{"id":26074,"date":"2011-09-06T02:18:11","date_gmt":"2011-09-06T02:18:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26074"},"modified":"2011-09-06T02:18:11","modified_gmt":"2011-09-06T02:18:11","slug":"regulacao-da-midia-passara-antes-por-consulta-publica-diz-ministro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26074","title":{"rendered":"Regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia passar\u00e1 antes por consulta p\u00fablica, diz ministro"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A proposta de um novo regulat&oacute;rio para r&aacute;dios e TVs vai passar por consulta p&uacute;blica, antes de ser conclu&iacute;da e submetida &agrave; presidenta Dilma Rousseff. A informa&ccedil;&atilde;o foi dada &agrave; Carta Maior pelo ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, dois dias antes de o IV Congresso do PT defender que &ldquo;&eacute; urgente abrir o debate no Congresso Nacional sobre o marco regulador da comunica&ccedil;&atilde;o social&rdquo;. Bernardo &eacute; filiado ao PT.<\/p>\n<p>Segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem, a consulta p&uacute;blica dever&aacute; ter como ponto de partida conceitos gen&eacute;ricos, e n&atilde;o textos com reda&ccedil;&atilde;o de lei. Por ora, n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o de quando a consulta come&ccedil;ar&aacute;. &Eacute; prov&aacute;vel que seja ainda este ano.<\/p>\n<p>O minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es recebeu em janeiro proposta de novo marco regulat&oacute;rio elaborada &ndash; mas n&atilde;o fechada &ndash; no ano passado pelo ex-ministro Franklin Martins. O texto atualizava o C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, que &eacute; de 1962.<\/p>\n<p>A principal raz&atilde;o de ainda n&atilde;o estar pronto nem ter ido &agrave; consulta p&uacute;blica, de acordo com relatos feitos &agrave; reportagem, &eacute; que o governo decidiu incluir, no mesmo projeto, uma proposta de atualiza&ccedil;&atilde;o da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT), que &eacute; de 1997. O trabalho de Franklin Martins n&atilde;o mexia na LGT, uma lei extensa, de 216 artigos.<\/p>\n<p>Segundo relatos feitos &agrave; reportagem, o governo considera estrategicamente importante juntar o debate de um novo marco regulat&oacute;rio da radiodifus&atilde;o com a revis&atilde;o da LGT. Seria uma forma de contar com um aliado de peso (as teles) para tentar fazer o projeto avan&ccedil;ar no Congresso.<\/p>\n<p>A avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; que as empresas de radiodifus&atilde;o s&atilde;o contra um novo marco regulat&oacute;rio e v&atilde;o pressionar os parlamentares para que n&atilde;o votem. Ao modernizar a LGT, o governo poderia atender pleitos das teles. Assim, induziria as operadoras a fazer, no Congresso, lobby no sentido oposto ao da radiodifus&atilde;o. O primeiro setor fatura quase dez vezes mais do que o segundo e, com poder econ&ocirc;mico, poderia se contrapor &agrave; for&ccedil;a pol&iacute;tica de r&aacute;dios e TVs.<\/p>\n<p>No dia 31 de agosto, Bernardo participou de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica no Senado e, ao falar sobre o controle de r&aacute;dio e TV por pol&iacute;ticos, mostrou que n&atilde;o ignora a atua&ccedil;&atilde;o dos grupos de m&iacute;dia como agentes pol&iacute;ticos. &quot;&Eacute; uma &aacute;rea empresarial que influencia a opini&atilde;o p&uacute;blica, essa que &eacute; a verdade. N&oacute;s nunca vamos ter meios de comunica&ccedil;&atilde;o absolutamente neutros. Isso n&atilde;o existe, n&oacute;s ter&iacute;amos que ser muito ing&ecirc;nuos para achar isso&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Documento petista<\/strong><\/p>\n<p>A proibi&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tico controlar r&aacute;dio ou TV &eacute; uma das teses defendidas pelo PT em documento espec&iacute;fico sobre comunica&ccedil;&atilde;o social aprovado no Congresso do partido. Bernardo disse que &eacute; a favor da proibi&ccedil;&atilde;o, para que n&atilde;o haja &ldquo;desequil&iacute;brio democr&aacute;tico&rdquo;.