{"id":25970,"date":"2011-08-17T15:40:40","date_gmt":"2011-08-17T15:40:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25970"},"modified":"2011-08-17T15:40:40","modified_gmt":"2011-08-17T15:40:40","slug":"movimentos-sociais-aprovam-manifesto-pro-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25970","title":{"rendered":"Movimentos sociais aprovam manifesto pr\u00f3-Banda Larga"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O ato da Coordena&ccedil;&atilde;o dos Movimentos Sociais (CMS) e da  campanha Banda Larga &eacute; um direito seu reuniu mais de uma centena de  lideran&ccedil;as sindicais, estudantis, femininas e comunit&aacute;rias,  parlamentares e blogueiros, segunda-feira (15) &agrave; noite, em S&atilde;o Paulo, em  rep&uacute;dio ao &ldquo;termo de compromisso&rdquo; assinado pelo ministro das  Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, com as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Reconhecer a internet como servi&ccedil;o p&uacute;blico, incorporar o tema da  banda larga ao debate sobre o marco regulat&oacute;rio para o setor de  telecomunica&ccedil;&otilde;es, reabrir o di&aacute;logo com as organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade  civil, fortalecer o papel do Estado e retomar o investimento na  Telebr&aacute;s. Essas s&atilde;o algumas das principais reivindica&ccedil;&otilde;es dos movimentos  presentes no ato.<\/p>\n<p>Sob o mote &ldquo;Banda larga &eacute; um direito seu &ndash; Por uma internet r&aacute;pida e  de qualidade para todos e todas&rdquo;, o evento aconteceu no audit&oacute;rio do  Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de S&atilde;o Paulo).<\/p>\n<p>As reivindica&ccedil;&otilde;es foram reunidas em manifesto aprovado pelos  participantes e visam fazer frente ao recente retrocesso no PNBL (Plano  Nacional de Banda Larga). Lan&ccedil;ado em 2010, O plano sofreu mudan&ccedil;a de  rota importante, mediante negocia&ccedil;&atilde;o entre o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es  e as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es ao final de junho &uacute;ltimo.<\/p>\n<p>Conforme divulgado no site da campanha &ldquo;Banda larga &eacute; um direito  seu!&rdquo;, que re&uacute;ne dezenas de entidades representativas, &ldquo;sem controle de  tarifas, continuidade ou metas de universaliza&ccedil;&atilde;o para o acesso &agrave;  internet, o acordo fechado vai na contram&atilde;o da democratiza&ccedil;&atilde;o dos  servi&ccedil;os&rdquo;.<\/p>\n<p>Conforme explicitou Jo&atilde;o Brant, do Intervozes, os termos de  compromisso firmados preveem que, at&eacute; 2014, seja assegurada banda larga  de 1 Mega a R$ 35,00 em todos os munic&iacute;pios do Pa&iacute;s. No site da  campanha, o vatic&iacute;nio: &ldquo;s&atilde;o completamente insuficientes para os  usu&aacute;rios, que continuar&atilde;o pagando caro pelo uso de uma internet lenta e  concentrada nas faixas de maior poder aquisitivo.&rdquo;<\/p>\n<p>Brant fez uma analogia que elucida isso: &ldquo;enquanto, nos Estados  Unidos, est&aacute; em discuss&atilde;o 100 Megabytes para 75% da popula&ccedil;&atilde;o, n&oacute;s  estamos falando em um.&rdquo; Ademais, de acordo com Brant, na pr&aacute;tica, embora  haja alguma tentativa de massifica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; quaisquer garantias de  oferta ampla do servi&ccedil;o &ndash; que pode ficar restrito &agrave;s &aacute;reas mais  rent&aacute;veis dos munic&iacute;pios. Muito menos de que seja prestado com  qualidade.