{"id":26200,"date":"2011-10-06T14:06:11","date_gmt":"2011-10-06T14:06:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26200"},"modified":"2011-10-06T14:06:11","modified_gmt":"2011-10-06T14:06:11","slug":"brasil-pode-ser-quarto-pais-do-mundo-a-proibir-publicidade-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26200","title":{"rendered":"Brasil pode ser quarto pa\u00eds do mundo a proibir publicidade infantil"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A proximidade do Dia das Crian&ccedil;as &#8211; celebrado em 12 de outubro no Brasil &#8211; d&aacute; ainda mais luz a uma discuss&atilde;o que voltou seriamente &agrave; pauta em junho deste ano: a possibilidade da proibi&ccedil;&atilde;o de publicidade dirigida ao p&uacute;blico infantil. Sobre o tema, muitas quest&otilde;es s&atilde;o levantadas e, se aprovado o projeto de lei do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), o Brasil pode se juntar aos outros tr&ecirc;s pa&iacute;ses do mundo que pro&iacute;bem a pr&aacute;tica: Noruega, Su&eacute;cia e Canad&aacute; (este &uacute;ltimo, apenas da prov&iacute;ncia de Quebec).<\/p>\n<p>As pol&ecirc;micas sobre o assunto s&atilde;o muitas. Afinal, qual a seria a influ&ecirc;ncia de um comercial de um produto dirigido a um consumidor com menos de 12 anos? Em meio &agrave; discuss&atilde;o, h&aacute; pontos de vista diversos: associa&ccedil;&otilde;es de defesa dos direitos de crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o radicais: acreditam n&atilde;o devem ser permitidos an&uacute;ncios a crian&ccedil;as de quaisquer idades. Publicit&aacute;rios e anunciantes acham que a autorregulamenta&ccedil;&atilde;o, que existe desde 2006 e &eacute; feita pelo Conar, d&aacute; conta do recado. J&aacute; as emissoras, que veiculam tais an&uacute;ncios, acham que tal proibi&ccedil;&atilde;o pode inviabilizar a produ&ccedil;&atilde;o de atra&ccedil;&otilde;es de qualidade para o p&uacute;blico infantil, j&aacute; que elas dependem dos anunciantes para se manterem no ar. Com tantos interesses distintos, era claro que o tema seria pol&ecirc;mico. E, independentemente de a lei ser aprovada ou n&atilde;o, o tema continuar&aacute; controverso.<\/p>\n<p>Alvo certo<\/p>\n<p>Na TV aberta, n&atilde;o &eacute; novidade de que parte das emissoras dedica sua grade matutina &agrave; programa&ccedil;&atilde;o infantil. No entanto, o crescimento da TV por assinatura aumentou a vig&iacute;lia das associa&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as. Do total de telespectadores da paga, segundo dados publicados pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), referentes a 2010, 12% dos consumidores dos canais tinham de 4 a 11 anos. No entanto, se as crian&ccedil;as n&atilde;o representam a maioria dos consumidores de TV, s&atilde;o elas que comp&otilde;em o p&uacute;blico que mais tempo dedica a assistir a televis&atilde;o: m&eacute;dia de 2h34 di&aacute;rios.<\/p>\n<p>Gabriela Vuolo, coordenadora de Mobiliza&ccedil;&atilde;o do Projeto Crian&ccedil;a e Consumo, do Instituto Alana, garante que a quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; ser contra ou favor da publicidade, mas seu direcionamento. &quot;N&atilde;o h&aacute; problema quanto &agrave; publicidade, desde que ela seja direcionada para os pais. A gente entende que a crian&ccedil;a n&atilde;o tem habilidades e ferramentas psicol&oacute;gicas para compreender as mensagens embutida nos an&uacute;ncios. O direcionamento precisa ser mudado e a&iacute; precisamos desse lado criativo dos publicit&aacute;rios para criar an&uacute;ncios legais para os pais&quot;, afirma.