandre Gadret, afirma que a entidade ainda n&atilde;o tem uma posi&ccedil;&atilde;o fechada, mas n&atilde;o deve se posicionar contra &agrave; proposta, desde que o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se dedique a atividades como controle de conte&uacute;dos, por exemplo.<\/p>\n<p>&ldquo;Respeitamos qualquer nova sugest&atilde;o, desde que contemple a liberdade de express&atilde;o. O que se tem sinalizado &eacute; que n&atilde;o h&aacute; essa inten&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma Gadret, que vai participar da reuni&atilde;o promovida pelo CDES nesta sexta, no audit&oacute;rio do BRDE, em Porto Alegre. Nesta quinta, na reuni&atilde;o ordin&aacute;ria da Agert, a entidade discutir&aacute; o projeto.<\/p>\n<p><strong>Conselhos t&ecirc;m car&aacute;ter consultivo, diz pesquisador<\/strong><\/p>\n<p>O soci&oacute;logo e jornalista Ven&iacute;cio Artur de Lima, professor aposentado da UnB e que pesquisa a forma&ccedil;&atilde;o de conselhos de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, afirma que h&aacute; desinforma&ccedil;&atilde;o sobre o assunto, promovida por setores interessados em n&atilde;o permitir a cria&ccedil;&atilde;o de conselhos. Ven&iacute;cio Artur de Lima participou de uma reuni&atilde;o no CDES-RS, em setembro, para discutir a cria&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social no Rio Grande&nbsp; do Sul.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, os conselhos podem fazer indica&ccedil;&otilde;es de casos para an&aacute;lise do judici&aacute;rio e acompanhar o cumprimento de normas legais que envolvem a comunica&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o influenciam no controle da m&iacute;dia. &ldquo;Quem diz isso na verdade s&atilde;o aquelas minorias que controlam a comunica&ccedil;&atilde;o h&aacute; anos. Estes grupos que controlam a m&iacute;dia no Brasil n&atilde;o querem nada que possa sequer discutir a situa&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>&ldquo;Os conselhos n&atilde;o interferem na regula&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia ou no campo das concess&otilde;es de emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o. Isto &eacute; prerrogativa da Uni&atilde;o, que s&oacute; pode acontecer com aprova&ccedil;&atilde;o do Congresso Nacional&rdquo;, diz Ven&iacute;cio Lima. Ele explica que o papel dos conselhos &eacute; de car&aacute;ter consultivo. &ldquo;O controle das verbas p&uacute;blicas &eacute; uma quest&atilde;o central e o conselho poder&aacute; recomendar ao executivo a distribui&ccedil;&atilde;o mais equ&acirc;nime dos recursos de publicidade entre os ve&iacute;culos, mas quem decidir&aacute; ser&aacute; o executivo&rdquo;, exemplifica. &ldquo;Os conselhos s&atilde;o um importante passo no sentido de permitir a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade na formula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas estaduais de comunica&ccedil;&atilde;o social e inclus&atilde;o digital&rdquo;, defende.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">* Colaborou Daniel Cassol<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A c&acirc;mara tem&aacute;tica de cultura e comunica&ccedil;&atilde;o do Conselho de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social do Rio Grande do Sul (CDES-RS) abre de vez nesta sexta-feira (21) o debate sobre a cria&ccedil;&atilde;o de um Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social no Estado. 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