<\/p>\n<p>Segundo explanou Rosane Bertotti, secret&aacute;ria nacional de comunica&ccedil;&atilde;o  da CUT (Central &Uacute;nica dos Trabalhadores), al&eacute;m da velocidade limitada,  esse &eacute; um dos cinco grandes pontos do PNBL em que h&aacute; diverg&ecirc;ncia. Para  reverter esse quadro, os movimentos pleiteiam ainda que a Anatel  (Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es) aprove regulamentos de qualidade e  metas de competi&ccedil;&atilde;o efetivos.<\/p>\n<p>Os demais aspectos em que h&aacute; discord&acirc;ncia s&atilde;o o fato de que, apesar  de n&atilde;o ser expl&iacute;cito, o acordo abre brecha &agrave; venda casada com a  telefonia fixa; n&atilde;o contempla Internet na &aacute;rea rural; e em caso de n&atilde;o  cumprimento de metas, as multas &agrave;s teles ser&atilde;o revertidas para  investimento nas pr&oacute;prias empresas.<\/p>\n<p>Brant complementou: &ldquo;houve atenuamento das propostas colocadas no  PNBL. A l&oacute;gica da internet como um direito p&uacute;blico cai fora e d&aacute; lugar &agrave;  do regime privado em que o que conta &eacute; o lucro. Suavizam-se muito as  obriga&ccedil;&otilde;es de investimento, as letras mi&uacute;das desfiguram o servi&ccedil;o e o  tornam limitado e diferenciado.&rdquo;<\/p>\n<p>Por tudo isso, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), membro da  Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o, classificou o acordo com  as teles de &ldquo;intoler&aacute;vel&rdquo;. E ironizou: &ldquo;A capacidade &eacute; t&atilde;o restritiva  que n&atilde;o deveria ser considerada banda larga, mas internet discada um  pouquinho melhor.&quot;<\/p>\n<p>Na mesma linha, o presidente do Centro de Estudos da M&iacute;dia  Alternativa Bar&atilde;o de Itarar&eacute;, Altamiro Borges, salientou: &ldquo;No processo  de negocia&ccedil;&atilde;o no varejo, em que predominou a for&ccedil;a econ&ocirc;mica das teles,  cujo faturamento anual &eacute; de R$ 160 bilh&otilde;es, o plano expande e massifica  uma carro&ccedil;a e gera segrega&ccedil;&atilde;o. Temos que pressionar nas ruas por  mudan&ccedil;as.Precisamos de uma estrat&eacute;gia no sentido da democratiza&ccedil;&atilde;o da  comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse.<\/p>\n<p><strong>Mobiliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o, a  deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) destacou durante o ato que &eacute;  fundamental haver mobiliza&ccedil;&atilde;o para se preservarem as conquistas obtidas  com a realiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confecom (Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o),  em dezembro de 2009.<\/p>\n<p>Gra&ccedil;as &agrave; press&atilde;o das entidades representativas da sociedade civil &eacute; que  se conseguiu, nas palavras de Brant, &ldquo;ap&oacute;s anos de ina&ccedil;&atilde;o do governo  nessa &aacute;rea&rdquo;, que se emplacasse o PNBL. Agora, a luta &eacute; para que seu  necess&aacute;rio car&aacute;ter estrat&eacute;gico ao desenvolvimento do pa&iacute;s e &agrave; inclus&atilde;o  social seja garantido.<\/p>\n<p>Nesse sentido, uma s&eacute;rie de a&ccedil;&otilde;es foi definida durante o ato no  Seesp. Entre elas, o pedido de audi&ecirc;ncia com a presidente Dilma  Rousseff, a articula&ccedil;&atilde;o de um ato p&uacute;blico no Congresso Nacional e de  v&aacute;rias manifesta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A primeira delas ficou programada para ocorrer em Bras&iacute;lia, no dia 25  de agosto, dia em que tamb&eacute;m se estabeleceu um twita&ccedil;o (divulga&ccedil;&atilde;o  ampla da campanha pela banda larga pela rede social Twitter). As  entidades devem ainda massificar as reivindica&ccedil;&otilde;es por interm&eacute;dio de  seus meios de comunica&ccedil;&atilde;o e da realiza&ccedil;&atilde;o de debates em