<\/p>\n<p>O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) reitera o posicionamento da Alana e completa: o alto &iacute;ndice de obesidade infantil registrado no Brasil nos &uacute;ltimos anos teria muito a ver com an&uacute;ncios dirigidos ao p&uacute;blico de menos de 12 anos. &quot;Aqui no Brasil, a famosa mistura de arroz e feij&atilde;o est&aacute; perdendo espa&ccedil;o para os alimentos processados, como salgadinhos e refrigerantes. Uma crian&ccedil;a que fica em torno de cinco horas por dia diante da TV, tem acesso a cerca de trinta an&uacute;ncios publicit&aacute;rios a cada hora. E boa parte disso &eacute; de alimentos&quot;, diz Adriana Charoux, pesquisadora da entidade.<\/p>\n<p>&quot;A publicidade &agrave;s vezes passa por cima, inclusive, de coisas que j&aacute; est&atilde;o asseguradas pela legisla&ccedil;&atilde;o, como o caso do McLanche Feliz, da venda casada de lanches com brinquedos. Existem algumas cidades no pa&iacute;s que j&aacute; est&atilde;o fazendo ajustes para fazer essa venda separadamente&quot;, completa.<\/p>\n<p>Chuva de informa&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p>Por ocasi&atilde;o do Dia das Crian&ccedil;as, em 1&deg; de outubro do ano passado, o Crian&ccedil;a e Consumo monitorou dez horas de programa&ccedil;&atilde;o (das 8h &agrave;s 18h) de sete canais de TV: dois abertos (Globo e SBT) e cinco fechados (Cartoon Network, Boomerang, Disney XD, Discovery Kids e Nickelodeon). No total, foram contabilizadas, aproximadamente, 1,1 mil inser&ccedil;&otilde;es, de cerca de 350 publicidades diferentes.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, do total de an&uacute;ncios, mais de 76% foram de brinquedos, sendo que as empresas que mais anunciaram foram a Hasbro, a Mattel e a Candide. Entre os canais, os que mais veicularam propagandas voltadas para crian&ccedil;as foram Cartoon e Discovery Kids, que registram uma m&eacute;dia de 13 e 11 inser&ccedil;&otilde;es a cada meia hora, respectivamente.<\/p>\n<p>O objetivo do levantamento era o de mostrar a quantidade de propagandas &agrave;s quais as crian&ccedil;as eram submetidas na programa&ccedil;&atilde;o da TV e pedir provid&ecirc;ncias &agrave;s entidades respons&aacute;veis. &quot;Existem muitos estudos e mesmo os dados do IBGE mostram os impactos da publicidade mal direcionada. Temos crian&ccedil;as obesas, erotiza&ccedil;&atilde;o precoce, estresse familiar. Os estudos mostram essa rela&ccedil;&atilde;o direta da publicidade com o comportamento das pessoas&quot;, explica Gabriela Vuolo, da Alana.<\/p>\n<p>Mais que uma escolha de m&iacute;dia, completa Gabriela, a mensagem deve se preocupar com a linguagem utilizada. E este seria, atualmente, um dos maiores pecados do mercado anunciante nacional. &quot;A publicidade tem que ser direcionada para adultos. Por exemplo, n&atilde;o creio que uma crian&ccedil;a de menos de 12 anos leia a Folha de S.Paulo. No levantamento que fizemos, pudemos perceber que as pe&ccedil;as usam personagens infantis. Eles as colocam no meio dos desenhos e a crian&ccedil;a n&atilde;o tem discernimento para diferenciar publicidade de programa&ccedil;&atilde;o. Eles fazem isso para, justamente, alimentar essa confus&atilde;o na cabe&ccedil;a dela. Ent&atilde;o, fica muito claro que aquela publicidade foi direcionada para a crian&ccedil;a e n&atilde;o para o adulto&quot;.<\/p>\n<p>Mesmo com tantos apontamentos, o Idec afirma que, obviamente, n&atilde;o &eacute; a publicidade a grande vil&atilde; dos males infantis, mas n&atilde;o ameniza suas responsabilidades. &quot;N&atilde;o podemos afirmar que &eacute; culpa exclusiva da publicidade, mas certamente ela tem uma participa&ccedil;&atilde;o importante nisso. Especialmente considerando que o p&uacute;blico infantil &eacute; determinante na escolha de compras dos familiares. E ela n&atilde;o tem a forma&ccedil;&atilde;o cognitiva completa at&eacute; os 12 anos. Neste contexto, de forma nenhuma demonizamos a publicidade e falamos que ela &eacute; causadora de todos os males que enfrentamos hoje, mas com certeza ela &eacute; um vetor de comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o muito poderoso&quot;, afirma.