<\/p>\n<p>A &ldquo;democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; o conceito geral usado no documento petista em defesa de uma s&eacute;rie de propostas. A carta cobra, por exemplo, que o Congresso e o marco regulat&oacute;rio possam &ldquo;impedir a exist&ecirc;ncia de oligop&oacute;lios&rdquo; nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Na pr&aacute;tica, isso significa criar condi&ccedil;&otilde;es para que novas empresas entrem e sobrevivam no setor.<\/p>\n<p>O veto a oligop&oacute;lios nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; previsto no artigo 220 da Constitui&ccedil;&atilde;o. Mas nunca foi regulamentado &#8211; n&atilde;o h&aacute; uma lei que defina oligop&oacute;lio nem o que deve ser feito, caso algum seja identificado.<\/p>\n<p>O PT acha que deve se vetar a propriedade cruzada dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, ou seja, impedir que um mesmo grupo tenha mais um de tipo de m&iacute;dia (jornal, r&aacute;dio, TV). Essa proibi&ccedil;&atilde;o existe em outros pa&iacute;ses, como os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Os petistas tamb&eacute;m cobram a regulamenta&ccedil;&atilde;o do artigo 221 da Constitui&ccedil;&atilde;o, que lista os princ&iacute;pios que a programa&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio e TV deve seguir. O dispositivo imp&otilde;e cotas de regionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cultural, art&iacute;stica e jornal&iacute;stica, mas a defini&ccedil;&atilde;o do tamanho das cotas tamb&eacute;m depende de lei.<\/p>\n<p>Recentemente, o governo teve uma esp&eacute;cie de experi&ecirc;ncia piloto sobre a dificuldades de debater cotas de programa&ccedil;&atilde;o. Isso aconteceu na vota&ccedil;&atilde;o, pelo Congresso, de projeto que muda a regulamenta&ccedil;&atilde;o do mercado de TV por assinatura e, entre outras coisas, abre o setor &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de operadoras de telefonia.<\/p>\n<p>O projeto estebelece cotas de conte&uacute;do regional e nacional para os canais. As empresas brasileiras que operam TV a cabo fizeram lobby contra o projeto no Congresso e agora pressionam o governo para que vete o dispositivo, quando a presidenta Dilma Rousseff for sancionar a lei.<\/p>\n<p>O documento defende ainda mais investimento em duas empresas p&uacute;blicas, a Empresa Brasil e Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC) e a Telebr&aacute;s, a cria&ccedil;&atilde;o de conselhos de comunica&ccedil;&atilde;o social em todos os estados (s&oacute; existe um em n&iacute;vel federal) e a realiza&ccedil;&atilde;o da segunda Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A primeira Confer&ecirc;ncia aconteceu em dezembro de 2009 e deu in&iacute;cio do projeto de novo marco regulat&oacute;rio da m&iacute;dia que hoje est&aacute; em debate no governo. A maioria das empresas de radiodifus&atilde;o boicotou o encontro.<\/p>\n<p><strong>PSDB: &quot;censura&quot;<\/strong><\/p>\n<p>Em documento oficial divulgado nesta segunda-feira (05\/09), o PSDB, por meio do Instituto Teot&ocirc;nio Vilela (ITV), respons&aacute;vel pela formula&ccedil;&atilde;o de cr&iacute;ticas ao governo de rumos para os tucanos, criticou as teses petistas. &quot;O PT tem horror &agrave; cr&iacute;tica flerta com a censura&quot;, diz o texto &quot;Guerreiros da censura&quot;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proposta de um novo regulat&oacute;rio para r&aacute;dios e TVs vai passar por consulta p&uacute;blica, antes de ser conclu&iacute;da e submetida &agrave; presidenta Dilma Rousseff. 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