{"id":25969,"date":"2011-08-17T15:30:44","date_gmt":"2011-08-17T15:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25969"},"modified":"2011-08-17T15:30:44","modified_gmt":"2011-08-17T15:30:44","slug":"senado-aprova-regulamentacao-da-tv-por-assinatura-com-cotas-de-conteudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25969","title":{"rendered":"Senado aprova regulamenta\u00e7\u00e3o da TV por assinatura com cotas de conte\u00fado"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O Plen&aacute;rio do Senado aprovou, nesta ter&ccedil;a-feira (16), o projeto que cria um novo marco legal para o mercado de TV por assinatura (PLC 116\/10). Pelo texto aprovado, as empresas de telefonia tamb&eacute;m poder&atilde;o ofertar o servi&ccedil;o. Al&eacute;m disso, s&atilde;o criadas cotas de conte&uacute;do nacional e independente nos canais e pacotes de TV por assinatura.<\/p>\n<p>A mat&eacute;ria segue para san&ccedil;&atilde;o presidencial, mas a oposi&ccedil;&atilde;o j&aacute; prometeu entrar com uma a&ccedil;&atilde;o direta de inconstitucionalidade (ADI) por acreditar que o Congresso legislou sobre mat&eacute;ria de iniciativa exclusiva do Executivo, ao atribuir novas compet&ecirc;ncias &agrave; Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema (Ancine).<\/p>\n<p>O texto, que tramitou em regime de urg&ecirc;ncia e foi relatado pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA), unifica as regras de todos os tipos de TV por assinatura. Hoje, essa regulamenta&ccedil;&atilde;o da TV paga &eacute; feita com base na tecnologia de distribui&ccedil;&atilde;o &#8211; por cabo, via sat&eacute;lite e microondas, entre outras. Com a inclus&atilde;o das empresas de telefonia, poder&atilde;o ser oferecidos pacotes convergentes, ou seja, incluindo TV, telefonia e acesso &agrave; internet. A Lei do Cabo perde efic&aacute;cia.<\/p>\n<p>Oposi&ccedil;&atilde;o e situa&ccedil;&atilde;o divergem quanto &agrave; possibilidade de participa&ccedil;&atilde;o do capital estrangeiro no projeto. Para Dem&oacute;stenes Torres (DEM-GO), com a aprova&ccedil;&atilde;o do PLC 116\/10, o capital estrangeiro estar&aacute; &quot;totalmente banido&quot;. J&aacute; para Walter Pinheiro, a nova lei permitir&aacute; a participa&ccedil;&atilde;o, com abertura em etapas que antes eram vedadas:<\/p>\n<p>&#8211; O capital [estrangeiro] n&atilde;o est&aacute; banido. Pode participar da distribui&ccedil;&atilde;o, coisa que n&atilde;o podia antes, mas n&atilde;o vai poder quebrar as regras existentes no pa&iacute;s. Na &aacute;rea de radiodifus&atilde;o, continua valendo o dispositivo constitucional, 30%, na &aacute;rea das teles, a mesma coisa, n&atilde;o pode ter mais que 49,99% do capital das empresas &#8211; explicou o relator.<\/p>\n<p><strong>Cotas de conte&uacute;do<\/strong><\/p>\n<p>O projeto aprovado nesta ter&ccedil;a define uma pol&iacute;tica com tr&ecirc;s tipos de cotas. A cota por canal obriga a veicula&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 3h30 de programa&ccedil;&atilde;o regional e nacional por semana em cada canal, em hor&aacute;rio nobre, que ser&aacute; definido pela Ancine. Metade dessa programa&ccedil;&atilde;o deve ser produzida por produtor independente.<\/p>\n<p>Na cota por pacote, um ter&ccedil;o dos canais que comp&otilde;em o pacote deve ser brasileiro. Dentre os canais brasileiros, um ter&ccedil;o deve ser de produ&ccedil;&atilde;o independente e dois canais devem ter 12 horas di&aacute;rias de conte&uacute;do brasileiro independente.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m h&aacute; cotas por canais jornal&iacute;sticos: os pacotes com conte&uacute;do desse tipo dever&atilde;o oferecer pelo menos dois canais distintos para garantir a pluralidade da informa&ccedil;&atilde;o. A fiscaliza&ccedil;&atilde;o ser&aacute; feita pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) e pela Ancine.