<\/p>\n<p>Autorregula&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>Atualmente, a publicidade direcionada ao p&uacute;blico infantil brasileiro &eacute; balizada por normas do Conselho Nacional de Autorregulamenta&ccedil;&atilde;o Publicit&aacute;ria (Conar), conselho formado por representantes da sociedade civil, fabricantes, anunciantes e publicit&aacute;rios.<\/p>\n<p>Desde junho de 2006, o Conselho imp&ocirc;s regras para a produ&ccedil;&atilde;o e veicula&ccedil;&atilde;o da publicidade dirigida &agrave;s crian&ccedil;as. &quot;Dado o rigor das normas &eacute;ticas postas em pr&aacute;tica mais o monitoramento pela equipe do Conar das pe&ccedil;as publicit&aacute;rias do g&ecirc;nero, associado &agrave;s den&uacute;ncias de consumidores e autoridades, houve crescimento significativo no n&uacute;mero de representa&ccedil;&otilde;es abertas e liminares concedidas&quot;, informa a entidade, em nota.<\/p>\n<p>O aumento da demanda referente ao tema pode ser comprovado por n&uacute;meros fornecidos pela associa&ccedil;&atilde;o. De meados de dezembro do ano passado at&eacute; agosto passado, o Conar havia sustado, liminarmente, dez an&uacute;ncios dirigidos a crian&ccedil;as e adolescentes. &quot;A reforma do c&oacute;digo atendeu ao prop&oacute;sito de manter elevados os padr&otilde;es &eacute;ticos da comunica&ccedil;&atilde;o e, principalmente, dar respostas apropriadas &agrave;s justas preocupa&ccedil;&otilde;es da sociedade com a forma&ccedil;&atilde;o da suas crian&ccedil;as e adolescentes, integrando-se aos esfor&ccedil;os para a forma&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os respons&aacute;veis e consumidores conscientes e na difus&atilde;o de h&aacute;bitos de vida saud&aacute;vel, secundando o insubstitu&iacute;vel papel dos pais, professores e das autoridades&quot;.<\/p>\n<p>A efic&aacute;cia das medidas, no entanto, &eacute; contestada pelas associa&ccedil;&otilde;es. Para elas, falta imparcialidade nos julgamentos realizados pelo Conselho. &quot;Deixamos de mandar coisas para o Conar porque entendemos que ele n&atilde;o &eacute; um &oacute;rg&atilde;o s&eacute;rio e capaz de fazer esse julgamento de maneira imparcial. Chamaram o instituto de &#39;BruxAlana&#39; e que n&oacute;s est&aacute;vamos preocupados com a obesidade, mas que isso era um problema dos meninos loirinhos da Dinamarca. Que no Brasil, os meninos sofrem &eacute; de desnutri&ccedil;&atilde;o. Foi bem diferente at&eacute; do tom que n&oacute;s t&iacute;nhamos com eles&quot;, afirma Gabriela, do Alana.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o temos nenhum problema com os publicit&aacute;rios ou anunciantes. Nosso problema &eacute; com o conte&uacute;do direcionado. No entanto, eles se mostraram em desacordo com isso. N&atilde;o &eacute; uma birra e nem enfrentamento gratuito, mas precisamos de coisas que promovam qualidade de vida e n&atilde;o o contr&aacute;rio. E, enquanto o conte&uacute;do publicit&aacute;rio andar ao contr&aacute;rio disto, n&oacute;s vamos nos manifestar contrariamente&quot;, diz o Idec.<\/p>\n<p>Atitudes respons&aacute;veis<\/p>\n<p>A maior parte das empresas anunciantes afirma respeitar as regras de conduta impostas pelo Conar. O McDonald&#39;s, empresa citada pelo Idec por fazer a venda casada de lanches e brinquedos, afirma respeitar todas as orienta&ccedil;&otilde;es em suas iniciativas dirigidas &agrave;s crian&ccedil;as. &quot;Isso se aplica tanto &agrave;s suas pe&ccedil;as de publicit&aacute;rias, que n&atilde;o s&atilde;o veiculadas em programas para audi&ecirc;ncia em idade pr&eacute;-escolar, quanto &agrave;s promocionais, sem qualquer tipo de divulga&ccedil;&atilde;o de produtos em escolas&quot;, afirma a rede.