universidades,  auxiliadas pelas m&iacute;dias alternativas<\/p>\n<p><strong>Manifesto aprovado pela CMS:<\/strong><\/p>\n<p>No final de junho, o Governo Federal fechou um acordo com as empresas de  telecomunica&ccedil;&otilde;es para garantir banda larga de 1 Mbps a R$ 35 em todos  os munic&iacute;pios do pa&iacute;s at&eacute; o fim de 2014. &Agrave; primeira vista, a medida soou  como um avan&ccedil;o. Especialmente na regi&atilde;o Norte e em &aacute;reas mais distantes  dos grandes centros urbanos, &eacute; a primeira vez em que o servi&ccedil;o ser&aacute;  oferecido a um pre&ccedil;o razoavelmente acess&iacute;vel.<\/p>\n<p>Contudo, o acordo tem v&aacute;rios problemas e revela a aus&ecirc;ncia de uma  pol&iacute;tica de longo prazo para o setor das comunica&ccedil;&otilde;es. Revela tamb&eacute;m uma  concep&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que renega o papel estrat&eacute;gico do Estado e o  interesse nacional em prol dos monop&oacute;lios privados. N&atilde;o h&aacute; como garantir  o direito de todos os cidad&atilde;os a uma internet barata e de qualidade sem  a&ccedil;&otilde;es efetivas do Estado na regula&ccedil;&atilde;o e na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Afora essa dimens&atilde;o pol&iacute;tica geral, o acordo evidencia outros problemas de v&aacute;rias ordens:<\/p>\n<p>1.O pacote definido no termo de compromisso &eacute; limitado e diferenciado,  cheio de restri&ccedil;&otilde;es escritas em letras mi&uacute;das, e est&aacute; longe de garantir a  universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. Os termos de compromisso assinados foram  moldados a partir da disposi&ccedil;&atilde;o das empresas &ndash; como consequ&ecirc;ncia, s&atilde;o  bons para as teles e completamente insuficientes para os usu&aacute;rios. O  termo cria um pacote popular com franquia de download (isto &eacute;, limite de  uso da internet), promove venda casada com a telefonia fixa e n&atilde;o  garante o servi&ccedil;o para todos os cidad&atilde;os &ndash; ele pode ficar restrito &agrave;s  &aacute;reas mais rent&aacute;veis dos munic&iacute;pios. Al&eacute;m disso, o instrumento jur&iacute;dico  de termo de compromisso &eacute; bastante prec&aacute;rio e expressa a dificuldade do  governo em impor metas mantendo a presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o em regime  privado. &Eacute; inadmiss&iacute;vel, por exemplo, que se possibilite que as san&ccedil;&otilde;es  em caso de n&atilde;o cumprimento das metas sejam transformadas em  investimentos nas redes privadas.<\/p>\n<p>2.A velocidade estabelecida est&aacute; fora do que j&aacute; hoje &eacute; considerado  banda larga. Se considerado que o valor vai ser alcan&ccedil;ado s&oacute; em 2014,  ainda pior. Apenas para se ter uma ideia, o Plano Nacional de Banda  Larga dos EUA prev&ecirc; universaliza&ccedil;&atilde;o da internet com 75% da popula&ccedil;&atilde;o  tendo velocidade de 100 Mbps em 2020, e velocidade m&iacute;nima de 4 Mbps. O  plano brasileiro prop&otilde;e a oferta em larga escala de servi&ccedil;os de 5 Mbps  em 2015, mas n&atilde;o estabelece nenhuma obriga&ccedil;&atilde;o nem d&aacute; qualquer garantia  de que isso v&aacute; de fato ocorrer;<\/p>\n<p>3.Embora o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) englobe v&aacute;rias  outras a&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, este acordo condiciona as pol&iacute;ticas  de longo prazo e todas as outras a&ccedil;&otilde;es a serem tocadas no &acirc;mbito do  plano. Concretamente, ele deixa pouco espa&ccedil;o para se avan&ccedil;ar al&eacute;m do que  foi acertado com as operadoras agora, sem estabelecer como meta a  universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, sem garantir controle de tarifas e deixando  na m&atilde;o das empresas as redes constru&iacute;das a partir de recursos  provenientes do servi&ccedil;o p&uacute;blico de telefonia fixa;<\/p>\n<p>4.A quest&atilde;o das redes &eacute; justamente um dos problemas s&eacute;rios da  aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas de longo prazo. Na pr&aacute;tica, os recursos para o  cumprimento das metas do PNBL vir&atilde;o da cobran&ccedil;a da assinatura b&aacute;sica da  telefonia fixa. Isso significa que um servi&ccedil;o prestado em regime  p&uacute;blico, cujos investimentos deveriam resultar em bens p&uacute;blicos (a serem  devolvidos &agrave; Uni&atilde;o ao final do per&iacute;odo de concess&atilde;o), ajudar&aacute; a  financiar redes privadas, sobre as quais pesam poucas obriga&ccedil;&otilde;es de  servi&ccedil;o p&uacute;blico;<\/p>\n<p>5.A Telebr&aacute;s, que poderia ter um papel de for&ccedil;ar as empresas de  telecomunica&ccedil;&otilde;es a se mexer, investir em infraestrutura e baixar seus  pre&ccedil;os, est&aacute; cada vez mais se transformando em estrutura de apoio para  as pr&oacute;prias teles. O problema maior, neste momento, n&atilde;o &eacute; nem a empresa  deixar de prestar servi&ccedil;o ao usu&aacute;rio final, mas sim o fato de ela ter  perdido boa parte dos recursos e deixado de ter o papel de tirar as  empresas privadas de sua &#39;zona de conforto&#39;, com uma pol&iacute;tica agressiva  de provocar competi&ccedil;&atilde;o por meio de acordos com pequenos provedores  locais;<\/p>\n<p>6.O servi&ccedil;o de banda larga tem hoje problemas graves para o  consumidor, e essa expans&atilde;o est&aacute; sendo pensada sem resolver esses  problemas nem garantir par&acirc;metros m&iacute;nimos de qualidade. Est&atilde;o previstas  resolu&ccedil;&otilde;es da Anatel sobre isso at&eacute; 31 de outubro, mas &eacute; preciso  pressionar para que elas de fato garantam o interesse p&uacute;blico e sejam  efetivas;<\/p>\n<p>7.A Anatel, que deveria ter o papel de defender o interesse do  usu&aacute;rio, n&atilde;o tem atuado desta forma. A ag&ecirc;ncia assume que n&atilde;o tem  controlado a venda de bens revers&iacute;veis (bens que est&atilde;o na m&atilde;o das  concession&aacute;rias mas s&atilde;o essenciais &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e n&atilde;o  poderiam ser negociados sem autoriza&ccedil;&atilde;o), estabeleceu um Plano Geral de  Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o para a telefonia fixa que n&atilde;o cria nenhuma nova  obriga&ccedil;&atilde;o para as empresas e n&atilde;o tem sido capaz de garantir a expans&atilde;o  do servi&ccedil;o para as &aacute;reas rurais;<\/p>\n<p>Frente a esses fatos, movimentos sociais reunidos na CMS (Coordena&ccedil;&atilde;o  dos Movimentos Sociais) e as organiza&ccedil;&otilde;es participantes da campanha  Banda Larga &eacute; um direito seu! manifestam sua preocupa&ccedil;&atilde;o com os rumos do  PNBL e apresentam as seguintes reivindica&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p>Que o Governo Federal construa uma pol&iacute;tica estrat&eacute;gica de m&eacute;dio e  longo prazo para o setor das telecomunica&ccedil;&otilde;es, a partir da defini&ccedil;&atilde;o da  banda larga como servi&ccedil;o prestado em regime p&uacute;blico, de forma a garantir  a expans&atilde;o constante das redes e a universaliza&ccedil;&atilde;o progressiva do  servi&ccedil;o, na linha das propostas aprovadas na I Confer&ecirc;ncia Nacional de  Comunica&ccedil;&atilde;o. A defini&ccedil;&atilde;o de regime p&uacute;blico n&atilde;o significa que deve ser  apenas