<\/p>\n<p>A Anatel continuar&aacute; fiscalizando toda a atividade de distribui&ccedil;&atilde;o: o cumprimento das regras relativas ao uso das redes, &agrave; tecnologia e &agrave; autoriza&ccedil;&atilde;o de oferta de servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>J&aacute; a Ancine passa a ter car&aacute;ter regulador e fiscalizador sobre as atividades de produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e empacotamento de conte&uacute;dos. A gest&atilde;o, a responsabilidade editorial e as atividades de sele&ccedil;&atilde;o e dire&ccedil;&atilde;o inerentes &agrave; programa&ccedil;&atilde;o e ao empacotamento s&atilde;o privativas de brasileiros natos ou naturalizados h&aacute; mais de dez anos. A ag&ecirc;ncia tamb&eacute;m ficar&aacute; respons&aacute;vel pelo credenciamento pr&eacute;vio das empresas.<\/p>\n<p>A Ancine poder&aacute; aplicar san&ccedil;&otilde;es como multa e suspens&atilde;o e cancelamento de credenciamento. Caber&aacute;, por&eacute;m, ao Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a fazer a classifica&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria dos programas veiculados na TV por assinatura.<\/p>\n<p><strong>Fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O texto aprovado tamb&eacute;m define fontes de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o audiovisual nacional. O projeto prev&ecirc; recursos estimados em cerca de R$ 300 milh&otilde;es por ano, a partir da transfer&ecirc;ncia de 10% da contribui&ccedil;&atilde;o das operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es ao Fundo de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o das Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fistel).<\/p>\n<p>Esses recursos dever&atilde;o ser somados ao montante da arrecada&ccedil;&atilde;o da Contribui&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento da Ind&uacute;stria Cinematogr&aacute;fica Nacional (Condecine) &#8211; tributo pago pelas empresas que veiculam, produzem, licenciam e distribuem obras cinematogr&aacute;ficas e videofonogr&aacute;ficas de conte&uacute;do publicit&aacute;rio e com fins comerciais.<\/p>\n<p>Do total de recursos gerados a partir da transfer&ecirc;ncia do Fistel, 30% dever&atilde;o ser destinados a produtoras das regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro Oeste, segundo o projeto. Outros 10% dever&atilde;o ser destinados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o nacional independente.<\/p>\n<p><strong>Inconstitucionalidade<\/strong><\/p>\n<p>Senadores da oposi&ccedil;&atilde;o questionaram a constitucionalidade da proposi&ccedil;&atilde;o e criticaram a rapidez na tramita&ccedil;&atilde;o. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a regulamenta&ccedil;&atilde;o. Segundo Aloysio Nunes (PSDB-SP), a Ancine &eacute; uma autarquia especial, integra a administra&ccedil;&atilde;o do governo e &eacute; compet&ecirc;ncia do Presidente da Rep&uacute;blica a iniciativa de leis que tratem de seu funcionamento.<\/p>\n<p>J&aacute; Alvaro Dias (PSDB-PR) classificou a proposi&ccedil;&atilde;o como um artif&iacute;cio com a n&iacute;tida inten&ccedil;&atilde;o de obter controle da m&iacute;dia pela esfera estatal. Para ele, o projeto concede poderes indevidos de regula&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o audiovisual.<\/p>\n<p>Dem&oacute;stenes Torres disse que a cria&ccedil;&atilde;o de cotas para conte&uacute;do nacional &eacute; uma medida de &quot;coitadismo que n&atilde;o leva em conta o m&eacute;rito ou a qualidade&quot; que obrigar&aacute; o assinante a ver &quot;lixo&quot;. Em sua opini&atilde;o, os bons conte&uacute;dos nacionais n&atilde;o precisam entrar em cota para serem veiculados.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Plen&aacute;rio do Senado aprovou, nesta ter&ccedil;a-feira (16), o projeto que cria um novo marco legal para o mercado de TV por assinatura (PLC 116\/10). Pelo texto aprovado, as empresas de telefonia tamb&eacute;m poder&atilde;o ofertar o servi&ccedil;o. 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