<\/p>\n<p>A empresa salienta, ainda, que o personagem Ronald McDonald&#39;s, s&iacute;mbolo da rede, faz apresenta&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m em seu roteiro mensagens &quot;exclusivamente educativas&quot;. &quot;Os shows s&atilde;o realizados em escolas, hospitais, orfanatos e restaurantes da rede, e n&atilde;o h&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o de brindes ou produtos e nem s&atilde;o realizadas promo&ccedil;&otilde;es de qualquer tipo. As apresenta&ccedil;&otilde;es promovem conceitos de sa&uacute;de, valoriza&ccedil;&atilde;o da amizade, import&acirc;ncia dos esportes para uma vida saud&aacute;vel e respeito ao meio ambiente&quot;.<\/p>\n<p>A Coca-Cola, anunciante presente em diversas m&iacute;dias e hor&aacute;rios, afirma ter assinado compromisso p&uacute;blico e volunt&aacute;rio &#8211; junto de 21 empresas l&iacute;deres do setor de alimentos e bebidas &#8211; de n&atilde;o dirigir propagandas a menores de 12 anos. &quot;A Coca-Cola Brasil acredita que esta &eacute; a postura de empresas respons&aacute;veis. Por isso, apoiou ativamente o desenvolvimento destas diretrizes relacionadas &agrave; publicidade para crian&ccedil;as e estamos felizes que a ind&uacute;stria de bebidas e alimentos brasileira tenha decidido adot&aacute;-las&quot;, explica Marco Sim&otilde;es, vice-presidente de Comunica&ccedil;&atilde;o e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m do ramo de bebidas, a Ambev garante estar em dia com o c&oacute;digo adotado pelo Conar. E afirma que, juntamente com o compromisso p&uacute;blico assinado pela companhia em 2009, aplic&aacute;vel &agrave; publicidade dirigida a crian&ccedil;as, os princ&iacute;pios gerais se tornaram extremamente r&iacute;gidos. &quot;A Ambev tem por princ&iacute;pio obedecer a todas as leis e regulamentos aplic&aacute;veis &agrave;s suas atividades, onde quer que atue. A empresa mant&eacute;m um c&oacute;digo de marketing respons&aacute;vel e &eacute; signat&aacute;ria do Conar no Brasil&quot;.<\/p>\n<p>Representante do setor aliment&iacute;cio, a Danone afirma que s&oacute; faz comunica&ccedil;&atilde;o de produtos que est&atilde;o em linha com sua miss&atilde;o de sa&uacute;de e nutri&ccedil;&atilde;o ao consumidor. No caso das crian&ccedil;as, s&oacute; s&atilde;o feitas comunica&ccedil;&otilde;es dirigidas de produtos que atendam &agrave;s necessidades nutricionais deste p&uacute;blico, no caso, o Danoninho. &quot;Toda comunica&ccedil;&atilde;o dirigida ao p&uacute;blico constitu&iacute;do por crian&ccedil;as de 3 a 12 anos, expostas &agrave; publicidade da marca, &eacute; restrita aos produtos cujo perfil nutricional e tamanho de por&ccedil;&atilde;o est&atilde;o em conformidade com as diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o, bem como com o Guia Alimentar para a Popula&ccedil;&atilde;o Brasileira do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de&quot;, diz a empresa. &quot;Vale destacar ainda que a Danone apoia a autorregulamenta&ccedil;&atilde;o, por meio da coopera&ccedil;&atilde;o entre iniciativa privada e autoridades de sa&uacute;de, em linha com as mais atuais pr&aacute;ticas de marketing e comunica&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel&quot;, completa.