{"id":26234,"date":"2011-10-14T11:48:38","date_gmt":"2011-10-14T11:48:38","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26234"},"modified":"2011-10-14T11:48:38","modified_gmt":"2011-10-14T11:48:38","slug":"liberdade-privacidade-e-direitos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26234","title":{"rendered":"Liberdade, privacidade e Direitos Humanos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">A sala da trilha 1 n&atilde;o era das mais cheias, na tarde desta quinta-feira, no Expo Center Norte, onde se realiza at&eacute; esta sexta, o I Forum da Internet no Brasil. Os participantes est&atilde;o divididos em seis trilhas, que agrupam determinados assuntos, importantes para a consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da rede mundial de computadores no pa&iacute;s. Liberdade de express&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos na rede, garantia de direitos e liberdades na Internet, direitos das crian&ccedil;as e adolescentes, s&atilde;o alguns dos temas tratados neste grupo.<\/p>\n<p>Danilo Doneda, do Departamento de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa do Consumidor do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, falou bastante sobre a import&acirc;ncia de proteger o consumidor, seus dados pessoais sobretudo. Segundo ele, &quot;o futuro aponta para necessidade cada vez maior de prote&ccedil;&atilde;o ao consumidor&quot;, j&aacute; que o &quot;com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico cresce vertiginosamente, provavelmente superar&aacute; o com&eacute;rcio de rua, criando novos h&aacute;bitos de consumo, novos produtos&quot;. Para o doutor em direito civil, a monetiza&ccedil;&atilde;o dos dados pessoais pode fazer parte de modelos de neg&oacute;cios gratuitos. &quot;A prote&ccedil;&atilde;o de dados do cidad&atilde;o tem a ver com liberdade&quot;, e na vis&atilde;o da pasta da Justi&ccedil;a &quot;&eacute; necess&aacute;rio legitimar a prote&ccedil;&atilde;o&quot;, que precisa ser atualizada, modernizada. Sobre Direitos Humanos, o representante da Justi&ccedil;a nada falou, ali&aacute;s houve estranhamento com sua perspectiva do ponto de vista do consumo.<\/p>\n<p>Pelo terceiro setor, falou Carlos Affonso Pereira de Souza, do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV (Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas). O doutor em direito acredita que a Internet brasileira est&aacute; quase constitucionalizada, com a sucess&atilde;o de leis, orienta&ccedil;&otilde;es, prote&ccedil;&atilde;o. Citando exemplos de pa&iacute;ses &aacute;rabes e da Venezuela, &quot;que tem filtragem pr&eacute;via sobre conte&uacute;dos&quot;, Carlos Affonso acredita que no Brasil a Internet n&atilde;o est&aacute; amea&ccedil;ada, a l&iacute;ngua portuguesa &eacute; a segunda no Twitter. Lembrou de pol&ecirc;micas que est&atilde;o na ordem do dia, como o &quot;direito autoral&quot;, ou a lei de cibercrimes. &quot;N&atilde;o sabemos nem mesmo como os direitos humanos ser&atilde;o tratados na Internet, como aprovar lei sobre crimes?&quot;<\/p>\n<p>&quot;A Internet deve ser aberta como princ&iacute;pio para guiar leis futuras&quot;, acredita o professor. Ordens judiciais contra conte&uacute;dos vem sendo utilizadas e ele cita o exemplo do Picasa, que teve de retirar 11.574 fotos. Para Carlos Affonso, os grandes avan&ccedil;os propiciados pela Internet em rela&ccedil;&atilde;o aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o tradicionais, est&atilde;o no acesso &#8211; de restrito para amplo; na interatividade &#8211; de unit&aacute;ria para plural; e na colabora&ccedil;&atilde;o, antes inexistente e agora estimulada. &quot;As redes podem se transformar em muros na Internet&quot;, a colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; a grande mola propulsora.<\/p>\n<p>&quot;A ess&ecirc;ncia da tecnologia n&atilde;o &eacute; algo tecnol&oacute;gico&quot;. Com a frase de Heiddeger, o &uacute;nico n&atilde;o advogado da mesa, professor Jos&eacute; Palazzo Oliveira, da UFRGS, fez uma viagem pela historia da comunica&ccedil;&atilde;o, mostrando que privacidade &eacute; coisa recente e que, assim como liberdade e direitos humanos s&atilde;o conceitos que &quot;tem profunda base ideol&oacute;gica&quot;. Mais importante que a tecnologia em si, &eacute; a difus&atilde;o que se faz dela e como &eacute; utilizada. &quot;Liberdade &eacute; aus&ecirc;ncia de submiss&atilde;o, de servid&atilde;o, de determina&ccedil;&atilde;o&quot; e a Internet tem ferramentas fabulosas para a liberdade de express&atilde;o, depende de n&oacute;s o uso dessa tecnologia.<\/p>\n<p>&quot;Somos defensores desses princ&iacute;pios, liberdade, privacidade e direitos humanos&quot;, come&ccedil;ou o representante dos empres&aacute;rios, Rony Vainzof, advogado especializado em direito eletr&ocirc;nico. A seguir, passou a relatar exemplos de crimes &quot;pela internet&quot;, segundo ele &#8211; suic&iacute;dio em raz&atilde;o de &quot;cyberbullying&quot;, namorado que fez montagem de foto da namorada num corpo nu e espalhou pela Internet, infernizando a vida da garota &#8211; e protestou porque no Brasil isto n&atilde;o &eacute; crime. Lembrou que na Constitui&ccedil;&atilde;o &quot;&eacute; livre a manifesta&ccedil;&atilde;o de pensamento, sem anonimato&quot;, &quot;a vida privada da pessoa natural &eacute; inviol&aacute;vel&quot;, e outros artigos de leis, citando inclusive artigos do Marco Civil que tramita pelo Congresso. Vainzof critica a falta de par&acirc;metros na legisla&ccedil;&atilde;o brasileira para o conceito de privacidade. &quot;O provedor pode ser gratuito mas n&atilde;o &eacute; filantr&oacute;pico, algo ele ter&aacute; em troca&quot;.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sala da trilha 1 n&atilde;o era das mais cheias, na tarde desta quinta-feira, no Expo Center Norte, onde se realiza at&eacute; esta sexta, o I Forum da Internet no Brasil. 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