prestado pelo Estado, mas que podem ser exigidas das empresas  privadas metas de universaliza&ccedil;&atilde;o, controle de tarifas, garantias de  qualidade e continuidade do servi&ccedil;o e gest&atilde;o p&uacute;blica das redes;<\/p>\n<p>Que o Governo Federal garanta recursos e volte a investir na Telebr&aacute;s  como instrumento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e regula&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do setor,  como promotora de franca competi&ccedil;&atilde;o e atendimento &agrave;s necessidades das  diversas localidades em que a empresa tem condi&ccedil;&otilde;es de atuar;<\/p>\n<p>Que o Governo Federal e a Anatel garantam a universaliza&ccedil;&atilde;o dos  servi&ccedil;os de internet na &aacute;rea rural com oferta adequada e barata em todo o  pa&iacute;s;<\/p>\n<p>Que a Anatel aprove regulamentos de qualidade e metas de competi&ccedil;&atilde;o  que imponham obriga&ccedil;&otilde;es que garantam de fato o interesse p&uacute;blico, em  condi&ccedil;&otilde;es proporcionais &agrave;s capacidades t&eacute;cnica e financeira de cada  empresa;<\/p>\n<p>Que o Governo Federal incorpore o tema da banda larga ao debate sobre  um novo marco regulat&oacute;rio para o setor das comunica&ccedil;&otilde;es, tratando-os de  forma combinada, por meio da revis&atilde;o da Lei Geral das Telecomunica&ccedil;&otilde;es e  da defini&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica que garanta o car&aacute;ter p&uacute;blico das redes;<\/p>\n<p>Que o Governo Federal retome o di&aacute;logo com as entidades do campo  popular para pensar um projeto estrat&eacute;gico para as comunica&ccedil;&otilde;es e  discutir as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o setor.<\/p>\n<p>Como um servi&ccedil;o essencial &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de direitos, a internet deve  ser tratada como um servi&ccedil;o p&uacute;blico. A limita&ccedil;&atilde;o em seu acesso  enfraquece a democracia e pode ser um entrave ao desenvolvimento  econ&ocirc;mico. Assim, o compromisso da CMS e da campanha Banda Larga &eacute; um  direito seu! &eacute; com a defesa da banda larga barata, de qualidade e para  todos. A avalia&ccedil;&atilde;o sobre o quadro atual das pol&iacute;ticas para banda larga  deve ser feita com base nesses par&acirc;metros. Ainda que n&atilde;o se possa, nem  se queira, ignorar os avan&ccedil;os em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas que  imperava at&eacute; 2009, n&atilde;o se podem excluir dessa avalia&ccedil;&atilde;o as cr&iacute;ticas  devidas, nem se contentar com avan&ccedil;os absolutamente limitados,  condicionados pelas teles e descolados de uma pol&iacute;tica estrat&eacute;gica de  longo prazo.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"padrao\"> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ato da Coordena&ccedil;&atilde;o dos Movimentos Sociais (CMS) e da campanha Banda Larga &eacute; um direito seu reuniu mais de uma centena de lideran&ccedil;as sindicais, estudantis, femininas e comunit&aacute;rias, parlamentares e blogueiros, segunda-feira (15) &agrave; noite, em S&atilde;o Paulo, em rep&uacute;dio ao &ldquo;termo de compromisso&rdquo; assinado pelo ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, com as empresas &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25970\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Movimentos sociais aprovam manifesto pr\u00f3-Banda Larga<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1162],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25970"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25970\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}