<\/p>\n<p>A TV Globo, emissora que recebe maior reparte do bolo publicit&aacute;rio nacional, defende a import&acirc;ncia dos patrocinadores para viabilizar programas de qualidade. &quot;Acreditamos que, se a proposta for aprovada de forma radical e os anunciantes ficarem impedidos de anunciar, ocorrer&aacute; a diminui&ccedil;&atilde;o da oferta de programas criados e produzidos para crian&ccedil;as por falta de patrocinadores&quot;, afirma a Central Globo de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>De todos os lados dessa balan&ccedil;a, argumentos n&atilde;o faltam. No Congresso, os parlamentares ter&atilde;o que debater a necessidade de uma lei que regule, de fato, a comunica&ccedil;&atilde;o publicit&aacute;ria, sem que haja ares de censura. Nos Procons espalhados pelo pa&iacute;s, apenas 1% das reclama&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m a ver com an&uacute;ncios. E o impasse parece bem longe de uma resolu&ccedil;&atilde;o que seja razo&aacute;vel a todas as partes. Vejamos os pr&oacute;ximos rounds desta disputa.<\/p>\n<p>Par&acirc;metros utilizados<\/p>\n<p>Atualmente, a publicidade dirigida ao p&uacute;blico infantil &eacute; autorregulada pelo Conar. Veja como:<\/p>\n<p>&#8211; Crian&ccedil;as e adolescentes n&atilde;o devem ser usados como modelos para vocalizar apelo direto, recomenda&ccedil;&atilde;o ou sugest&atilde;o de uso ou consumo por outros menores [&quot;Fa&ccedil;a como eu, use&#8230;&quot;].<br \/>&#8211; O planejamento de m&iacute;dia deve refletir as restri&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnica e eticamente pertinentes, buscando-se o m&aacute;ximo de adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; m&iacute;dia escolhida.<br \/>&#8211; S&atilde;o reprovados an&uacute;ncios capazes de provocar qualquer tipo de discrimina&ccedil;&atilde;o, a utiliza&ccedil;&atilde;o de formato jornal&iacute;stico e a explora&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es capazes de infundir medo &agrave;s crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>J&aacute; eram recomenda&ccedil;&otilde;es do c&oacute;digo, anteriores &agrave; reforma de 2006:<br \/>&#8211; Respeitar a dignidade, ingenuidade, credulidade, inexperi&ecirc;ncia e o sentimento de lealdade do p&uacute;blico-alvo.<br \/>&#8211; Dar aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas do p&uacute;blico-alvo e seu discernimento limitado.<br \/>&#8211; Evitar eventuais distor&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas nos modelos publicit&aacute;rios e no p&uacute;blico-alvo.<br \/>&#8211; Pe&ccedil;as publicit&aacute;rias n&atilde;o devem associar crian&ccedil;as e adolescentes a situa&ccedil;&otilde;es ilegais, perigosas ou socialmente conden&aacute;veis,<br \/>&#8211; Impor a no&ccedil;&atilde;o de que o consumo proporcione superioridade ou inferioridade e provocar situa&ccedil;&otilde;es de constrangimento com o prop&oacute;sito de impingir o consumo.<br \/>&#8211; Os an&uacute;ncios devem valorizar a pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas.<br \/>&#8211; Na publicidade que se utiliza de personagens do universo infantil ou de apresentadores de programas dirigidos a este p&uacute;blico-alvo, recomenda-se que as veicula&ccedil;&otilde;es ocorram apenas nos intervalos comerciais, de modo a evitar a confus&atilde;o entre conte&uacute;do editorial e espa&ccedil;o publicit&aacute;rio e que n&atilde;o haja est&iacute;mulos imperativos, especialmente se apresentados por pais e professores, salvo em campanhas educativas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proximidade do Dia das Crian&ccedil;as &#8211; celebrado em 12 de outubro no Brasil &#8211; d&aacute; ainda mais luz a uma discuss&atilde;o que voltou seriamente &agrave; pauta em junho deste ano: a possibilidade da proibi&ccedil;&atilde;o de publicidade dirigida ao p&uacute;blico infantil. 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