{"id":26120,"date":"2011-09-19T15:35:59","date_gmt":"2011-09-19T15:35:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26120"},"modified":"2011-09-19T15:35:59","modified_gmt":"2011-09-19T15:35:59","slug":"fazenda-defende-neutralidade-da-rede-mas-condena-criterios-de-qualidade-da-anatel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26120","title":{"rendered":"Fazenda defende neutralidade da rede mas condena crit\u00e9rios de qualidade da Anatel"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A Secretaria de Acompanhamento Econ&ocirc;mico do Minist&eacute;rio da Fazenda surge como um importante aliado na defesa da neutralidade da rede. A defesa da regula&ccedil;&atilde;o imediata da neutralidade como uma medida de defesa da concorr&ecirc;ncia est&aacute; na consulta p&uacute;blica do novo regulamento do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia(SCM), cujo prazo para as contribui&ccedil;&otilde;es se encerraram no s&aacute;bado. Mas a mesma secretaria condena as propostas da Anatel de metas de qualidade &#8211; com percentuais de velocidade m&eacute;dia, m&iacute;nima e limite de download ap&oacute;s franquia &#8211; por entender que podem provocar um &quot;dano potencial &agrave; concorr&ecirc;ncia&quot; e aumento nos pre&ccedil;os.<\/p>\n<p>Para a Secretaria, &quot;eventual movimento de pagamento por acesso &agrave; rede favorece produtores de conte&uacute;dos j&aacute; estabelecidos, de grande porte e com produtos j&aacute; conhecidos, concentrando o mercado&quot;. No entender do Minist&eacute;rio da Fazenda, a regulamenta&ccedil;&atilde;o da neutralidade da rede deveria ser feita imedidatamente, ainda no est&aacute;gio da ag&ecirc;ncia reguladora, para se evitar o aumento no custo de entrada de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do na internet. No entender da SAE, por&eacute;m, este movimento n&atilde;o tem rela&ccedil;&atilde;o com a cobran&ccedil;a pelo volume de tr&aacute;fego de dados, e afirma que o regulamento da Anatel n&atilde;o faz esta proibi&ccedil;&atilde;o, apenas &quot;n&atilde;o permite a diferencia&ccedil;&atilde;o de tratamento, por seu tipo&quot;.<\/p>\n<p><strong>Qualidade<\/strong><\/p>\n<p>Quanto aos crit&eacute;rios de qualidade da banda larga propostos pela Anatel, o Minist&eacute;rio da Fazenda faz duras cr&iacute;ticas &agrave; metodologia sugerida, e acha que pode provocar a eleva&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o final.<\/p>\n<p>No caso da velocidade m&iacute;nima de 50% ap&oacute;s o uso de toda a franquia, proposto pela Anatel, a SAE aponta que esta medida s&oacute; ir&aacute; atender aos &quot;heavy users&quot; pois o &quot;custo da banda da internet ser&aacute; dividido por todos os assinantes, elevando o pre&ccedil;o do servi&ccedil;o&quot;.<\/p>\n<p>O levantamento feito pelo Minist&eacute;rio da Fazenda aponta a enorme diferen&ccedil;a entre o que o mercado oferece e a proposta da Anatel. Conforme a Fazenda, TIM, em seu plano mais veloz, diminui de 7,2 Mbps para 200 Kbps (corte de 97%) ap&oacute;s a franquia; A NET, em seu pacote de 100 Mbps corta para 1 Mbps ap&oacute;s o uso da franquia, ou seja corte de 99%; a Vivo corta 75% (de 1 Mbps para 256 kBPS) e a Oi, 98% &#8211; de 15 Mbps para 300 Kbps.<\/p>\n<p>Quanto &agrave;s velocidades m&iacute;nimas, a SAE aponta que &quot;as exig&ecirc;ncias de velocidade de regula&ccedil;&atilde;o excedem a escolha do consumidor bem informado&quot;. Para o minist&eacute;rio, os crit&eacute;rios de transpar&ecirc;ncia s&atilde;o mais eficientes que os requisitos t&eacute;cnicos. No caso da velocidade m&eacute;dia, por exemplo, quando a Anatel est&aacute; exigidno 60%,70% e 80% nos tr&ecirc;s primeiros anos, o documento aponta que somente a &Iacute;ndia estabeleceu uma exig&ecirc;ncia contratual (&quot;e seu exemplo n&atilde;o pode ser seguido, j&aacute; que a penetra&ccedil;&atilde;o da banda larga &eacute; muito inferior &agrave; brasileira&quot;). Assinala ainda que na Europa, somente a Inglaterra teria condi&ccedil;&otilde;es de atender o &iacute;ndice de 80%.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; exig&ecirc;ncia da velocidade instant&acirc;nea de 20%,30% e 40% nos tr&ecirc;s primeiros anos, a SAE assinala que ela excede em muito o que est&aacute; nos contratos, o que ir&aacute; provocar &quot;incremento no custo de explora&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, com reflexo nos pre&ccedil;os&quot;.<\/p>\n<p>Conforme A SAE, grandes e pequenos provedores s&oacute; oferecem 10% de garantia de velocidade m&iacute;nima instant&acirc;nea, ou nenhuma garantia. OI, NET, Easynet e Softel, por exemplo, garantem 10% no contrato. Telef&ocirc;nica\/vivo, TIM, Embratel e CTBC n&atilde;o se compromentem com qualquer velocidade m&iacute;nima contratual. Para o Minist&eacute;rio da Fazenda, &eacute; mais eficiente conseguir maior velocidade com a transpar&ecirc;ncia e competi&ccedil;&atilde;o do que com a regula&ccedil;&atilde;o. &quot;Para se chegar aos valores propostos, uma op&ccedil;&atilde;o ser&aacute; dividir a infraestrutura para menos assinantes, e a escassez de usu&aacute;rios trar&aacute; aumento nos pre&ccedil;os&quot;, alerta o documento.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Secretaria de Acompanhamento Econ&ocirc;mico do Minist&eacute;rio da Fazenda surge como um importante aliado na defesa da neutralidade da rede. 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